Foram 63 (!!!) blogueiros que se dispuseram a responder a pesquisa, um número festejado pelo grupo de pesquisadores responsáveis pelo trabalho encomendado pela UNESCO, para o levantamento da blogosfera policial brasileira. Quase todos os blogs pertecentes a blogopol fizeram questão de marcar presença no evento, e agradecemos desde já a participação. Quero que todos saibam que o que estamos fazendo, sem nenhuma crise de megalomania, é histórico.
Dentro de um mês teremos a tabulação dos dados recolhidos, e esperamos que os blogs cresçam na dimensão que a internet mereçe.
O vídeo abaixo é apresentado pela Silvia Ramos, do CESeC, (entidade ligada a Universidade Cândido Mendes), que coordenou os trabalhos junto com Anabela Paiva. Ela sorteou três livros .40 àqueles que responderam à pesquisa. Os ganhadores foram:
Vlademir Assis - do Blog do Capitão
Adriano Duarte - do Blog do Duarte e, finalmente,
GM Abreu, da Guarda Municipal de Betim
Vou entrar em contato via e-mail com todos os ganhadores, pedindo o endereço completo de onde desejam receber o livro. Mas se já quiserem irem se adiantando, podem encaminhá-lo para o cultcoolfreak@gmail.com
Anunciada há algum tempo, a UNESCO voltou-se para os blogs brasileiros que integram a chamada blogosfera policial (blogopol). Interessaram-se pela integração que possuem, caso singular nesse tipo de mídia, e nas possibilidades que os debates que o integram possam trazer na melhoria de políticas de segurança pública.
E ontem começou a pesquisa sobre esse fenômeno, em parceria com o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), da Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro. De acordo com a pesquisadora Silvia Ramos, a intenção é, em um primeiro momento, fazer um levantamento dos blogs e seus editores, traçando seus perfis e objetivos.
Silvia e a também pesquisadora Anabela Paiva são autoras do livro "Mídia e Violência", disponível gratuitamente no site do CESeC, e demonstram entusiasmo com o crescente interesse da mídia sobre o tema. Fizemos uma entrevista com Silvia para o podcast, e esperamos que em breve esteja disponível na rede.
Acesse o questionário AQUI e responda com tranqüilidade as perguntas. São fáceis, e com garantia de sigilo. Por isso, não tema em colocar seus dados pessoais. Isso ajudará a transformar o paradigma das legislações administrativas que ainda insistem no absurdo de silenciar os policiais que exprimem suas opiniões pessoais sobre a temática da segurança pública. O Danillo, do Abordagem Policial, já espalhou a notícia, e esperamos que todos passem por lá para dar seu recadinho. Ajude-nos a esparramar essa idéia.
Como incentivo, todos que responderem a entrevista estarão participando de um sorteio, concorrendo ao livro "Ponto Quarenta".
Caso desejem entrar em contato com as pesquisadoras, podem falar com elas em:
Silvia Ramos: sramos@candidomendes.edu.br
Anabela Paiva: anabelap@terra.com.br
Ou pelo telefone (21) 2531-2033.
Passem por lá!
Nasceu mais um. A blogosfera policial vem mostrando suas força. Dessa vez, como prometido, fizemos uma entrevista com o Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de Goiás, Cel. Carlos Antonio Elias. Curiosamente, o Coronel tem um blog pessoal, e é o idealizador do primeiro Blog Corporativo de um órgão de segurança pública no Brasil, o Blog da PM de Goiás. Merece, no mínimo, louvor por trazer a público a defesa dos policiais militares que se expõe na blogosfera policial, garantindo assim que a liberdade de expressão não seja mera falácia.
A entrevista foi feita via Skype. Eu em Sampa, o Coronel em Goiânia. Entre uma queda de sinal e outra, salvou-se um bom pedaço do áudio, o qual, de forma genial, foi recuperado pelo Robson (Niedson), do Blog Diário do Stive, e também cirador do "Blogosfera Policial", o primeiro condomínio para blogs policiais brasileiros.
Sinceramente, gostei de perguntar. Só espero que ninguém me leve a sério. Vejam isso como um bate papo descontraído em uma mesa de bar. Estamos tentando organizar mais entrevistas com os amigos da blogosfera policial. Mas as agendas dos amigos policiais andam cheias. É o que dá ser celebridade.
Mais uma vez, quem quiser colocar o player acima em seu blog, basta copiar e colar o código abaixo:
Ok. Confesso. O Twitter tem sido mais interessante do que isso aqui. Quando ele fechar, eu volto a dar mais atenção a vocês, meus breves leitores. Enquanto isso, prometo entrevistas interessantes, como a que acabei de fazer com o Comandante Geral da PM de Goiás, Cel. Carlos Antonio Elias, blogueiro de carteirinha . Fiquei surpreso com a facildade que ele tem em aceitar a liberdade de expressão entre os policiais militares na blogosfera. Aguardem a edição do áudio feita pelo Robson ( o PM mais empreendedor que a blogosfera policial já viu/leu/ouviu, criador do primeiro condomínio para blogs policiais brasileiro. Quero ficar perto dele quando ele ficar rico).
Segue abaixo uma entrevista do Major Marcelo Marinez, da Polícia Militar de Santa Catarina e também blogueiro, defensor da elaboração do Termo Circunstanciado pela PM, como já demonstramos aqui em outra época. Ele fala sobre a perseguição que PMs vem sofrendo da PC por abraçarem essa luta, e como está funcionando o atendimento a ocorrências policiais com essa mudança. A entrevista foi feita por mim, com o apoio técnico do Niedson, grande amigo e PM de Goiás, além de ser o editor do Blog Blogsfera policia, e também do excelente Termo Circunstanciado Foi um bate papo bacana, e não sou jornalista. Por isso, não sejam rigorosos. Mas o Major foi bastante esclarecedor. Iremos fazer mais bate papos como estes com outros blogueiros. Acompanhem
Para quem quiser colar o player acima no seu blog, é só copiar o código abaixo.
Saiu hoje na Folha de São Paulo uma boa notícia à blogsfera policial. É de se ressaltar quando uma agressão ao sagrado direito de expressão é violado, principalmente no caso do delegado da PC/SP Dr. Guerra chega, o qual beira o patético, e está, no mínimo, escasso de moralidade. Há muito alertamos aqui, junto com a ONG artigo 19, esses absurdos que nos envergonham.
Como já noticiamos aqui, o delegado que retirou o blog do dr. Guerra do ar (Flit Paralisante), foi o José Mariano de Araújo Filho, da Delegacia de Crimes em Meios Eletrônicos, (4ª DIG do DEIC, fone: 011 2221-7030), que nos autos do I.P. 217/2008, em caráter preventivo (??) conseguiu com que o Juiz do 3º DIPO (Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária) expedisse a ordem que culminou no silêncio deste importante meio de informação.
Parece que só agora, com essa notícia da Folha de São Paulo, que ficou constatado o absurdo jurídico, com nítido viés política, que a blogsfera policial já anuncaciara: a investigação está centrada em ficitício crime contra a honra, cuja vítima é o governador José Serra. Alega o delgado do DEIC que o dr. Guerra é funcionário público, e por isso a medida cautelar fora urgente, "pois se trata de um funcionário público, e o site foi usado como veículo de difusão de calúnia, injúria e difamação", (in verbis).
Pois bem. Sei que não cabe a mim querer ensinar processo penal a ninguém, mas um pouco de esclarecimento se faz necessário.
Primeiro: um crime contra a honra é de iniciativa privada. Ou seja, a polícia só pode se mover para apurá-lo e registrá-lo mediante a prévia, pública e inequívoca manifestação da vítima. Neste caso, a vítima que consta no ofício é o excelentíssimo senhor governador citado. Mas ora, veja só, breve leitor. O próprio delegado do DEIC diz que seu patrão não é parte nos autos do IP (????).
Eita. Pergunto: então, quem diabos elaborou a manifestação para que o inquérito fosse proposto???? E eu mesmo respondo: se não foi uma das supostas vítima, o delegado incorre em infração administrativa, por fazer mais do que permite a lei. Mesmo que se aplique o Artigo 141, inciso II* do Código Penal, a iniciativa é concorrente entre a vítima e o MP.
Vou além: e se o agente público não motivar seu ato administrativo pautado na legalidade, todo o procedimento do inquérito (inclusive a equivocada ordem judicial que o retirou do ar) é nulo. O interesse público, objeto direito da administração, foi atropelado. O que fez o DEIC foi tratar o inquérito policial, ferramenta imprescindível ao Estado Democrático de Direito, como um instrumento particular de perseguição, para, unicamente, proteger a pessoa do senhor José Serra. mais uma vez, a polícia civil de São Paulo deixa de ser uma polícia de estado, para se sujeitar ao papel de polícia de governo.
Caso tenha havido realmente qualquer indício de crime contra a honra, é imprescindível deixar que a vítima decida sobre a necessidade de apuração. Afinal, da ofensa só sabe o ofendido.
Fica definitivamente comprovada nossa tese de que todos os cargos da PC/SP são dependentes de indicação política e apadrinhamento. Caso o funcionário não defenda os meios ideais políticos do grupo que ocupa o poder naquele instante, ele não pode ficar em lugares de destaque.
Uma pena. São Paulo merecia uma polícia mais profissional, e menos politiqueira.
* Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:
(..)
II - contra funcionário público, em razão de suas funções;
Demorei para falar sobre o evento, e os companheiros se manifestaram primeiro. Tenho uma ótima desculpa. O Alê (Diário de um PM-RJ)e o Danillo (Abordagem Policial-BA) estavam de férias em Sampa, e eu continuei trabalhando.
Brincadeiras a parte, tenho a segurança em dizer que o Blog Campus foi um importante passo para o reconhecimento da Blogsfera Policial como um elemento de credibilidade reconhecida. O público mostrou-se um tanto tímido, mas curioso com nossas palavras. A melhor tirada foi a do Alexandre, quando disse que as pessoas se assustavam ao vrem que policiais sabiam escrever e falar. Acho que a pergunta mais delicada foi a de um jornalista que representa uma ONG no RJ. Ele perguntou qual nossa posição sobre as operações policiais que ocorrem nas favelas, e se estávamos de acordo. Fora isso, foi interessante ver nos olhos de quem estava por alí o espanto diante da notícia de que há pessoas sendo punidas por discordarem dos governantes. Como o evento estavam sendo transmitido ao vivo pela internet, começou a chover perguntas do Brasil inteiro.
A Jamila, da ONG Artigo 19, explicou a importância de se trazer ao público as perseguições que funcionários públicos sofrem quando expõe suas opiniões, e o belo trabalho que a instituição vem fazendo para coombater abusos como estes. Pena não ter tido a participação de mais policiais na platéia, debatendo o assunto. Pessoas combativas como o Dr. Guerra, o Flávio e o Marcos , o Cathala e o Eduardo deixariam o evento bem mais polêmico e interessante. Mas valeu. Abaixo deixo vocês com algumas fotos da quiabada, as entrevistas do Alexandre e do Danillo e, finalmente, a íntegra do painel.
Em tempo: apendi uma grande lição sobre como falar em microfones. Como não tínhamos o retorrno da voz na mesa, eu não sabia se todos me ouviam. Por isso comecei a falar um pouco alto. E ao final, já estava aos berros. Enfim...
O negócio é gigantesco, e o mundo parece começar a se interessar pelos abusos cometidos pelas autoridades administrativas contra seus policiais. Daí o convite para participar do Campus Blog Brasil. O Campus party é o maior evento mundial sobre inovação tecnológica, que durante 07 dias reunirá milhares de participantes com seus próprios computadores no Centro Imigrantes, em uma área de 38.000m2 totalmente reservada para os campuseiros. Ao lado podem assistir um vídeo promocional da CP do ano passado, e conferirem a dimensão e importância da quiaba.
Além de nós, o Dr. Guerra também estará lá, se conseguir trocar o plantão com algum colega. Confirmados mesmo estão o Alexandre de Souza, do "Diário de um PM" e o Danillo, do "Abordagem policial" e a Paula Martins, da ONG Artigo 19, para o painel referente à Blogsfera policial, no dia 22/01 (quinta-feira), às 11 horas. Contamos com a participação de todos por lá, para deixarmos claro a todo mundo que liberdade de expressão e competência policial são coisas indissociáveis. Segue o roteiro oficial das palestras e paineis no Campus Blog:
Painel
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 16h35
Podcast
O podcasting é uma realidade na rede. Suas tendências, seus limites, suas características diante da webrádio e outras experiências serão debatidas por blogueiros e especialistas.
Participantes: Maestro Billy e Maria Fernanda (Estúdio Mellancia e ABPod), Alexandre Ottoni e Deive Pazos (Jovem Nerd), Guilherme Felitti e Daniela Braun (Podcast IDG Now!) Moderador: Cristiano Dias (Vilago e Enxame.tv)
Painel
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 11h
Mobilidade
O cenário das redes em um ambiente de mobilidade e convergência digital está impactando o cotidiano das mídias, atividades econômicas e serviços. O debate irá discutir a web na era da mobilidade e da ubiquidade.
Participantes: Juliana Vilas (Urblog - Época São Paulo), Rafael Sbarai (Consultor de novas mídias da Veja), Henrique Martin (Zumo) e Eduardo Brandini (Band) Moderadora: Bia Kunze (Garota Sem Fio)
Palestra
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 14h
Interações, conteúdo e autoridade na blogosfera brasileira
Alex Primo tratará da grande variedade de gêneros de blogs. Diante de tantos mitos sobre essas plataformas, Primo apresentará uma grande pesquisa sobre gêneros discursivos na blogosfera. Como poucas investigações desse gênero, a pesquisa mostrará , entre outras relações, o impacto da quantidade de informação gerada pelos blogs em suas respectivas audiências.
Palestrante: Alex Primo (UFRGS)
Painel
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 15h20
A influência das mídias sociais nas publicações
Reunindo representantes de grandes portais, o debate buscará identificar a real participação das redes sociais nos grandes veículos de comunicação e responder à grande questão: será que as mídias sociais têm força suficiente para ser objeto permanente da pauta das grandes corporações?
Participantes: Silvia Bassi (IDG), Sandra Carvalho (Editora Abril), Marco Chiaretti (Grupo Estado), Marcelo Gomes (Meio & Mensagem)
Moderação: Tiago Dória (IG)
Palestra
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 17h50
Bate-papo com Ricardo Noblat
Ricardo Noblat é um jornalista que virou blogueiro ou será hoje um blogueiro que voltou a ser jornalista? Ele, que pode ser considerado um ponto de equilíbrio entre blogs e a comunicação tradicional, comentará um pouco sobre sua trajetória.
Palestrante: Ricardo Noblat (Blog do Noblat, O Globo)
Moderação: Jorge Rocha (UNA)
Palestra
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 20h
Hiperconectividade e a Força das Comunidades
Palestrante: Leo Prieto - Chile (FayerWayer - BetaZeta Networks)
Painel
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 11h
Mídias Sociais nas corporações
Redes de relacionamento, articulações do mundo corporativo e seu clientes, incorporação do usuário na melhoria dos serviços, enfim, como as mídias sociais entraram no universo dos negócios e nas estratégias das corporações.
Participantes: Roberto Machado (DoceShop), Oswaldo Gouvêa de Oliveira Neto (Peabirus), Stelleo Tolda (Mercado Livre) e Marcelo Vitorino (Amélias)
Moderação: Fábio Seixas (Camiseteria)
Palestra
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 14h
A construção da reputação, dos públicos e da moral blogueira
O pesquisador Fábio Malini discutirá os fundamentos da reputação e sua relação com os diversos públicos e interagentes. A relação entre reputação e moral na blogosfera será analisada e seus principais aspectos serão indicados.
Palestrante: Fábio Malini (UFES)
Painel
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 15h20
Uso de mídias sociais na publicidade
Blogs, redes de relacionamento e mídias sociais no universo da publicidade.
O marketing sobreviverá sem as redes sociais? Já existe um consenso entre os publicitários da sua importância? Temos um paradigma do seu uso na propaganda e marketing?
Participantes: Marcelo Tripoli (iThink), Lucas Mello (LiveAD), Mentor Muniz Neto (Bullet), Gustavo Fortes (Espalhe)
Moderação: Carlos Merigo (Brainstorm#9)
Painel
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 16h35
Uso de blogs em sala de aula
O que os blogs podem fazer no processo de ensino-aprendizagem? Quais os casos de maior sucesso? Essas e outras perguntas serão respondidas diante das perspectivas dos educadores que utilizam a blogagem como material didático e integrante essencial do aprendizado em rede.
Participantes: Eric Messa (FAAP), Bárbara Dieu (Beespace), Luiz Biajoni (Instituto Macuco), Claudir Segura (PUC-SP)
Moderação: Rafael Bucco (Sixpix Content)
Painel
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 17h50
Mídias Sociais nas Eleições
As mídias sociais já são uma realidade na política partidária e seus efeitos já foram sentidos nas eleições municipais brasileiras. Apesar da proibição do TSE do uso de redes sociais por candidatos, a política já não pode mais ser pensada como algo distante do ciberespaço.
Participantes: Rogério Bonfim (VirtualNet - desenvolvedora das apps do Google Eleições 2008), Juliano Spyer (coordenou a campanha em mídias sociais do prefeito reeleito de São Paulo Gilberto Kassab), Soninha Francine (ex-vereadora e ex-candidata à Prefeitura em São Paulo)
Moderação: Julio Daio Borges (Digestivo Cultural)
Painel
QUINTA-FEIRA, 22 de janeiro, 11h
Blogosfera policial
A discussão, a análise e a cobertura das atividades criminais e policiais chegou a blogosfera. Qual o cotidiano, quais as dificuldades e os casos mais delicados da blogagem policial. O debate sobre sua repercussão social e cultural estarão em questão.
Participantes: Alexandre de Sousa (Diário de um PM), Roger Franchini (Cult Cool Freak), Danillo Ferreira (Abordagem Policial) , Paula Martins (Article 19)
Moderação: Ian Black (Enloucrescendo)
Painel
QUINTA-FEIRA, 22 de janeiro, 15h20
Monetização e programas de afiliados
A economia e os negócios na blogosfera serão examinados por especialistas e envolvidos no mundo do acesso-remuneração, da economia, da atenção e dos bits que geram renda.
Participantes: Leonardo Galvão (Mercado Livre), Thiago Lobão (Buscapé), Regis Andaku (UOL), Ricardo Wright (Google Adsense)
Moderação: Marcos Tanaka (Boo-Box)
Painel
QUINTA-FEIRA, 22 de janeiro, 16h35
O direito conhece a internet?
A Internet e sua regulamentação. As novas exigências legais e contratuais da rede. O direito a privacidade, anonimato e a segurança. As principais polêmicas e os esclarecimentos indispensáveis para quem quer entender seus direitos no ciberespaço.
Participantes: Renato Opice Blum (Opice Blum Advogados Associados), Fernando Gouvêa (Imprensa Marrom - blog que já foi processado e julgado por comentários de terceiros, advogado do caso Twitter Brasil), Ronaldo Lemos (FGV, Creative Commons, Overmundo), Ivo Corrêa (advogado do Google Brasil)
Moderação: Francisco Madureira (jornalista responsável pelos blogs do UOL)
Painel
QUINTA-FEIRA, 22 de janeiro, 17h50
Relações Públicas 2.0
O mundo das relações públicas no cenário de redes sociais, comunicação instantânea, gadgets, podcasts, posts anônimos e delimitados por uma esfera pública interconectada.
Participantes: Mário Soma (RMA Comunicação), Thiane Loureiro (Edelman), Eduardo Vieira (Agência Ideal)
Moderação: Eduardo Vasques (TV1)
Painel
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 11h
Blogs e Celebridades
Os blogs são mídias para celebridades? O sucesso deve e pode ser blogado? Celebridades instantâneas da internet, o que vai além do tradicional colunismo social e o papel dos blogs na formação do sucesso.
Participantes: Alessandra Félix (Fofoquinhas), Rosana Hermann (Querido Leitor), Phelipe Cruz (Papel Pop), Samara Felippo (Quero ser Ninguém) , Diogo Boni (Bloglog)
Moderação: Nick Ellis (Digital Drops)
Palestra
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 14h
Empreendedorismo pessoal e engenharia social
Como projetar uma vida na web e descobrir seu potencial para a blogosfera. Gilberto Knuttz apresentará os dois lados da moeda, o de quem usa e o de quem mantém sites. Dicas de como se programar para crescer e como fugir de armadilhas do setor.
Palestrante: Gilberto Knuttz (Uêba, Xpock, Cybervida)
Painel
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 15h20
Estratégias de mídias sociais nos portais
Os portais descobriram as redes sociais. Mas será que já encontraram a melhor estratégia de atuação diante desse novo universo de relacionamento e convergência?
Participantes: Caio Túlio Costa (IG), Guilherme Ribenboim (Yahoo! Brasil), Paulo Castro (Terra), Juarez Queiroz (Globo.com), Osvaldo Barbosa (MSN Brasil)
Moderação: Manoel Fernandes (Revista Bites)
Painel
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 16h35
Internet is for Porn?
O sexo na web e na blogosfera tem futuro? Corpos virtuais, conectados, imagens do prazer, o que vale no ciberespaço do prazer?
Participantes: Alessandro Martins (Pink, The Kinky), Zander Catta Preta (IG Sexo), Fernanda Lizardo (Sexto Sexo), Raquel Pacheco (Bruna Surfistinha)
Moderação: Edgard Reymann (Sax Magazine, e ex-editor das revistas Sexy Premium e Playboy)
Painel
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 17h50
Literatura na blogosfera
Blogs literários e seus desafios. Como lidar com temas da cultura erudita em um cenário de volatilidade, alta velocidade e baixa intensidade das atenções.
Participantes: Albano Martins Ribeiro (Os Viralata), Fal Azevedo (Drops da Fal), Marcelo Duarte (Guia dos Curiosos e Editora Panda Books)
Moderação: Augusto Sales (Paralelos)
Painel
SÁBADO, 24 de janeiro, 11h
O universo feminino nas mídias sociais
Redes sociais e a temática feminina, o pensamento feminista. Como a blogosfera encara a discussão de gênero, os temas mais caros da atualidade, as principais questões, aborto, maternidade ativa, abuso, entre outras.
Participantes: Lúcia Freitas (LuluzinhaCamp), Clarissa Passos (Garotas que dizem Ni), Cristiana de Souza Guerra (Para Francisco), Sam Shiraishi (A Vida Como A Vida Quer e MdeMulher)
Moderação: Liliane Ferrari (jornalista e produtora cultural)
Painel
SÁBADO, 24 de janeiro, 14h
Blogs no exterior
O mundo aquecido, em crise econômica, enredado em guerras localizadas e a eficiência da blogosfera na cobertura do cenário internacional. A realidade dos blogs no cenário geopolítico e geoestratégico dos fluxos informacionais.
Participantes: Beto Largman (O Globo - Brasil), Benjamin Junior (Sapo - Portugal), Francesco Magnocavallo e Giselle Ribeiro (Blogo.it - Itália), Leonardo Faoro (Meio Bit)
Painel
SÁBADO, 24 de janeiro, 15h20
O uso do blog para publicar quadrinhos
O uso do blog para a linguagem dos quadrinhos. Quadrinhos e animações. A confluência estética entre blogs e quadrinhos. Utilidades e dificuldades.
Participantes: Cadu Simões (Homem Grilo e Quarto Mundo), Arnaldo Branco (G1 - Mundinho Animal), Clara Gomes (Bichinhos de Jardim), Karlisson Bezerra (Nerdson)
Moderação: Eduardo Nasi (Universo HQ)
Palestra
SÁBADO, 24 de janeiro, 16h35
Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia
Existem mutações na dinâmica das midias que alterem radicalmente os seus preceitos éticos? O que efetivamente não muda no universo da comunicação distribuída e o que de fato deve ser redefinido.
Palestrantes: Caio Túlio Costa (Cásper Líbero)
Palestra
SÁBADO, 24 de janeiro, 17h50
Tendências em aplicações sociais
Para onde caminham as ferramentas das mídias sociais, os caminhos dos mashups, o futuro dos diversos agregadores e qual o direcionamento dos buscadores e a integração de aplicativos.
Palestrantes: Manoel Lemos (Webco).
Quer saber quantas pessoas, além de você, sofre em não poder falar o que pensa dentro da polícia? Acha que está sozinho nessa empreitada? Responda ao questionário abaixo e clique em "enviar". Fique tranquilo. Todas as informações são sigilosas, e você não sofrerá nenhum "bonde" por compartilha-las conosco. Em breve publicaremos aqui o resultado da pesquisa.
Pois é. Desde 2004 o querido Cultcoolfreak é tido como blog policial. Aliás, os mais afoitos dizem mesmo que ele fundou essa modalidade no Brasil. Não nego que gosto. Foi a maneira que encontrei de dizer que há algo de podre na força coercitiva tupiniquim.
Mas agora a coisa ficou grande. Fomos convidados pelo Inagaki para participar de uma mesa de discussão no Campus Blog 2009, do Campus Party Brasil 2009, sobre (arrá!) Blogosfera policial. Acompanhado dos queridos Alexandra de Souza, do Diário de um PM e o Danilo Ferrreira, do Abordagem Policial, estes sim, de inequívoco caráter policial.
Eu fiquei feliz! E hoje a corregedoria não me pega mais por falar o que penso sobre liberdade de expressão e conduta policial. Enfim, dia 22/01/2009, quinta-feira às 11. Nem eu ainda sei onde será, mas prometo contar quando souber.
Conto com a presença de todos.
Como prometido, aqui está a discussão no twitter sobre a participação do delegado Protógenes no Programa Roda Viva de hoje (22-12-2008), na TV Cultura. O bate papo só comprovou que a polícia federal, a exemplo de nossa polícia judiciária, é uma polícia de governo, e não está a disposição do estado democrático de direito.
Chegou a dizer que "bandido tem que ser exposto". Ainda bem que delegado não julga, e não é juiz, ao contrário do que eles pensam. Esse é o problema da segurança pública brasileira: quando os delegados terão a consciência de que são meras autoridades administrativas, e longe de autoridades judiciais? Se Gilmar Mendes quer ser presidente, Protógenes quer ser senador vitalício. Filho de militar que cresceu ouvindo o "Repórter Esso" e "Ave Maria" antes da "A Hora do Brasil". Triste é esperar a condenação do Daniel Dantas baseado na investigação de um fanático.
Enfim, fiquem com os comentários do Twitter ocorridos no calor da discussão do programa.
A experiência foi fantástica. Recomendo a todos que participem desses eventos. Um papo de boteco com milhões de pessoas ao mesmo tempo.
O que acontece com o mundo, quando a coisa mais interessante a se ver são posts antigos de um blog perdido?
Não recomendo ninguém a ter um blog. Depois da paixão, fica o risco de se ver obrigado a encarar, mês a mês, o plano teórico de uma vida.
Todo mundo ficou feliz quando o Decreto 6.523/2008 foi assinado. Afinal, seria o fim das longas esperas para resolver os problemas pelo telefone com as empresas de telefonia, bancos e aviação. Já me via dando risadas das atendentes que, no desespero de ouvir minha reclamação, registrá-la e solucionar o que me incomodava. Pediriam perdão por terem me deixado esperando na linha por 40 segundos. Pois bem. Hoje tentei cancelar um plano de banda larga móvel da Claro (o falso 3G que eles vendem).
MENU ELETRÔNICO - 4 opções.
7m53s de espera até ouvir o tendente Matheus - retransmitido para o suporte técnico.
17m28s de espera até ouvir o atentende Luciano do suporte técnico - retransmitido para o setor de cancelamento de banda larga.
12m32s de espera até ouvir a atendente Sheila (cancelamento de planos de celulares) - retransmitido (agora sim!) para o setor de cancelamento de banda larga.
22m11s de espera até ouvir a atendente Mônica - tentou me retransmitir para o setor de cancelamento de banda larga.
Desisti, forcei para que a última atendente registrasse uma reclamação pelo mau atendimento. Com número do protocolo na mão, corri para o site da Anatel, para reclamar da reclamação, e ele não funcionava. Apelei então para o atendimento via telefone.
12m09s de espera até que atendente Felipe me disse que só poderia registrar minha reclamação após o técnico da Claro confirmar, por meio de laudo, que o sinal da banda larga realmente não chega na área rural de Atibaia.
- Mas Felipe. Qual a credibilidade de uma laudo técnico produzido pela própria empresa?
Foi aí que me lembrei. O Código Penal foi promulgado em 1940, proibindo o roubo e outros crimes. E justamente por isso eles nunca deixaram de existir. E antes disso? A vingança privada não me parece tão ruim assim...
É incrível como ainda sabemos muito pouco do que a tecnologia da informação baseada na internet pode nos oferecer. Vejamos o caso dos pod cast.
A principio, o conceito parece ser algo próximo a uma sequência de arquivos em áudio disponíveis em um espaço na internet. O pessoal costuma dizer que o pod cast é legal, porque você pode baixá-lo para o seu Ipod, ou qualquer outro MP3 player (como se todo mundo tivesse um). Mais do que isso, pra mim o melhor do pod cast é poder ultrapassar os limites do texto escrito.
É muito difícil encontrar na net algum site que disponibilize maneiras de se guardar os arquivos de áudio em formato de tocador, e poder utilizar esse tocador em qualquer blog. Normalmente vc tem que criar um endereço próprio para o pod cast, o que eu acho um absurdo.
O áudio tinha que ser como os vídeos disponíveis no youtube. Qualquer um coloca um arquivo lá em formato de video, e pode cola-lo como objeto em qualquer outro site ou blog que lhe interesse... e o melhor, de graça.
Outro grave problema, é que o assunto que vc toca dentro do arquivo de áudio nunca será mapeado pelo google. Portanto, no caso deste post em audio, se eu não colocá-lo em texto no corpo do post, o google não poderá ter acesso as informações contidas nele para disponibiliza-lo nas pesquisas. Não que ele seja de grande importância para o mundo, mas é uma das limitações que vejo em se fazer pod cast.
Outra coisa chata: a impossibilidade de se fazer, no arquivo de áudio, hiperlinks, fazendo referências a outros sites. Seria legal ter um tocador de mp3 que estivese integrado com o conteúdo do áudio, e no determinado tempo do aquivo, ele tornasse possível fazer um link de qualquer outra página da net que faço referencia.
E quanto ao projeto de Lei que corre no senado sobre a criminalização de algumas condutas de usuários da internet, temos poucas informações sobre ele. Somente o zum zum zum que vem ocorrendo na internet, em que blogueiros esperneiam pela liberdade de expressão.
Não nos esqueçamos de que os provedores estão fazendo um lobby gigantesco para este projeto não ser aprovado. Se for, eles terão responsabilidade sobre os crimes cometidos por anônimos na net.
Enquanto eu não tiver acesso ao texto integral do projeto, não acho prudente ficar repassando ponto de vista de outras pessoas. Meus leitores são pouquinhos, mas podem ter certeza que este editor não dará uma de aonde "a vaca vai, o boi vai atrás." - e não to chamando ninguém de vaca, ou de boi.
O que sei é que a net é um ambiente propicio para crimes anônimos, e não falo do infundado temor ao fim do P2P. Falo de crimes pesados, como tráfico, sequestro, pedofilia e outros inúmeros, que são cometidos sob o manto protetor da internet. Há alguém que se levante para defender a liberdade de continuar anônimo, diante desses absurdos? Se há, peço que se manifestem aqui, mas não de forma anonima.
No mais, é isso aí...
(Atrevi-me a botar o bedelho na discussão, mesmo sem ser chamado)
Até ontem, por profissão, devia-se entender a atividade especial remunerada exercida por um indivíduo. No Brasil legal, escrever em blog não faz da pessoa um jornalista. Para isso é necessário ter um diploma. Essa obrigação foi uma vitória das entidades representativas dos jornalistas para garantir a reserva de mercado.
Para eles, o indivíduo só pode ter a capacidade de trazer a notícia ao público após cursar quatro anos de estudos em faculdades de jornalismo, seja ela qual for.
Isso significa que blogueiro não pode ter as prerrogativas de jornalista (como preservar a fonte anônima ou responder judicialmente perante a lei de imprensa), mas o jornalista pode ser um blogueiro, se é que isso tem alguma vantagem. Todos se lembram da campanha do jornal "O Estado de São Paulo" que colocava em cheque a credibilidade das informações fornecidas pela novíssima mídia. Nada mais claro para sintetizar o sentimento da imprensa com relação ao petulante blogueiro. E esta última figura, o melancólico blogueiro, pode ser uma profissão?
Eu pergunto: qual a diferença entre a informação trazida por um jornalista e a aquela dada por um blogueiro?
Eu respondo: o salário do jornalista.
O termo profissão está ficando tão etéreo quanto Marx imaginou. Mas o blog não consegue ocupar o espaço que a profissão deixou. Há um ou outro gato pingado ganhando alguma coisa com isso, mas nada significativo para o grande capitalista, que move montanhas. Ele não tem a capacidade de sustentar o sonho para o qual fomos criado (e de qual o capitalismo desesperadamente depende para sobreviver), de casa própria, carro, família e felicidade. Essa função ainda é das profissões tradicionais para a qual todos estudamos os malditos quatro, cinco, seis anos de faculdade. E sabe porque? A internet, por mais democrática que aparente ser, ainda é um dinossauro que se sustenta do básico do sistema capitalista: o consumo e exploração. O profissional, portanto, é quem pode viver exclusivamente desta função. E por isso só premia quem se integra à essa velha e combatida tese: só é cidadão quem pode comprar e vender. O resto é população residual.
Se é certo ou errado, tivemos o século vinte inteiro para tentar descobrir isso com guerras, regimes autoritários e muitas vidas dedicadas à defesa de ambos os lados. Não sei se chegamos a algum lugar melhor, mas pelo menos hoje é possível se enxergar diversos outros caminhos. E o que ficou de profissional? A crise.
A crise no conceito de trabalho e profissão, hoje em dia, caminha para um lugar desconhecido, mas bastante atraente. Essa nova fase coloca em cheque paradigmas seculares de ensino, no qual os jovens deveriam escolher, ainda crianças, a função que ocupariam no sociedade até morrer. E quem se disperssasse era visto como uma pessoa menor, de valor inferior... o famigerado "loser" americano, que as vezes tenta-se importar na nossa sociedade latino-americanas, de chances sociais injustas, e que faz jovens promissores matarem seus coleguinhas nos recreios das escolas.
Querem ver o quanto ainda estamos presos à carroça do destino?
A associação dos magistrados do Brasil, uma espécie de entidade representativa de juízes, começou a defender o fim do chamado "quinto constitucional".
(Rapidamente, o quinto constitucional é a parcela das vagas dos tribunais - STF, STJ, TST, etc_ destinada aos advogados e membros do judiciários).
Os magistrados argumentam que somente pode ser juiz quem prestou concurso para tal. Vejam só. O poder jurisdicional, dizem eles, somente pode ser laureada ao virtuoso indivíduo que usa toga e martelinho.
É indiferente se o pimpão foi seu colega no mesmo curso de direito que você, se tiveram as mesmas provas na faculdade, leram os mesmos livros, beberam nas mesmas festas. Nesse sentido parece que o direito é uma revelação sagrada, como aquela dos dez mandamentos que Moisés recebeu no monte Sinai, e ninguém mais tem acesso a esse código inatingível, que somente os juízes conseguem decifrar.
Há mesmo um juiz. Luiz Guilherme Marques, que afirma não conseguir entender o motivo de advogados ou qualquer um demonstrar uma vocação tardia para a magistratura. Como se fosse um sacerdócio, uma missão conferida por Deus em uma vida passada. Esquecendo-se que, fora os louros, o status e a glória da altar da magistratura, ser juiz é tão somente um trabalho técnico como qualquer outro. Técnico, mas que exige dedicação, competência, senso de justiça e paixão de quem o exerce. E não somente uma indicação sobrenatural que lhe foi conferido antes mesmo de nascer -
"Vai, filho, e sede juiz. E você, pirralho, serás blogueiro. E se encher mais meu saco, serás advogado ou policial!"
O que falta à blogsfera é senso de cooperação política. Não é estranho querer politizar, quando se traz o debate à luz da racionalização do mercado. Mas temo que, dada ao costumeiro temor adolescente às regras estabelecidas, os principais representantes dessa nova categoria de formadores de opinião fujam desta discussão.
Na verdade, o blogueiro que consegue o sucesso é um futuro ex-blogueiro, que acabará em outra mídia tradicional, TV ou impressa.
Não houve ninguém com coragem para criar uma entidade de apoio à classe. Já que não se pode criar sindicatos para quem é não categoria profissional, qual o problema de fazer surgir uma associação civil, nos termos do código civil, com estatuto, diretrizes e pessoas engajadas, capaz de contrair direitos e obrigações em defesa dos direito de quem quer fazer do blogs sua principal ocupação? "Bullshit!" dirão os hypes - "Isso é coisa de quem não entende nada de blog". Não faltam motivos a isso.
A relação entre blogueiros e jornalista é mais ou menos assim. Quem tem uma empresa bancando seus textos, prega a desqualificação dos demais informadores. E os blogueiros, caminhando de um lado para outro, na busca de se afirmarem como algo além do convencional.
PS: Palpitei na conversa que rolou pela Verbeat, há muito tempo. O Thalles me cobrou um link, fazendo referência a origem da conversa, que aliás, não tinha idéia de onde surgiu.
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