Moro na periferia, e gosto, pelo menos na maior parte do tempo. Agora há pouco havia um carro parado em minha rua, volume do alto-falante no máximo e mensagens de gosto duvidoso, acompanhadas de música sertaneja, homenageando alguma vizinha "sortuda" que não pude identificar. Ao que parece a telemensagem já não é o bastante, e o que importa é gritar o que se sente para todo mundo ouvir. Não estou nem aí para as maneiras exageradas e cafonas escolhidas por muitos quando vão declarar seu amor. Acho mesmo que o direito ao exagero e à cafonice deveria ser garantido a todo cidadão apaixonado, pela Constituição Federal; e sonho viver num mundo em que as pessoas fiquem emocionadas ouvindo Roberto Carlos e Odair José.
Fiquei pensando mesmo é na estranha (para mim) relação que essas pessoas costumam ter com o conceito de privacidade. Logo lembrei dos programas de auditório nas tardes da TV aberta, em que os conflitos mais íntimos são discutidos diante de toda uma audiência nacional, e em outras situações do gênero. Mas acho que o melhor ponto de partida para entender essa questão é mesmo o fenômeno Orkut ou, de maneira mais ampla, o das redes sociais online. O momento é oportuno também porque uma série de reportagens em revistas de grande circulação deixou alguns usuários do Twitter apavorados com a possibilidade de ter sua rede "invadida" pelo povão. "Onde já se viu", dizem, "nosso espaço será tomado pelo povo, essas pessoas que ficam se expondo sem qualquer noção, que falam errado e tiram fotos de péssimo gosto. Maldita inclusão digital!".
Existem mesmo diferenças em como as pessoas vão se relacionar com a internet, dependendo do histórico de vida e, é claro, da classe social. Quem teve o computador apenas como mais um eletrodoméstico em casa desde a infância, ou começou a acessar a rede na Universidade, lida com ele diferentemente de quem o comprou em 24x nas Casas Piauí. Mas há mais para entender sobre como as pessoas lidam com a exposição online pensando na posição que ocupam e em seu discurso. Os ricos e a classe média são aqueles que historicamente têm voz em nosso país, ainda que seja comum ouvirmos coisas como "a classe média só se fode" ou "neste país só pobre tem vez", frases que já cansei de ouvir. Esse discurso deixa nas entrelinhas, de forma nem tão discreta assim, um antagonismo "nós x os pobres". Para a classe média brasileira [não vou falar nos realmente ricos, pois são estatisticamente irrelevantes], "eu" não sou povo. O povo é uma entidade estranha, alheia a minha identidade; alguém ou algo de quem quero me desprender.
Aí temos que a maior parte dos programas de TV é formatada para a classe média, sem falar nas novelas, que são a única fonte de entretenimento para muitos. O pobre, a maioria da população, não se vê, logo não existe. O pobre não tem imagem, então não é. Na novela das 8, mesmo aquele que passa mais dificuldades, o "coitado" que mora na favela, é classe média. Para o morador da periferia, real e simbólica, a única oportunidade de ter uma representação de si mesmo esteve, durante muitos anos, neste favelado da teledramaturgia, afinal ele não tinha condições de ver o pobre representado no cinema nacional. Mas, o que ele sempre recebeu foi não uma imagem de si mesmo, mas de uma classe média que sempre lhe deu as costas, que sempre tentou se manter afastada.
E aí temos a inclusão digital e o Orkut. Especulo que o famoso site de relacionamentos do Google deu a este indivíduo não representado e não existente a possibilidade de SER. No Orkut eu tenho uma imagem, construída por mim e compartilhada; eu ganho essa voz que nunca tive, eu marco posição, democraticamente, em meio a pessoas de todas as classes sociais. Meu perfil documenta minha existência, e a ideia é sim inundá-lo com tudo o que tenho e sou, sem qualquer preocupação com um conceito para mim tão abstrato quanto "privacidade". Minha maneira de ser torna-se então um tapa na cara de uma classe que sempre tentou se ver desvinculada de mim.
O engraçado é que, para essa classe média que não é povo, a imagem tem a mesma função definidora que tem para o pobre; e ela abre mão da tal privacidade com a mesma velocidade, só que no Twitter. Desta vez, o indivíduo não está buscando uma representação ou uma existência, mas um eu idealizado. A realidade postada ali em 140 caracteres costuma ser muito mais interessante que a vivida pelo sujeito. No Twitter somos todos descolados, inteligentes e blasés. Fica explicado porque o pobre e diferente é tão ameaçador. A presença dele nos lembra de que vivemos ali um mundo cor-de-rosa, um auto-engano, e isso dá raiva.
A pessoa que reclama da "orkutização do twitter" quer que os supostamente VIPs e o povão continuem sendo entidades separadas. Ela quer continuar acreditando nesta imagem fabricada de alguém que é, pelo menos em alguns aspectos, superior, sem que pessoas "sem noção" venham lembrá-la do contrário. Afinal, esse outro é alguém que não sabe nem falar, não é verdade?
Pois eu digo para este indivíduo que as tais redes sociais de que todos falam só serão realmente verdadeiras quando forem invadidas pelo Povão. Só aí o "social" do nome fará algum sentido.
"Pois eu digo para este indivíduo que as tais redes sociais de que todos falam só serão realmente verdadeiras quando forem invadidas pelo Povão. Só aí o "social" do nome fará algum sentido."
Isso e total verdade! cara autografa meu Mouse pad.
Opa, mouse pads já autografados, com foto, estarão disponíveis na lojinha do Verbeat hahaha
Como sempre um texto genial.
Concordo com tudo o que disse. Uma rede social deve ser formada pela sociedade, e cada vez maior a pluralidade, mais social ela é.
O Twitter no Brasil é uma "rede elitista", não social!
Uma coisa que me atentou e não consegui encontrar no texto, por isso lhe pergunto:
E as pessoas que fazem parte do Orkut, tem milhões de amigos, um perfil super "descolado" onde ele mostra toda sua vida. Por que esta mesma pessoa bloquearia algum trecho do seu perfil? Como álbum de fotos, recados, vídeos, etc.
Isso, além de ser um impositor de limites, também não seria uma espécie de "mostrar para todo mundo que eu, uma figura pública neste site, também tenho um lado privado que deve ser oculto ou respeitado"?
É justamente isso. Hoje li uma twittada do Cardoso na qual ele dizia que o Mr.Manson saiu do Orkut no momento em que a empregada dele deixou um scrap. Acho que não preciso dizer mais nada. As pessoas adoram essa ilusão de superioridade por ser detentora de algo que poucos conheçam, embora esteja ao alcance de qualquer um.
Na vida 'física' vemos isso em lojas. Às vezes um determinado produto é muito, mas muito semelhante porém um a preço popular e o outro, devido a um pequeno detalhe, custa os olhos da cara. Nessas horas, quando pergunto 'por que isso?' minha mãe sempre responde: 'por que sim. Se não, o que os ricos vao comprar?'
Por mim, que venham todos. Não me importo. Imbecis e pessoas bacanas têm em todos os lugares. Então, qual o problema?
Excelente texto.
R: Obrigado!
Disse pouco, mas disse tudo.
Perfeito.
Só não vou pedir autógrafo no meu mouse pad pq o meu já está 'veinho' e rasgado. rs
Mas se quiser pode dar autográfo onde vc quiser. Pq eu tb quero!
Gostei daqui.
Ana.
R: volte sempre! =D
"E as pessoas que fazem parte do Orkut, tem milhões de amigos, um perfil super "descolado" onde ele mostra toda sua vida. Por que esta mesma pessoa bloquearia algum trecho do seu perfil? Como álbum de fotos, recados, vídeos, etc. Isso, além de ser um impositor de limites, também não seria uma espécie de "mostrar para todo mundo que eu, uma figura pública neste site, também tenho um lado privado que deve ser oculto ou respeitado"?"
R: olha, depende muito de cada caso em particular. Pode ser uma simples imposição de limite para o outro mas também para si mesmo, uma forma de sentir que está se fazendo respeitar, talvez? Mas algo que vejo com certa frequência é uma espécie de paranóia. A pessoa tem um perfil num lugar que por definição é público e quando descobre que alguém o visitou vai e pergunta "pq vc estava FUÇANDO meu perfil?". Estranho, não?
Sensacional o texto. Temos realmente uma classe média que se isola. E ela está presente em todos os bairros, em maior ou menor escala. Os pobres são hoje o que as pessoas e o mercado não querem ver. Os produtos, como você falou, são formatados para a classe média. Mas quem na verdade acompanha as novelas e a TV é a classe mais baixa. E na internet não está sendo diferente.
Discussão oportuna, Doni, e muito bem colocada. Poderíamos chamar este fenômeno de "redes socialites"?
Mas cabem também alguns contrapontos.
Eu, que confesso ser do tipo que odeia carro de som, não me considero elitista, apenas acho que ninguém tem o direito de se impor ao outro de modo agressivo, razão pela qual já andei bloqueando um ou outro twitteiro sem-noção. Nada a ver com classe socioeconômica, mas com a total ausência de superego (identidade secreta do vulgarmente conhecido semancol).
beijos
Opa! Sempre cabem contrapontos, Chris. Conheço você e também não te considero elitista. A formação do superego não é mesmo influenciada pela classe socioeconômica (diretamente), mas existe um "lugar social" que o indivíduo ocupa que ditará a violência da sua "imposição agressiva". Eu detesto também o carro de som e outras N coisas, mas entendo esse "colocar-se no mundo a qualquer custo", frente a esse sentimento de não existência que citei no texto. Agora, "redes socialites" foi ótimo! =D
Excelente ponto de vista, Doni!
É ridículo esse preconceito todo!
Doni, como sempre, muito esclarecedor e brilhante!
O pouco que conheci do Twitter, não me cativou. Achei massante...
Acho que todos devem se divertir e interagir com o mundo através do que quer que seja! Gostaria mesmo, só, que a noção de espaço e respeito pelo próximo fosse mais nítida pra geral.
Beijo.
boas palavras... escrevi dias desses satirizando esse jeito blasé de ser. É algo que as vezes me irrita, mas que às vezes, sem querer, sou.
Eu concordo em partes...
No twitter existe já muita porcaria, muitos semi-deuses, muitos donos da verdade, muitos que vivem 'aventuras incriveis' todos os dias, outros são cult, outro só postam coisas emblemáticas, outros são legais de se seguir, outros são engraçados, outros nem ligam pra nada, outros só conversam, ué!, mas isso não é um retrato da nossa sociedade? se vc for num barzinho vc vai ver a mesma coisa, um grupinho de playboy, um grupinho de alternativos, os palhaços, os cult, os exagerados, enfim, pra mim o twitter retrata bem a realidade.
E é verdade, o twitter é elitista, a maioria escreve direito e te manda pra sites em inglês, consome e conversa sobre produtos de classe média (comidas, saídas, viagens, shows, música), eu me enquadro nessa 'turma', acho que as pessoas que ficaram apavoradas (eu não fiquei) com a orkutização do twitter, foram aquelas que acharam que suas conversas seriam inundadas de 'miguxês', gifs animados e propagandas de site pornô, isso sim estragaria o serviço, e eu penso que seria triste para o twitter.
Vc se engana ao afirmar que a presença do pobre daria raiva, nunca!, nunca eu ficaria com raiva se visse uma pessoa postando "vou já pegar o busão pra ir pra obra trabalhar" ou "tô indo pro baile funk", jamais ficaria incomodado com isso, creio que a maioria tambem não.
Eu não vejo da forma preto e branco como você vê essa diferenciação, não acho que seja uma diferença pobre/rico, é mais uma diferença de pessoas que não compartilham dos mesmos gostos, só isso, da mesma forma como eu não teria saco de ler toda hora twitts da high society, falando de mansões e navios, etc... cada um na sua, é só isso. As pessoas são assim, ficam próximas daquelas que são parecidas com ela e que compartilham gostos semelhantes.
Em tempo, no meu twitter não muda nada, não vou acompanhar (e nem acompanho) quem não gosto e pronto!
Agora querer que todo mundo seja integrado com todo mundo, isso talvez seja possível em outro planeta...
Parabéns pelo texto.
Realmente eu errei o termo ao falar em "raiva". A palavra correta é MEDO. E não se engane, há uma tensão social encoberta por todas as atitudes motivadas pelo que você chama de gosto. Explico onde está o medo. Eu, como você, também detesto gifs animados, miguxês e coisas do gênero. Mas, também como você, acredito que o twitter tem enorme poder de auto-regulação, já que sempre que um usuário te incomodar você pode a) não seguir ele ou b) no limite, bloqueá-lo. Não há motivo para pânico, pois diferentemente das comunidades invadidas do orkut, o espaço no twitter é mais particular, a conversa sempre acontece numa casa própria. Percebe que não há motivo para todo o oba-oba contra a "orkutização" do serviço? O fato de pessoas terem ficado com esse medo é demonstração de muito do que escrevi. E sim, eu exagero minhas críticas, é uma observação macro levada a um limite, e tenho motivos para isso. Não desconsidero a existência de pessoas que agem e pensam diferente, mas é sim uma questão de classe, e o comportamento tende a ser uniforme dentro da mesma classe, menos por afinidade de gosto do que por uma questão de sobrevivência e perpetuação.
[testando comment feed o/]
Marcão, você se definiria como lacaniano? Já vi você falando muito nele, mas o que me leva a perguntar isso é seu interesse reiterado pela visão e o que hoje em dia neguinho já deve estar chamando de "interface"...
Abração
Diego
Confesso que é tentador. Lacan é o teórico que me fala mais alto, sem dúvida. Mas, ainda é cedo para definir-me como Lacaniano, se é que o farei um dia. A psicanálise tem grandes nomes, e ainda preciso experimentar tudo isso na prática clínica. Agora, difícil falar de cultura e sociedade sem citar Lacan. =D
Muito oportuna a discussão. Nem o Orkut nem o Twitter são essencialmente do povão ou da classe média. O que estamos a ver é a transposição para um e paraa o outro das clivagens que existem na nossa sociedade, da forma como as pessoas se vêem e sua posição na sociedade.
Mas não acho que as invasões dos meios pelo "povão" vão por si só democraatizar os meios, pois as pessoas continuarão arranjando formas de se separar dos outros e de praticar a intolerância. Outro dia mesmo respondi num post a uma questão relacionada.
A situação era esta: eu andei chamando alguns internautas a ficarem atentos e cobrarem uma forma de participação na Conferência Nacional de Comunicação que ocorrerá neste ano e um amigo me respondeu que precisava ter cuidado, por que nesse Movimento Pró-Conferência devia haver muitos militantes de partidos, gritadores de palavras de ordem (o que é uma forma muito simplista de ver o movimento). Isso me chocou, pois não são esses gritadores de palavras de ordem também cidadãos que podem gritar o que lhes der na telha? Ou o pré-requisito para outros participarem nas discussões é botar uma venda na boca dos gritadores?
Exelente artigo!
As novidades que surgem na internet _ e não só nela _ como o Twitter, são apropriadas primeiramente por aqueles que tem maior facilidade de acesso a elas, leia-se recursos. No caso, a classe média. Logo essa novidade passa a ser um elemento de inclusão dentro de um grupo social ao qual se pertence ou se quer pertencer, tornando-se um elemento de "identidade".
Pertencer a um grupo restrito de pessoas é um privilégio em qualquer classe social e na medida em que mais pessoas começam a integrar esse "grupo" ele começa a perder "identidade". Daí o incomodo de muitas pessoas com a popularização do Orkut e agora do Twitter.
O problema não é que mais pessoas passaram a interagir, pois o usuário pode selecionar aqueles que terão acesso ao seu perfil ou grupo, mas que, ao ser apropriado por pessoas de outras classes sociais, deixa de conferir status àqueles que o utilizam. Deixa de ser privilégio. Esse é o problema.
Essa posição frente à palavra de ordem tenta retirar valor do discurso antes da discussão. Uma desmoralização a priori hehehe Conservador, não? Sempre penso na velhinha que vê o neto ouvindo Rock e diz, a despeito da qualidade da música, que ouvir isso é coisa de vagabundo agitador. =D
Em momentos diferentes você e A Outra tocaram em um tema que se aproximam e que me fizeram pensar e lembrar. Eu amarrei meu post pela questão dos 'vizinhos chatos' e sua transcendência.
Tem uma segunda parte mais relacionada à Flavia do Algodão Hidrófilo e um menino de 6 anos correndo pelo teto da casa que me remete a questão da aceitação do outro.
Se a Flavia não tocar no assunto, eu desenvolvo.
LI SEUS TÓPICOS
EU TAVA TENTANDO ENCONTRAR AS DIFERENÇAS ENTRE O ORKUT E TWITTER,no google,achei seu blog..
NA MINHA ANÁLISE AINDA QUE PRIMÁRIA,CREIO QUE ESTEJA HAVENDO UMA "VIRTUALIZAÇÃO" DAS PESSOAS.
O INTERNAUTA DE "BOM SENSO" QUE TER UM GRANDE FILTRO.SE CARA ENTRA NO MUNDO VIRTUAL , SEM FILTRO,C CERTEZA ACABA SE DESLUMBRANDO E ACABA NÃO SAINDO DO LUGAR.
A INTERNET DEVE SER VISTA COMO UM PONTO DE MELHORIA DA VIDA REAL. E NÃO UMA VIDA REAL EM FUNÇÃO DA INTERNET.
ESTES SITES TODOS CARECEM DE PRAGMATISMO, OU SEJA SITUAÇÕES QUE POSSAM SERVIR , OU SEREM ÚTEIS A VIDA REAL(EXISTEM SITUAÇÕES ÚTEIS SIM , MAS DESDE QUE SUJEITO SAIBA FILTRAR).DEPENDE MUITO DA PESSOA FAZER ESCOLHA..DE USAR SEU CÉREBRO E SABER DISCERNIR , AQUILO QUE É PROVEITOSO..E AQUILO QUE É ILUSÓRIO.A LUTA DE CLASSES ESTA EM TODO TERRENO MIDIÁTICO, PRECISAMOS TROCAR OU SUBSTITUIR ESTA "LUTA DE CLASSES" PELA INSTRUÇÃO, PELA EDUCAÇÃO E ACIMA DE TUDO AUTO-ENTENDIMENTO.O "COMPARTILHAR" TEM DE SUBSTIUIR O "COMPETIR".PARABÉNS POR CURTIR LACAN.
Amigo, seu texto é ótimo, mas tenho de discordar. O problema não é a orkutização em si, o problema é a falta de etiqueta desse pessoal. Essas correntes malditas, scraps automáticos, spams, foto do avô num caixão, etc. Esse é o verdadeiro problema.
Enquanto o twitter está sendo usado só por pessoas que tem bom senso, será ótimo. Quando for invadido [já foi], já eras. Sinto em dizer.
Abraços e sucesso!
Monthiel
R: Excelente comentário! Quem determina o que é "etiqueta" e o que é "bom senso"? Obrigado por validar minha tese com um exemplo prático!
Assino embaixo... pensando bem, não vou assinar, sua assinatura é mais que suficiente. Ah... quero o autografo no meu mouse pad também.
Um grande abraço.
Oi Marcos,
Cheguei aqui meio que por acaso e graças ao São Google. Gostei do que li, enviei para o Twitter e o meu tweet foi exaustivamente re-twittado, me fazendo supor que o "povo" também gostou.
Sou uma daquelas pessoas que estão preocupadas com o fênomeno de popularização do Twitter, não porque eu tenha medo do povão - de forma alguma, pois como psiquiatra há 15 anos lido com eles (nós)diariamente.
A minha preocupação é com aqueles que se escondem atrás do anonimado para colocar em prática os seus desvios de caráter.Presenciei a invasão do Orkut por fakes, lammers, crackers e assiti o estrago por eles provocado. Não deu para continuar.
Enfim, seu texto nos leva à reflexões importantes do porque estamos participando destas redes.
Abraços, Juliana
R: Juliana, obrigado pela visita e pela divulgação!
"O pobre, a maioria da população, não se vê, logo não existe. O pobre não tem imagem, então não é." Bacana essa reflexão. E achei muito pertinente seu texto, obrigada.
amigo!
asa pessoas que entrão nas redes de relacionamentos e reclamam de ivasão de privacidade são como aqueles que vão para os BBB's da vida
e também reclamam que suas vidas estão sendo expostas para todo mundo!
abraços!