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24ago2009

Copacabana, Belchior, dezembro de 2008

O brevíssimo leitor que ainda cai por aqui deve ter notado que no final do ano passado fui até o Rio, e com a cara de pau que Deus me deu, conheci o Belchior.

Estava ao lado de uma morena linda, em um hotel de Copa. Conversamos sobre amenidades, os anos sessenta, Lula e o fim da utopia. Pagou meu café, e eu o retribui com um exemplar do meu livro.

Passamos a noite de sábado bebendo com umas putas na orla da praia. A morena foi-se embora com as putas. Cantamos velhos sucessos. Uns travecos faziam o falsete elisregiano para "como nossos paaaaiiis". Todo mundo da sarjeta o conhecia. Era dezembro.

Agora sou surpreendido com a notícia do G1, que fala algo sobre o sumiço do músico, e que há 03 anos não dá mais notícias!!!!

Bem, garanto que em dezembro de 2008 bebemos copacabana em uma madruga de sábado:

Ele estava muito feliz, e ficou mais feliz ainda quando soube que eu conhecia algumas de suas músicas, além do pout-pourri cafona que neguinho de vermelho adora ter gravado. E sabe o que é o mais engraçado? O carlinhos parecia mais incomodado do que o Belchior, em seu eterno altar, sempre bronzeadinho na beira da praia (foto ao lado).

Não sei se o Belchior quer se encontrado. As vezes tenho minhas crises de andarilho, e penso o quanto seria ótimo sumir por uns anos. Três é um bom número. Caso eu tivesse desaparecido há três anos atrás, eu teria engordado menos, comido mais.

20:22 || Sonhos || leis

Comentários

Quem é que ainda acredita na Globo?

Espero que ele esteja bem; afinal é um dos monstros de nossa música e uma figura humana incrível.

Caro Roger

Se o encontrar de novo diga que sou o seu fã número um! Apesar de nunca ter escrito
"(...)aquela carta de fã(...)" rsrsr
Vc é o cara mesmo heim meu amigo! Enquanto isso, deixa eu "suportar o meu dia a dia", pois " meu delírio é a experiência com coisas reais".
Um abraço.

Leandro Vieira

"... eu era apenas um rapaz
latino americano..."
bixu esse cara é um verdadeiro artista!
pra variar: eu tava numa patrulha em algum lugar do meu Piauí e me deparei com um individuo que pedia ajuda. Ele tinha uns problemas que o fazia esquecer das coisas, uma dessas coisas o próprio nome. Pois eu o batizei com o nome de BELCHIOR! rs rs rs Pessoal era a cara do artista.

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