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A última vez em que fomos desclassificados nas oitavas

Um jogo que poderia exemplificar, num dicionário temático, a expressão "Quem não faz, leva".

Numa partida onde o Brasil foi jogou 2/3 do tempo no campo adversário, um lançamento cinematográfico de Maradona para Caniggia, a dez minutos do final, mandou o escrete brazuca cedinho pra casa. Argentina, 1 x 0.

É verdade que aquele Brasil não estava bem. Lazaroni, o técnico, armou um 5-3-2 - ele dizia que era 3-5-2, mas onde estavam os alas? - que suou pra passar da primeira fase (2x1 chorado sobre a Suécia, 1x0 na Costa Rica com gol contra, e outro 1x0 na Escócia). A Argentina também não era muito melhor; havia perdido na estréia do mundial (1x0 contra Camarões, a copa de Roger Milla), venceu a URSS por 2x0 e empatou em 1 gol com a Romênia, assegurando o segundo lugar do grupo.

Entre os motivos encontrados pela derrota, uma briga pelos valores da premiação e, só bem mais tarde, a desconfiança (ou descoberta?) de que os argentinos doparam jogadores brasileiros - em especial Branco, que teria bebido água oferecida pela comissão técnica dos rivais e passou mal. Naquela que foi considerada a pior Copa de todos os tempos, fomos eliminados da pior maneira possível.

FICHA TÉCNICA
24.06.90 - Copa da Itália - Estádio Delle Alpi, Turim
Brasil 0 x 1 Argentina
Gol: Caniggia (79')
Árbitro: Joel Quiniou

Plantel
BRASIL: Taffarel, Ricardo Rocha, Galvão (Silas) e Ricardo Gomes; Jorginho, Dunga, Alemão (Renato), Valdo e Branco; Müller e Careca. Técnico: Sebastião Lazaroni
ARGENTINA: Goycochea, Basualdo, Simon, Ruggeri e Olarticoechea; Troglio (Calderon), Giusti, Monzon e Maradona; Caniggia e Burruchaga - Técnico: Carlos Bilardo

Curiosidade: Essa foi a única derrota do Brasil para a Argentina em Copas do Mundo (venceu por 2 x 1 em 74, empatou por 0 x 0 em 78, e ganhou de 3 x 1 em 82).

Comments

O que mais dói, é saber que o Dunga podia ter quebrado o Maradona ao meio no início da jogada, mas por alguma razão, que talvez nem mesmo os Deuses do Futebol saibam, ele não o fez. O resto, bem, o resto é história.

Lembro desse dia catastrófico. A única coisa boa é que eu tinha um namorado maravilhoso na época, portanto não deu nem para ficar triste por muito tempo.

O verão de 91 em Florianópolis foi INSUPORTÁVEL!

Mas as peladas na praia contra os argentinos deixaram boas lembranças... e algumas cicatrizes!

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