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março 31, 2006
Eu voltei / e agora é pra ficar / Porque aqui / aqui é o meu lugar (ou cousa que o valha)
Ele acabou! Êêê! Ele acabou e sem que eu tenha atirado um canadense sequer pela janela. Também por medida de segurança (deles) não transitei muito além do térreo e subsolo. Agora todas as pessoas com que eu trabalho podem voltar a se comportar como seres civilizados, eu inclusive e o que sobrou dos meus nervos. Entre mortos e feridos salvaram-se a ocupação do Heartbreak Hotel que nunca mais vai chegar a 112%, as minhas benditas horas de sono e até uma folguinha a mais que deu pra tirar por conta das horas extras, não é lindo? O que eu sei afinal sobre Cop8 Mop3? Sei que teve gente pra caramba e que existe um Protocolo de Cartagena.
E foi-se Festival
Já acabou e vou falar dele assim mesmo em post exclusivo (calma que não é agora) pois ainda tem coisa em cartaz aqui e no resto do país. Previno-os desde já que meu conhecimento teatral vem da condição de espectadora. Uso a lógica de Millôr, então:
Não precisamos ser especialistas em nada pra fazer crítica. Sem jamais usar um martelo ou um formão qualquer pessoa sabe se uma cadeira incomoda ou não o seu traseiro. Em arte ou sabão de roupa, criticar é direito de todo mundo.
Alguém aí gosta de críticos?
Série diálogos
Folheando livro de receitas:
Luiza: Chuchu é aquela coisa que não tem gosto de nada e serve pra fazer volume.
Luiza-mãe: Ou pra ser presidente.
Oi, de novo!
Posted by luizab at 4:29 PM | Comments (3)
março 15, 2006
Pára. Respira.
Não, isso não é um post legal. Isso é só pra dizer que os posts legais vão ter que esperar um pouco enquanto eu passo metade da noite fazendo tradução simultânea de consulta médica.
Eu queria escrever posts legais sobre o Festival, porém se conseguir folgar nos próximos vinte dias é provável que nem levante da cama.
Termina, março! Termina!
Posted by luizab at 12:47 AM | Comments (7)
março 3, 2006
Top 5 perguntas idiotas de repórteres na praia e suas possíveis respostas cretinas
Finalmente! Finalmente acabou a temporada de praia que é uma tortura especialmente pra quem fica na cidade. Neste período repórteres locais seguem a lógica de José Simão – O que é que eu estou fazendo aqui se noventa por cento da população sexualmente ativa está na praia? – e vão para o litoral, até porque com pouca gente na cidade as notícias diminuem, mesmo. Isso não quer dizer que à beira do mar haja notícias relevantes, o que nos leva a:
E aí, aproveitando a praia?
Não, moça. Eu estou no escritório de terno e gravata, suando feito um porco. Isso aqui é um holograma, não percebeu?
Veio com a família?
Pra falar a verdade, aquelas crianças correndo, jogando areia e me chamando de pai eu aluguei junto com o guarda-sol e essa senhora besuntada na cadeira do lado eu nunca vi na vida. Ei, quem é você?
Você gosta de tomar sol?
Não. Gosto mesmo é de chuva. É que eu sou masoquista.
E como estão as expectativas para o feriadão?
Ah, uma porcaria. Supermercado no litoral é sempre lotado, tem engarrafamento pra todo lado, areia em orifícios que eu nem sabia que existiam e essas crianças que não são minhas já encheram o saco.
Está se divertindo, então?
Você é louca? Acho que vou desligar o holograma e voltar pro escritório que eu ganho mais.
Posted by luizab at 11:47 AM | Comments (9)