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agosto 21, 2003

A montanha das sete provações

A montanha das sete provações - últimas melequices

- Sultão, vem aqui me fazer uma massagem que eu tô meio estressada com essa história de sultanesa...
- Ô, minha gucha, só se for agora. Assim está bom?
- Hum... um pouco mais de delicadeza, por favor.
- E... que tal terminar a história do Kalil? Tô que num me aguento de curiosidade!
- Tá bom, você foi bonzinho hoje. Arrumou a cama, tirou o lixo e lavou as janelas. Vamos lá. Onde foi que eu parei, mesmo?
- O Kalil passou pela última provação e foi dar na cidade, onde a Homadad estava se aprontando pro casamento com o filho do grão vizir...

Que não era bobo nem nada e ordenou aos guardas para não deixar Kalil entrar, caso aparecesse. E ele apareceu! Kalil foi correndo pelo meio do mercado, trombando com as pessoas, louco para ter Homadad em seus braços. Quando chegou ao palácio, deu com os guardas determinados a morrerem antes de deixarem Kalil entrar!

Kalil perguntou porque toda aquela hostilidade, eles eram colegas até bem pouco tempo, e aí foi que ficou sabendo que Homadad estava sendo dada em casamento a Mongus. Momentos de angústia e dor. Kalil sente uma profunda tristeza e um cavernoso desespero...

Final 1 - um esquema assim, meio romantismo alemão do século XVII
[-óxente, Sherazade, que papo é esse de romantismo alemão do século XVII?
- Você não entenderia, meu amo, mas vamos sem mais delongas para a primeira versão do final dessa história?
- Primeira versão? Depois de 1000 e tantas noites você começa a inventar umas...
- Calado!]
Kalil começa a andar pelos jardins exteriores, toma uma rosa nas mãos e a cheira enquanto ouve o som da música do casamento lá dentro do palácio. Mortificado com o que interpreta ser uma traição de Homadad, sobe no mesmo muro do qual pulara para salvar a vida dela, e brada:
- A vida sem Homadad nada é!
E atira-se no fosso do jardim, morrendo uma morte indigna! Dentro do palácio as pessoas ouvem o clamor dos guardas e servos e saem a ver o que ocorreu. Homadad, com a maquiagem borrada pelas lágrimas devidas ao casamento forçado, vê o seu amado com uma rosa nas mãos e o lenço que ela lhe dera na outra, estatelado no chão. Ela grita desesperada, seu pai vem acudi-la, ela toma a adaga da aljava dele e o crava no peito dizendo:
- A vida sem meu amor não faz nenhum sentido.

[- Esta é a mais triste história já contada! diz o sultão
- Hum, também achei.
- Não gostei do final.
-Tá, vamos à próxima hipótese...]
cãotinua! não perca a amanhã o real e ponta firma final dessa saga que fez Danielle Winits exclamar: "Céus!"
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Posted by marcol at agosto 21, 2003 9:55 AM