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julho 4, 2003
Fábulas Consagradas - O
Fábulas Consagradas - O sapo Egberto
Era uma vez, uma lagoa onde funcionava a Orquestra Experimental de Repertório Minimalista (OERM), regida pelo popular Maestro Budweiser. Uma meia hora depois do por-do-sol os músicos apareciam de seus cafofos e começava o som que fazia o maior sucesso entre as libélulas, os guaxinims e as mulas-sem-cabeça "cabeça", que não curtiam o som popular das cigarras ou regionalista demais dos grilos. Estes, ficavam nos entornos da lagoa dizendo:
- Só.
- Sublime.
- Brilhante.
- Só.
Acontece que o sapo Egberto, um mezzo-barítono mezzo-calabresa, passeava um dia pela clareira do bode estressado atrás de umas mosquinhas muito gostosinhas e crocantes que por ali havia, quando de repente não mais que de repente ouviu uma dupla de grilos mandando ver num "Melô do cri cri ci". Ele ficou ali ouvindo e acabou curtindo o som.
Naquela noite, tentou dar uma empostação mais grílica ao seu som, para escândalo do resto da orquestra. O Maestro, vermelho de raiva, interrompeu o ensaio e o mandou embora. Triste, ele se retirou e caminhou dezoito dias até achar outra lagoa, onde uma pequena banda fazia um som completamente grilo, coisa de lôco! Ele foi todo feliz e saltitante para a lagoa, dando uns cricricris bem agudos, mas antes de conseguir mergulhar na água, uma cobra apareceu e o comeu.
Moral da história: Não tente ser o que você não é, porque poderá acabar se tornando aquilo que não seria.
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Posted by marcol at julho 4, 2003 9:37 AM