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janeiro 31, 2006
Eu não me sinto bem...
Porque tive pesadelo envolvendo vizinhos psicopatas, irmãs feitas de madeira e o Capitão Planeta, acordei forçadamete mas não sei se funcionou. Talvez eu esteja aqui na cadeira escrevendo abobrinhas, talvez eu esteja só sonhando com isso, então é melhor correr antes que o vizinho resolva invadir minha casa de novo.

Update
Contando o pesadelo para Luiza-mãe:
- Quem manda ficar vendo essas coisas do Lynch?
Posted by luizab at 10:55 AM | Comments (2)
janeiro 25, 2006
Série diálogos
Voltando do almoço com Spleen:
- Roberto Carlos é fanho.
- Por que será que ele é famoso?
- Ele é horrível!
- Acho que é por causa da jovem guarda.
- Acho que é por causa da perna mecânica.
Posted by luizab at 2:05 PM | Comments (12)
janeiro 23, 2006
Trocando as bolas
Notadamente eu ando em crise de produção, logo parte do tempo das minhas sessões com o psiquiatranalista tem sido gasto com discussões de temas para posts. Já viu psiquiatra rindo? Pois é, o meu ri. Aliás, ele se diverte pra caramba! Acho que vou começar a cobrar.
Posted by luizab at 12:27 PM | Comments (3)
janeiro 21, 2006
Top 5 coisas constrangedoras que me fazem querer ser homem
1. Check-in de garota de programa
Não, a gente não tem book no Heartbreak Hotel, o que não dificulta em nada o acesso às profissionais, porém não dá pra recusar as que aparecem sob pena de perder clientes (desses clientes eu não faço questão, mas a decisão não é minha). Chega a garota perguntando pelo Senhor Fulano do apartamento xis. Só de bater o olho eu sei o que ela foi fazer lá e ela sabe que eu sei o que ela foi fazer lá. Constrangimento duplo, portanto. Isso quando os hóspedes não as trazem a tiracolo e a gente tem que segurá-los quase no elevador para os procedimentos burocráticos. E o nome que elas dão nunca bate com o da identidade e eu tenho vontade de chorar cada vez que aparece uma menina de dezoito, dezenove anos com aparência de quase trinta. Vida de merda.
2. Exame ginecológico/depilação na virilha
A essência é a mesma. Uma criatura fuçando no meio das suas pernas com o seu consentimento mas sem a sua vontade. Precisar precisa, fazer o que? Então a criatura tenta te deixar mais a vontade conversando amenidades. Normalmente não funciona. E você ainda sai com a sensação de que há algo muito estranho mas não sabe o que é.
3. Day after
Esse veio diretamente da minha lista de neuroses e mereceria um post só pra ele. Eu odeio day after com todas as forças do meu ser. Você vai lá, fica com o cara, é tudo ótimo até acordar na manhã seguinte. Se você gostou dele vai ficar se perguntando quando ou se ele vai ligar ou se você mesma deveria ligar e, ai, meus sais, se você ligar e ele der uma desculpa esfarrapada? Ou se você não gostou dele vai prometer que nunca mais bebe daquele jeito e torcer pra que ele perca o seu número, o que é pouco provável porque Murphy rege as nossas vidas, daí ele vai ligar e você vai dar uma desculpa esfarrapada, depois se sentir uma droga. Mas a pior coisa ainda é trombar com a criatura no day after e não saber como cumprimentá-la.
4. Flagrante
Cena 1: Papai acorda às cinco da manhã e percebe um carro estranho parado em frente de casa. Preocupado, fica olhando da janela atentamente até entender do que se trata: você pós-festa se agarrando com alguém.
5. Ser pega desprevenida
Você sai com seus amigos feliz e faceira sem maiores pretensões. Contudo encontra um fulano, papo vai, papo vem e quando você se dá conta já está aos beijos com a criatura. É aí que lembra que a) sua depilação está vencida b) está usando aquela calcinha enorme que mais parece um short c) está menstruada.
Posted by luizab at 12:59 AM | Comments (12)
janeiro 17, 2006
Entrando pra estatística
Ou Como um relógio vagabundo salvou o meu dia
Estava lá Luizinha feliz e faceira trocando-se no vestiário do Heartbreak Hotel depois de um árduo dia de trabalho. Olha para o braço e pensa em tirar o relógio. Relógio bonitinho, tinha comprado naquele mesmo dia numa promoção de loja de chinês por dezesseis reais, de longe nem dava pra notar. Porém na pressa de perder o ônibus e com uma preguiça danada de abrir a imensa bolsa deixa ele lá, mesmo. Quando diz tchau pro segurança já é quase meia noite e as quatro quadras até o ponto de ônibus não são lá muito saudáveis, mas é o único caminho, fazer o que? Luiza faz esse caminho todo dia e nunca olha pra trás. Justamente hoje resolveu olhar. Dois marginaizinhos, de longe não dava pra precisar a idade. Chuta quinze, dezesseis anos. Apressa o passo e olha de novo ao atravessar a rua. Estão vindo. Apressa mais um pouco e atravessa a rua pensando na barraquinha de cachorro quente da quadra seguinte que sempre tem bastante gente. Os dois se separam. Poucos metros depois um deles a intercepta, o outro logo atrás.
- Me dá dinheiro, tia!
Puta que pariu! Esse cara é mais velho que eu e me chama de tia? Isso dá quase tanta raiva do que o fato d’ele querer me roubar.
– Não tenho nada.
- Vai, me dá logo o dinheiro.
Marginal saca uma faca. Lembrando agora da cena deveria ser uma tesoura. Luiza fica com medo de pegar tétano.
- Já disse, não tenho nada!
Pausa. A barraca está perto. Luiza pensa em gritar mas fica com medo da faca. Pensa no monte de tralhas que carrega, nos dois óculos (um deles custou metade do salário), no telefone que pode ser uma porcaria mas ainda é um telefone, na carteira cheia de cartões, documentos e talão de cheque, no discman... Não – céus – o discman não!
- Me dá!
- Só tenho isso aqui. Quer levar meu relógio?
Marginal toma o relógio e sai correndo por uma perpendicular. O comparsa continua na mesma rua calmamente atrás dela. Ainda assim Luizinha para na barraca de cachorro quente.
- Moço, me empresta um telefone que eu acabei de ser assaltada?
A turma que estava comendo se mobiliza. Nem adiantou dizer que o pior tinha sido o susto, que ela estava inteira e a perda material era ínfima. O comparsa percebe e sai correndo, não o suficiente pra escapar de uma voadora e umas bifas dos comedores de cachorro quente. Quando a polícia chega – a polícia sempre passa nessa rua e sempre tarde demais – o guri já está imobilizado. O outro correu, mas com o parceiro no camburão não deve ser difícil encontrá-lo. Saem atrás dele.
Neste momento chega a carona (ou você acha que o telefone era pra ligar pra polícia? Ou pior, você acha que depois disso dava pra voltar sozinha de ônibus?), Luizinha se despede dos comedores, do dono da barraca e entra no carro ainda tremendo. Aí sim chora de nervoso. Depois pensa no filho da mãe que apanhou, vai passar umas horinhas passeando de camburão e nem ficou com o lucro do assalto. E no outro filho da mãe que saiu ileso, mas não vai conseguir trocar a mercadoria por pedra, que o tal relógio é baratinho.
Saldo da história:
1. Susto maldito.
2. Abençoados os chineses e suas lojas de bugigangas.
3. Nunca mais saio sem relógio.
4. Bem feito pros dois que se ferraram por mixaria.
5. Susto maldito!
Posted by luizab at 2:04 AM | Comments (6)
janeiro 14, 2006
Top 5 hits que marcaram
1. Thunderstruck – AC/DC
Era 1996. Luizinha tinha 12 anos e estava na sexta série, andava com calças quatro vezes maiores que o recomendado e venerava o Kurt Cobain. Eis que uma amiga aparece com CDs emprestados do primo mais velho. Aparentemente aquela banda iria tocar no Brasil em breve. Passamos semanas escutando aquilo que me abriu as portas do hard rock e do metal pra nunca mais fechar. Ah, o tal primo virou namorado. E é claro que não me deixaram ir ao show. Saco.
2. Wonderwall – Oasis
Noite de 1996 ou 1997, não sei ao certo. Luizinha cantarola junto com o rádio enquanto futrica nos K7s da casa. Luiza-mãe entra na sala e pergunta o que é aquilo que a filha cantava tão direitinho. Não sabia. Luiza-mãe matricula Luizinha no curso de inglês já que a menina tinha ouvido pra coisa. Algum tempo depois são aulas de inglês que vão decretar a independência financeira.
3. Bell bottom blues / Layla (versão original) – Eric Clapton
12 de outubro de 2001. Já com tudo pago, Luizinha tem que espernear pra convencer a família de que não havia mal nenhum em viajar sozinha pro Rio de Janeiro. A idéia era simples: entrar no ônibus, assistir o show e voltar pra casa. Contudo o passeio incluiu 12 horas de bunda quadrada num veículo sem nenhuma outra mulher, caminhada de coturno no calçadão da Barra e uma revelação que a levou às lágrimas: Deus existe. Ele toca guitarra e usa sapatos com bolinhas na sola.
4. Blister in the sun – Violent femmes
2004. Luiza assiste a um filminho água com açúcar e se apaixona perdidamente. Pelo filme (Matador em conflito), pelo John Cusack e pela trilha sonora. Isso mais o Nick Hornby fazem a garota admitir que gostar de música pop não era motivo para ter vergonha, e conseqüentemente poupar umas tantas sessões de análise.
5. It’s the end of the world as we know it (and I feel fine) – REM
Verão 2004-2005 nos confins da Bahia. Confins significa que para chegar à farmácia mais próxima era preciso pegar um ônibus intermunicipal. Apesar da precariedade, até havia água (não que fosse possível bebê-la, mas enfim) e energia elétrica na vila. Junto com essa última os aparelhos de som dos vizinhos que só tocavam axé e arrocha (se você não sabe o que é arrocha considere-se uma pessoa feliz). Em casa, Luizinha e algumas das nove roomates disputavam trava-língua com as letras do REM.
Posted by luizab at 1:32 PM | Comments (2)
Coisas de curitiboca
Janeiro, calor, cérebro fritando, asfalto derretendo, saudade da Bahia e não é que essa terrinha danada me arruma um motivo pra não largar tudo e virar hippie?
P.S. Março se aproxima e com ele meus chiliques por não poder estar em três ou quatro lugares ao mesmo tempo. Isso aqui é uma maratona. Aguardem!
Posted by luizab at 12:58 AM
Dá licença...
...que hoje é sexta-feira treze, tem uma baita lua cheia lá fora e é pra lá que eu vou. Uivar pra ela, pois sim.
Posted by luizab at 12:41 AM
janeiro 10, 2006
Ditadura da estética: Dois pesos, duas medidas, mas principalmente dois pesos
Que o mundo não é um lugar justo eu nem preciso escrever, que todo mundo sabe. Por que digo isso justamente hoje? Bem, pode parecer fútil, até mesmo idiota – tá bom, é idiota - mas você vai me entender.
Ultimamente tenho prestado atenção nas pessoas na rua. Já reparou a quantidade de homem gordo que existe por aí? E na quantidade de mulher gorda? Juro que encontrei pouquíssimas com menos de 30 anos e um número assustador de quarentonas malhadas. Já viu quanta mulher bonita anda com homem feio? E o contrário? Difícil, né?
É aí que eu fico na dúvida. Mulheres dão importância para outras coisas além da imagem - fato - mas será que reparam no carisma, no charme, na inteligência ou na conta bancária? Repara no cara que está com a Camila Pitanga na novela das oito ou faz uma lista das últimas namoradas do Ronalducho que você também vai ter dúvidas. E os homens que só andam com mulher bonita? Seriam todos superficiais ou eles sim é que são sinceros?
É claro tudo isso vai por água abaixo dentro da minha própria casa, onde Luizo-pai, atleta, vive eternamente apaixonado por Luiza-mãe, gordinha. Mas, ei, ela era muito magra quando casou! Se bem que tem a Preta “devoradora” Gil pra acabar com qualquer teoria a respeito.
Neste fim de semana tive o desprazer de comprar uma roupa nova. Tamanho 40, porque as minhas 38 não servem mais. É só um número, nada além de uma barriguinha e uma neurose do tamanho do planeta que me faz pensar que eu enfeiei horrores e talvez não consiga voltar a caber nas calças antigas, logo ficarei uma velha sozinha numa casa cheia de livros e gatos e só, porque homem feio até tem alguma chance na vida, já mulher feia está fadada ao fracasso amoroso. Exagero? Exagero é o Michael Douglas casar com a Catherine Zeta-Jones ou o Billy Bob Thornton com a Angelina Jolie. Honestamente, eu queria ver uma mocinha de novela barriguda.
Posted by luizab at 1:05 PM | Comments (4)
janeiro 2, 2006
Da série Diálogos
- Feliz Ano Novo!
- Hein?
- Feliz Ano Novo!!!
- Ano Novo de novo?
- É.
- Achei que o ano passado era novo.
- Não, não, ele já foi novo. Agora é só passado.
- Mas já?
- E esse ano que é novo também já começou a passar.
- Aproveita e me passa o que sobrou da cidra.
- Não dá. Alguém já passou e levou.
- Passa rápido, né?
- É.
Posted by luizab at 3:45 PM | Comments (2)
Pronto, pronto
Depois da ajuda do curso-básico-da-tia-Olivia-como-driblar-um-servidor-de tpm o post abaixo está compreensível.
Gracias
Posted by luizab at 1:29 PM