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11fev2008
What Mallu Magalhães??
Por esses dias eu comentava o quanto temos perdido na música brasiieira. Sim, o país já foi um ótimo celeiro musical, com pessoas que compunham e cantavam para todos os gêneros, e isso patrocinado por gravadoras.
Tentei levantar quais as bandas brasileiras interessantes que existem hoje em dia. Interessante, diga-se de passagem, como aquilo que a patotinha vem ouvindo pelas FMs da vida, como se fazia há anos atrás. Aí descobri que bandas interessantes estão fora da FM. E que em rádio o máximo que se encontram são coisas estranhíssimas como uma tal de NX (que pra mim é marca de lubrificante de carro, ou de motoca). Punk chupando pirulito?
As rádios tinham um papel importante na democratização do acesso a música. Mas só do acesso, porque o conteúdo sempre foi enlatado. Mas pelo menos eram produtos menos nocivos, como a Legião Urbana, que se hoje parece manchada com a marca de uma época, ao menos rendeu refrões como:
Havia também um Titãs menos patético, e um Chico Buarque que ainda sentia prazer em encantar,
Hoje temos a internet, com bem mais conteúdo, e proporcionalmente menos chance de acesso. É uma instrumento que ainda não conseguiu se estabelcer como essencial na vida de todos, por não atingir a todos. E quem fala na internet, fala para grupos pequenos. Sinto lhe dizer, meu breve leitor, mas falamos para pequenos privilegiados. E isso interessa pouco aos novos músicos.
Depois veio um furacão chamado Nirvana. Os estranhos e incompreendidos do colegial começaram a entender que também poderiam fazer sucesso com as meninas, se continuassem estranhos e incompreendidos. Não precisavam ter carro, saber tocar qualquer instrumento. Bastavam fazer aquilo que mais sabiam fazer: sofrer e beber.
O depois o mundo acabou. O que há de interessante no cenário musical está escondido por aí. Sorrateiramente acontece um surto de encantamento, como a Amy Winehouse, que traz novos vibratos calcados num saudosismo que todos entendemos. O atual é pobre, e burro.
No Brasil houve um pequeno tumulto com o CSS, mas outra vez renegado a um universo que não é de todos. Descobre-se que o importante são os pequenos grupos. Parece bom, mas por estar morando na América Latina, falar em pequenos grupos sem fazer referências a justiça social é impossível. E como me desfazer desses preconceitos? Não sei não sei. Mas vejam isso.A garota ao lado é a menina do título. Tem 15 anos (ainda existem meninas com 15 anos?). Não te lembra alguém? Claro que sim, mas você nunca se lembrará. Ela é aquilo que sempre quisemos ser quando tínhamos 15. Ou quem gostaríamos de ter ao nosso lado, mandando flores e caminhando de mãos dadas, sentado em algum lugar com sua cabeça recostada em nosso colo. Ela só não canta muítissimo bem (sabe controlar a doçura dos acordes de acordo com a expectativa de todos nós) como ainda compõe. E, surpreendentemente é brasileira, seja lá o que isso quer dizer hoje em dia. Diz que não curte cantar em português, que é um idioma conservador e travado. Interessa-se mais por Bob Dylan e adora cantar Johnny Cash. Tomara que não tombe depois do surto inicial que vem causando na mídia. Isso costuma ser mortal. Mas esperamos que continue surpreendendo. E convença a todos que ainda há gente boa na música nacional.
Cada vez mais começo a entender o que Freud dizia, que temos inveja dos jovens. E único brasileiro que conheci, Nelson Rodrigues, completava: "A juventude é uma maravilha. Pena que é desperdiçada com os jovens". So, follow the little yellow ball:


Comentários
Olá!
Meu primeiro comentário por aqui, apesar de ser leitora a um tempinho!
Comecei a escutar rádio já nessa nova e angustiante fase, quando é raro escutar algo novo e gostoso de ouvir!
Mas acabei, sei lá, como conhecendo a Céu e a Roberta Sá, que como a protagonista do seu post, são novinhas mas cantam ritmos mais antigos! Mas elas cantam em português mesmo!
Não sei se você as conhece, mas se gosta de MPB, eu recomendo!!!
Abraços,
Carla
Por Carlinha | 11/fev/2008 23:04
Somos todos diferentes, tenho certeza que ninguém discorda disso.
Gostos musicais é muito pessoal, nem se discute.
O que é legal para um pode ser uma droga para o outro.
Uma coisa é estranha para alguém quando não se entende ela. Eu curto NXZERO.
Por Carolini | 12/fev/2008 10:56
Mallu MAgalhães...
Eu não quero saber sua personalidade, afinal essa não é a questão aqui. A arte dessa jovem é um milagre... só assim consigo definir o que vi e escutei desse anjo... pqp...
Por Evandro Lima | 24/fev/2008 05:35