Foram 63 (!!!) blogueiros que se dispuseram a responder a pesquisa, um número festejado pelo grupo de pesquisadores responsáveis pelo trabalho encomendado pela UNESCO, para o levantamento da blogosfera policial brasileira. Quase todos os blogs pertecentes a blogopol fizeram questão de marcar presença no evento, e agradecemos desde já a participação. Quero que todos saibam que o que estamos fazendo, sem nenhuma crise de megalomania, é histórico.
Dentro de um mês teremos a tabulação dos dados recolhidos, e esperamos que os blogs cresçam na dimensão que a internet mereçe.
O vídeo abaixo é apresentado pela Silvia Ramos, do CESeC, (entidade ligada a Universidade Cândido Mendes), que coordenou os trabalhos junto com Anabela Paiva. Ela sorteou três livros .40 àqueles que responderam à pesquisa. Os ganhadores foram:
Vou entrar em contato via e-mail com todos os ganhadores, pedindo o endereço completo de onde desejam receber o livro. Mas se já quiserem irem se adiantando, podem encaminhá-lo para o cultcoolfreak@gmail.com
Anunciada há algum tempo, a UNESCO voltou-se para os blogs brasileiros que integram a chamada blogosfera policial (blogopol). Interessaram-se pela integração que possuem, caso singular nesse tipo de mídia, e nas possibilidades que os debates que o integram possam trazer na melhoria de políticas de segurança pública.
E ontem começou a pesquisa sobre esse fenômeno, em parceria com o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), da Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro. De acordo com a pesquisadora Silvia Ramos, a intenção é, em um primeiro momento, fazer um levantamento dos blogs e seus editores, traçando seus perfis e objetivos.
Silvia e a também pesquisadora Anabela Paiva são autoras do livro "Mídia e Violência", disponível gratuitamente no site do CESeC, e demonstram entusiasmo com o crescente interesse da mídia sobre o tema. Fizemos uma entrevista com Silvia para o podcast, e esperamos que em breve esteja disponível na rede.
Acesse o questionário AQUI e responda com tranqüilidade as perguntas. São fáceis, e com garantia de sigilo. Por isso, não tema em colocar seus dados pessoais. Isso ajudará a transformar o paradigma das legislações administrativas que ainda insistem no absurdo de silenciar os policiais que exprimem suas opiniões pessoais sobre a temática da segurança pública. O Danillo, do Abordagem Policial, já espalhou a notícia, e esperamos que todos passem por lá para dar seu recadinho. Ajude-nos a esparramar essa idéia.
Como incentivo, todos que responderem a entrevista estarão participando de um sorteio, concorrendo ao livro "Ponto Quarenta".
Caso desejem entrar em contato com as pesquisadoras, podem falar com elas em:
Silvia Ramos: sramos@candidomendes.edu.br
Anabela Paiva: anabelap@terra.com.br
Ou pelo telefone (21) 2531-2033.
Blogs de policiais se multiplicam no Jornal da Tarde
Excelente matéria da repórter Bárbara Souza no Jornal da Tarde sobre a blogopol. Destaque para a Bahia, com nosso amigo Danillo Ferreira, editor do Abordagem Policial. O foco da matéria é o trabalho a ser realizado pela UNESCO, sobre a importância da blogopol para o debate sobre segurança pública em nosso país.
Para São Paulo, restou a vergonhosa marca de Estado perseguidor e governantes antidemocráticos, que censura os policiais que se atrevem a expôr seus pontos de vistas na internet. Uma pena que o texto sobre nossa gloriosa policia civil não está disponível on line. Mas digitei e colei aí em baixo, ou clique aqui para ler o recorte na íntegra.
Divirtam-se:
BLOGS DE POLICIAIS SE MULTIPLICAM
BÁRBARA SOUZA, barbara.souza@grupoestado.com.br
Do cotidiano violento das ruas à homenagem ao pai morto por bandidos, policiais civis, militares e federais de todo o País expõem suas ideias, críticas e realidade no mundo virtual. A internet democratizou a aproximação dos policiais com a sociedade e favoreceu o acesso a pelo menos 67 blogs do gênero.
Em São Paulo, ao menos oito páginas sobre o assunto estão na internet - mas o Estado mais desenvolvido do País perde feio para o Rio de Janeiro nesse quesito. Policiais fluminenses já criaram cerca de 30 blogs sobre segurança e violência. Os paulistas, dizem, temem que os desabafos, comentários e críticas escancaradas na internet, com acesso livre de leigos e também dos comandantes, virem alvo de sanções disciplinares.
Mesmo assim, alguns desafiam as imposições regimentais e deixam seu recado no mundo virtual. Alguns discutem os problemas da profissão. Outros, repercutem reportagens publicadas pela imprensa. Há os que preferem apenas falar do cotidiano nas ruas. E ainda os que prestam homenagens a colegas mortos ou abrem espaço para discussões sobre a política nacional.
A proporção da chamada blogosfera policial chamou a atenção da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes (CESeC) que, em parceria, estão pesquisando a produção, a quantidade, conteúdo e o impacto dos blogs especializados em segurança pública.
A pesquisa incluirá levantamento e análise de blogs, entrevistas com policiais blogueiros e jornalistas e a realização de debates. A expectativa é usar os dados para um seminário no segundo semestre. "Quando nos deparamos com esse fenômeno, resolvemos colaborar para entender com um pouco mais de critério o que isso significa", diz o coordenador do setor de comunicação e informação da representação da Unesco no Brasil, Guilherme Canela Godoi.
Para Godoi, as primeiras impressões dos blogs apontam para o caminho que se debate há algum tempo sobre as tendências das coberturas jornalísticas voltadas para políticas de segurança, polícia e criminalidade. "Não precisamos de cobertura de crime, mas de políticas públicas na segurança, pois resolve muito pouco ficar dizendo que mais uma pessoa foi assassinada", afirma.
Ao menos dois blogs já avançam nessa discussão. Um deles, do coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP), do Rio de Janeiro, intitula-se Segurança pública - Ideias e Ações. O propósito do blog, diz, é dar voz aos "especialistas do cotidiano", policiais que estão na ativa.
"A intenção é criar um espaço que durante muitos anos foi ocupado por cientistas de humanidades, que estudam a segurança pública. Era necessário também ter a voz de quem a opera", afirma Duarte, que criou o blog em 2006.
O blog Abordagem Policial, criado por cinco alunos oficiais da Polícia Militar baiana, segue a mesma linha. Levanta questões éticas da polícia, dá dicas de concursos e traz um link com os blogs e sites relacionados à segurança.
Criado em 2007, o blog também surgiu como um canal para se discutir segurança pública e polícia, além de mostrar as mudanças pelas quais a corporação vem passando desde o fim da ditadura no Brasil. "A intenção também é quebrar esse estereótipo que a sociedade tem da polícia e a polícia tem da sociedade", diz o editor da página, Danilo Ferreira.
EM SÃO PAULO, MEDO DE SANÇÕES
Ao menos oito blogs foram criados por policiais paulistas, mas nenhum deles retornou aos pedidos de entrevistas feitos por e-mail pelo Jornal da Tarde. A justificativa é sempre a mesma: é necessário ter autorização da Secretaria de Segurança Pública para dar entrevistas, sob pena de punição severa.
No ano passado, pelo menos dois sites criados pelo delegado Rui [Roberto] Conde Guerra foram tirados do ar por decisão judicial em ação movida pelo governo do Estado. Ele criou uma nova página (http://flitparalisante.wordpress.com/) , dessa vez com críticas mais sutis e denúncias menos contundentes.
O fim do blog repercutiu em vários outros, como no do ex-investigador Roger Franchini, alvo de censura do Estado por ter encaminhado uma carta a um jornalista ironizando o assalto sofrido em 2007 pelo apresentador Luciano Huck, que perdeu seu relógio Rolex.
Em um texto do verbeat.org/blogs/cultcoolfreak/, Franchini diz que a blogosfera policial está a meio passo entre o administrador e o julgador. "Ela não fala para o cidadão. Fala para nosso Estado democrático de direito e o obriga a pensar e se movimentar. O cidadão é alheio a tudo isso. Ele precisa de ruas limpas. Com urgência."
Ok. Confesso. O Twitter tem sido mais interessante do que isso aqui. Quando ele fechar, eu volto a dar mais atenção a vocês, meus breves leitores. Enquanto isso, prometo entrevistas interessantes, como a que acabei de fazer com o Comandante Geral da PM de Goiás, Cel. Carlos Antonio Elias, blogueiro de carteirinha . Fiquei surpreso com a facildade que ele tem em aceitar a liberdade de expressão entre os policiais militares na blogosfera. Aguardem a edição do áudio feita pelo Robson ( o PM mais empreendedor que a blogosfera policial já viu/leu/ouviu, criador do primeiro condomínio para blogs policiais brasileiro. Quero ficar perto dele quando ele ficar rico).
Segue abaixo uma entrevista do Major Marcelo Marinez, da Polícia Militar de Santa Catarina e também blogueiro, defensor da elaboração do Termo Circunstanciado pela PM, como já demonstramos aqui em outra época. Ele fala sobre a perseguição que PMs vem sofrendo da PC por abraçarem essa luta, e como está funcionando o atendimento a ocorrências policiais com essa mudança. A entrevista foi feita por mim, com o apoio técnico do Niedson, grande amigo e PM de Goiás, além de ser o editor do Blog Blogsfera policia, e também do excelente Termo Circunstanciado Foi um bate papo bacana, e não sou jornalista. Por isso, não sejam rigorosos. Mas o Major foi bastante esclarecedor. Iremos fazer mais bate papos como estes com outros blogueiros. Acompanhem
Para quem quiser colar o player acima no seu blog, é só copiar o código abaixo.
Depois do lançamento do livro .40, comecei a me sentir culpado em ter abandonado esse espaço. Há tempo tempo que escrevo no blog, e deixá-lo assim, sem atenção, parece uma ingratidão imperdoável.
Mas o feriado me ajudou a questionar sobre para quê ele serve.
Antes de tudo, fiquei me perguntando se há realmente a necessidade da presença do debate sobre segurança pública, e os motivos que me levaram a ser taxado de blogueiro policial.
Quem me acompanha na jornada ao longo da existência do blog, nota que ele nasceu longe do engajamento político. Veja o endereço. Nada parecido com o formalismo policial dos outros blogs que são, sem sombra de dúvidas, pertencentes a um grupo de discussão. O nome era eu, e era eu investigador de polícia, em uma polícia civil falida e sem organização. Para mim era a tradução perfeita da instituição que a sociedade precisava, para limpar suas ruas da população residual, e que mantinha seus agentes em uma realidade kafkaniana. Era um espaço de desafogo do ócio entre um plantão e outro.
Todavia, para o desalento de alguns fãs, eu amadureci ao mesmo tempo que este meio de comunicação. Antes os textos eram mais virulentos, descompromissados. Eu não me sentia vigiado, pois em 2004, os blogs ainda eram vistos como "diários virtuais", e não um meio formador de opinião e alternativa à grande imprensa comprometida com o mercado e interesses eleitoreiros.
Minhas histórias foram se tornando mais longas e introspectivas, ao mesmo tempo, menos agradáveis para o breve leitor de blog. E eu, mais preocupado com os rumos que o governo estadual dava para seus policiais.
O melhor é que não sou mas uma voz solitária nas delegacias. A internet, aos poucos, tornou-se o meio mais democrático, senão o único, espaço de debate, combates e busca de soluções para afrontar o governo do estado e suas leis draconianas.
Após o advento da blogsfera policial, noto que a administrador público tem tomado decisões com mais cautela, porque se sente vigiado, e por isso a arbitrariedade das decisões tem se tornado mais sutil. O grande problema é que querem demonstrar que a corrupção que empesteia a delegacias e quartéis não tem nada a ver com o administrador político, e que isso é um problema restrito ao homem policial, no intimo de sua solidão coletiva. Acho que essa é minha maior luta. Demonstrar que o erro não é individual, e esclarecer que a responsabilidade do político vem antes do polícia da linha de frente. Por isso se faz urgente experimentar outras administrações, com outros grupos políticos. Ninguém garante que serão diferentes, mas pelo menos, serão outros.
Tenho a certeza de que não atingimos a sociedade com essas palavras ao ponto de esclarecê-la sobre esse problema. Talvez ela não deseje isso. Estamos falando do típico paulistano cagão. O mesmo que permite que o governo do estado seja de um mesmo grupo político há 15 anos, e pelo o que nos parece, se perpetuará por mais 8. Hugo Chavez deve morrer de inveja da competência tucana para a monarquia.
Por outro lado, não há nomes ou outros grupos que encoraje-nos a confiar. O voto do eleitor paulistano tapado é aquele que elege pessoas como Paulo Maluf e Clodovil. Torna Mário Covas um mártir, e faz de FHC do STF a solução como estadista. Como já dissemos, perdoa-se o vinho na mesa da direita, mas não se tolera a picanha no almoço da esquerda.
O papel da blogsfera policial está a meio passo entre o administrador e o julgador. Ela não fala para o cidadão. Fala para nosso estado democrático de direito, e o obriga a pensar e se movimentar. O cidadão é alheio a isso. Ele precisa das ruas limpas. Com urgência.
A verdade só vem a tona com a evidência do exagero. Por outro lado, a resposta para confrontá-lo o enquadra no instituto do erro. Após, o bom senso delimita o meio termo, e indica possibilidades práticas de solução.
Acho que estou na última etapa. Sinto-me o chato do "calma, macacada!". Ou deve ser o excesso de chocolate da páscoa.
Segue abaixo a ótima entrevista do delegado Roberto Conde Guerra, à Rádioagência NP, sobre como funciona o esquema de corrupção e apadrinhamento na Polícia Civil paulista. Vale a pena conferir.
Saiu hoje na Folha de São Paulo uma boa notícia à blogsfera policial. É de se ressaltar quando uma agressão ao sagrado direito de expressão é violado, principalmente no caso do delegado da PC/SP Dr. Guerra chega, o qual beira o patético, e está, no mínimo, escasso de moralidade. Há muito alertamos aqui, junto com a ONG artigo 19, esses absurdos que nos envergonham.
Como já noticiamos aqui, o delegado que retirou o blog do dr. Guerra do ar (Flit Paralisante), foi o José Mariano de Araújo Filho, da Delegacia de Crimes em Meios Eletrônicos, (4ª DIG do DEIC, fone: 011 2221-7030), que nos autos do I.P. 217/2008, em caráter preventivo (??) conseguiu com que o Juiz do 3º DIPO (Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária) expedisse a ordem que culminou no silêncio deste importante meio de informação.
Parece que só agora, com essa notícia da Folha de São Paulo, que ficou constatado o absurdo jurídico, com nítido viés política, que a blogsfera policial já anuncaciara: a investigação está centrada em ficitício crime contra a honra, cuja vítima é o governador José Serra. Alega o delgado do DEIC que o dr. Guerra é funcionário público, e por isso a medida cautelar fora urgente, "pois se trata de um funcionário público, e o site foi usado como veículo de difusão de calúnia, injúria e difamação", (in verbis).
Pois bem. Sei que não cabe a mim querer ensinar processo penal a ninguém, mas um pouco de esclarecimento se faz necessário.
Primeiro: um crime contra a honra é de iniciativa privada. Ou seja, a polícia só pode se mover para apurá-lo e registrá-lo mediante a prévia, pública e inequívoca manifestação da vítima. Neste caso, a vítima que consta no ofício é o excelentíssimo senhor governador citado. Mas ora, veja só, breve leitor. O próprio delegado do DEIC diz que seu patrão não é parte nos autos do IP (????).
Eita. Pergunto: então, quem diabos elaborou a manifestação para que o inquérito fosse proposto???? E eu mesmo respondo: se não foi uma das supostas vítima, o delegado incorre em infração administrativa, por fazer mais do que permite a lei. Mesmo que se aplique o Artigo 141, inciso II* do Código Penal, a iniciativa é concorrente entre a vítima e o MP.
Vou além: e se o agente público não motivar seu ato administrativo pautado na legalidade, todo o procedimento do inquérito (inclusive a equivocada ordem judicial que o retirou do ar) é nulo. O interesse público, objeto direito da administração, foi atropelado. O que fez o DEIC foi tratar o inquérito policial, ferramenta imprescindível ao Estado Democrático de Direito, como um instrumento particular de perseguição, para, unicamente, proteger a pessoa do senhor José Serra. mais uma vez, a polícia civil de São Paulo deixa de ser uma polícia de estado, para se sujeitar ao papel de polícia de governo.
Caso tenha havido realmente qualquer indício de crime contra a honra, é imprescindível deixar que a vítima decida sobre a necessidade de apuração. Afinal, da ofensa só sabe o ofendido.
Fica definitivamente comprovada nossa tese de que todos os cargos da PC/SP são dependentes de indicação política e apadrinhamento. Caso o funcionário não defenda os meios ideais políticos do grupo que ocupa o poder naquele instante, ele não pode ficar em lugares de destaque.
Uma pena. São Paulo merecia uma polícia mais profissional, e menos politiqueira.
* Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:
(..)
II - contra funcionário público, em razão de suas funções;
Todos tem a sensação de que a política está morta. Não há nenhum parlamentar que se preze ao comprometimento com causas tão necessárias e úteis a sociedade, como a reforma completa da estrutura da segurança pública brasiliera, troca de arquivos na internet, união civil em relação homoafetiva, reforma política, tributária e afins. Todos os partidos estão vendidos a uma fisiologia de base, em que é probidido ao candidato defender, abertamente, causas que poderiam trazer prejuízos a imgens de grupos que apoiaram seu sucesso na eleição. Com isso, perde o cidadão, já que ocorre uma pasteurização de propostas.
Quer um exemplo? A blogosfera policial, composta principalmente por policiais que atuam nas instituições estaduais, tem propostas ótimas de como resolver problemas corriqueiros da segurança pública, sem recorrer à obviedade de aumento salarial. Todavia, tais propostas incidem diretamente na dissolução de conceitos que estão sedimentados há muito tempo, e por isso estão superados e imprestáveis.
Sabe no que pensei então? Em criar um novo partido. Sim, um novo partido político, sem o propósito inicial de eleger alguém. Simplesmente para deixar as pessoas tranquilas, em saber que ainda existem pessoas que pensam como quer o eleitor. Um partido consicente da atuação do estado na economia, na reformulação de paradigmas centenários e revolução, por meio das ferramentas que o estado democrático de direito oferece, do meio em que vivemos. Apenas para fazer barulho e se fazer ouvido. E acabar que a palhaçada de vermos pessoas sendo eleitas com o voto de protesto, por não existir pessoas idôneas em quem votar.
Aí então neguinho vai dizer: lá vem outro folgado querendo viver às custas do povo.
Não meu amigo. Somos pessoas que querem garantir a nova geração que, sim, é possível mudar. Que a morte da política e da história é uma falácia, e que o mundo está assim hoje por falta de opções, e não porque é o correto. Conseguiu entender?
Quer acabar com o bonde na polícia? Quer ver o policial crescendo na carreira apenas por seu mérito pessoal, sem o perigo de indicações políticas? Quer eleger o delegado geral de polícia e o comandante geral da PM? Não seria interessante ter o MP, a OAB e a Defensoria pública atuando diretamente na fiscalização dos trabalhos das corregedorias? Quantos desejam ganhar horas extras pelo trabalho adicional que é obrigado a realizar na instituição, por falta de funcionários? Quem deseja falar o que lhe incomoda na direção política das intituições policiais, sem ter medo de ser removido compulsoriamente?
Entenderam o que desejo. É organizar um grupo comprometido com causas, independentes se vão eleger alguém. Apenas para mostrar à sociedade que há saída, alternativas viáveis.
A pedra fundamental foi lançada. Agora vamos começar a mover idéias.
Confesso que quando soube da intenção do jornal, fiquei temeroso. Afinal, minha experiência com a imprensa e as coisas que escrevo não são das melhores. Mas gostei do resultado. Conseguiram captar o espirito de nosso processo de criação, e a cara bem humorada que damos aos livros.
Agora aguardo a intimação que certamente ocorrerá, por usurpação de função pública, já que não ficou devidamente esclarecido que hoje sou advogado. Mas tá valendo. Já me vejo no novo depoimento:
- Mas doutor delegado, o jornalista sabia que hoje sou advogado, e dos bons.
- Mas lá tá escrito que você é investigador, porra! Aí não dá pra arredondar.
- Eu gostei do resultado. Apesar de dizer insistentemente ao repórter que não pertenço mais à gloriosa.
- Então põe cinquinha na minha mão, que você saí daqui como entrou, sem algemas. (risada fatal)
E o livro "Ponto Quarenta" tá vendendo como água no deserto. Já estamos na segunda edição. Para um livro que não teve nenhuma referência na mídia, eu diria que é um sucesso de vendas. Sendo mais otimista, quase um best seller. O que mais me chamou a atenção foi que a maioria dos compradores são pessoas de outros estados, gente que nunca tinha ouvido falar. Mandei para todos um e-mail pedindo seus apontamentos sobre a leitura. Não vou ficar rico com o livro, mas certamente farei ótimas amizades.
Desde ja, agradeço a todos pelo interesse na obra, e aguardo as opiniões.
Agora dá para ler o primeiro capítulo aqui. Mas nada se compara à história completa, que se amarra desde a primeira linha.
O lançamento continua marcado para o dia 05 de março, no Canto da Madalena. Quando nos aproximarmos da data, conclamarei os contribuintes de forma mais precisa. Divirtam-se:
"Romance policial - A escritora e o investigador
A história de Olívia Maia, 23 anos, e Roger Franchini, 31, renderia um romance. Ou melhor: um romance policial. Ele morava em Franca (SP), cursava a Faculdade de Direito e trabalhava como investigador da polícia. Ela fazia cursinho e encontrou no amigo virtual uma fonte inspiradora para escrever suas histórias policiais.
O relacionamento que começou pela internet foi transformado em casamento há dois anos e meio. Nesse período, Olívia já publicou dois livros policiais: O Desumano, em 2006, e Operação P2, em 2007. "Eu contava as minhas ideias e ia pedindo detalhes para ele", diz Olívia. "Muitos dos textos que escrevo no meu blog (www.verbeat.org/blogs/forsit) são coisas que ele me contou. Histórias que muita gente acha que saíram da minha imaginação." A paixão da escritora pelo tema começou quando ela ainda era criança. "Sempre gostei daquela literatura infanto-juvenil que tem algo de policial, principalmente Pedro Bandeira", explica Olívia. "Por isso, acabei indo também para esse lado."
O Desumano conta a história de um menino que está sendo acusado de matar a própria mãe. Operação P2 fala sobre a investigação da morte de um professor de jornalismo, envolvido com uma pesquisa sobre a ditadura militar. Olívia começou a escrever agora um livro que tem um personagem inspirado no marido. Ele será um investigador do interior que ajuda o personagem principal numa operação. "Roger é a minha referência... As pessoas pensam até que me casei por interesse", diverte-se a escritora.
Mas quem disse que Roger também não pede ajuda para a esposa? Ele lançou o livro Ponto Quarenta - A Polícia Civil para Leigos, que traz revelações do cotidiano da Polícia Civil pelos olhos de um investigador. "Ele só saiu por causa da Olívia", agradece. "Costumo dizer que escrevo boletins de ocorrência. Foi ela quem me apresentou todas as referências para escrever um romance policial." O lançamento do livro acontecerá no dia 5 de março, no Canto da Madalena, na Vila Madalena. Mas o livro já está à venda no endereço www.verbeat.org/blogs/cultcoolfreak/pontoquarenta. O livro O Desumano pode ser encontrado em qualquer livraria virtual, enquanto Operação P2 está à venda somente no site www.osviralata.com.br."
"No dia 9 de janeiro de 2009, Roberto Conde Guerra, policial civil do estado de São Paulo, teve seu blog tirado do ar por conta de uma ordem judicial. Esta foi a segunda vez que um dos blogs de Guerra foi deletado. Por conta de uma ordem similar, seu primeiro blog foi removido do Google, a empresa que hospedava o site, em outubro de 2008. Dessa vez, a ordem proíbe o Google de hospedar qualquer site criado por Guerra e determina uma multa contra a empresa caso haja desobediência. O policial iniciou seu site em março de 2007, logo após autoridades policiais desativarem um fórum interno que discutia problemas da instituição. "Em razão de um artigo publicado em maio de 2007 fui removido de Santos para Hortolândia", conta Guerra. Além da remoção compulsória, ele enfrenta processos administrativos, criminais e civis.
Guerra não é o único policial punido por expressar sua opinião publicamente. Depois de 19 anos na polícia militar do Rio de Janeiro, Wanderby Medeiros recebeu três punições disciplinares por publicar artigos criticando as políticas de segurança pública no estado. No último dia 6 de janeiro, Medeiros soube de outra acusação contra ele por fazer "comentário desrespeitoso à autoridade máxima do Estado do RJ", ao declarar que o governador está despreparado para o exercício do cargo que ocupa e por "tecer comentários desfavoráveis à política de segurança pública", o que se enquadraria em prática prevista no Código Penal Militar. Medeiros lançou seu blog em 2006 e lá veicula informações acerca da atuação governamental em matéria de segurança pública. "Utilizei o blog também como fonte de mobilização, por ocasião das manifestações democráticas levadas a efeito em 2007/2008 (início), em busca de condições menos indignas de prestação de serviços por parte dos policiais e bombeiros militares do RJ", conta.
Falar com a imprensa sobre determinadas questões também pode ser um problema. Em 2006, depois de ler um artigo de Luciano Huck na Folha de S. Paulo com comentários irônicos sobre a polícia brasileira, o policial civil Roger Franchini decidiu escrever para o painel do leitor do mesmo jornal para expor suas opiniões sobre a questão. Em seu texto, Franchini optou por usar a mesma ironia adotada por Huck no artigo inicial e questionou a política salarial do governo estadual para os policiais. A carta foi utilizada por um repórter para uma matéria e dias depois Franchini foi acusado pela polícia civil de prevaricação. Segundo Franchini, após o Ministério Público recomendar o arquivamento do processo, foi determinada sua transferência do cargo que ocupava. Antes de ser transferido, porém, ele pediu exoneração e deixou a polícia no dia 28 de fevereiro de 2008. Seis meses depois, a polícia abriu um processo administrativo contra ele alegando que por "tecer comentários capazes de denegrir a imagem da Polícia Civil", Roger teria "atentado contra a moralidade e a credibilidade" da instituição.
"Restrições à liberdade de expressão podem ser legítimas em casos que envolvem a privacidade de outros e questões que possam comprometer investigações policiais, entre outras exceções restritas. No entanto, comentários gerais que se referem a corrupção na instituição e às políticas de segurança pública são de notório interesse público e o debate sobre tais temas não deve ser restringido", disse Paula Martins, coordenadora da ARTIGO 19 Brasil.
"Ao limitar a liberdade de expressão de policiais sobre temas de interesse público, limita-se também o público de saber sobre esses temas", lembrou Paula.
Por: paula em: Qui 22 de Jan, 2009 09:38 (40 leituras)"
Demorei para falar sobre o evento, e os companheiros se manifestaram primeiro. Tenho uma ótima desculpa. O Alê (Diário de um PM-RJ)e o Danillo (Abordagem Policial-BA) estavam de férias em Sampa, e eu continuei trabalhando.
Brincadeiras a parte, tenho a segurança em dizer que o Blog Campus foi um importante passo para o reconhecimento da Blogsfera Policial como um elemento de credibilidade reconhecida. O público mostrou-se um tanto tímido, mas curioso com nossas palavras. A melhor tirada foi a do Alexandre, quando disse que as pessoas se assustavam ao vrem que policiais sabiam escrever e falar. Acho que a pergunta mais delicada foi a de um jornalista que representa uma ONG no RJ. Ele perguntou qual nossa posição sobre as operações policiais que ocorrem nas favelas, e se estávamos de acordo. Fora isso, foi interessante ver nos olhos de quem estava por alí o espanto diante da notícia de que há pessoas sendo punidas por discordarem dos governantes. Como o evento estavam sendo transmitido ao vivo pela internet, começou a chover perguntas do Brasil inteiro.
A Jamila, da ONG Artigo 19, explicou a importância de se trazer ao público as perseguições que funcionários públicos sofrem quando expõe suas opiniões, e o belo trabalho que a instituição vem fazendo para coombater abusos como estes. Pena não ter tido a participação de mais policiais na platéia, debatendo o assunto. Pessoas combativas como o Dr. Guerra, o Flávio e o Marcos , o Cathala e o Eduardo deixariam o evento bem mais polêmico e interessante. Mas valeu. Abaixo deixo vocês com algumas fotos da quiabada, as entrevistas do Alexandre e do Danillo e, finalmente, a íntegra do painel.
Em tempo: apendi uma grande lição sobre como falar em microfones. Como não tínhamos o retorrno da voz na mesa, eu não sabia se todos me ouviam. Por isso comecei a falar um pouco alto. E ao final, já estava aos berros. Enfim...
O negócio é gigantesco, e o mundo parece começar a se interessar pelos abusos cometidos pelas autoridades administrativas contra seus policiais. Daí o convite para participar do Campus Blog Brasil. O Campus party é o maior evento mundial sobre inovação tecnológica, que durante 07 dias reunirá milhares de participantes com seus próprios computadores no Centro Imigrantes, em uma área de 38.000m2 totalmente reservada para os campuseiros. Ao lado podem assistir um vídeo promocional da CP do ano passado, e conferirem a dimensão e importância da quiaba.
Além de nós, o Dr. Guerra também estará lá, se conseguir trocar o plantão com algum colega. Confirmados mesmo estão o Alexandre de Souza, do "Diário de um PM" e o Danillo, do "Abordagem policial" e a Paula Martins, da ONG Artigo 19, para o painel referente à Blogsfera policial, no dia 22/01 (quinta-feira), às 11 horas. Contamos com a participação de todos por lá, para deixarmos claro a todo mundo que liberdade de expressão e competência policial são coisas indissociáveis. Segue o roteiro oficial das palestras e paineis no Campus Blog:
Painel
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 16h35 Podcast
O podcasting é uma realidade na rede. Suas tendências, seus limites, suas características diante da webrádio e outras experiências serão debatidas por blogueiros e especialistas.
Participantes: Maestro Billy e Maria Fernanda (Estúdio Mellancia e ABPod), Alexandre Ottoni e Deive Pazos (Jovem Nerd), Guilherme Felitti e Daniela Braun (Podcast IDG Now!) Moderador: Cristiano Dias (Vilago e Enxame.tv)
Painel
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 11h Mobilidade
O cenário das redes em um ambiente de mobilidade e convergência digital está impactando o cotidiano das mídias, atividades econômicas e serviços. O debate irá discutir a web na era da mobilidade e da ubiquidade.
Participantes: Juliana Vilas (Urblog - Época São Paulo), Rafael Sbarai (Consultor de novas mídias da Veja), Henrique Martin (Zumo) e Eduardo Brandini (Band) Moderadora: Bia Kunze (Garota Sem Fio)
Palestra
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 14h Interações, conteúdo e autoridade na blogosfera brasileira
Alex Primo tratará da grande variedade de gêneros de blogs. Diante de tantos mitos sobre essas plataformas, Primo apresentará uma grande pesquisa sobre gêneros discursivos na blogosfera. Como poucas investigações desse gênero, a pesquisa mostrará , entre outras relações, o impacto da quantidade de informação gerada pelos blogs em suas respectivas audiências.
Palestrante: Alex Primo (UFRGS)
Painel
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 15h20 A influência das mídias sociais nas publicações
Reunindo representantes de grandes portais, o debate buscará identificar a real participação das redes sociais nos grandes veículos de comunicação e responder à grande questão: será que as mídias sociais têm força suficiente para ser objeto permanente da pauta das grandes corporações?
Participantes: Silvia Bassi (IDG), Sandra Carvalho (Editora Abril), Marco Chiaretti (Grupo Estado), Marcelo Gomes (Meio & Mensagem)
Moderação: Tiago Dória (IG)
Palestra
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 17h50 Bate-papo com Ricardo Noblat
Ricardo Noblat é um jornalista que virou blogueiro ou será hoje um blogueiro que voltou a ser jornalista? Ele, que pode ser considerado um ponto de equilíbrio entre blogs e a comunicação tradicional, comentará um pouco sobre sua trajetória.
Palestrante: Ricardo Noblat (Blog do Noblat, O Globo)
Moderação: Jorge Rocha (UNA)
Palestra
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 20h Hiperconectividade e a Força das Comunidades
Palestrante: Leo Prieto - Chile (FayerWayer - BetaZeta Networks)
Painel
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 11h Mídias Sociais nas corporações
Redes de relacionamento, articulações do mundo corporativo e seu clientes, incorporação do usuário na melhoria dos serviços, enfim, como as mídias sociais entraram no universo dos negócios e nas estratégias das corporações.
Participantes: Roberto Machado (DoceShop), Oswaldo Gouvêa de Oliveira Neto (Peabirus), Stelleo Tolda (Mercado Livre) e Marcelo Vitorino (Amélias)
Moderação: Fábio Seixas (Camiseteria)
Palestra
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 14h A construção da reputação, dos públicos e da moral blogueira
O pesquisador Fábio Malini discutirá os fundamentos da reputação e sua relação com os diversos públicos e interagentes. A relação entre reputação e moral na blogosfera será analisada e seus principais aspectos serão indicados.
Palestrante: Fábio Malini (UFES)
Painel
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 15h20 Uso de mídias sociais na publicidade
Blogs, redes de relacionamento e mídias sociais no universo da publicidade.
O marketing sobreviverá sem as redes sociais? Já existe um consenso entre os publicitários da sua importância? Temos um paradigma do seu uso na propaganda e marketing?
Participantes: Marcelo Tripoli (iThink), Lucas Mello (LiveAD), Mentor Muniz Neto (Bullet), Gustavo Fortes (Espalhe)
Moderação: Carlos Merigo (Brainstorm#9)
Painel
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 16h35 Uso de blogs em sala de aula
O que os blogs podem fazer no processo de ensino-aprendizagem? Quais os casos de maior sucesso? Essas e outras perguntas serão respondidas diante das perspectivas dos educadores que utilizam a blogagem como material didático e integrante essencial do aprendizado em rede.
Participantes: Eric Messa (FAAP), Bárbara Dieu (Beespace), Luiz Biajoni (Instituto Macuco), Claudir Segura (PUC-SP)
Moderação: Rafael Bucco (Sixpix Content)
Painel
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 17h50 Mídias Sociais nas Eleições
As mídias sociais já são uma realidade na política partidária e seus efeitos já foram sentidos nas eleições municipais brasileiras. Apesar da proibição do TSE do uso de redes sociais por candidatos, a política já não pode mais ser pensada como algo distante do ciberespaço.
Participantes: Rogério Bonfim (VirtualNet - desenvolvedora das apps do Google Eleições 2008), Juliano Spyer (coordenou a campanha em mídias sociais do prefeito reeleito de São Paulo Gilberto Kassab), Soninha Francine (ex-vereadora e ex-candidata à Prefeitura em São Paulo)
Moderação: Julio Daio Borges (Digestivo Cultural)
Painel
QUINTA-FEIRA, 22 de janeiro, 11h Blogosfera policial
A discussão, a análise e a cobertura das atividades criminais e policiais chegou a blogosfera. Qual o cotidiano, quais as dificuldades e os casos mais delicados da blogagem policial. O debate sobre sua repercussão social e cultural estarão em questão.
Participantes: Alexandre de Sousa (Diário de um PM), Roger Franchini (Cult Cool Freak), Danillo Ferreira (Abordagem Policial) , Paula Martins (Article 19)
Moderação: Ian Black (Enloucrescendo)
Painel
QUINTA-FEIRA, 22 de janeiro, 15h20 Monetização e programas de afiliados
A economia e os negócios na blogosfera serão examinados por especialistas e envolvidos no mundo do acesso-remuneração, da economia, da atenção e dos bits que geram renda.
Participantes: Leonardo Galvão (Mercado Livre), Thiago Lobão (Buscapé), Regis Andaku (UOL), Ricardo Wright (Google Adsense)
Moderação: Marcos Tanaka (Boo-Box)
Painel
QUINTA-FEIRA, 22 de janeiro, 16h35 O direito conhece a internet?
A Internet e sua regulamentação. As novas exigências legais e contratuais da rede. O direito a privacidade, anonimato e a segurança. As principais polêmicas e os esclarecimentos indispensáveis para quem quer entender seus direitos no ciberespaço.
Participantes: Renato Opice Blum (Opice Blum Advogados Associados), Fernando Gouvêa (Imprensa Marrom - blog que já foi processado e julgado por comentários de terceiros, advogado do caso Twitter Brasil), Ronaldo Lemos (FGV, Creative Commons, Overmundo), Ivo Corrêa (advogado do Google Brasil)
Moderação: Francisco Madureira (jornalista responsável pelos blogs do UOL)
Painel
QUINTA-FEIRA, 22 de janeiro, 17h50 Relações Públicas 2.0
O mundo das relações públicas no cenário de redes sociais, comunicação instantânea, gadgets, podcasts, posts anônimos e delimitados por uma esfera pública interconectada.
Participantes: Mário Soma (RMA Comunicação), Thiane Loureiro (Edelman), Eduardo Vieira (Agência Ideal)
Moderação: Eduardo Vasques (TV1)
Painel
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 11h Blogs e Celebridades
Os blogs são mídias para celebridades? O sucesso deve e pode ser blogado? Celebridades instantâneas da internet, o que vai além do tradicional colunismo social e o papel dos blogs na formação do sucesso.
Participantes: Alessandra Félix (Fofoquinhas), Rosana Hermann (Querido Leitor), Phelipe Cruz (Papel Pop), Samara Felippo (Quero ser Ninguém) , Diogo Boni (Bloglog)
Moderação: Nick Ellis (Digital Drops)
Palestra
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 14h Empreendedorismo pessoal e engenharia social
Como projetar uma vida na web e descobrir seu potencial para a blogosfera. Gilberto Knuttz apresentará os dois lados da moeda, o de quem usa e o de quem mantém sites. Dicas de como se programar para crescer e como fugir de armadilhas do setor.
Palestrante: Gilberto Knuttz (Uêba, Xpock, Cybervida)
Painel
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 15h20 Estratégias de mídias sociais nos portais
Os portais descobriram as redes sociais. Mas será que já encontraram a melhor estratégia de atuação diante desse novo universo de relacionamento e convergência?
Participantes: Caio Túlio Costa (IG), Guilherme Ribenboim (Yahoo! Brasil), Paulo Castro (Terra), Juarez Queiroz (Globo.com), Osvaldo Barbosa (MSN Brasil)
Moderação: Manoel Fernandes (Revista Bites)
Painel
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 16h35 Internet is for Porn?
O sexo na web e na blogosfera tem futuro? Corpos virtuais, conectados, imagens do prazer, o que vale no ciberespaço do prazer?
Participantes: Alessandro Martins (Pink, The Kinky), Zander Catta Preta (IG Sexo), Fernanda Lizardo (Sexto Sexo), Raquel Pacheco (Bruna Surfistinha)
Moderação: Edgard Reymann (Sax Magazine, e ex-editor das revistas Sexy Premium e Playboy)
Painel
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 17h50 Literatura na blogosfera
Blogs literários e seus desafios. Como lidar com temas da cultura erudita em um cenário de volatilidade, alta velocidade e baixa intensidade das atenções.
Participantes: Albano Martins Ribeiro (Os Viralata), Fal Azevedo (Drops da Fal), Marcelo Duarte (Guia dos Curiosos e Editora Panda Books)
Moderação: Augusto Sales (Paralelos)
Painel
SÁBADO, 24 de janeiro, 11h O universo feminino nas mídias sociais
Redes sociais e a temática feminina, o pensamento feminista. Como a blogosfera encara a discussão de gênero, os temas mais caros da atualidade, as principais questões, aborto, maternidade ativa, abuso, entre outras.
Participantes: Lúcia Freitas (LuluzinhaCamp), Clarissa Passos (Garotas que dizem Ni), Cristiana de Souza Guerra (Para Francisco), Sam Shiraishi (A Vida Como A Vida Quer e MdeMulher)
Moderação: Liliane Ferrari (jornalista e produtora cultural)
Painel
SÁBADO, 24 de janeiro, 14h Blogs no exterior
O mundo aquecido, em crise econômica, enredado em guerras localizadas e a eficiência da blogosfera na cobertura do cenário internacional. A realidade dos blogs no cenário geopolítico e geoestratégico dos fluxos informacionais.
Participantes: Beto Largman (O Globo - Brasil), Benjamin Junior (Sapo - Portugal), Francesco Magnocavallo e Giselle Ribeiro (Blogo.it - Itália), Leonardo Faoro (Meio Bit)
Painel
SÁBADO, 24 de janeiro, 15h20 O uso do blog para publicar quadrinhos
O uso do blog para a linguagem dos quadrinhos. Quadrinhos e animações. A confluência estética entre blogs e quadrinhos. Utilidades e dificuldades.
Participantes: Cadu Simões (Homem Grilo e Quarto Mundo), Arnaldo Branco (G1 - Mundinho Animal), Clara Gomes (Bichinhos de Jardim), Karlisson Bezerra (Nerdson)
Moderação: Eduardo Nasi (Universo HQ)
Palestra
SÁBADO, 24 de janeiro, 16h35 Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia
Existem mutações na dinâmica das midias que alterem radicalmente os seus preceitos éticos? O que efetivamente não muda no universo da comunicação distribuída e o que de fato deve ser redefinido.
Palestrantes: Caio Túlio Costa (Cásper Líbero)
Palestra
SÁBADO, 24 de janeiro, 17h50 Tendências em aplicações sociais
Para onde caminham as ferramentas das mídias sociais, os caminhos dos mashups, o futuro dos diversos agregadores e qual o direcionamento dos buscadores e a integração de aplicativos.
Palestrantes: Manoel Lemos (Webco).
Quer saber quantas pessoas, além de você, sofre em não poder falar o que pensa dentro da polícia? Acha que está sozinho nessa empreitada? Responda ao questionário abaixo e clique em "enviar". Fique tranquilo. Todas as informações são sigilosas, e você não sofrerá nenhum "bonde" por compartilha-las conosco. Em breve publicaremos aqui o resultado da pesquisa.
Conversando com representates da ONG Artigo 19, conhecida defensora dos Direitos referentes à liberdades de expressão, começamos um projeto para monitorar as constantes perseguições sofridas por policiais no tocante a crimes relacionados com o tema. Por aqui, sempre fizemos, ao longo destes 5 anos, o máximo para que ficasse comprovado que policiais não são cidadãos de segunda categoria e, como todo mundo, podem sim manifestar-se livremente sobre a instituição policial, mesmo que seja contrário à orientação política do atual grupo que detém o poder.
A competência do funcionário público não pode ser medida tendo como parâmetro o grupo político a que pertence, ou a que não pertence. É sabido que todos os cargos da policia civil de São Paulo dependem de prestígio e compadrismo para serem ocupados. Perguntem a quem quiser. As melhores vagas estão reservadas aqueles que se adequam às determinações do administrador, e não ao policial que trabalha dioturnamente. O mérito não se dá pelo trabalho, mas pela capacidade do funcionário em angariar influências.
Mesmo falar sobre esta situação própria de estados totalitaristas é um risco ao indivíduo que ocupa um cargo público nas instituições policiais. Mas não são poucos os casos.
Assim, peço a grande Blogsfera policial que encaminhe a nós os casos de perseguições aos policiais que ousaram expressar o que pensam (podem pegar o e-mail de contato no canto superior esquerdo da tela). Ou então, se preferirem, encaminhem diretamenet à ONG Artigo 19. O importante é fazer com que os administradores se sintam vigiados, afastando a arbitrariedade que todos conhecemos. Tentarei ao máximo oferecer amparo juríco aqueles que precisam, já que a matéria me é conhecida até a pele.
Pois é. Desde 2004 o querido Cultcoolfreak é tido como blog policial. Aliás, os mais afoitos dizem mesmo que ele fundou essa modalidade no Brasil. Não nego que gosto. Foi a maneira que encontrei de dizer que há algo de podre na força coercitiva tupiniquim.
Mas agora a coisa ficou grande. Fomos convidados pelo Inagaki para participar de uma mesa de discussão no Campus Blog 2009, do Campus Party Brasil 2009, sobre (arrá!) Blogosfera policial. Acompanhado dos queridos Alexandra de Souza, do Diário de um PM e o Danilo Ferrreira, do Abordagem Policial, estes sim, de inequívoco caráter policial.
Eu fiquei feliz! E hoje a corregedoria não me pega mais por falar o que penso sobre liberdade de expressão e conduta policial. Enfim, dia 22/01/2009, quinta-feira às 11. Nem eu ainda sei onde será, mas prometo contar quando souber.
Na nova delegacia, meu parceiro, Moisés, tem 56 anos. Homem simples, daqueles que fala "prantão" e "praca" e coloca a pochete no ombro. Um grande coração, mas as vezes temo que ele me coloque numa fria devido a sua falta de habilidade diplomática. Dia desses andávamos à tarde em uma rua da cidade. Um grupo de bóias-frias aproveitava por terem recebido seus salários e bebiam pinga em frente a um bar. Meu companheiro, sem pestanejar ao ver aquele punhado de cabeça chata dando risada, disparou em voz alta para todos ouvirem:
- Olha ai, cambada. Se é para ficar vagabundando, volta pra Pernambuco.
A turma cercou o policial com ódio suficiente para quebrar todos nossos ossos. Só tive tempo de levá-lo dali para dentro da viatura antes que os bóias-frias nos alcançassem.
Legal mesmo foi quando apreendemos uns objetos de furto na casa de um infeliz. Moisés ia me dizendo o que achamos na residencia enquanto eu preenchia o auto de exibição e apreensão:
- Um relógio marca Oméga. Uma corrente de ouro. Um crucifixo marca INRI...
Chave da porta da sala de casa, chave do portao de casa. Chave da tranca da bicicleta, chave da porta da cozinha; Chave da porta de delegacia, chave da porta da sala dos escrivães, chave da porta da sala da ciretran, chave da porta da sala do cofre, chave do cofre - Chave da sala de armas, chave da porta dos fundos da delegacia, chave da sala do delegado; Chave da sala da investigação, chave do vitrô da investigação, chave do banheiro da investigação. Chave da viatura opala, chave da copa, chave da algema.
Desde que coloquei o contador de acesso aqui no blog, o tal do halloscan ali ao lado, tenho me divertido com os assuntos pesquisados que acabam por dar aqui. Aos leigos, esse contador me permite saber qual o último site que qualquer um que acesse o hollerpoint passou. Os de pesquisa são os mais engraçados. Veja as principais palavras chaves das pesuisas que fazem as pessoas cairem aqui (o número na frente é o número de internautas que efetuou a pesquisa com a palavra chave):
paciencia spider (Google) 22
paciencia spider (Yahoo) 3
jogo de paciencia spider (Google) 2
jogo paciencia spider (Google) 2
paciência spider (Google) 2
jogar paciencia spider (Google) 1
"pluralidade religiosa" (MSN) 1
resumo do livro o bom ladrão (Google) 1
advogado evangelico (Google) 1
reza salve rainha (Yahoo) 1
ana maria braga/ gatos (Google) 1
ruiva estupro (Google) 1
aparelho reprodutor masculino de cachorro (Google) 1
sobre o tiro de guerra de ituverava 2005 (Google) 1