Meias Vermelhas & Histórias Inteiras

Meias vermelhas & histórias inteiras Marcos Donizetti
Contos

Ano 2007
Edição Os Viralata (3ª)/ 74 p.
Formato 14,8 x 21 cm
Encadernação lombada quadrada

preço: R$ 15,60
(mais frete nacional por Carta Registrada R$ 4,40)
Total: R$ 20,00

Clique aqui para comprar

Visite a comunidade do livro no Orkut

>> Prefácio por Alexandre Inagaki:

Este livro é um compêndio de amores possíveis.
De personagens que, ainda que intuitivamente, estão cientes de que a vida é um jogo nonsense que ganha sentido graças a duas tábuas de salvação: amor e música.
Um bom conto é como uma fotografia. Ao falar de seu ofício, o francês Henri Cartier-Bresson explicou: "fotografar é uma questão de colocar o olho, o coração e a mente na mesma linha de visão". Não poderia encontrar melhor definição para o que faz Marcos Donizetti nas páginas deste livro. Suas narrativas breves são como fotos capazes de transcender as limitações de uma moldura ao captar os momentos mais significativos da vida no instante mais preciso.
Em tempos nos quais escritores acham que vanguarda é sinônimo de hermetismos bocejantemente intricados, empilhando seus textos com citações obscuras e pretensões equivalentes ao tamanho de seus egos, é um alento encontrar neste volume narrativas despretensiosas que fluem com a naturalidade de uma conversa de bar. Somos levados por Doni a cenários tão distintos quanto o banco de uma praça, as lápides de um cemitério ou uma casa de swing. Enquanto isso, nos perdemos e nos reencontramos em suas palavras, imediatamente identificados com os dramas e alegrias de cada personagem.
Chamo a atenção ainda para o fato de que o autor deste livro pode ser descrito do mesmo modo que um dos personagens de Truffaut: um homem que ama as mulheres. E que, ao melhor estilo dos machos do século XXI, é sensível sem ser viadinho, sacana sem soar grosseiro, sutil ma non troppo. Pois Doni sabe que Bertrand Morane estava certíssimo ao afirmar que as pernas das mulheres são como compassos que percorrem o globo terrestre em todas as direções, dando-lhe harmonia e equilíbrio.
Resgatando a definição clássica de Julio Cortázar, que dizia que no combate travado entre um conto e seu leitor o escritor é obrigado a vencer por nocaute, posso dizer que Doni é um boxeur com pleno domínio de seu ofício, capaz de deixar na lona aqueles que o lêem com um vasto repertório de jabs, versos de músicas, cruzados de direita, metáforas pungentes, uppers no queixo, diálogos afiados e diretos de esquerda.
Bom nocaute a todos.

>> E mais:

Parece que os textos de Doni não são feitos de palavras. São como pinturas - e não retratos, pois não são fiéis demais, não são realísticos demais -, trazem traços mais profundos, claro-escuros, tons pastéis, cores que saltam em momentos especiais.
E por tudo isso, ele se destaca no cenário de contistas atuais, tão preocupados com metáforas, hipérboles narrativas, malabarismos verbais desnecessários ou mesmo em construir mundos surreais, enredos intrincados cheios de "pegadinhas".
- Luiz Biajoni

É com raro talento que ele passeia entre o conto, a crônica e essas versões da vida real que poderiam ser de qualquer um. Até a minha ou a sua, numa daquelas cenas tão nossas, mas que insistem em nos fazer personagens de um escritor que, ora numa prosa doce, ora numa prosa cortante, vai abrindo brechas para escancarar almas comuns confrontadas pelo limite entre razão, emoção, sensibilidade e loucura. - Jussara Soares

>> Vídeo promocional no Youtube:

>> Opiniões:

Meias vermelhas: uma resenha inteira de alguém que não é nem um quinto de crítico literário, por Gustavo de Almeida.:

o livro de Marcos Donizetti é fácil de ler mas, vou te contar: tem algumas porradas fortes, emocionalmente falando. Tem, sim, aquele conto que te deixa tão angustiado que você larga o livro. "Meias vermelhas e histórias inteiras" é perigoso porque é simples. [...] Adianto um macete para tornar a leitura do livro mais dolorosa ainda: ler o primeiro e o último contos depois de ler todos os outros. E aí ler primeiro o último conto e por último o primeiro. Sei que minha explicação teve a complexidade das explicações do Silvio Santos para os jogos do Domingo no Parque, mas acho que dá para entender.

Livro Meias Vermelhas & Histórias Inteiras, por Emanuel Campos:

Uma coletânea de paixões que foram ou não bem sucedidas, às vezes os textos soam alto biográficos, mesmo quando há uma mulher como protagonista; outras, os textos parecem elocubrações, devaneios e sonhos, a mulher ideal, uma mulher amaldiçoada por sua beleza ou ainda paixões juvenis, que deixamos quando partimos e nunca mais as reencontramos.

Meu primeiro Meme, por Adriano Trotta:

Outros textos que eu gostei bastante foram "Luxúria Swing Bar", sobre as mulheres que causam sua própria ruína (burra!); "The Diamond Sea", que fala do desespero de um coração partido; "Um singelo conto de amor", muito bem bolado e feito na medida só pra criar polêmica; "Avenida Angélica", que é meio Twilight Zone, e o próprio texto que dá nome ao livro, "Meias Vermelhas". Mas meu preferido é "Julia", que abre o livro e tem tudo a ver comigo, com minha história de vida, e com o tipo de conto que eu também gosto de escrever. No final, me identifiquei com esse livro bem mais do que eu esperava, e parece que tenho mais em comum com o autor do que eu imaginava.

Meias vermelhas & Histórias inteiras em chat, por Dani Koetz:

O livro passeia tranquilamente na vida de qualquer um de nós, cada personagem ou todos eles, poderiam ser eu ou você. Momentos tristes, hilários, passionais... um mix de sensações, a sua vida ou a do vizinho. É leve mas tem momentos pesados, é hilário e ao mesmo tempo te faz lembrar e refletir uma história pessoal ou uma música.

Livros, por Marcos VP:

"Meias Vermelhas" é uma adorável coleção de histórias românticas, leves e sorrateiras, que nos pegam pelo pé (não seria a tôa o título) e nos levam até o final. Cronicas e contos de amor e principalmente de esperança, que é aquilo que por vezes sobra aos amantes. O amor, que por vezes é matéria explosiva e por outras um material que parece inerte, é o grande personagem. Moldado, remexido, remanchado. Mas sempre o amor, em sua presença e em sua possibilidade.

O papel das músicas em nossa vida, por Ibrahim Cesar:

Confesso que "Meias Vermelhas & Histórias Inteiras" (...) me ganhou bem no começo. Na verdade antes mesmo de qualquer uma das histórias. Foi na dedicatória. Bem, não conheço Cátia, Carolina e Jussara. Mas Lennon & McCartney esses sim. Quando vi o primeiro título: "Julia". Logo me veio o meu álbum predileto dos Beatles, as condições em que John compôs essa música para sua mãe e tudo mais.

Meias vermelhas & histórias inteiras, por Dauro Veras:

Doni conhece o ofício. Ele lida bem com a passagem do tempo e com a reversão de expectativas - às vezes só pra confirmar o que o leitor já intuía. As histórias são temperadas com humor discreto, fetiches e sexo gostoso, mas o mote mesmo é amor. Com suas possibilidades e impossibilidades, palpitações, euforias e, quando acaba, seus efeitos devastadores. Quem já deu ou levou pé na bunda, quem guarda recordações agridoces de paixões da infância e adolescência vai se identificar. O livro também é flecha certeira pros que descobriram a mulher ou o homem de suas vidas. Gostei muito do primeiro e do último conto, Júlia e A estrela é morta, que a gente lê ouvindo na cabeça a linda música de Lennon. Débora, com as pausas do narrador pra encher o copo, tá redondinho e divertido. A menina aborda a paixão platônica de uma maneira inusitada; tem uns ecos de Allan Poe. Vingança quente, conto de cinco parágrafos, é muito engraçado; pras mulheres captarem a essência, precisam se imaginar homens. Beijos foi esculpido com memória e arte; é talvez o meu favorito. Umas poucas histórias eu achei dispensáveis, dão a impressão de terem saído da incubadora antes do tempo. Mas elas não prejudicam o todo.

"meias vermelhas & verdades inteiras", de marcos donizetti, por Luiz Biajoni:

A primeira coisa a ser dita sobre os textos do Doni é que eles são sensíveis. Não aquela sensibilidade piegas: uma hipersensibilidade que muitas vezes incomoda; não raro, emociona. Uma sensibilidade que extrapola palavras; parte de cenas, gestos, sons, imagens. Uma mulher se olhando num espelho, as costas admiradas pelo recente parceiro no sexo. Um carro que cruza um temporal ao som de Sonic Youth. Uma garota de cabelos desgrenhados vestindo meias vermelhas. Gestos, sons, imagens. Com uma telúrica sensibilidade; o olhar de quem emoldura, congela, eterniza, bota em palavras a cena. Embora as palavras, devo dizer, importem pouco.

Leituras recentes, por Marília Zannon:

Desde que ouço falar do livro tenho vontade de lê-lo. Consegui agora, graças ao empréstimo do Trotta. Escrita rápida e sagaz. Em alguns contos, fiquei com a sensação de "quero mais"; adoraria ver o desenlace de Meias Vermelhas e Abandono. Divertidos, trágicos, românticos... tem contos pra todos os gostos!

** Se escreveu sobre o livro e seu post não está aqui, entre em contato pelos comentários ou pelo e-mail (que está na barra lateral) **

1 comentário

Oi Marcos,

sou que nem traça com livros... não posso viver sem eles, mas gosto de tê-los nas mãos, nada de leitura virtual; também não gosto de empréstimos, não empresto os meus, não pego emprestado, sou possessiva, quero possuí-los em toda sua materialidade. Acho que a gramatura do papel, - literalmente o peso da obra -, o cheiro e todas as outras marcas concretas dão outra qualidade à experiência vivida com o texto, em minha opinião. Por isso quero um exemplar do "Meias Vermelhas", especialmente pelos comentários elogiosos que li aqui no blog.

Vc poderia me levar um essa semana e eu te pago diretamente?

Obrigada!

Comente


 Assine o feed RSS dos comentários ou Assine os comentários deste post apenas

Clicky Web Analytics