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outubro 20, 2003
Ran, Forrest, Ran Numa dessas
Ran, Forrest, Ran
Numa dessas andanças por aí, vi que uma dessas revistas que acompanham DVDs colocava à disposição do respeitável público nada menos que Ran, e pela bagatela de dez reau. Trata-se daquele que muitos têm na conta de o melhor filme de Akira Kurosawa, o mestre que filmou também Os sete samurais, Sonhos e Rapsódia em Agosto. Feliz e contente, comprei e guardei pro dia em que pudesse assistir.
Este sábado à noite, já que a patroa estava com sono e foi nanar, achei que seria o momento ideal para assistir. Levei um soco na boca do estômago. Aliás, soco, não, uma espada samurai.
Ran é a transposição do enredo de Rei Lear (Shakespeare) para o Japão feudal. Super produção esmerada em cada detalhe, parece um quadro de Caravaggio, aquele de Tomé cutucando as feridas de Jesus. Ele abre a ferida, põe o dedo e diz: olhaí, o ser humano é isso.
A verdade é que ainda tô digerindo a coisa. Até lá, estarei meio em órbita.

Posted by marcol at outubro 20, 2003 4:23 PM