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06ago2005
Cabo Bressane.
Mamãe morreu quando eu tinha 7. Não que isso seja importante para o resto da história. Meu pai, Cabo da Polícia Miltar, nunca mais conseguiu um relacionamento duradouro com outra pessoa. Ganhei outros 5 irmãos de mulheres diferentes. Não conheci todas de maneira completa, era protegido do contato por papai, que evitava até mesmo falar em pessoas estranhas a nossa casa que insistiam em dela participar. Quando cheguei na idade de me interessar por cabelos cacheados das meninas da escola, dele só ouvia conselhos de como me manter seguro ante a malicia feminina.
Ele passou 33 anos correndo de mulher em mulher. Quase não parava em casa. A sua casa eram várias. Uma delas morreu e meu meio irmão que ela gerou sumiu com a avó. Desde então ele saia menos, poucas vezes, até que desistiu de sair senão para trabalhar. Os poucos amigos que no início acharam estranho sua reclusãoo deixaram em paz. Homem de decisões irredutíveis. Eu saí de casa querendo estudar em outra cidade. Fui e não voltei. Ele não telefonava, eu abandonei a fraca vontade de com ele manter contato. Até na sexta passada, quando recebi supreso seu telefonema me convidando para ser padrinho de seu novo casamento.








