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30dez2007
Coisas que devemos esquecer para o Brasil crescer
O Brasil tem mudado rapidamente. Não só em termos econômico, com o aumento do PIB e um discreta melhora na distribuição da renda. É um passo significativo rumo à civilização, mas concordo que ninguém consegue se firmar sem um passado glorioso. Por isso, sugiro que algumas manchas na historia do Brasil sejam extirpadas dos livros escolares, para nos salvar da vergonha, e substituídas por novas informações mais condizentes com nosso estágio de desenvolvimento.

1) Quando a coroa portuguesa resolve povoar sua nova colônia, enviaram para cá pessoas que desejavam plantar e viver em paz, dá-lhes autonomia administrativa, jurídica e financeira e divide com eles os frutos da exploração fundiária.
2) Os colonos não permitiram que os portugueses firmassem aqui uma extensão tupiniquim das nobrezas européias. Pelo contrário, estabeleceram um contrato social democrático e fundado no consentimento entre os povos. Todos poderiam adquirir qualquer coisa, ajudados pela iniciativa do recém-formado estado brasileiro. Quem possuía qualquer título de nobreza, ou acumulava mais do que necessitava, passava a ser ridicularizado entre os brasileiros.
3) Não houve capitanias hereditárias, tampouco senhores de engenho ou latifundiários. Assim, sobrenomes como Junqueiras, Buarques de Hollanda, Cardosos, Diniz, Figueiredo, Geisel, etc, são apenas nomes, e não cartões de visitas. E a escravidão terminava na África. Quando aportaram em nossas terras, os escravos foram apresentados às modernas técnicas agropecuárias e ao cooperativismo capitalista.
4) A guerra do Paraguai nunca existiu. Os povos da américa, quando precisavam resolver questões de interesse nacionais, sentavam-se e expunham seus problemas em convenções mediadas por representantes de todos. O Brasil não foi o responsável por destruir o país mais promissor da américa latina do século XVIII a mando dos interesses comerciais ingleses. Sendo assim, nossa demarcação territorial naquela região foi justa, clara e consentida por todos os países envolvidos, sem subornos ou corrupções aos juízes internacionais.
5) Não tivemos o movimento literário chamado "romantismo". Nossa literatura sempre foi condizente com o clima local e nossa cultura de pessoas vencedoras. Não havia nos livros aqui impressos, personagens que enriqueciam sabe-se lá como, ou textos que se referiam aos índios de imaginação européia. Ao invés disso, desenvolveu-se uma tentativa de sublimação da palavra e do conceito de livro. Por isso, obras como "Lucíola", "Iracema", "I Juca Pirama", "Se se morre de amor" e "Liras dos vinte anos" não fazem parte de nossa bibliografia nacional.
6) Canudos foi uma tentativa de federalização da política nordestina, que terminou em uma experiência bem sucedida de monarquia não-nobiliária parlamentarista.
7) A república café-com leite serviu para a implementação de uma nova política alimentar ao amanhecer. Não tem nada a ver com a manutenção de castas, cujos descendentes persistem em manter suas regalias e distancia de pobres até hoje, através da burocracia do estado.
8) Juscelino Kubitschek pagou antecipadamente todas as dívidas da construção de Brasília, e não permitiu que fosse feito qualquer empréstimo internacional. E ele nunca traiu sua esposa com vedetes.
9) Os militares nunca tomaram o poder de forma intransigente Ao contrário, nossos soldados sempre zelaram pela reforma agrária e o bom andamento da segurança interna do país. E são os primeiros a denunciar qualquer tipo de irregularidade contra os direitos humanos. Recusaram o engôdo da publicação do "Lei da Anistia", porque sabem que a vida é um direito imprescritível, e não se pode colocar um termo final a condenação de quem a subtraí de forma violenta e por interesses escusos. Aliás, eles riram abertamente quando alguém comentou, de maneira inocente, sobre a impossibilidade de se processar pessoas por atentados humanos praticado nos anos 70. Usam equipamentos militares de última geração para garantir o combate a doenças que já foram erradicadas, como a dengue e a febre amarela. Toda a fronteira é blindada, principalmente nos inóspitos rincões da amazônia.
10) Não fomos à copa de 1982. E a taça Jules Rimet não foi roubada por ladrões e derretida pela polícia.
11) Roberto Carlos não é exemplo de boa música. E nunca existiu uma música chamada: "eu sou terrível".
12) Glauber Rocha é chato e elitista. Esqueçam.
13) Garotinho, Rosinha, Maluf, FHC, Alckmim, Quércia, Covas, Fleury, familias Bornhausen, Calheiros, Magalhães, Cabral, Collor de Mello, entre outros, são nomes que devem ser sumariamente esquecidos da vida política, ou apenas lembrados como forma de administração pública para poucos amigos.
14) Favelas são pontos turísticos, e laboratórios sociais.
15) Todos os partidos políticos vivem de doações de seus próprios sócios e nunca receberam dinheiro de empresas.
16) Oscar Niemeyer é um ótimo comunista mas, como construtor, é um péssimo pedreiro. Por isso as casas que constrói precisam de dicas de seus moradores para que se tornem habitáveis. Mas ele é gente boa, mas meio sem noção, mas é gente boa.
17) Esqueçam nossas polícias e suas delegacias. Elas pertencem às colônias do século XVIII.
E há outras coisas a esquecer, mas que minha memória já fez o favor de apagar.


Comentários
Damn good!
Por Nelson Moraes | 31/dez/2007 13:59
Era uma vez um país chamado Brasil... e viveram felizes para sempre... rsrs
Beijos
Carol
Por Carol | 09/jan/2008 16:51
Perfeito...
Por leandro | 16/jan/2008 19:52