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janeiro 14, 2006

Top 5 hits que marcaram

1. Thunderstruck – AC/DC
Era 1996. Luizinha tinha 12 anos e estava na sexta série, andava com calças quatro vezes maiores que o recomendado e venerava o Kurt Cobain. Eis que uma amiga aparece com CDs emprestados do primo mais velho. Aparentemente aquela banda iria tocar no Brasil em breve. Passamos semanas escutando aquilo que me abriu as portas do hard rock e do metal pra nunca mais fechar. Ah, o tal primo virou namorado. E é claro que não me deixaram ir ao show. Saco.

2. Wonderwall – Oasis
Noite de 1996 ou 1997, não sei ao certo. Luizinha cantarola junto com o rádio enquanto futrica nos K7s da casa. Luiza-mãe entra na sala e pergunta o que é aquilo que a filha cantava tão direitinho. Não sabia. Luiza-mãe matricula Luizinha no curso de inglês já que a menina tinha ouvido pra coisa. Algum tempo depois são aulas de inglês que vão decretar a independência financeira.

3. Bell bottom blues / Layla (versão original) – Eric Clapton
12 de outubro de 2001. Já com tudo pago, Luizinha tem que espernear pra convencer a família de que não havia mal nenhum em viajar sozinha pro Rio de Janeiro. A idéia era simples: entrar no ônibus, assistir o show e voltar pra casa. Contudo o passeio incluiu 12 horas de bunda quadrada num veículo sem nenhuma outra mulher, caminhada de coturno no calçadão da Barra e uma revelação que a levou às lágrimas: Deus existe. Ele toca guitarra e usa sapatos com bolinhas na sola.

4. Blister in the sun – Violent femmes
2004. Luiza assiste a um filminho água com açúcar e se apaixona perdidamente. Pelo filme (Matador em conflito), pelo John Cusack e pela trilha sonora. Isso mais o Nick Hornby fazem a garota admitir que gostar de música pop não era motivo para ter vergonha, e conseqüentemente poupar umas tantas sessões de análise.

5. It’s the end of the world as we know it (and I feel fine) – REM
Verão 2004-2005 nos confins da Bahia. Confins significa que para chegar à farmácia mais próxima era preciso pegar um ônibus intermunicipal. Apesar da precariedade, até havia água (não que fosse possível bebê-la, mas enfim) e energia elétrica na vila. Junto com essa última os aparelhos de som dos vizinhos que só tocavam axé e arrocha (se você não sabe o que é arrocha considere-se uma pessoa feliz). Em casa, Luizinha e algumas das nove roomates disputavam trava-língua com as letras do REM.

Posted by luizab at janeiro 14, 2006 1:32 PM

Comments

Se eu fosse o Michael Stipe diria que já podia morrer feliz. Sua música tocou no sertão, abrindo arrochas e axés como Moisés ao Mar Vermelho. Esses top qualquer coisa sentimentais são ótimos!

Posted by: Marco Aurelio Brasil at janeiro 16, 2006 6:47 PM

Wonderwall fazia sucesso no início de 96. Foi quando viajei sozinha para a Europa, e conheci o meu marido. Estávamos andando em Amsterdam no segundo dia de namoro, e tinha um cara tocando violão na calçada, exatamente essa música. Mas a que eu mais gostava do Oásis era "Don't Look Back in Anger" (acho que é esse o título).

bjs,


Posted by: Leila at janeiro 16, 2006 2:58 AM