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novembro 29, 2005
Happy hour do espanto
Lá estava Luizinha, feliz e faceira num café próximo ao Heartbreak Hotel, aproveitando-se da política da boa vizinhança pra tomar capuccinos de graça e saber a quantas anda o campeonato brasileiro pelos garçons. Na mesa ao lado quatro mulheres na faixa dos quarenta anos. Três loiras (uma de nascença), todas bonitas, seguras, aparentemente advogadas bem sucedidas.
Confesso que comecei a prestar atenção na conversa porque elas falavam de trabalho e aquilo parecia um divertido roteiro de seriado policial. Falavam dos casos nos quais estavam trabalhando. Falavam dos casos com os quais estavam saindo. Detalhes sórdidos em ambos.
De repente aquelas mulheres de sucesso eram só mulherzinhas comuns, inseguras, desesperadas por homem. Não precisava ser grande coisa, só rico e bem relacionado, pra apresentar pros colegas no jantar da firma. Se de lambuja ainda fosse bonito, melhor, que daria pra exibir nas festas de família para ir à forra com as irmãs e primas mais novas que casaram antes.
Naquela mesma noite Luizinha zapeando deparou-se com Sex and The City. Trocou de canal na hora (medo de ter pesadelos) e, agnóstica que era, rezou pra não ficar daquele jeito.
Posted by luizab at 10:10 PM | Comments (8)
Por falar em Heartbreak Hotel...
Pearl Jam não está lá, o que frustra meus planos de motim pra invadir o quarto do Eddie Vedder, mas o piloto deles sim. Será que seqüestro de avião ainda dá ibope?
Posted by luizab at 10:09 PM
Homossexualidade e Igreja
Brincando com a tal da coerência num brainstorm apartidário:
Cada um tem direito de transar com quem tiver vontade se a recíproca for verdadeira.
Entendo a Igreja Católica não aceitar a ordenação de homossexuais. Não dizem eles que sexo só pode servir para reprodução? Então faz sentido.
Seguindo o mesmo princípio, não faz sentido aceitarem a ordenação de pessoas que tenham tido experiências homossexuais e se arrependido. O correto seria aceitar pessoas que tenham tido experiências sexuais e se arrependido.
Será que se não houvesse essa história de celibato ou o hábito de trancar meninos em seminários longe de meninas justo na idade em que eles começam a fazer troca-troca, então haveria menos pecados?
Posted by luizab at 8:54 PM | Comments (1)
novembro 22, 2005
Das coisas idiotas que te deixam feliz
Hoje eu estava saindo do trabalho ainda sob efeito do jet lag. Trocaram-me de horário e agora eu acordo duas horas (ou menos) depois do horário em que costumava dormir. Mas enfim, não sei o que isso tem a ver com o que eu queria dizer. E só queria dizer que andando na rua dei uma tragada no cigarro e achei uma bosta. Será que agora eu largo? Será? Será? Será?
Posted by luizab at 7:35 PM | Comments (5)
novembro 19, 2005
TPM é...
... chorar vendo clipe do Green Day.
[Na verdade eu queria escrever sobre outra coisa, mas acordei atrasada e com uma ressaca FDP. Fica pra volta]
Posted by luizab at 1:13 PM | Comments (8)
novembro 18, 2005
Frustração
Dois dias de negociação com o chefe:
- Deixa eu trocar minha folga?
- Não.
- Então deixa eu trocar de horário só por um dia?
- Não.
- É importante!
- Não dá, Luiza.
- Então me deixa pelo menos entrar mais cedo e fazer duas horas de intervalo ao invés de uma só?
- Tá bom, vai!
Saio correndo e me descabelando pra chegar no shopping pontualmente às sete. Na livraria uma pequena fila e um rapaz de touca sentado numa mesa. Era o André, do Malvados. Ao lado da porta um expositor com Blog de papel. Adivinha se tinha alguém lá pra autografar?
Posted by luizab at 1:49 AM | Comments (1)
novembro 14, 2005
No princípio era o verbo
Ou Esta é a sua vida blogueira: Volta ao mundo em 80 links
Estava ontem conversando com o Gejfin no MSN e ele ameaçou vir pra minha terra. Grande erro. Agora sou eu que o ameaço caso ele não venha. (viu, Senhor Gejfinbein e companhia?). Isso mais o lançamento do Blog de papel e a Pesquisa Blogosfera Brasil (já respondeu? Ah, vai lá!) que me fez pensar num monte de coisinhas como conhecer pessoas por meio de blogs e como me sinto estranhamente íntima de uma pancada de gente que nunca vi deram um nó nessa cabecinha que por essência já não regula bem. A pergunta que surgiu foi “como raios eu vim parar aqui?”
[Adentramos no túnel do tempo. Favor manter os cintos afivelados e respeitar os avisos de não fumar]
Tudo começou numa tarde qualquer em que eu estava fazendo nada no orkut e resolvi fuçar nos perfis de amigos que eu não conhecia (relendo a frase achei-a bizarra, mas orkut tem disso). Havia um cara, um tal de Tiagón, com quem eu tinha esbarrado na Casa dos autistas (propriedade do Sérgio que descobri em meio ao vício) e nunca falado. Fui lá ver afinal quem era a figura. Clica daqui, clica de lá, dinossauros, trompetes, e eu dou de cara com isso aqui. Pois o que dizer, foi inveja a primeira vista.
Naquele momento estava desempregada e ainda curtindo a dor de cotovelo por ter deixado a Bahia, o que me rendia muito assunto, além de tempo pra bundear no computador. Assim surgiu Coerência é coisa de psicopata. Primeiro receio: ninguém vai ler isso aqui. Mandei mensagens pra meia dúzia de amigos cujas opiniões eu julgava relevantes. Apareceram alguns deles e mais uns outros que eu não esperava e achei ótimo. Apareceu também o Tiagón com comentários elogiosos, o que me deixou deveras satisfeita porque era eu que tinha inveja do que ele escrevia.
O tempo passa, o tempo voa, o Bamerindus faliu e meus amigos de carne e osso apareceram com blogs, fora o povo que fui descobrindo e acompanhando diariamente (mas essa parte da história é igual pra todo blogueiro, então vou pular pra você não ficar entediado). Eis que um belo dia, depois de um post que deu muito pano pra manga deixo de ser blogspot pra entrar pra família. Daí a coisa degringolou porque eu não conseguia mais postar com a freqüência e qualidade que gostaria. No entanto acompanhei gestações, conheci gente que não existe, peguei no pé de uns tantos...
Um belo dia alguém aparece perguntando se eu acho que blogs podem mudar o mundo. Ah, não sei. O mundo é uma coisa muito grande e complexa. Posso falar de coisas mais simples? Pois sim, em seis meses a minha vida mudou bastante por causa deles. E eu gostei, ah, se gostei...
[Desculpas às pessoas que fazem parte disso e por alguma razão ficaram de fora. Guardarei suas histórias para um merecido post futuro, torcendo pra que hajam muitos]
Posted by luizab at 3:14 AM | Comments (7)
novembro 11, 2005
Sobre listas e relógios
Ou Do que a vida é cheia
A vida é uma história cheia de som e fúria, contada por um idiota e que significa nada
E não é que quarta-feira eu descobri uma banda que não apenas conhece como toca a minha música tema (aquela de berrar no meio da rua)? Eles tem uma garota no baixo e um baterista charmosão que canta e eu sempre tive um problema com músicos. Músicos e cozinheiros (eles têm mais em comum do que você pensa).
A tal música faz parte da trilha sonora de Matador em Conflito, que poderia ser só um filme bacaninha se eu não o tivesse visto depois que A vida é cheia de som e fúria já tinha modificado a minha vida. Não pergunte porque, que nem eu sei, mas é a peça que permitiu ao filme tornar-se importante pra mim.
Som e Fúria tirou-me o peso da consciência por fazer o mundo girar em torno de música, listas e relacionamentos efêmeros que não saem da memória. Chorei com aquele cara que se não pudesse comprar discos do Stevie Wonder pra namorada era melhor desistir, porque ele não sabia fazer outra coisa. E Rob pra mim é Fleming, não Gordon. É de Londres, não de Chicago. Tem a cara do Guilherme Weber, não do John Cusack (se bem que depois de ter lido Alta Fidelidade cheguei à conclusão de que ele deveria ser mediano como Cusack, não alto como Weber, o que é uma incoerência, porque ele é desajeitado justamente por ser alto e nada me tira da cabeça que Rob é muito desajeitado). Mas a Charlie, ah... Essa só poderia ser a Catherine Zeta-Jones.
Pois saibam que apesar de achá-lo bundão eu me identifico com essa criatura que aos 35 morre de insegurança, tem frio na barriga antes de um encontro e pergunta indignado a que idade a gente tem que chegar pra que isso pare. Um dia eu ainda vou encontrar minha Laura. Sabe, nem me impressionaria se fosse um músico ou cozinheiro ao invés de advogado. Eu lhe comprarei discos do Violent Femmes e se não puder fazer isso é melhor desistir, porque não sei fazer outra coisa.
Posted by luizab at 4:37 PM
Responde! Responde! Responde!

Que de vez em quando algo de útil aparece por aqui.
Ah! E só pra constar, eu continuo preferindo blogolândia.
Posted by luizab at 1:46 AM | Comments (1)
novembro 9, 2005
Eu, eu mesma e meus posts sobre cabelo
Diz a Fer que mulher de cabelo rosa não vale nada. Disso aí não entendo, que o meu é castanho e a cor mais estapafúrdia usada por conhecidos é azul. Do que agora entendo posso dizer que (com exceção da Bia) quem não vale nada é mulher de cabelo curto.
(Aviso: se você faz parte do Clube dos Adoradores do Cabelão da Luiza pare de ler aqui)
Depois de uns oito anos de ensaio eu tive coragem. Fui lá, sentei na cadeira e disse “corta”. Sabe como tem gente que tem medo de dentista? Pois é, eu tenho medo de cabeleireiro. Quem me conhece sabe o quanto adoro meus cachos e pode ficar chocado já que o mais curto que eles já estiveram foi mais ou menos no meio das costas. É, pessoas, tesourei tudo. E quer saber? Adorei! Agora sou a feliz proprietária de cabelos que fazem póim póim póim quando eu caminho. É um barato!
Mas eu tinha começado esse post dizendo que mulher de cabelo curto não vale nada, né? Pois bem, é que com essa história de cara de moleca dá vontade de sair fazendo molecagem do tipo tocar a campainha e correr e fazer barulho de peido quando alguém senta. Ou então convidar um estranho completo pra sair só porque ele era bonitinho e nunca mais ligar, dizer pro colega de trabalho que só porque ele é amargurado não precisa tentar tornar o dia dos outros tão miserável quanto o dele. Dá vontade de apontar e rir na cara dos políticos com quem tropeço na rua porque eles agem como se estivessem em campanha 365 dias por ano, tocar o foda-se e comer muito chocolate, dizer que estou doente pra matar serviço e pegar uma sessão de cinema atrás da outra me escondendo nas salas, sair pelo Centro de discman com o volume no talo cantando junto como se estivesse no chuveiro (Let me go o-on!)
Tá bom, vai, acho que além do cabelo a mulher cortou as minhas rédeas e mais um tanto de bom senso. É que em meio a cachinhos, fivelas, elásticos bateu uma vontade de ter 12 anos de novo...
Posted by luizab at 1:01 AM | Comments (11)
novembro 2, 2005
Ah, o Google... (outra vez)
Este post é só pra informar os passantes desavisados que isso aqui é um blog, não um divã. Tá bom, de vez em quando (ou de vez em sempre) ele vira divã, mas meu, e eu não tenho soluções nem pros meus problemas idiotas, quanto mais pros dos outros. Contudo, já que pessoas bem intencionadas chegaram aqui no afã (Gostou dessa? Vai pra lista de palavras favoritas junto com estapafúrdio, prolixo, paralelepípedo e borboleta) de obter respostas para suas dúvidas gostaria de dizer que:
1. Consciência pesada atrasa menstruação, sim. Mas se o peso é por não ter usado camisinha acho que você tem um problema.
2. Não conheço frases de desculpas até porque não sou boa em fazer isso. Melhor mesmo é não fazer cagada, coisa na qual também não sou boa.
3. Bombons? Sim, obrigada!
4. Não sei porque sua menstruação atrasa. Talvez pelo motivo aí de cima.
5. Não sei como ter coragem de fazer qualquer coisa. Eu sou cagona.
6. E (raios!) eu não vou ensinar ninguém a abortar nem a cometer suicídio. Que é que vocês estão pensando? Isso aqui é um blog de família.
Posted by luizab at 12:22 AM | Comments (3)