Segundo afirmou o jornal Folha de São Paulo nesta notícia (só para assinantes), a seccional da OAB em São Paulo pretende fazer com que a defensoria pública abaixe o valor do salário de referência ao atendimento jurídico de pessoas carentes.
Atualmente, só pode utilizar o benefício dos serviços de advogados gratuitos quem recebe até 3 salários mínimos, equivalentes à R$ 1.350. Contudo, segundo a OAB, este valor é muito alto, e o justo seria atender gratuitamente somente aqueles que recebem até R$ 900,00.
Nos termos da Lei 1.060/50 (que regula a gratuidade da assitência), o infeliz que deve ser laureado com tal portento é "todo aquele cuja situação econômica não lhe permita pagar as custas do processo e os honorários de advogado, sem prejuízo do sustento próprio ou da família." (Art. 2º, parágrafo único).
Evidentemente, tal postura da única entidade que representa os adevogados trouxe dúvidas à imagem de defensora das garantias individuais que há tantos anos defende.
Tenho certeza que Raimundo Faoro dá pulos em sua cova, e tenta desamarrar sua história de luta contra o poder dominante, das atitudes da entidade chapa branca que a OAB se tornou. Flávio D´urso (o mesmo daquele elitista movimento Cansei!), presidente da entidade regional, temendo a repercussão negativa de sua decisão, postou uma cartinha de explicações no site da OAB/SP, justificando que a decisão que segrega vasta população do atendimento do poder jurdiciário era porque:
"não é justo que alguém que ganhe, por exemplo, R$ 1.350,00/mês e tenha grande patrimônio, imóveis, carros importados, seja atendido pelo Convênio, retirando a possibilidade de atendimento gratuito de alguém verdadeiramente carente."
Eu, patinho que sou, fiz minha cara de inteligente (polegar em oposição ao indicador, ambos segurando o queixo, com o olhar apertado de paquerador), e questionei:
- Puta que o pariu! Com alguém que recebe R$ 1.350,00 consegue construir um grande patrimônio??
"No dia 9 de janeiro de 2009, Roberto Conde Guerra, policial civil do estado de São Paulo, teve seu blog tirado do ar por conta de uma ordem judicial. Esta foi a segunda vez que um dos blogs de Guerra foi deletado. Por conta de uma ordem similar, seu primeiro blog foi removido do Google, a empresa que hospedava o site, em outubro de 2008. Dessa vez, a ordem proíbe o Google de hospedar qualquer site criado por Guerra e determina uma multa contra a empresa caso haja desobediência. O policial iniciou seu site em março de 2007, logo após autoridades policiais desativarem um fórum interno que discutia problemas da instituição. "Em razão de um artigo publicado em maio de 2007 fui removido de Santos para Hortolândia", conta Guerra. Além da remoção compulsória, ele enfrenta processos administrativos, criminais e civis.
Guerra não é o único policial punido por expressar sua opinião publicamente. Depois de 19 anos na polícia militar do Rio de Janeiro, Wanderby Medeiros recebeu três punições disciplinares por publicar artigos criticando as políticas de segurança pública no estado. No último dia 6 de janeiro, Medeiros soube de outra acusação contra ele por fazer "comentário desrespeitoso à autoridade máxima do Estado do RJ", ao declarar que o governador está despreparado para o exercício do cargo que ocupa e por "tecer comentários desfavoráveis à política de segurança pública", o que se enquadraria em prática prevista no Código Penal Militar. Medeiros lançou seu blog em 2006 e lá veicula informações acerca da atuação governamental em matéria de segurança pública. "Utilizei o blog também como fonte de mobilização, por ocasião das manifestações democráticas levadas a efeito em 2007/2008 (início), em busca de condições menos indignas de prestação de serviços por parte dos policiais e bombeiros militares do RJ", conta.
Falar com a imprensa sobre determinadas questões também pode ser um problema. Em 2006, depois de ler um artigo de Luciano Huck na Folha de S. Paulo com comentários irônicos sobre a polícia brasileira, o policial civil Roger Franchini decidiu escrever para o painel do leitor do mesmo jornal para expor suas opiniões sobre a questão. Em seu texto, Franchini optou por usar a mesma ironia adotada por Huck no artigo inicial e questionou a política salarial do governo estadual para os policiais. A carta foi utilizada por um repórter para uma matéria e dias depois Franchini foi acusado pela polícia civil de prevaricação. Segundo Franchini, após o Ministério Público recomendar o arquivamento do processo, foi determinada sua transferência do cargo que ocupava. Antes de ser transferido, porém, ele pediu exoneração e deixou a polícia no dia 28 de fevereiro de 2008. Seis meses depois, a polícia abriu um processo administrativo contra ele alegando que por "tecer comentários capazes de denegrir a imagem da Polícia Civil", Roger teria "atentado contra a moralidade e a credibilidade" da instituição.
"Restrições à liberdade de expressão podem ser legítimas em casos que envolvem a privacidade de outros e questões que possam comprometer investigações policiais, entre outras exceções restritas. No entanto, comentários gerais que se referem a corrupção na instituição e às políticas de segurança pública são de notório interesse público e o debate sobre tais temas não deve ser restringido", disse Paula Martins, coordenadora da ARTIGO 19 Brasil.
"Ao limitar a liberdade de expressão de policiais sobre temas de interesse público, limita-se também o público de saber sobre esses temas", lembrou Paula.
Por: paula em: Qui 22 de Jan, 2009 09:38 (40 leituras)"
Demorei para falar sobre o evento, e os companheiros se manifestaram primeiro. Tenho uma ótima desculpa. O Alê (Diário de um PM-RJ)e o Danillo (Abordagem Policial-BA) estavam de férias em Sampa, e eu continuei trabalhando.
Brincadeiras a parte, tenho a segurança em dizer que o Blog Campus foi um importante passo para o reconhecimento da Blogsfera Policial como um elemento de credibilidade reconhecida. O público mostrou-se um tanto tímido, mas curioso com nossas palavras. A melhor tirada foi a do Alexandre, quando disse que as pessoas se assustavam ao vrem que policiais sabiam escrever e falar. Acho que a pergunta mais delicada foi a de um jornalista que representa uma ONG no RJ. Ele perguntou qual nossa posição sobre as operações policiais que ocorrem nas favelas, e se estávamos de acordo. Fora isso, foi interessante ver nos olhos de quem estava por alí o espanto diante da notícia de que há pessoas sendo punidas por discordarem dos governantes. Como o evento estavam sendo transmitido ao vivo pela internet, começou a chover perguntas do Brasil inteiro.
A Jamila, da ONG Artigo 19, explicou a importância de se trazer ao público as perseguições que funcionários públicos sofrem quando expõe suas opiniões, e o belo trabalho que a instituição vem fazendo para coombater abusos como estes. Pena não ter tido a participação de mais policiais na platéia, debatendo o assunto. Pessoas combativas como o Dr. Guerra, o Flávio e o Marcos , o Cathala e o Eduardo deixariam o evento bem mais polêmico e interessante. Mas valeu. Abaixo deixo vocês com algumas fotos da quiabada, as entrevistas do Alexandre e do Danillo e, finalmente, a íntegra do painel.
Em tempo: apendi uma grande lição sobre como falar em microfones. Como não tínhamos o retorrno da voz na mesa, eu não sabia se todos me ouviam. Por isso comecei a falar um pouco alto. E ao final, já estava aos berros. Enfim...
"Ontem, 15 de janeiro de 2009, o Governador José Serra vetou totalmente o projeto de lei complementar 81 de 2007, que pretendia revogar o artigo 242 do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Lei nº 10.261). O projeto, aprovado há um mês pela Assembléia, buscava assegurar a liberdade de expressão dos funcionários públicos, proibidos pelo artigo 242 de "referir-se depreciativamente" às autoridades constituídas e aos atos da Administração.
Segundo o texto integral do veto publicado no Diário Oficial, o Governador entendeu que a iniciativa para legislar sobre o tema cabe exclusivamente ao chefe do Executivo, pois altera o regime jurídico do funcionalismo. Apesar da ressalva de cunho formal, afirma o Governador que o artigo 242 do Estatuto efetivamente constitui norma restritiva à liberdade de expressão e informação, estando "em desarmonia com o princípio do Estado de Direito."
O negócio é gigantesco, e o mundo parece começar a se interessar pelos abusos cometidos pelas autoridades administrativas contra seus policiais. Daí o convite para participar do Campus Blog Brasil. O Campus party é o maior evento mundial sobre inovação tecnológica, que durante 07 dias reunirá milhares de participantes com seus próprios computadores no Centro Imigrantes, em uma área de 38.000m2 totalmente reservada para os campuseiros. Ao lado podem assistir um vídeo promocional da CP do ano passado, e conferirem a dimensão e importância da quiaba.
Além de nós, o Dr. Guerra também estará lá, se conseguir trocar o plantão com algum colega. Confirmados mesmo estão o Alexandre de Souza, do "Diário de um PM" e o Danillo, do "Abordagem policial" e a Paula Martins, da ONG Artigo 19, para o painel referente à Blogsfera policial, no dia 22/01 (quinta-feira), às 11 horas. Contamos com a participação de todos por lá, para deixarmos claro a todo mundo que liberdade de expressão e competência policial são coisas indissociáveis. Segue o roteiro oficial das palestras e paineis no Campus Blog:
Painel
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 16h35 Podcast
O podcasting é uma realidade na rede. Suas tendências, seus limites, suas características diante da webrádio e outras experiências serão debatidas por blogueiros e especialistas.
Participantes: Maestro Billy e Maria Fernanda (Estúdio Mellancia e ABPod), Alexandre Ottoni e Deive Pazos (Jovem Nerd), Guilherme Felitti e Daniela Braun (Podcast IDG Now!) Moderador: Cristiano Dias (Vilago e Enxame.tv)
Painel
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 11h Mobilidade
O cenário das redes em um ambiente de mobilidade e convergência digital está impactando o cotidiano das mídias, atividades econômicas e serviços. O debate irá discutir a web na era da mobilidade e da ubiquidade.
Participantes: Juliana Vilas (Urblog - Época São Paulo), Rafael Sbarai (Consultor de novas mídias da Veja), Henrique Martin (Zumo) e Eduardo Brandini (Band) Moderadora: Bia Kunze (Garota Sem Fio)
Palestra
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 14h Interações, conteúdo e autoridade na blogosfera brasileira
Alex Primo tratará da grande variedade de gêneros de blogs. Diante de tantos mitos sobre essas plataformas, Primo apresentará uma grande pesquisa sobre gêneros discursivos na blogosfera. Como poucas investigações desse gênero, a pesquisa mostrará , entre outras relações, o impacto da quantidade de informação gerada pelos blogs em suas respectivas audiências.
Palestrante: Alex Primo (UFRGS)
Painel
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 15h20 A influência das mídias sociais nas publicações
Reunindo representantes de grandes portais, o debate buscará identificar a real participação das redes sociais nos grandes veículos de comunicação e responder à grande questão: será que as mídias sociais têm força suficiente para ser objeto permanente da pauta das grandes corporações?
Participantes: Silvia Bassi (IDG), Sandra Carvalho (Editora Abril), Marco Chiaretti (Grupo Estado), Marcelo Gomes (Meio & Mensagem)
Moderação: Tiago Dória (IG)
Palestra
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 17h50 Bate-papo com Ricardo Noblat
Ricardo Noblat é um jornalista que virou blogueiro ou será hoje um blogueiro que voltou a ser jornalista? Ele, que pode ser considerado um ponto de equilíbrio entre blogs e a comunicação tradicional, comentará um pouco sobre sua trajetória.
Palestrante: Ricardo Noblat (Blog do Noblat, O Globo)
Moderação: Jorge Rocha (UNA)
Palestra
TERÇA-FEIRA, 20 de janeiro, 20h Hiperconectividade e a Força das Comunidades
Palestrante: Leo Prieto - Chile (FayerWayer - BetaZeta Networks)
Painel
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 11h Mídias Sociais nas corporações
Redes de relacionamento, articulações do mundo corporativo e seu clientes, incorporação do usuário na melhoria dos serviços, enfim, como as mídias sociais entraram no universo dos negócios e nas estratégias das corporações.
Participantes: Roberto Machado (DoceShop), Oswaldo Gouvêa de Oliveira Neto (Peabirus), Stelleo Tolda (Mercado Livre) e Marcelo Vitorino (Amélias)
Moderação: Fábio Seixas (Camiseteria)
Palestra
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 14h A construção da reputação, dos públicos e da moral blogueira
O pesquisador Fábio Malini discutirá os fundamentos da reputação e sua relação com os diversos públicos e interagentes. A relação entre reputação e moral na blogosfera será analisada e seus principais aspectos serão indicados.
Palestrante: Fábio Malini (UFES)
Painel
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 15h20 Uso de mídias sociais na publicidade
Blogs, redes de relacionamento e mídias sociais no universo da publicidade.
O marketing sobreviverá sem as redes sociais? Já existe um consenso entre os publicitários da sua importância? Temos um paradigma do seu uso na propaganda e marketing?
Participantes: Marcelo Tripoli (iThink), Lucas Mello (LiveAD), Mentor Muniz Neto (Bullet), Gustavo Fortes (Espalhe)
Moderação: Carlos Merigo (Brainstorm#9)
Painel
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 16h35 Uso de blogs em sala de aula
O que os blogs podem fazer no processo de ensino-aprendizagem? Quais os casos de maior sucesso? Essas e outras perguntas serão respondidas diante das perspectivas dos educadores que utilizam a blogagem como material didático e integrante essencial do aprendizado em rede.
Participantes: Eric Messa (FAAP), Bárbara Dieu (Beespace), Luiz Biajoni (Instituto Macuco), Claudir Segura (PUC-SP)
Moderação: Rafael Bucco (Sixpix Content)
Painel
QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 17h50 Mídias Sociais nas Eleições
As mídias sociais já são uma realidade na política partidária e seus efeitos já foram sentidos nas eleições municipais brasileiras. Apesar da proibição do TSE do uso de redes sociais por candidatos, a política já não pode mais ser pensada como algo distante do ciberespaço.
Participantes: Rogério Bonfim (VirtualNet - desenvolvedora das apps do Google Eleições 2008), Juliano Spyer (coordenou a campanha em mídias sociais do prefeito reeleito de São Paulo Gilberto Kassab), Soninha Francine (ex-vereadora e ex-candidata à Prefeitura em São Paulo)
Moderação: Julio Daio Borges (Digestivo Cultural)
Painel
QUINTA-FEIRA, 22 de janeiro, 11h Blogosfera policial
A discussão, a análise e a cobertura das atividades criminais e policiais chegou a blogosfera. Qual o cotidiano, quais as dificuldades e os casos mais delicados da blogagem policial. O debate sobre sua repercussão social e cultural estarão em questão.
Participantes: Alexandre de Sousa (Diário de um PM), Roger Franchini (Cult Cool Freak), Danillo Ferreira (Abordagem Policial) , Paula Martins (Article 19)
Moderação: Ian Black (Enloucrescendo)
Painel
QUINTA-FEIRA, 22 de janeiro, 15h20 Monetização e programas de afiliados
A economia e os negócios na blogosfera serão examinados por especialistas e envolvidos no mundo do acesso-remuneração, da economia, da atenção e dos bits que geram renda.
Participantes: Leonardo Galvão (Mercado Livre), Thiago Lobão (Buscapé), Regis Andaku (UOL), Ricardo Wright (Google Adsense)
Moderação: Marcos Tanaka (Boo-Box)
Painel
QUINTA-FEIRA, 22 de janeiro, 16h35 O direito conhece a internet?
A Internet e sua regulamentação. As novas exigências legais e contratuais da rede. O direito a privacidade, anonimato e a segurança. As principais polêmicas e os esclarecimentos indispensáveis para quem quer entender seus direitos no ciberespaço.
Participantes: Renato Opice Blum (Opice Blum Advogados Associados), Fernando Gouvêa (Imprensa Marrom - blog que já foi processado e julgado por comentários de terceiros, advogado do caso Twitter Brasil), Ronaldo Lemos (FGV, Creative Commons, Overmundo), Ivo Corrêa (advogado do Google Brasil)
Moderação: Francisco Madureira (jornalista responsável pelos blogs do UOL)
Painel
QUINTA-FEIRA, 22 de janeiro, 17h50 Relações Públicas 2.0
O mundo das relações públicas no cenário de redes sociais, comunicação instantânea, gadgets, podcasts, posts anônimos e delimitados por uma esfera pública interconectada.
Participantes: Mário Soma (RMA Comunicação), Thiane Loureiro (Edelman), Eduardo Vieira (Agência Ideal)
Moderação: Eduardo Vasques (TV1)
Painel
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 11h Blogs e Celebridades
Os blogs são mídias para celebridades? O sucesso deve e pode ser blogado? Celebridades instantâneas da internet, o que vai além do tradicional colunismo social e o papel dos blogs na formação do sucesso.
Participantes: Alessandra Félix (Fofoquinhas), Rosana Hermann (Querido Leitor), Phelipe Cruz (Papel Pop), Samara Felippo (Quero ser Ninguém) , Diogo Boni (Bloglog)
Moderação: Nick Ellis (Digital Drops)
Palestra
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 14h Empreendedorismo pessoal e engenharia social
Como projetar uma vida na web e descobrir seu potencial para a blogosfera. Gilberto Knuttz apresentará os dois lados da moeda, o de quem usa e o de quem mantém sites. Dicas de como se programar para crescer e como fugir de armadilhas do setor.
Palestrante: Gilberto Knuttz (Uêba, Xpock, Cybervida)
Painel
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 15h20 Estratégias de mídias sociais nos portais
Os portais descobriram as redes sociais. Mas será que já encontraram a melhor estratégia de atuação diante desse novo universo de relacionamento e convergência?
Participantes: Caio Túlio Costa (IG), Guilherme Ribenboim (Yahoo! Brasil), Paulo Castro (Terra), Juarez Queiroz (Globo.com), Osvaldo Barbosa (MSN Brasil)
Moderação: Manoel Fernandes (Revista Bites)
Painel
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 16h35 Internet is for Porn?
O sexo na web e na blogosfera tem futuro? Corpos virtuais, conectados, imagens do prazer, o que vale no ciberespaço do prazer?
Participantes: Alessandro Martins (Pink, The Kinky), Zander Catta Preta (IG Sexo), Fernanda Lizardo (Sexto Sexo), Raquel Pacheco (Bruna Surfistinha)
Moderação: Edgard Reymann (Sax Magazine, e ex-editor das revistas Sexy Premium e Playboy)
Painel
SEXTA-FEIRA, 23 de janeiro, 17h50 Literatura na blogosfera
Blogs literários e seus desafios. Como lidar com temas da cultura erudita em um cenário de volatilidade, alta velocidade e baixa intensidade das atenções.
Participantes: Albano Martins Ribeiro (Os Viralata), Fal Azevedo (Drops da Fal), Marcelo Duarte (Guia dos Curiosos e Editora Panda Books)
Moderação: Augusto Sales (Paralelos)
Painel
SÁBADO, 24 de janeiro, 11h O universo feminino nas mídias sociais
Redes sociais e a temática feminina, o pensamento feminista. Como a blogosfera encara a discussão de gênero, os temas mais caros da atualidade, as principais questões, aborto, maternidade ativa, abuso, entre outras.
Participantes: Lúcia Freitas (LuluzinhaCamp), Clarissa Passos (Garotas que dizem Ni), Cristiana de Souza Guerra (Para Francisco), Sam Shiraishi (A Vida Como A Vida Quer e MdeMulher)
Moderação: Liliane Ferrari (jornalista e produtora cultural)
Painel
SÁBADO, 24 de janeiro, 14h Blogs no exterior
O mundo aquecido, em crise econômica, enredado em guerras localizadas e a eficiência da blogosfera na cobertura do cenário internacional. A realidade dos blogs no cenário geopolítico e geoestratégico dos fluxos informacionais.
Participantes: Beto Largman (O Globo - Brasil), Benjamin Junior (Sapo - Portugal), Francesco Magnocavallo e Giselle Ribeiro (Blogo.it - Itália), Leonardo Faoro (Meio Bit)
Painel
SÁBADO, 24 de janeiro, 15h20 O uso do blog para publicar quadrinhos
O uso do blog para a linguagem dos quadrinhos. Quadrinhos e animações. A confluência estética entre blogs e quadrinhos. Utilidades e dificuldades.
Participantes: Cadu Simões (Homem Grilo e Quarto Mundo), Arnaldo Branco (G1 - Mundinho Animal), Clara Gomes (Bichinhos de Jardim), Karlisson Bezerra (Nerdson)
Moderação: Eduardo Nasi (Universo HQ)
Palestra
SÁBADO, 24 de janeiro, 16h35 Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia
Existem mutações na dinâmica das midias que alterem radicalmente os seus preceitos éticos? O que efetivamente não muda no universo da comunicação distribuída e o que de fato deve ser redefinido.
Palestrantes: Caio Túlio Costa (Cásper Líbero)
Palestra
SÁBADO, 24 de janeiro, 17h50 Tendências em aplicações sociais
Para onde caminham as ferramentas das mídias sociais, os caminhos dos mashups, o futuro dos diversos agregadores e qual o direcionamento dos buscadores e a integração de aplicativos.
Palestrantes: Manoel Lemos (Webco).
Sinceramente, a coisa que mais me faz falta é conversar com pessoas iguais ao meu amigo aí embaixo, que respondeu à nossa pesquisa sobre liberdade de expressão com um bom humor filho da puta. Um tipo de riso que só se encontra dentro das delegacias, do lado de cá do balcão de atendimento. Como se a descgraça alheia não fosse motivo para se descontrolar. O mundo é uma merda, e eu sou a mais fedorenta, porque limpo o mundo.
Mas tenho uma arma e um distintivo dado pelo estado. E só. Meu salário sou eu quem faço. A algema, comprei com meu dinheiro, se não ia ter que levar o vagabundo pra jaula amarrado com o cordão do tênis. Valeu pela sinceridade, camarada.
Confira o testemunho do polícia. Só publicado porque ele autorizou. Aproveite para responder também:
Você trabalha no local que sempre desejou na polícia?
Resposta: SIM
Se a resposta foi sim, diga como conseguiu trabalhar no local que hoje ocupa?
Resposta: Entrei na polícia em 1975,
Minha primeira Delegacia foi a da Rua Aricanduva 69, (Ainda não havia o viaduto) mas havia na porta a linha da máquina,O Meu delegado de plantão era o Doutor Sequeira...O Delegado Seccioanal era o Doutor Zenon Baptista Sitrângulo, (Aquele da gravatinha borboleta) gente fina. não roubava...O chefe dos tiras eu não lembro do nome, como muitos colegas também não sabem ou não se lembram do meu nome, mas o fato é que as vezes o apelido e é comum na polícia o apelido se sobrepor ao nome, sei que o chefe era o Índio, chefe do 10 (Décimo), como eu sou conhecido como Ligeirinho. Nomes não vem ao caso, pelo menos não neste em especial, sei que pastei mais que vaca magra pra chegar aonde estou hoje, com 34 anos de srvç prestados no Degran, aonde o chefe era o Laerte São Bernardo.
Fui removido por falta de pessoal para o Derin e fui para a praia na delegacia da linha um, numa avenida chamada Nossa Senhora de Fátima, numa delegacia conhecida como fazendinha, o chefe era o Delegado José Ararari Dias de Mello, o "Arapa". e o investigador chefe da sub chefia, sim, isso mesmo era sub chefia, pois a chefia era na sede do Deral, AV.São Francisco 136, era o Rui Manoel Pereira Sampaio Seabra, assessorado pelo Sebastião Carlos Zanelli e o chefe da fazendinha era o Berther Botana Recart, ali se fazia polícia...Ruas de terra,
Catava-se informações nas esquinas nos butequins, dava-se uma notinha (pequena) pelas dicas e ia se indo....Claro que a chefia repunha tudo os gastos de rua...saia do 15/30.Fui para o DOPS, trabalhei na Delegacia de Ordem Política e Social, com o chefe Norberto Eurico Radec, com os Delegados, Edsel Magnotti, Eduardo Nardi, Alcides Singilo,Luiz Walter Longo, Dr. H.T. (Hélio Tavares)...e outros que me fogem da memória...
Dos tiras me reservo o direito de não cita-los, mesmo porque todos tínhamos outros nomes e outras carteiras...não vem ao caso no momento,dai fui em 1983 com a extinção do Dops, para o terceiro D.P., na Rua Aurora 322, corri tudo quanto que é lado, Norte, Sul, Leste & Oeste, ainda moro na praia, ainda tô na ativa e quem sabe dentro de mais 17 anos, chego a classe especial...Nesta Polícia, já vi (quase) de tudo...menos democracia...Já assinei bronca, mas nada difamante...um 129 aqui, um 121 ali, um desacato acolá....uma 4898 , mas absolvido em todos e ainda de quebra consegui tirar a todas as minhas licenças prêmios, só falta agora umas três férias que foram denegados por absoluta necessidade de serviço, na década de 80...
Outro blog policial retirado do ar pela judiciário
O Juiz Davi Capellato, do 3º DIPO (Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária), mais uma vez, nos autos do Inquérito Policial nº 050.08.082723-3 (junto ao DIPO 3.2.3, fones: 011-3660-9606 e 011-3660-9607), e registrado na 4ª DIG do DEIC (fone: 011 2221-7030) sob o número 217/2008, determinou que o Blog Flit Paralisante, do Delegado da Polícia Civil de São Paulo, Roberto Conde Guerra, fosse retirado do ar. A ordem foi expedida na sexta-feira, 09/01/2008 para que fosse cumprida pela Google do Brasil, empresa responsável pelo Blogspot, onde supostamente estaria hospedado o blog. A notícia começou a se espalhar no Blog do Investipol Flávio, e não pode passar em branco.
A verdade é que tal atitude desmedida aprofunda a vigente política do governo paulista para cercear a liberdade de expresssão de seus policiais civis. O Delegado Roberto Guerra é a mais alta, se não a única, voz dentro da instituição que ainda tem coragem de falar e expor a surreal e caótica situação a que os funcionários da polícia civil de são paulo estão submetidos. Em resposta a tais manifestações, o poder judiciária vem corroborando tal iniciativa, e calando de forma nazista todos os policiais que se opõem às diretrizes políticas do governo. Tornar público o pensamento é a única coisa que resta aos policiais de São Paulo, e atropelar essa garantia é afrontar diretamente o Estado Democrático de Direito no qual vivemos.
É desta forma que o governador pretende ser presidente? É este o país que desejamos? Tolerar tal atitude é conceder ao administrador público a chance de tornar-se um ditador sem medidas.
Torcemos para que isso seja rapidamente revertido, em prol da boa ordem jurídica.
Uma cópia da decisão pode ser lida aqui. E o novo Blog do Guerra, aqui.
Quer saber quantas pessoas, além de você, sofre em não poder falar o que pensa dentro da polícia? Acha que está sozinho nessa empreitada? Responda ao questionário abaixo e clique em "enviar". Fique tranquilo. Todas as informações são sigilosas, e você não sofrerá nenhum "bonde" por compartilha-las conosco. Em breve publicaremos aqui o resultado da pesquisa.
Conversando com representates da ONG Artigo 19, conhecida defensora dos Direitos referentes à liberdades de expressão, começamos um projeto para monitorar as constantes perseguições sofridas por policiais no tocante a crimes relacionados com o tema. Por aqui, sempre fizemos, ao longo destes 5 anos, o máximo para que ficasse comprovado que policiais não são cidadãos de segunda categoria e, como todo mundo, podem sim manifestar-se livremente sobre a instituição policial, mesmo que seja contrário à orientação política do atual grupo que detém o poder.
A competência do funcionário público não pode ser medida tendo como parâmetro o grupo político a que pertence, ou a que não pertence. É sabido que todos os cargos da policia civil de São Paulo dependem de prestígio e compadrismo para serem ocupados. Perguntem a quem quiser. As melhores vagas estão reservadas aqueles que se adequam às determinações do administrador, e não ao policial que trabalha dioturnamente. O mérito não se dá pelo trabalho, mas pela capacidade do funcionário em angariar influências.
Mesmo falar sobre esta situação própria de estados totalitaristas é um risco ao indivíduo que ocupa um cargo público nas instituições policiais. Mas não são poucos os casos.
Assim, peço a grande Blogsfera policial que encaminhe a nós os casos de perseguições aos policiais que ousaram expressar o que pensam (podem pegar o e-mail de contato no canto superior esquerdo da tela). Ou então, se preferirem, encaminhem diretamenet à ONG Artigo 19. O importante é fazer com que os administradores se sintam vigiados, afastando a arbitrariedade que todos conhecemos. Tentarei ao máximo oferecer amparo juríco aqueles que precisam, já que a matéria me é conhecida até a pele.