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setembro 11, 2003
As escandalosas, polêmicas e controversas
As escandalosas, polêmicas e controversas biografias não-autorizadas de Serginho Mallandro
É por aqui que vai pra lá? está imbuído de nobres sentimentos e objetivos edificantes, a começar pelo lucro em si (somos protestantes e não vemos mal algum no dito cujo). Além do lucro em si, a idéia é trabalhar pesado para que figuras que ofertam contribuições de vulto insofismável ao engrandecimento da cultura pátria não passem ao largo das atenções do grande público. Em nossa missão de resgate, contratamos dois intelectuais de renome para biografar aquele que talvez seja o mais ignorado dos bastiões da requintada cultura hodierna: Sérgio Mallandro.
O primeiro biógrafo é Zico. Sim, aquele simpático bonequinho que sempre dava notas dez para as desafinadas crianças do saudoso programa do palhaço Bozo. O segundo biógrafo contratado é Zé Celso, o consagrado dramaturgo. Os leitores atentos notarão que há divergências entre as duas biografias. Analise tudo e retenha o que é bom (se for capaz).
Mallandro - um gênio a serviço do Brasil - por Zico

Sergio Mallandro, nascido Sergio Felício Crispim Flores, nasceu em 18/05/58 em Itaquera, na cidade de São Paulo, filho de um advogado militante dos direitos humanos durante a ditadura e de uma professora de filosofia da USP. Sua infância foi cercada de cuidados e muito cedo ele travou conhecimento com personalidades como Sergio Buarque de Holanda, Caio Prado Jr., Darcy Ribeiro, Paulo Freire e Carlos Drummond de Andrade, amigos íntimos da família. Aos onze anos publicou seu primeiro ensaio, em alemão, sobre a influência da migração mato-grossense na formação das características geo-sociais do oeste paulista. Aos dezesseis anos, após uma brilhante passagem pela Universidade de Coimbra, onde graduou-se em Ciências Sociais com ênfase em computação, Sergio assumiu um posto no Itamaraty, comandando as delicadas relações com o bloco soviético. Muitos tributam a ele o contorno da crise do petróleo, em 73, quando contava com tenros dezenove anos.
Aos 22 publicou sua obra de maior impacto no cenário internacional: "Um breve estudo sobre a morbidez humana e o controle de natalidade - Do Egito Antigo à Serra Pelada" Palestrou na Europa onde foi aplaudido de pé por Jean Paul Tornier e por Pierre Abatjour Mousse Soutien. Depois de redigir o documento oficial do Tratado de Nuremberg e de integrar a comissão que descobriu a AIDS no Instituo Pasteur, Sergio descobriu que padecia de uma rara enfermidade chamada "Brutuejo na Pança". Percebendo a fragilidade da vida e sendo colocado face a face com a morte, escolheu seguir a via artística, trocando constantes idéias com Woody Allen e Akira Kurosawa, amigos íntimos dele. Conta-se que a idéia de transportar Rei Lear para o Japão feudal não tenha sido de outra pessoa, e que o "Vem fazer glu glu" seja sugestão do próprio Godard, que bebeu na obra de Sergio Mallando mais de uma vez. É isso.
Sergio Mallando - o que há de bom por Zé Celso
Tentei concentrar-me no que Sergio Mallando já fez de bom na vida, para compor esta biografia. Cheguei a estas informações: aos quinze anos, Sergio resistiu à intensa vontade de flatular no elevador da rádio Cidade, em São Paulo. Aos vinte e seis, em um jantar com amigos e familiares de sua namorada, em determinado momento, podendo fazer uma piada ou dizer alguma coisa, ele ficou quieto. É isso.
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Posted by marcol at setembro 11, 2003 9:14 AM