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22jan2008
Questão de ordem
O Dr. Roberto Guerra, do genial Blog Flit Paralisante, lembrou-nos e sempre deixa como cartão de visita o comando legal do DECRETO Nº 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994, o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, que serve de exemplo a toda a legislação do ramo no Brasil (ignorem a Lei Ogânica da Polícia Civil Paulista, repleta de más intenções e vícios ditatoriais)
"Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação."
Essa é a oração que deveria ser ensinada em toda academia de polícia no Brasil.





Comentários
O problema é que a corrupção é a regra, e não a exceção, na Policia Civil. E tal sanha é ainda mais incentivada por um Governo que deixa os BONS POLICIAIS sob o comando de incompetentes que administram os recursos públicos em benefício próprio e tratam aos subordinados como empregados particulares, os quais devem estar sempre dispostos a fazer alguns "favores", quando solicitado.
O exemplo deveria vir de cima, porém o que chega aqui embaixo, em sua maior parte é lama.
Por Policial Civil | 22/jan/2008 12:06
Que ingenuidade acreditar que a "verdade" é de direito de alguém. A "verdade" é feita conforme quem a possui desejar, o que não é comum quem a possuir não a usar a seu próprio interesse. Que imaginação fértil!
Por Calú | 25/jan/2008 08:54
Verdade feita é mera versão; talvez o mais rotineiro exemplo de imoralidade administrativa: enganar a opinião pública com meras versões. Tal engano é fruto de centenas de anos de proibição ao servidor público de , em linhas gerais, "fazer propaganda negativa" da empresa em que trabalha. Mas Polícia não é Banco. Um Presidente de Banco não deve declarar aos clientes que um dos seus gerentes era ladrão, mas deverá dizer aos demais acionistas. Tal verdade poderia levá-lo à falência financeira. A Polícia e demais órgãos devem dizer aos seus donos quais os funcionários que roubaram; aqui o Povo é o dono. E o órgão não irá a falência por demonstrar a verdade, mas quando a nega reiteradamente encontra a bancarrota moral, o descrédito, a desconfiança. Esta talvez a maior diferença entre uma empresa privada e a pública; nesta o cliente é sempre um dos donos. E o dono é capaz de entender quaisquer falhas dos seus funcionários, menos o engano; a tapeação.
Por roberto conde guerra | 25/jan/2008 09:42
Pois é, Calu. Agora imagine um órgão que obriga as pessoas a acreditarem em sua versão da verdade, e manda prender quem não o fizer.
Isso não é imaginação. Isso é realidade e está expresso no artio 242 I e VI da lei organica do funcionario público de São Paulo, e no artigo 63, XXIV da lei organica da polícia civil de São Paulo.
Essa sua reação de espanto deveria vir acompanhada de uma indignação contra quem mantém essa legislação há anos.
Por Roger | 25/jan/2008 10:08
Será que a "verdade" é algo que se possa ter direito sobre ela? Quer dizer, será que isso realmente é possivel? O que faria uma pessoa contar a "verdade" que a prejudicaria, ou a outrem de sua confiança?
A "verdade" quem faz é quem a possui. Uma grande ingenuidade alguém acreditar que a "verdade" é de direito de quem não a conhece.
"Toda pessoa tem direito à verdade."
Esse cara é um iludido.
Por Carol | 25/jan/2008 10:41