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06jan2007

Carro de cadáver

Essa eu ouvi semana passada, dentro da minha viatura, por volta das três da madrugada quando levava um ladrão de carros ao IML. No rádio, o seu silêncio comum da madrugada foi interrompido por outros policiais que chamavam pelo CEPOL (a central de rádio da polícia civil):

- Atento Cepol, é a viatura 17.465.
- Cepol em QAP. Prossiga (responde o Cepol).
- Por gentileza, colega. Precisamos de uma ambulância. Estávamos em ronda pela rua Buritis e nos deparamos com uma senhora caída no chão passando mal.
- QRX, colega. Vou tentar contatar algum hospital.

Meia hora depois, a policial do CEPOL chama pela viatura e sentencia:
- Colega, tentei contatar o SAMU e o Corpo de Bombeiros, mas todos estão ocupados e disseram que só poderão chegar aí dentro de algumas horas.
- Sem problemas. Mas dá um QTA no pedido da ambulância e providencie um carro de cadáver, porque a senhora que estava pasando mal já entrou em óbito. QAP?

Comentários

Aqui no DF teve uma semelhante: o colega pede o rabeção (o carro de cadáver, hehe) pelo rádio.

Alguns minutos depois ele assevera:
"-Okay, COPOM. Última foma no rabecão. Queira acionar uma ambulância, pois constatamos que o cadáver ainda está vivo."

Eu, como adepto do humor negro por convicção, me delicio agora com esses "causos" da vida policial.

Não sei qual a mais hilária, a do Roger ou a do Tenente Cathalá. Uma é o vice-versa da outra. rs

Roger, seu blog está mais próximo de diário policial que o meu. Muito bom.

Ahahah... realmente. Essa do Cathalá é digno de roteiro dos Simpsons.

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