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Sem Surpresas

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Eu, Tiagón, Idelber, Marcão, Renato K. e outros já tínhamos avisado. Só tenho a acrescentar que...

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"Adeus Parreira" tem treze letras!

Comments

Eu achava eu qdo fosse pra valer, eles criariam vergonha na cara e desencantariam. Não criram. Como bem escreveu um blogueiro português, citado no balaio vermelho, de Moacy Cirne,"ontem, muitos dos gajos brasileiros que estiveram a jogar com os gauleses pareciam despreocupados com o resultado da partida. Decerto, estavam mais preocupados com o próximo comercial, quando, aí sim, são imbatíveis e fazem maravilhas com a bola."

Em tempo: "Foda-se, Zagallo" também tem treze letras. E um hífen, que pode ser enterrado no reto do Parreira.

Sr. Milton, favor acrescentar meu nome à lista. Eu havia escrito um post "Por que não vamos ganhar a Copa" há alguns dias. Um dos motivos era que o Cafu e o Roberto Carlos não se lembram de marcar ninguém ... A falta (besta) que originou o gol foi do Cafu, e o Roberto Carlos parou pra arrumar a meia (!!!) enquanto o Henry fazia o gol. Previsível, ora pois.

Meus parabéns a Luiz Felipe Scolari e a todos os cidadãos portugueses, a quem, desde já, peço desculpas pela arrogância de ter torcido pela Inglaterra, achando que este seria um adverário menos perigoso para o Brasil nas semi-finais. Ainda estou com gosto de chocolate francês na boca, creiam ou não, muito mais amargo que o de 98. Ao ver o replay do gol da França, percebo Roberto " O Máscara" Carlos com as mãos nos joelhos, estático em todo o lance, enquanto Henry entrava por trás dele. No meio da área, Juan, Lúcio e Gilberto Silva marcavam três atacantes à toa e atônitos.
Cafu fez a falta, Zidane cobrou. Roberto Carlos ficou parado sobre sua empáfia, e Henry fez o gol. Rimou, taí uma boa dica para o pagode no avião de volta para o Brasil. Ah, não, muitos deles nem voltam para cá, ficam lá na Europa, em suas mansões, esperando um repórter para falarem sobre a alegria que deram ao sofrido povo brasleiro há quatro anos, e a decepção (jura) de não terem repetido tal feito desta feita.

Meu caro Milton,
Nenhuma questão de escrever ou falar francês, hoje, nem abrir um Bordeaux...
Perdemos um jogo decisivo que põe em cheque toda uma fórmula, uma abordagem de direção do futebol.
Nessa derrota, nenhuma questão de teorizar a conspiração. Perdemos porque perdemos. Fomos incompetentes, sem sangue, sem garra, sem charme, sem futebol arte. E o maestro Z.Z. comandou uma orquestra contra a Soberba. Eis o simulacro de equipe que hoje tentou representar o Brasil. Seu nome é Soberba.
E soberba se bate com humildade e conjunto. Monsieur Zidade comandou essa orquestra.
É claro que estou triste.
É claro que devo dizer mil fois aos meus amigos franceses e francófonos Felicitações (se é que existe esse galicismo). Srs., ao lado de Balzac, de Platini, hoje os gauleses podem erigir um novo trono. O nome do rei do futebol em França é Zinedine Zidane.
Nosso papel como coadjuvantes é o nome da melanconia.
Quedo-me à maestria do futebol-arte x futebol de resultados.
E como isso deveria ser apenas um comentário a um post de um dileto amigo, devo dizer-lhes: que lições o futebol nos dá quando menos as esperamos.
Amizade do triste Zadig.

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