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outubro 10, 2003

Este poste é uma


Este poste é uma viagem!
ou Steve fora uns dias

Postício à la diário de viagem

A falta que ela me faz

Em Aracajú, depois da audiência e até o horário do vôo para Porto Alegre, tive quase um dia inteiro livre. O hotel ficava de frente pro mar, sugerindo uma forma bastante aprazível de utilizar este tempo, quanto mais para um amarelado paulistano que pisou uma praia pela última vez há mais meses do que cabem nos dedos das duas mãos. Botei um shorts sexy, que valoriza minhas formas semi-roliças, passei na lojinha de conveniência do hotel e comprei um Sundown e lá me fui eu, em busca do velho e bom Atlântico. Até lá havia uma bela caminhada, que a praia é daquelas compridas, com o mar lá no fundo. Besuntei-me de Sundown em todos os espaços de pele onde a mão alcançava e assentei-me para ler minha Carta Capital refesteladamente, ao lamber da doce brisa do mar. Mais tarde notei que aquela sensação curiosa nas costas não era nada senão um vermelho camarônico na região das costas que a mão não alcança e que me faz sentar com cuidado até agora.

Na verdade, mesmo mergulhando naquele marzão de Deus, ou depois, na piscina do hotel, havia um quê de melancólico no dia. Ela não estava por ali. E não era, decerto, por causa das costas sem Sundown que ela fazia falta. Era por uma razão menos prática e mais da alma.

O taxista professoral

Em Porto Alegre tomei um táxi com um tiozinho de boina que deve ter largado o magistério pra ganhar dinheiro na praça. No caminho até o hotel ele ia falando assim:

- Estamos entrando na avenida que margeia o rio Gua...? íba! Este rio é formado por quatro rios (e dizia o nome dos quatro do mesmo jeito). Esta aqui é uma estação do Me...? trô! O metrô em Porto Alegre não é como em São Paulo. Em São Paulo o metrô é subterrâneo e de...? Superfície.Aqui, o metrô é todo de superfície. Aqui, o monumento em homenagem à revolução farrou...? pilha, etc etc etc

Porto Alegre e contente

Tinha uma manhã sobrando em Porto Alegre então pus-me a andar, aproveitando que o hotel (muito bonito, por sinal) ficava no Centro. A cidade tem cultura, tem alma, respira história e tradição. Entrei em dezenas de sebos, conheci a livraria da editora Globo, editora do meu querido Erico Veríssimo, entrei na bela catedral, na biblioteca pública e diverti-me ouvindo o cantarolar da fala dos nativos.

Depois, fui seguindo o faro e uma vaga noção sobre aonde ficava o Ilha Natural, o restaurante vegetariano onde almocei em 1994. Não é que achei? Achei e tracei os espetinhos de carne vegetal mais supimposos de minha curta existência.

Frustração

Estive em Lajeado, passei em frente a atraentes e cativantes Cafés Coloniais (um troço que bota qualquer casa de chá de São Paulo no chinelo) mas por desencontros diversos acabei comendo uma pizza meia boca no hotel mesmo. Ojeito é torcer pra ter outra audiência por lá.

Sabe o que é felicidade?

É sua mulher chegando com o piá no colo, o riso aberto, e o guri começando a dar uns pulos e se jogando no seu colo, radiante. Se não é isso, é algo muito muito próximo disso.


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Posted by marcol at outubro 10, 2003 11:14 AM