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maio 30, 2003

Túnel do tempo II: E

Túnel do tempo II:

E pensar que há exatos quatro anos, nesse mesmo instante do dia, a minha assistente chegava pra mim e perguntava: "tá, mas aonde está a pasta dos ofícios?"

É de ficar pensando mesmo...
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Posted by marcol at 9:30 AM

Da série "Reflexões reflexivas de

Da série "Reflexões reflexivas de um refletente":

E por falar em "Woody Allen pode ter passado aqui e eu não vou ficar sabendo!!" (repare no tom de tragédia empregado na expressão), cheguei à conclusão de que não há, de fato, qualquer similitude entre o blog e o diário.

Pra começar, se você escrever "meu querido blog", provavelmente não vá ser indicado a nenhum destaque do mês ou coisinhas que tais.

Pra continuar, o diário você escreve pra não ser lido. Pelo menos formalmente. Lembro duma adolescente que sentava na frente dos manés abrindo seu diário e dizendo: "ninguém vai ler meu diário." Diário tem aquele negócio de "segredinho". Igual o Tolstói, que escrevia dois diários. Um ele esquecia de propósito ao alcance dos curiosos, e o outro era o quente, o pra valer, que ninguém nem sabia que existia. Tudo bem que tem blog privado, mas isso me parece tão paradoxal como, por exemplo, "inteligência militar".
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Posted by marcol at 9:29 AM

Complementado: Oh, yes! Nós temos

Complementado:

Oh, yes! Nós temos negrito!

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Posted by marcol at 9:24 AM

Da série "Pensamentos matutinos": Minha

Da série "Pensamentos matutinos":

Minha estréia no enigmático mundo dos blogs tá sendo risível. Não faço ainda a menor idéia de como botar aqueles negocinhos bacanas que todo blog de respeito tem, como "comente aqui", ou "estes são os blogs que passaram pelo meu selo de qualidade". Postei o mesmo texto duas vezes. Ele nem era tão bom assim pra receber tamanha distinção.

Entretanto, nem tudo está perdido. Se eu sou um cara esperto, como mamãe acha que eu sou, o título deste "post" (ver significado da palavra mais abaixo) está em negrito!!!!!!! Ou seja, sou quase um ráquer.

O pior de tudo é que o Woody Allen e a Márcia Fu podem já ter passado por aqui e eu não vou ficar sabendo!!
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Posted by marcol at 9:23 AM

maio 29, 2003

Da série, pensamentos vespertinos: Estaria

Da série, pensamentos vespertinos:

Estaria Fernandinho Beira Mar sendo laureado pelos programas de fidelidade das companhias aéreas que o levam a todo canto? O rapaz viaja bastante, ó pá.


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Posted by marcol at 3:34 PM

Falando sério I: Bela reflexão

Falando sério I:

Bela reflexão sobre relacionamentos hodiernos.

Ser ou não ser de ninguém?

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os
braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo
mundo é meu também". No entanto, passado o efeito do uísque com
energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se
dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo
mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas,
descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas que quer que
alguém seja seu.

Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver
rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas
por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram
da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação".
Agir como tribalista tem consequências, boas e ruins, como tudo na vida.
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar
de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso
comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso,
como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está
namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se
importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar, também é
coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode
ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está
apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a
ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento,
ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante
uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão
namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo
de cobrança?

A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais.
Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado
negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir a um
filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate
quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as
cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e
ser cuidado por ele, é telefonar só
para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos
dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo
para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para
amar.

Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu
raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas:
relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos
últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se
divorciaram ( pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das
vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é
sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a
palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição.

No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos
pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais
obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de
responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos
vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas
escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A
questão não é causal, mas quem sabe correlacional.

Podemos aprender amar nos relacionando. Trocando experiências, afetos,
conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos
foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na
boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir
viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da
felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as
surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar
tirar proveito até mesmo das coisas ruins.

Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém
também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao
fracasso emocional e à tão temida solidão.


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Posted by marcol at 9:13 AM

Falando sério I: Bela reflexão

Falando sério I:

Bela reflexão sobre relacionamentos hodiernos. Foi escrita por uma tal de Mônica Montone, 24 anos, estudante de psicologia e poeta, a quem não conheço, não sei onde mora, pra que lado penteia o cabelo, se tem cabelo, se prefere maionese ou requeijão. Só sei que escreve e pensa com a mesma precisão.

Ser ou não ser de ninguém?

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também". No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas que quer que alguém seja seu.

Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação". Agir como tribalista tem consequências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?

A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.

Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram ( pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição.

No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional.

Podemos aprender amar nos relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.

Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.


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Posted by marcol at 9:06 AM

Comentário à guisa de sei

Comentário à guisa de sei lá:

Não é incrível?!! Eu tenho um blog há já 1 (um) dias! Estou na rede mundial de computadores, milhões de pessoas podem ler as coisas profundas que eu um dia possa quem sabe vir a escrever! O Woody Allen pode um dia ler isto aqui! O Morrisey, a Talía, a Imelda Marcos, o cara que fazia o Fofão e a Márcia Fu também!! Já pensou?? O Juvenal Juvêncio um dia chega lá no São Paulo F.C. e diz: ah, chega de mediocridade! Vou ler algo substancial! Aí ele tenta acessar o site da BBC. da Time, do Observatório da Imprensa, o blog do Inagaki, o blog da Lux e outras oitenta e sente páginas e por uma conspiração dos astros todas elas estão inacessíveis, então ele fecha os olhos e digita sem querer: http://www.blogger.com/eporaquiquevaiprala e entonces PÁ! Lê tudo isso aqui. Aí tem uma crise de choro, e no meio dela, por entre lágrimas, compreende o sentido da vida, abandona o futebol, vira bailarino de fandango, vende tudo o que tem e dá aos pobres e dedica sua vida a ressuscitar o break? Há, aposto comovcainda não pensou nisso!

Entretanto, tenho que ser realista e lembrar que:

1- ninguém, desde a fundação deste brógue, leu porquerie nenhume.
2 - eu não manjo picas de html e não faço a menor idéia de como fazer outra coisa qualquer além de publicar posts, que, em português, significa "folhas" (haja vista a evidente conexão que existe entre Washington Post e Folha de São Paulo. Ora, Washington está para São Paulo, assim como Post para Folha, logo, não adianta jacaré comprar cadeira. Lhe falta a bunda para sentar).

E tenho dito!! clap clap clap clap clap
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Posted by marcol at 8:25 AM

Túnel do Tempo I: E

Túnel do Tempo I:

E pensar que há exatos dez anos, às 08:12 do dia 29/05/1993, eu estava de pé, olhando para o lado esquerdo e pensando: "Não, não, foi anteontem."!!


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Posted by marcol at 8:14 AM

Da série: Pessoas Notórias

Da série: Pessoas Notórias que Ninguém Conhece

Este é Jonas Rabelo, o homem que poderia ter mudado o mundo, caso não houvesse morrido engasgado com uma espinha de peixe aos 28 anos.
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Posted by marcol at 8:08 AM

maio 28, 2003

Começo à moda de Sócrates:

Começo à moda de Sócrates:

O que raios teria a oferecer a um mundo já entupido de blogs um dito cujo redigido por um tipo assim, como eu? Não tenho o cabelo verde, não uso mais palavrões que vírgulas, não estou por dentro da cena indie de Manchester, não sou bom com trocadilhos, não sou autodestrutivo... Torço pro são paulo, sou típico burguês suburbano, que pega trem pra ir trabalhar e botar o pão na mesa da patroa e do rebento... A que, pois, veio este blog?

Resposta à moda de Juca Chaves:

Eu não sei/nem o luar.

Complemento à moda de Daniel Azulay:

O tempo dirá!
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Posted by marcol at 3:29 PM