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setembro 18, 2006

La bohème

La bohème, la bohème

Ça voulait dire on est hereux

La bohème, la bohème

Nous ne mangions qu’un jour sur deux


Sabe quando você chega atrasado numa palestra e tem a sensação de que perdeu aquilo que realmente importava? Pois bem, eu cheguei atrasada no mundo.

Sou só eu que penso que a humanidade está a cada dia mais preguiçosa e menos criativa? Já reparou como dá trabalho gostar de arte recente? Possibilidades: 1) a produção de hoje é imensamente maior que a de 60 anos atrás, bem como a quantidade de porcarias soltas no mercado, e a gente tem que garimpar até encontrar algo que preste. Optando pelo que foi feito por outras gerações esse trabalho é poupado, pois um bando de gente já fez isso ao longo dos anos. 2) independentemente da quantidade, antigamente é que se fazia coisa boa. Depois da “invenção” da indústria cultural a arte virou mercadoria, perdendo originalidade e qualidade.

(Parêntese. Sabia que adolescência é uma criação da industrial cultural? Antes dela havia adultos e crianças, porém empresários perceberam o potencial de consumo dessa faixa etária e passaram a investir nela inclusive com produtos específicos. Criou-se assim uma categoria intermediária. Fim do parêntese)

Claro que isso é exagero. O que não é exagero é dizer que arte moderna não mexe com meus brios como a de outros tempos. Há músicas lindas feitas hoje em dia, só que nenhuma delas me arranca lágrimas como Edith Piaf. Chamem-me de louca, mas acho lindo morrer de tuberculose antes dos trinta. Não hoje em dia, é claro, mas naquele Montmartre do Charles Aznavour. Lá fazia sentido, ora bolas!

Diz o psiquiatranalista que a minha obsessão por música é só uma busca pela trilha sonora do filme da minha vida. Vai ver essa semana ela é um filme noir.

Posted by luizab at setembro 18, 2006 12:25 PM

Comments

Ah, será? Também sou meio "naftalina", as coisas que o tempo tocou parecem conter uma certa mágica, mas concordo com o Gilberto Gil: "O melhor lugar do mundo é aqui, e agora."

Posted by: Ronaldo at setembro 27, 2006 2:06 PM

eu já tive essa sensação, de q o bom da festa já tinha passado depois q eu cheguei, e de q o resto do bom da festa tinha começado na hora em q eu tinha q ir embora. sabe o q eu fiz? exigi q o mundo parasse e seguisse meu ritmo, pq eu só tenho uma vida.

não é que funcionou?

bjos, moça. e some o quanto tu quiser, q a gente te espera de volta.

Posted by: Fer at setembro 19, 2006 1:53 PM

Por isso pertencemos ao mundo escuso e sombrio, por isso vivemos nossa vida regada ao que é original, por isso criamos nossos mundos e fazemos nossa historia no submundo de nossas mentes, revelando assim o que nos somos.

Podemos ser atrasados no mundo, pertencer a uma época que não nos pertence, mas nem por isso deixamos de ser o que somos e lutamos para que isso que nos somos, possa ajudar aqueles que procuram o que são.

Hehehhe ;)

Posted by: Alisson at setembro 19, 2006 10:16 AM

oh! voltaste!

ora bolas um catzo!
confere.
western de 1966 dá de relho no cinema 'muderno'...
não generalizando.
parece q os cérebros humanóides andam rarefeitos demais... ou indústria sequestrou a elaboração das mentes... ou as gentes sempre foram estúpidas mesmo, só q agora salta aos olhos... je ne sais pas...

bj!

Posted by: larissa at setembro 18, 2006 2:37 PM