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novembro 6, 2003
De repente, um pouco menos
De repente, um pouco menos que de repente
Até então orgulho é um sentimentozinho besta, mesquinho, vil. Ele advém de coisas sem virtude, e onde falta a virtude inexistem alturas, gozos reais, o sublime e o que há de mais perto do eterno. Até então a corrida ou tem um sentido que aponta para fugazes e tolos troféus ou então carece de qualquer sentido. Na perspectiva, assim me parece.
Estou falando da minha realidade há exato um ano. Mas deu 00h12 do dia 6 de novembro de 2002 e eu pude ver, por cima da tremida tela da filmadora, uma cabecinha despontando neste mundo escuro. O mundo ficou mais claro, o orgulho num repente revestiu-se de roupas dignas e meritórias e os sentidos puseram-se todos nos seus devidos lugares, todos mais altos e solenes. Eu nasci um pouco há um ano.
Desde então tenho descoberto novos desvãos por onde mirar a glória a cada santo dia. Você já recebeu um uta apertado, ele com a boca aberta e os olhos fechados? De alguém com o cabelo que você costumava ter no começo de tudo? Só que agora melhorado com os traços da pessoa que ama e que escolheu pra coçar as costas na velhice? Experimente.
Parabéns Eduardo. Deus te abençoe, meu filho, e me dê o que for necessário para não atrapalhar sua apropriação serena e certa dessa benção.

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Posted by marcol at novembro 6, 2003 9:46 AM