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setembro 18, 2005

Baú de memórias musicaleatório

Media player no shuffle. Agora toca Tonight tonight do Smashing Pumpkins. Sabe como algumas músicas te fazem sentir bem inexplicavelmente? Calça de moletom, meias, cabelo bagunçado, óculos velhos (preciso trocá-los), pernas cruzadas sobre a cadeira. Melancolia engraçada. É, eu me sinto bem.

Never there - Cake
Ontem dancei essa música. Se tem coisa que não suporto é homem que sai à noite pra pegar mulher. Gosto de dar risada com meus amigos e dançar até as solas dos pés não agüentarem. Sou extremamente antipática com qualquer ser que utilize cantadas baratas e costumeiramente nem olho pra cara deles. Pois não é que ontem saí direto do trabalho sem me arrumar nem nada, completamente tosca, feliz e faceira me acabando na pista e aproxima-se alguém com neurônios suficientes pra não causar ojeriza na primeira frase? Não vai ligar. Saco.

Like a prayer - Madonna (versão remix)
No meio de mais de mil músicas devo me envergonhar de umas tantas. Essa tem valor afetivo. Confesso, já fiz bico em danceteria de playboy pra tirar uns trocados. Período curto, mas ótimo financeiramente. Passava o fim de semana trabalhando, não tinha como sair, logo ganhava sem gastar. Não deu muito certo. Eu ainda era bolsista na faculdade, então nuns dias acordava às 6:30, noutros chegava em casa às 9:00. Odiava quase tudo o que tocava lá. Dessa música eu gostava porque era a entrada dos tequileiros. Me divertia vendo as menininhas de salto agulha descerem do palco improvisado completamente tontas.

Lola - Kinks
Também dá uma sensação boa como Tonight tonight, só que sem a melancolia. Sinto-me meio Mari mesmo sem saber se ela gosta de Kinks.

Come on feel the noise - Twisted Sisters
Hard rock sempre me lembra o Bugu. Uma das fotos dele no MSN é uma montagem no corpo do vocalista do Twisted Sisters. Se ele me descobre escrevendo essas coisas vai querer minha cabeça, vai dizer que estou queimando o filme dele com os fãs. Só que não é queimação de filme. Adoro o Bugu. Tenho o maior orgulho desse amigo rockstar e acho muito engraçada a mistura de admiração e cautela com que as pessoas se aproximam do cara que comia esfirra gigante comigo depois da aula. Do top 5 melhores shows da minha vida ele só não esteve em todos porque não foi pro Rio ver Eric Clapton. Em alguns até tocou. Foi comovente vê-lo quase chorar no Whitesnake.

The champion - Hammerfall
Não disse! Não disse! Esse eu vi com o Bugu. Não lembro se ele abriu. Só depois, olhando o canhoto do ingresso percebi que estava com o de número 666. Muito engraçado isso. Nesse ano vieram um monte de bandas bacanas pra terrinha e eu sempre ia aos shows com uma turma ótima. Fase boa da vida.

Boogie shoes - KC and The Sunshine Band
Música divertida. Viro personagem de filme com ela. Pode ser a Minnie Driver em Matador em conflito ou qualquer coisa com a Marisa Tomei. É água com açúcar, eu sei, mas gosto dela. Nem precisa ser protagonista, como naquele filme da Ashley Judd com o Wolverine antes dele ser o Wolverine. E com muito menos pêlos, claro. A música toca e eu me mudo pra um universo paralelo.

I’m in the mood - John Lee Hooker e Bonnie Rait
É fato: eu sou absolutamente doente por blues. Não sei se o que veio primeiro foi a paixão pela música ou o trauma de ser branquela. Esse é sério. Não gosto da minha voz esganiçada, da tez pálida que pouco bronzeia e muito fica vermelha, às vezes até sem sol. Ah, se eu fosse negra... Sempre achei-as muito mais musicais e não só pelo timbre grave. Pra me contradizer tem a Maíra, tão branquela quanto eu, que toca blues maravilhosamente. Tem bom gosto a menina, já gravei muitos CDs dela, e quando pega o violão hipnotiza quem quer que esteja em volta. Mesmo.

Posted by luizab at setembro 18, 2005 10:34 PM

Comments

Leila: triste é quem via a qualquer lugar pra faturar e ganhar pontos. e tem.

Posted by: Menezes at setembro 21, 2005 2:24 PM

Luiza, vá ser eclética assim lá longe. E agora fiquei super curioso pra saber quem é o tal de Bugu rockstar (eu também tenho um amigo rockstar, vai ver é isso ...).

Posted by: Renato K. at setembro 21, 2005 12:57 PM

Luiza, e eu, que sou do tempo em que "Like a Prayer" foi lançado em disco e na MTV? Lembro de uma aula na faculdade de Comunicação em que analisamos o vídeo. Era legalzinho, escandalizou alguns beatos fanáticos.

Menezes, não acho que o cara que sai para pegar mulher corresponde à mulher que sai para dançar. Esta quer se divertir sem incomodar ninguém.

Acho legal um homem ou mulher terem esperança de encontrar alguém quando vão pra noite. Mas tenho horror a esse tipo de homem que está apenas a fim de faturar, ganhar pontos, e não realmente "encontrar" uma pessoa.

Posted by: Leila at setembro 20, 2005 3:55 PM

O homem que sai pra pegar mulher é o correspondente à mulher que sai pra dançar. Passam horas se arrumando para dançar. O casal, assim determinado, não chega a lugar algum nunca, e dificilmente se diverte.

No fim, nada justifica uma cantada barata ou uma antipatia gratuíta. Vejo a solução no meio termo.

Posted by: Menezes at setembro 19, 2005 1:30 PM