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<title>Vodca, caprichos e libidinagem</title>
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<description>Não-linearidade dissoluta</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2007</copyright>
<lastBuildDate>Mon, 12 Jun 2006 19:12:21 -0300</lastBuildDate>
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<title>Geometria</title>
<description><![CDATA[<p>A menor distância<br />
entre dois pontos<br />
está na conjunção<br />
de nossos corpos<br />
que se atraem na razão inversa<br />
da razão e do verso.</p>

<p>Beija meus senos<br />
percorre minha hipotenusa<br />
para te perderes no triângulo<br />
molhado sob minhas bermudas<br />
e descobrir minhas incógnitas<br />
me rasgando com teu cateto.</p>

<p>Encaixa teu cilindro<br />
em meu cone que te precisa<br />
e acha, usa e abusa,<br />
descobre o meu ponto G...</p>

<p>Encontra a quadratura do círculo<br />
na curva de meus quadris.</p>

<p> </p>

<p>            </p>]]></description>
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<pubDate>Mon, 12 Jun 2006 19:12:21 -0300</pubDate>
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<title>Numa praia em Jeri</title>
<description><![CDATA[<p>Eu estava viajando sozinha pelo Nordeste, tentando me recuperar de uma fossa abissal, e conheci Rafa logo no primeiro dia que cheguei em Jericoacoara. Ele era de Recife e já conhecia bem o lugar, era fotógrafo e sabia onde ficavam todos os cantos mais paradisíacos, por onde ele me levava, atencioso, mostrando tudo. Foi questão de horas até estarmos aos beijos e abraços. Estranhei um pouco a sanha com que ele veio para cima de mim - tudo bem, sou atraente, fantástica e tal, mas, poxa, nós acabamos de nos conhecer, nem deu tempo para desenvolver esse tesão todo. Mas naquele momento da minha vida eu estava como uma água-viva errante, me deixando levar pela correnteza. Então me abandonei aos agarros dele, era afinal de contas um morenaço com lindos cachos negros e uns olhos cor-de-mel com cílios enormes, e tinha um papo super interessante. Então, pouco depois do primeiro beijo, no anoitecer, numa praia deserta, deitados na minha canga, ele já enfiava a mão por dentro do meu biquini, e percebi que ele não tinha o menor jeito com os dedos na minha buceta, ficava me esfregando com força, e enfiou o dedo de um jeito que até me machucou. Tentei delicadamente lhe dizer que ele não estava fazendo a coisa certa, e ele ficou zangado. Disse que jamais mulher alguma reclamou do jeito que ele as acariciava. Respondi que não tinha culpa se elas eram passivas e aceitavam numa boa que ele as machucasse. Ele ficou puto e foi embora. Continuei sentada ali na canga, olhando pro mar.</p>

<p>Que pena. Tão bonitinho, mas tão machista. Bem, talvez ele estivesse precisando de alguém como eu para fazê-lo aprender a tratar as mulheres com mais cuidado e delicadeza. Ou talvez não aprendesse nunca. Aposto que essa noite, na pousada, ele já estará atrás de outro rabo de saia. </p>

<p>Dez minutos depois, ele voltou.</p>

<p>- Desculpe, você tem razão – e me deu um sorriso lindo. - Se quiser, você pode ser minha “guia” agora. Me ensina o que eu tenho que fazer.</p>

<p>Fiquei completamente derretida com a atitude dele. Aí sim, eu fui tomada de um tesão incontrolável. Abracei-o com força e o beijei. Voltamos a nos deitar e esfregamos os nossos sexos, ainda vestidos, e eu já podia sentir que estava toda molhada. </p>

<p>- Você quer me chupar? – perguntei.<br />
- Claro. </p>

<p>Fiquei com medo que ele demonstrasse a mesma falta de jeito com a língua que tinha com as mãos. Para minha surpresa, ele chupou tão perfeitamente, suave ou intenso na medida certa, que eu quis retribuir, pedindo para a gente mudar de posição e ficar em 69. Deitei por cima dele, que apalpava a minha bunda enquanto sua língua passeava habilmente por toda a minha buceta. Tirei o seu short e percebi então que ele tinha um pau bem grosso, e grande, o maior que eu já tinha visto. Delicioso de chupar. Como já estava maravilhoso ele me chupando do outro lado, eu o sugava com paixão, e senti que ele estava a ponto de gozar, mas mesmo assim não parei. Eu já estava gozando, e quanto mais gozava, mais eu queria chupá-lo. Eu, que nunca gostei muito de engolir esperma, saboreei o dele até a última gota.</p>

<p>Aí já era noite. Descansamos olhando para as estrelas, falando das nossas vidas, nos conhecendo um pouco mais. Acho que depois da discussão e do perdão mútuo, a gente perdeu a desconfiança um do outro. Eu sabia que ele queria mais, queria uma transa completa, estava apenas esperando o pau ficar duro de novo. Eu também queria. Pensei no meu ex-namorado, que me desprezou, com aquele pênis mínimo. Eu ser fodida por aquele falo imenso ia ser uma forma simbólica de destronar o Pedro definitivamente. Comecei a acariciar o pau de Rafa para apressar as coisas. Senti o colosso crescendo em minha mão. Pedi para que ele me acariciasse também; desta vez, com mais delicadeza. </p>

<p>- Assim, bem melhor.. Olha como eu tô molhada… Agora sim, pode enfiar o dedo devagarzinho. Ah, que delícia…<br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/caprichos/arquivos/2006/02/numa_praia_em_j.html</link>
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<pubDate>Fri, 10 Feb 2006 21:16:48 -0300</pubDate>
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<title>So bad</title>
<description><![CDATA[<p><em>I wasn't born to lose you.<br />
I want you, so bad.</em></p>

<p> (I want you – Bob Dylan)</p>

<p><br />
Taí. Eu não quero saber. Eu não quero saber o que é possível e o que não. Eu não quero saber o que é sensato. Muito menos o que é certo ou errado.</p>

<p>Tudo aconteceu tão fora de ordem e lugar...mas, não é assim que é a vida, afinal? Indomável. Imprevisível. Impossível de se controlar ou prever. E é justamente neste ponto, neste vórtice inexorável que habita sua beleza selvagem... a vida é uma vadia infrene.</p>

<p> E eis que algo aconteceu. Nossos olhares se cruzaram. Inapropriado. Proibido. Não agora. Não agora em tempos de recomeços e reconstruções.</p>

<p>Nos tocamos. Toque leve e quente como o veludo, doce e lento como o mel. Eletrizante, inflamável. Não agora. Oh, Deus..não agora.Quero deixar tudo fluir, tomar o rumo certo. Tudo deve permanecer como sempre esteve. Mas qual o rumo correto, afinal? Tudo o que é sólido se desmancha no ar.</p>

<p>Se fossem olhares apenas, mas nossas almas se encontraram. Numa daquelas colisões transcedentais, mágicas, estupidamente fantásticas, extremamente sexuais, aflitas, urgentes. Uma verdadeira catástrofe.</p>

<p>Eu te quero. Nossos corpos ardem quando nos aproximamos. Nossos lábios tem fome e se procuram, nossas mãos se desordenam e exploram um o corpo do outro. Quero ser possuída, consumida, absorvida por você. Eu te quero, tanto. Chega a doer.</p>

<p>Me penetre, me descubra, me acorrente com seus braços, me prenda com sua boca. Quero me perder em você, mergulhar nos teus pêlos, sentir seu peso me coagindo e sua língua serpenteando, ateando fogo em minh’alma que foi arrebatada por teu feitiço.</p>

<p>Entenda meus sinais. Meu cheiro, meu ronronar. Minhas unhas que arranham de leve suas costas, meus dedos que se alastram por seus cabelos finos. Ouça meus pensamentos. Leia meu corpo. Sinta minhas palavras. Beba meus beijos. Aspire meu desejo. Ele te enebria?</p>

<p>Quero cavalgar você. Livre, leve, ligeira, leviana. Quero me extasiar em cada movimento do seu corpo..sejam eles hostis, provocantes, agressivos ou compassados, brandos, noturnos. Já dizia o poeta que todos os movimentos do amor são noturnos..mesmo que praticados à luz do dia.</p>

<p>Quero provocar você. Despertar a fera que se esconde sob o manto do medo. Quero te enredar, te encantar, com meu guizo, com meu visco, com meu veneno, com o melado que escorre do meio de minhas pernas e com a peçonha que verte em profusão da minha boca toda a vez que chamo seu nome.</p>

<p><br />
Me foda. Me foda deliciosamente e com afinco. Quero sentir teu pau me transgredindo, ouvir tua respiração pausada em minha orelha, sentir sua força enquanto você me laça segurando meus cabelos. Tudo o que eu quero é ser estuprada, profanada, poluída,desejada,devassada, prostituída, subjulgada, corrompida, degradada, aviltada, corroída, gasta, usada... por você.</p>

<p>Me coma e então, me deixe. Por favor.</p>

<p>Quero me fundir a você no gozo. Me moldar a seu corpo nú e úmido, ofegante e pegajoso. Nem que seja por alguns segundos, só para reviver a sensação de quando nos olhamos pela primeira vez.</p>

<p>Eu te quero. Não nasci pra te perder. Um tempo. É tudo o que precisamos...I want you. So bad</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/caprichos/arquivos/2006/02/so_bad.html</link>
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<pubDate>Mon, 06 Feb 2006 20:19:58 -0300</pubDate>
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<title>Estalo</title>
<description><![CDATA[<p>Nós dois nus na cama do motel. Depois dos obrigatórios beijos e carinhos iniciais,  Marcos esperava que eu descesse para chupar o seu pau, como eu sempre fazia. Aí eu olhei para a minha echarpe jogada sobre a poltrona e, de estalo, tive uma idéia para mudar a nossa comportada rotina sexual. Levantei-me da cama e peguei a echarpe:</p>

<p>- Eu vou vendar os seus olhos e você vai ficar paradinho, e aceitar tudo o que eu fizer com você.</p>

<p>Marcos pareceu surpreso, mas nem protestou ou fez perguntas. Riu e, sentado nu, na beira da cama, deixou que eu o vendasse. Peguei-o pela mão e fiz com que ele ficasse de pé. Procurei acariciá-lo e lambê-lo em locais inesperados, em todas as partes do corpo, deixando-o extremamente excitado com a antecipação do que viria depois, e com sua posição de total vulnerabilidade. Fiz carinhos no seu saco, e depois, me enfiando por entre as pernas dele, lambi o seu períneo, fazendo-o gemer de tesão. Voltei passando a língua pelo saco e comecei a chupar seu pau bem do jeito que ele gostava. De repente, enquanto eu o chupava, me dei conta que eu tinha um enorme ressentimento, raiva, por ele não estar mais me valorizando; parecia não estar mais apaixonado e quem sabe até pensando em terminar comigo. Parei de chupá-lo e me ergui. Dei-lhe um tapa na cara com força. </p>

<p>Por alguns segundos, fiquei assustada com minha própria crueldade, e com medo da reação dele. Marcos, com o rosto vermelho, continuava parado, esperando minhas instruções. Não estava sorrindo, mas seu pau continuava duro. Cheguei mais perto e lhe tirei a venda dos olhos.</p>

<p>- Agora você é que vai fazer o que quiser comigo – eu disse, encostando de leve a minha boca na dele.</p>

<p>Não sei dizer se o que eu vi no olhar dele foi um imenso amor ou desejo animal. Por um momento ficamos parados, enquanto ele pensava o que iria fazer comigo. Então Marcos me fez deitar na cama, pegou a echarpe e amarrou os meus pulsos. Meu coração batia rápido com excitação e um pouco de medo. Ele nunca tinha feito nada para me machucar, mas a gente tinha ultrapassado um limite, a partir daquilo eu não sabia mais o que esperar. Então ele disse:</p>

<p>- Bia, eu não tenho coragem de te bater.<br />
- Mas você está querendo.<br />
- É, acho que eu quero.<br />
- Então bate, não precisa ser com força.</p>

<p>Marcos me deu um tapa na cara e ainda me chamou de “putinha”. Depois, beijou-me na boca com força, e então foi descendo e chupando um seio de cada vez, desceu a língua por toda a minha barriga até chegar na minha buceta, que latejava de tesão. Ele agarrou minhas coxas com força enquanto começava a me chupar, enfiando a lingua, sugando os grandes lábios, e demorando-se no clitóris. Gozei deliciosamente. Ele então ele chegou mais perto e enfiou o pau em mim de uma vez só. </p>

<p>- Vagabunda – gritou, enquanto dava estocadas fundas, num ritmo cada vez mais rápido, e dando uns tapas no meu quadril. Eu não sabia bem se achava aquilo sexy ou cômico. Mas gostei de vê-lo se soltando daquela maneira, tomado de desejo, isso me dava tesão também. Continuou enfiando rápido e forte, e me deu mais uns tapas no rosto. Depois ele se concentrou apenas na penetração. Gozei gritando. Então ele pediu para comer o meu cu. A gente nunca tinha feito isso, eu tinha muito medo, mas naquele dia eu estava disposta a qualquer coisa. E deixei, mesmo amarrada, indefesa, sem poder afastá-lo com as mãos caso doesse muito. Comigo ainda deitada de frente pra ele, Marcos segurou minhas pernas por trás dos joelhos e ergueu um pouco mais o meu bumbum, e foi colocando o pau bem devagarzinho. Era uma sensação esquisita, doeu um pouco e deu aflição, mas não foi tão ruim quanto eu pensava. E ele gozou bem rápido.</p>

<p>Depois ele saiu de dentro de mim e me beijou com ternura. </p>

<p>- Desculpa se eu te xinguei. Desculpa eu ter te batido. Desculpa se o teu bumbum tá doendo. Eu não te acho nada vagabunda, você é a mulher da minha vida.</p>

<p>Fiquei com os olhos cheios d’água. Mas disfarcei.</p>

<p>- Tudo bem, Marcos. A culpa foi minha, eu que bati primeiro. Desculpa se você não gostou…<br />
- Claro que eu gostei, eu nunca vou me esquecer dessa noite. <br />
- Você ama a sua putinha?<br />
- Amo, sou apaixonado por ela.<br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/caprichos/arquivos/2006/02/estalo.html</link>
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<pubDate>Thu, 02 Feb 2006 14:39:20 -0300</pubDate>
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<title>Caprichos</title>
<description><![CDATA[<p>Enquanto pelo telefone inventando temas e caprichos e fetiches que se não existiam podem muito bem começar a existir. Ele diz que vai comprar leite condensado e eu acho graça. "Não conhece nenhuma amiga..." e respondo por que não um amigo? Uma gravata, amarrar na cama, vendar os olhos, fantasias e histórias e o que mais surgir por enquanto pelo telefone crescendo a vontade de se tocar e se beijar. E então o encontro; leite condensado no armário da cozinha, a gravata pendurada ali no canto e na verdade nem há de que se lembrar e nem penso em amarrar e ele esqueceu sugestões de antes tão ocupado com um fecho de sutiã, e te quero assim te quero como estiver e se não agora te amarro na próxima e na próxima você não me escapa vou te vendar os olhos e te deixo assim preso na cama um dia todo só pra mim.</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/caprichos/arquivos/2006/02/caprichos.html</link>
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<pubDate>Wed, 01 Feb 2006 19:17:18 -0300</pubDate>
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<title>Serão</title>
<description><![CDATA[<p> - Dna Shirley, por favor venha até minha sala. </p>

<p> Ahh não! Não, não, não!!! São cinco para as seis, faltam cinco exatos minutos para minha hora de ir embora e ele me chama. Decerto para fazer nada...</p>

<p>-Pois não, Seu Mauro... </p>

<p>-Gostaria que você montasse um relatório sobre as metas que discutimos na reunião de hoje, por favor... são 35 tópicos, precisam ser descritos minuciosamente um a um...</p>

<p>Rabisca, rabisca...pega a ata que o patrão lhe estende.</p>

<p>-Ok, amanhã de manhã estará em cima de sua mesa. –levantando-se e saindo com o usual sorriso amarelo.</p>

<p>-Ãnh? Como assim? Preciso desse relatório para AGORA, Dna Shirley! – soca de leve a mesa – Porquê você acha que estou aqui a essa hora ainda? Amanhã de manhã pego o primeiro vôo para Curitiba e...aliás, e a minha passagem? A senhorita reservou, fez tudo certinho? – bebe um gole d ‘água, angustiado, encarando os olhos azuis da secretária.</p>

<p>-Passagem? Mas o senhor não me falou nada! Eu passei a tarde toda organizando e etiquetando o material que...</p>

<p>-MASMEUDEUSDOCÉU DONA SHIRLEY! – alteradíssimo, vermelho, bufando, a veia do pescoço saltando  - EU NÃO HAVIA DITO QUE TERIA DE VIAJAR PARA CURITIBA PARA TRATAR COM OS SÓCIOS SOBRE A COMPRA ...</p>

<p>Nó na garganta. Taquicardia. Não iria mais agüentar aquilo. Não podia. Nunca saía na hora certa, pior, nunca recebia hora-extra. Trabalhava como uma escrava. Ele era um grosso, estúpido, mal-chefe, desorganizado. Era ela quem organizava sua agenda. Ele nunca, jamais havia mencionado a maldita viagem para Curitiba. Estava farta, cheia daquela grosseria. Ele não tinha o direito de gritar com ela . Cinco anos de humilhação. Que iriam acabar agora.</p>

<p>-O SENHOR TRATE DE CALAR ESSA SUA BOCA ! – Jogou os papéis em cima da mesa. Arrumou os óculos, o coque e passou a mão sobre o tailleur creme, como se tirasse o pó da roupa.</p>

<p>O queixo de Mauro caiu Arregalou os olhos. Pela primeira vez que via Dna.Shirley refutá-lo. Engoliu em seco. Talvez tivesse realmente esquecido de avisá-la sobre a viagem. Talvez ela estivesse tendo problemas com o noivo, que a estava enrolando há mais de 10 anos. Talvez tivesse finalmente terminado com o babaca. Talvez estivesse com TPM... talvez.. ela estava incrivelmente gostosa hoje...aquela bela bunda redonda e branca apertada naquela saia creme, deve estar usando meias 7/8 creme também..e aquele salto agulha..creme... aquela pele creme...aqueles cabelos amarelos de tintura vagabunda..aquele corpo roliço...Balançou a cabeça, tentou se concentrar:</p>

<p>-Dna Shirley, mas o quê signifi... -</p>

<p>-É isso mesmo. Você é um verme. Você é um escroto, pensa que tem o rei na barriga. É um escroque, um almofadinha, chega todo-todo metido nesses terninhos Ricardo Almeida, esse cabelinho grisalho mantido a base de Grecin2000, essa sua loção pós-barba fedorenta que se mistura com seu perfume Azzaro insuportável, abrindo a porta da sala e me dizendo o que fazer. Vou anotando tudo como uma serviçal, uma cachorrinha. Além de organizar toda sua vida corporativa, faço transações no banco, sei de suas senhas, faço suas compras de supermercado, sei os telefones de suas pretendentes, aquelas coroas ricas peruas e gordas, desesperadas para chamar a atenção de um homem como você, que mal sabem elas o quanto é grosso, idiota, mal-educado, insensível, sem o mínimo tato para com o sexo feminino...</p>

<p>-Mas Dna Shirley, como é que... – um arrepio correu rápido por sua espinha. A voz dela, não sabe como, lhe parecia mais sexy, selvagem. Os olhos azuis faiscavam. As bochechas redondas estavam róseas como o batom cintilante de sua boca...a mulher exalava um cheiro que realmente o estava deixando louco. Ela continuou:</p>

<p>-Você nunca me deu flores no Dia da Secretária, você nunca se lembrou de meu aniversário, você nunca foi capaz de elogiar minha eficiência e eu ORGANIZO E CUIDO DE TODA SUA PATÉTICA VIDA, SEU COROA QUE SE ACHA O RICHARD GERE MAS ESTÁ MAIS PRA LIMA DUARTE, INCLUSIVE POR CONTA DESSA SUA BARRIGA INDECENTE E DESSA BUNDA GORDA, PELUDA E BRANCA! – respira...alguns fios de cabelo finalmente haviam se desprendido do coque e os óculos escorriam pelo nariz.</p>

<p>Ele lambia os lábios e suava. Alguma coisa estranha havia acontecido, estava de pau duríssimo. Aquela mulher ali, gritando impropérios para ele. Dna Shirley! Era a mesmíssima Dna Shirley de sempre! Baixinha, gorduchinha, matrona...peitos grandes...hmmm peitos enormes... tratou de fazer alguma coisa:</p>

<p>-POIS...POIS EU QUERO...É... A SENHORA ESTÁ DESPEDIDA! E POR JUSTA CAUSA! – Levantou-se, encarando a secretária de frente. Os dois se olhavam nos olhos, desafiando-se como dois animais prestes a se atracar. Batata.<br />
 <br />
Agarrou Dna. Shirley beijando-a, enchendo as mãos na bunda redonda da funcionária que ao primeiro minuto tentou se desvencilhar, mas acabou cededo, abraçando o corpanzil do patrão, fechando os olhos.</p>

<p>Tratou de posicioná-la em cima da mesa, sem antes deixar de protagonizar o ato clichê presente em 11 entre 10 filmes onde haja cenas de sexo em escritório: passou o braço por sobre a mesa, levando ao chão tudo o que havia lá em cima.</p>

<p>Dna. Shirley sorria, o coração pulsava dentro do peito e ela tratou de se livrar dos óculos e do casaquinho apertado do tailleur, enquanto Mauro abria, esbaforido, os botões de sua blusa de seda....creme.</p>

<p>Chupou aqueles grandes peitos brancos, já meio flácidos, com gosto. Ela gemia, tateando o meio das pernas do patrão, tentando alcançar o pau rijo. Finalmente abriu o cinto e o botão da calça do terno, enfiando a mão dentro da samba-canção de seda vinho de Mauro, agarrando o pau com firmeza, masturbando-o.</p>

<p>-Dna Shirley - sussurrou ele, no ouvido da empregada.</p>

<p>-Hmmm..ahhnn ?.. - ela tentava prestar atenção no que ele dizia, cheia de tesão, dedicava-se com eficiência à punheta.</p>

<p>-Me xingue.</p>

<p>-O quê? </p>

<p>-Me xingue. Continue me xingando como você estava fazendo...vamos... - enquanto abria as pernas gorduchas da mulher e percebia, com satisfação que ela usava, de fato, meias 7/8 creme.</p>

<p>- Ahnn..seu verme...-ela dizia, hesitante com o pedido estranho. Estava em cima da mesa, com a saia no umbigo, as pernas arreganhadas, sem calcinha trepando com o Sr. Mauro...nada podia ser mais esdrúxulo e surreal que aquilo.  Depois, soltando-se e lambendo as orelhas do chefe, disse:</p>

<p>-Seu escroque, seu mau-caráter, desorganizado, estabanado, trapaceiro, mentiroso, vigarista...- aumentando o ritmo na masturbação e das infâmias.</p>

<p>-Isso! Ahhh...Dna Shirley.. humm..não pára! - Preparando-se para penetrá-la.</p>

<p>-Viado, cuzão, grosso, desprezível, ignóbil, miserável, mesquinho, infeliz....Ahnnn!! - Gritou de prazer quando o pau duro como pedra finalmente entrou em sua buceta encharcada e quente.</p>

<p>-Isso...vai...vai! - Ele gritava, segurando as ancas fartas da mulher, aumentando o ritmo das estocadas...Dna Shirley mal conseguia pronunciar as palavras...</p>

<p>-Ahnnn..ahhh..IDIOTA! IMBECIL! CORNO! DESGRAÇADO! FILHO DA PUTA! VOU GOZAR! Ahhhhh! - revirando os olhinhos.</p>

<p>-Ahhhhhhh Dna Shirley!.... - fechando os olhos profundamente e perdendo-se no gozo.</p>

<p>Dna Shirley saiu da empresa, terminou com o noivo babaca e acabou virando hostess de uma famosa casa de shows. Nunca entrou na justiça contra Mauro.</p>

<p>Mauro foi promovido a presidente e passa metade do ano na Alemanha e outra metade no Brasil. Se casou com uma mulher 18 anos mais jovem e tem um caso com empregada de sua casa de praia, em Búzios.</p>

<p>Retirou todas as queixas contra Shirley, a mandou embora com um bônus avantajado, um belo prêmio em dinheiro.</p>

<p>São bons amigos até hoje. Transam de vez em quando.</p>

<p>Mauro adora ser humilhado na cama, pelas três. </p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/caprichos/arquivos/2006/01/serao.html</link>
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<pubDate>Tue, 31 Jan 2006 19:50:26 -0300</pubDate>
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<title>não vá tão depressa</title>
<description><![CDATA[<p>Não vá tão depressa, vamos fazer as coisas à minha maneira. Ela murmurou. Sim, está bem. Ele concordou com voz rouca. Como a senhora quiser. Completou. E afundou as mãos por entre os fartos cabelos dela. Não me chame de senhora, ela pensou dizer, mas não disse.Em vez disso beijou e mordeu de leve os lábios dele, deixou passear a língua entre os dentes brancos e imperfeitos. Cheirava bem, sua boca. E tinha um gosto de fruta fresca. Senhora! Que importância tinha isso naquele momento? Ergueu-lhe a camiseta e deslizou os finos dedos pelas costas lisas numa carícia mansa. Ele estava tremendo. Ela gostava de vê-lo tremer. Aquele menino estava deixando-a louca.  Gostava desse olhar líquido e amedrontado, como se temesse que ela se arrependesse, desistisse. Mas já estava louca a tanto tempo!  Só não queria apressar as coisas. Tinham tempo. Tinham todo o tempo do mundo até amanhã… <br />
Com os olhos semicerrados ela notou a beleza das mãos abrindo os botões da sua blusa, avançando tremulas e frias sobre seus seios brancos, os bicos castanhos reagindo imediatamente ao estímulo. Vagamente sentiu o queixo mal barbeado arranhando-lhe o pescoço e pensou em dizer alguma coisa que soasse divertida, sexy, mas não encontrou  palavra pois no segundo seguinte estremeceu intensamente quando a língua molhada invadiu seu ouvido, e sentiu o hálito quente e úmido dissolvendo qualquer resistência possível, se houvesse. Não havia nenhuma. Sabia que não ia desistir, mesmo que se arrependesse. <br />
................................. <br />
Esperara que este momento jamais acontecesse porque uma história entre eles era completamente improvável mas sabia também que se a oportunidade surgisse ela não teria forças para resistir. Não que ele a  tivesse assediado, de jeito nenhum. Ele sempre fora muito respeitoso! A culpa era toda dela. O perigo nasceu de seu próprio desejo, isso sim. Aquele absurdo desejo que lhe invadia   cada vez que o via entrar no escritório espalhando pelas mesas a correspondência do dia.  Evitava olhar para ele, era apenas um menino! Quantos anos poderia ter? Dezessete, dezoito no máximo. Como podia sentir uma atração tão feroz por um garoto! Mesmo sem mirá-lo sentia seu cheiro de longe! Engolia em seco quando ele se aproximava cheio de envelopes nas mãos, que belas mãos! ela pensava, e ele com aquele sorriso nos lábios carnudos e molhados - por que estavam sempre molhados, senhor meu Deus? -  dando um bom dia com a voz baixa e meio rouca, como se acabasse de sair da cama. E ela, sem querer - jurava que era sem querer - o via entre os lençóis, nú, espalhado de pernas e braços, o sorriso nos lábios, os pêlos escuros descendo do peito para o púbis de onde se projetava para o alto o belo membro, disposto a começar qualquer tipo de fantasia erótica que por acaso ela tivesse. E tinha tantas! Ela balançava a cabeça para dissipar a imagem, tentava distrair-se com outras coisas, abria e cerrava gavetas, dobrava papéis e enterrava-os nos envelopes marrons sem saber do que tratavam mas… o resto do seu corpo fazia outra coisa. O tremor  nascia na região do umbigo e subia para os seios, rodeava os mamilos, endurecia-os e então descia pelo ventre abaixo numa carreira cega até desaparecer por dentro das macias dobras, despertando cada minúsculo nervo, crescido e transformado de repente em um latejar tão insuportável que ela tinha que cruzar as pernas com força para controlar a excitação e tentar impedir que o jorro que empapava a seda da calcinha escorresse pelas coxas. <br />
Então morria de vontade de segurar-se com a mão por baixo da saia e tocar-se, menos para investigar o estrago e mais para acalmar aquele brasa úmida que pulsava e pulsava e que ela não sabia como evitar. Só esperava que ninguém percebesse, por favor, que ninguém percebesse! Provavelmente esta luta interna aparecia em seu rosto porque sentia-o ferver, perdia o ritmo da respiração, a voz ficava presa em algum lugar esquecido da garganta, a vontade de fugir e a sensação de aniquilamento disfarçada pela imobilidade pelas pernas entrelaçadas. Escondia o olhar esgazeado atrás de algum formulário inútil até que ele fosse embora dali. Ele ia. Todos os dias. Mas voltava. Todos os dias. <br />
Quanto tempo foi assim? Não saberia dizer. Agora não conseguia mais pensar. Em algum lugar remoto da sua mente recordava que era ela quem nunca mais voltaria. Acabava de completar trinta e sete anos, pedira demissão da empresa e tinha apenas uma semana para terminar de queimar o passado, descortinar o futuro, mudar de emprego, de cidade, de país. Nunca mais o veria.<br />
Foi Deus ou o Diabo quem havia feito com que se encontrassem a sós no elevador? Foi Deus ou o Diabo quem   os havia levado a tomar a mesma direção na larga avenida? Foi Deus ou o Diabo quem  havia permitido que o sinal de pedestres fechasse justo quando iam atravessar a rua? Qual dos dois havia permitido que ela o segurasse pela mão e tomasse o primeiro taxi que passava? E por que ele foi tão dócil, sem perguntas, obediente a seu mudo pedido de silêncio? Perguntas sem importância, pensou enquanto observava-o pelo canto do olho, a mão ainda segurando a dele. Estavam ambos recostados no assento traseiro do taxi, recebendo a leve brisa no rosto e nos cabelos. Ele parecia tranquilo apesar de pálido. Só o leve ar de sorriso nos lábios  demonstrava  que sabia para onde estava indo. <br />
……………………<br />
<img alt="tnousandimagens11.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/caprichos/arquivos/tnousandimagens11.jpg" align="left"hspace="5"vspace="5"width="300" height="208" /><br />
Agora  estavam ali, juntos, no pequeno apartamento que ela deixaria na semana seguinte, totalmente nús, descobrindo um a um os recantos mais sensíveis de seus corpos. Ela gostava de saber que seria apenas esta vez, que nunca mais se veriam. Esta certeza proporcionava-lhe maior liberdade para mostrar-se, expandir-se, ousar tudo. Deixou as janelas abertas, gostava da luz do entardecer que entrava por elas. Sabia que tinha um belo corpo, seios redondos e firmes, coxas bem torneadas, ventre plano. Queria que ele a visse. Ele havia dito, a senhora é tão linda!  Ela sorriu. Não me chame de senhora, quis pedir mas não o fez. Para quê? Não tinha tempo. Tudo acabaria quando o dia amanhecesse. Depois nunca mais.  Abriu-se sem reticências quando sentiu a mão dele subindo ávida pelo meio das pernas morenas, os dedos longos e bonitos invadindo sua intimidade, acariciando, explorando, deslizando até o fundo da úmida caverna e jogou a cabeça para trás deixando escapar um profundo gemido de entrega, de fêmea sem medo. Quando  os lábios masculinos abandoram-lhe os seios a caminho do umbigo e desceram lambendo a pele arrepiada do ventre, avançando através dos pêlos macios  do púbis, a língua faminta, urgente, abrindo caminho até perder-se por suas fendas, descobrindo seus reversos, recriando seus mornos entalhes, reinventando seus espaços, ela cerrou os olhos, arqueou o corpo…Não vá tão depressa, ainda pensou dizer, mas não disse. A partir daí seria como ele quisesse. <br />
 </p>]]></description>
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<pubDate>Sun, 29 Jan 2006 14:14:46 -0300</pubDate>
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<title>O novo colega</title>
<description><![CDATA[<p>Desde que Paulo começou a trabalhar aqui na empresa, eu notei que ele me olhava com um desejo culpado, me encarando e depois desviando o rosto, parecendo um crente atormentado pela tentação do demônio. Ele é casado, com dois filhos, e eu também. Mas aqui nesse escritório somos ambos os mais jovens, e sem dúvida os mais atraentes. É bem óbvio que a gente perde a naturalidade e fica envergonhado quando tem que sentar junto numa reunião ou almoço com colegas, ou quando ele vem me perguntar sobre alguma questão de trabalho. Notei durante uma reunião que ele tem as mãos enormes, os dedos grossos, e não nego que na mesma hora imaginei aquele dedo penetrando na minha vagina. Percebi também que ele tem uma voz gostosa e suave, o corpo magro e bem feito, uma bundinha arrebitada, um jeito meio desengonçado de andar – balançando para os lados - e uma expressão de constante preocupação e stress no rosto que eu detesto. Ele tem o cabelo raspado a máquina, pele morena e olhos azuis, mas parece ter um problema de espinhas na pele. Pior de tudo é a mania totalmente cafona de botar a caneta atrás da orelha. É um profissional extremamente competente na sua área, mas ansioso demais em agradar e não cometer erros. Quanto mais ele me irrita e se mostra vulnerável, mais eu me interesso. </p>

<p>Meu casamento não anda lá grandes coisas. O sexo ainda é ótimo, mas o romance acabou, a nossa convivência diária é antes de tudo uma parceria para cuidar dos filhos. Eu sinto falta de uma aventura, de me apaixonar. Não sei se vou me apaixonar por Paulo, mas ele atiça a minha libido. Quero fazer sexo com ele mesmo que seja a pessoa errada, e que a relação seja uma catástrofe. Quero testar meu poder de sedução com ele. </p>

<p>Então aconteceu a enchente. Paulo e eu éramos os últimos a continuar no escritório, e a rua lá embaixo estava completamente alagada. Liguei para meu marido, e onde ele trabalhava estava tranqüilo, deu para sair e pegar as crianças na escola e chegar em casa. Falei que estava ilhada, junto com vários colegas (se falasse que era só um homem, ia ficar complicado me explicar depois). Paulo também teve que avisar a mulher que ia ficar na empresa trabalhando enquanto esperava a água descer, mesmo que fosse bem tarde da noite.</p>

<p>As horas passavam e nada da chuva parar. A enchente não baixava. Chegou a hora do jantar e estava morrendo de fome. Fui pra copa e encontrei Paulo ali, procurando alguma coisa comível na geladeira, sem ter muito sucesso. Então sugeri irmos na mesa da secretária, que sempre mantinha vários pacotes de biscoitos na gaveta. Enquanto fazíamos um estrago no estoque da Neusa, ríamos da nossa situação desesperadora. Mas também estávamos felizes e excitados com aquela oportunidade perfeita de estarmos a sós. Ele pediu para provar o que eu estava comendo, e levei o biscoito até a boca dele, encostando o dedo em seus lábios enquanto ele mordia. Então ele me olhou sério, tentando ter certeza de que eu queria a mesma coisa que ele. Sustentei o olhar. Ele tirou o pacote de biscoito da minha mão e me puxou pela cintura, e me beijou com a sofreguidão de quem que já desejava aquele beijo há tempos. Estávamos de pé, minha bunda pressionada contra a mesa da secretária. No nosso abraço, senti o pau dele bem duro contra o meu corpo. Não resisti e abri a calça dele, enfiando a mão por dentro da cueca para acariciá-lo. Ele logo encontrou o caminho por baixo do meu vestido, abaixou minha calcinha e já sentiu minha buceta molhada, esperando por aqueles dedos grossos. Os carinhos dele quase me levaram a gozar, mas antes disso ele me ergueu e me deitou sobre a mesa, tirou a calcinha que estava na altura dos meus joelhos, abriu minhas pernas e começou a me chupar com gosto. O orgasmo veio rápido, e ele esperou que eu parasse de gritar e gemer para se deitar sobre mim e me penetrar. Ele perguntou se eu estava tomando pílula ou se preferia que ele gozasse fora, eu disse que estava tomando, podia gozar dentro. Apesar de estar contrariando todas as minhas convicções sobre o uso obrigatório de camisinha, o desejo e a urgência eram maiores que o medo de pegar alguma doença venérea dele. Deixei que ele entrasse em mim sem qualquer proteção, e que ele me inundasse com seu sêmen, quando gozamos intensamente e ao mesmo tempo. </p>

<p>Depois nos refizemos, nos vestimos - porque era estranho ficar nus dentro do escritório -, ele me pegou pela mão e fomos nos deitar no sofá da sala de espera, onde, entre beijos e carinhos, não tivemos medo de confessar os nossos sentimentos de atração mútua desde o começo, os problemas nos nossos casamentos, e o medo do futuro. Nós nunca tínhamos traído nossos parceiros antes. Tive certeza que aquilo era só o início. Depois viria a paixão, o desastre. Eu me levantei para ir até a janela e ver se a enchente tinha diminuído. Não. Ele veio e me abraçou por trás, uma das mãos agarrando um seio e a outra já escorregando por debaixo da calcinha.<br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/caprichos/arquivos/2006/01/o_novo_colega.html</link>
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<pubDate>Wed, 25 Jan 2006 18:02:35 -0300</pubDate>
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<title>Aconteceu em Marliéria (Segunda Parte)</title>
<description><![CDATA[<p>Karina abriu lentamente os olhos. O quarto estava claro, a luz difusa dos raios de sol atravessava a cortina branca de tecido leve que esvoaçava. Ela se espreguiçou vagarosamente, bocejou alto, esfregou os olhos e suspirou pensando no sonho que acabara de ter. </p>

<p>Foi com aqueles hippies. Os gêmeos. Uma festa, talvez uma espécie de luau. Era noite e havia fogueiras e rodas de música com pessoas tocando violão. Ela dançava alegremente. Primeiro com o moreno, depois o loiro a tirou para dançar. Segurava estrategicamente em seus quadris, aproximando-o de sua pélvis e ela conseguiu sentir seu caralho duro dentro da calça. Dançavam libidinosamente e não havia ninguém para censurá-los. </p>

<p>Num dado momento, ele a virou de costas e a encoxou vigorosamente, enquanto acariciava seus braços, colo, até descer as mãos sobre os seios. Segurava e os apertava com carinho, enquanto pressionava o pau contra a bunda de Karina e beijava seu pescoço... ela foi ficando tonta.. de repente, o moreno apareceu na sua frente, tomou seu rosto com as duas mãos e a beijou lascivamente. Suas duas mãos se transformaram em dezenas, que percorriam seu corpo inteiro, até que finalmente ele alcançou sua calcinha e passou a masturbá-la deliciosamente. Depois ela acordou. Como sempre, na melhor parte.</p>

<p>Só com a lembrança do sonho, Karina sentiu seu corpo se aquecer. O peito arfava e ela percebeu que havia ficado completamente molhada. As pernas se afastaram automaticamente, ela dobrou de leve os joelhos e a mão chegou na buceta úmida,  Suspirou, fechou levemente os olhos pensando nos gêmeos, mordeu de leve o lábio inferior e o dedo indicador adentrou a cavidade quente, atingindo em cheio o clitóris. </p>

<p>O dedo se movia com rapidez e a umidade ajudava-o a deslizar perfeitamente. Várias imagens lhe vinham à mente, o torso do loiro, a boca do moreno, os carinhos sensuais do sonho, os olhos claros de ambos.</p>

<p>Imaginou-os penetrando-a com força. Lembrou-se de sua primeira vez, há um ano, com seu professor de piano e das diversas outras vezes, até ele arrumar um trabalho melhor na capital. Seu cheiro, o modo como ensinou tudo a ela...lembrou-se também dos gemidos de Robert Plant, do rebolado de Mick Jagger e do  sorriso de Alain Delon. </p>

<p>Ia gozar. As pernas tremiam em espasmos involuntários e ela gemia baixinho  - uhmmm..ahh...-  contorcendo-se na cama de jacarandá com dossel de laise, que rangia de leve. Até que sentiu aquela onda quente que subia do ventre e tomava seu corpo inteiro, tirando-lhe a consciência por alguns doces segundos. Abriu a boca, apertou os olhos e soltou um gemido longo, sôfrego, mas contido. Bem na hora.</p>

<p>Ouviu alguém batendo na porta, depois, a maçaneta girando:</p>

<p>-Karina? Filha? Ta acordada? – uma voz doce, feminina, perguntava baixinho.</p>

<p>Virou-se, tentando se recompor sem deixar vestígios. Fingiu que acordava naquele instante, espreguiçando-se:</p>

<p>-Oi, mãe...bom dia! – sorrindo e forjando um bocejo.</p>

<p>-Oi anjinho, escuta, já é tarde! Quase onze e meia...não vai levantar, não?</p>

<p>O telefone tocou. Karina teve um sobressalto. Ouviu a empregada falar e dirigir-se ao seu quarto logo depois:</p>

<p>-Ow, dona Karina...telefone procê.</p>

<p>Ela se levantou correndo da cama e foi até a sala. Era Paloma que dizia estar esperando sua visita, pois os meninos queriam conhecer a cidade. Ficou meio sem jeito, mas na verdade estava louca pra ir. Disse que a esperasse tomar café e que iria mostrar tudo pra eles. Dali a uns vinte minutos estaria lá. Desligou.</p>

<p>-Quem era? – A mãe indagou.</p>

<p>-Uma amiga...de Belo Horizonte...ela e a família vieram para cá e eles querem conhecer a cidade.</p>

<p>-Ora, traga-a aqui! Convide-a para almoçar!</p>

<p>Engoliu em seco, suspirou. – Não sei mãe. Vou perguntar se ela quer vir, tudo bem?</p>

<p>-Está certo. Mas não deixe de comer! Venha para a casa para comer, ao menos. – disse a mãe, afastando-se.</p>

<p>Tratou de tomar banho, engolir alguma coisa e correr para a pousada. Vestia um vestidinho amarelo, de algodão, bem curto. O amarelo contrastava com o moreno jambo de sua pele e com seus cabelos castanhos lisos e longos. Uma faixa da mesma cor no cabelo, a franjinha na testa e o visual estava completo.</p>

<p>Quando ia se aproximando da pousada, David e Daniel já a esperavam, sentados na escadaria do hotel. Ela ficou reticente. Cidade malditamente pequena. Todos iam falar. Vai ser um escândalo. Precisava pensar em algo.</p>

<p>-Olá...e a mãe de vocês? – Perguntou, seca.</p>

<p>-Nossa...- o moreno falou - ‘Oi Daniel, oi David..tudo bem?’ – Não se usa isso aqui, não?</p>

<p>-Oi gente..é que eu preciso MUITO falar com a mãe de vocês... </p>

<p>-Já sei...você não quer sair só com a gente, certo? – disse o loiro, cruzando os braços.</p>

<p>-Como você sabe? – ficou espantada – Bem, não importa...é que a cidade é pequena...minha família é conhecida aqui...</p>

<p>-Minha mãe pode acompanhar a gente... – sugeriu o moreno.</p>

<p>E assim despistaram a todos. Paloma foi com eles até a estrada que levava ao morro Jacroá, trocou informações sobre a fauna e a flora brasileira e da região, fez comparações com o Canadá, sendo sempre didática e aberta com os filhos. Karina invejou aquela cumplicidade. Ela por sua vez, estava perfeitamente à vontade. Brincava livremente com os gêmeos, puseram-se apelidos divertidos, trocaram informações sobre música, política, meditação transcedental e a essa altura ela já podia dizer quem era quem: David era o loiro, Daniel o moreno. Logo depois, Paloma tratou de inventar uma desculpa qualquer e voltou para o hotel, deixando os três sozinhos.</p>

<p>O trio continuou seguindo pela trilha, que era quase fechada. O sol não incidia diretamente sobre eles, mas a umidade e o vapor da mata eram insuportáveis. Os corpos estavam suados e escorregadios, as pontas dos cabelos grudavam na pele, mosquitos incomodavam.</p>

<p>-Bicho...num tem nenhum lago ou cachoeira por aqui? – Perguntou Daniel, matando mais um mosquito sobre o braço.</p>

<p>-Humm..tem...estamos quase lá. – Mas eu não trouxe maiô. –  Karina respondeu.</p>

<p>-Nem a gente – Disse David, olhando pro irmão e depois para Karina.</p>

<p>-Você fuma erva? – Daniel perguntou, tirando do bolso três cigarros já bolados, pronto para o uso.</p>

<p>-Fumei uma vez só. Me deixa tonta. </p>

<p>-E isso é bom ou ruim? – Indagou o moreno, já levando um aos lábios e acendendo.</p>

<p>-Hummm...agora, vai ser bom – Ela sorriu e pegou o cigarro, trocando olhares intensos com ele.</p>

<p>Fumaram em silêncio, os três. Esqueceram dos bichos, do calor e da vida. Até que chegaram a uma pequena queda d’àgua, que formava uma piscina natural , composta por rochas escuras e úmidas. David deu um grito de satisfação e foi o primeiro a arrancar toda a roupa e meter-se debaixo da cascata gélida, gritando por conta do choque térmico.</p>

<p>Karina ficou boquiaberta, hesitou e olhou imediatamente para Daniel. Ele a fitava com um sorriso maroto no rosto.</p>

<p>-Que foi? Nunca viu um garoto pelado antes? – Disse, deixando a mochila no chão, também se despindo.</p>

<p>-Claro que já! – Respondeu, indignada. E vocês? –segurando a barra do vestido e suspendendo-o, livrando-se dele – Já viram uma brasileira pelada?</p>

<p>Karina era alta, morena jambo e esguia, com traços indígenas. Os olhos levemente amendoados, o cabelo liso, farto e pesado, abaixo dos ombros. Seios grandes, cinturinha marcada e uma bunda redonda, lisa, perfeita. Caminhou charmosamente até a beira d’àgua, tentando entrar com cuidado, nem ligando para Daniel que a olhava, encantado.</p>

<p>-Você é simplesmente linda – ele disse, aproximando-se, entrando na água e estendendo os braços, chamando-a.</p>

<p>-Sou, é? – Disse, fazendo tipo, mordendo os lábios...provocando-o. A essa altura, David já havia se aproximado querendo participar da festa também. Nadava perto do irmão, admirando o corpo da menina. Karina observou sua platéia e sorriu. Dois homens lindos, másculos, charmosos e inteligentes...sentia-se meio tonta, decerto por conta da erva. Queria dar para os dois. Agora. Acabou por fazer um strip-tease, tirando lentamente as peças da lingerie, olhando nos olhos dos garotos que, de pé, massageavam o pau, batendo uma punheta de leve, esquentando os motores.</p>

<p>Daniel não agüentou esperar tanto, saiu da água e foi se aproximando de Karina, o pau em riste. Ela o abraçou, levantando a perna direita e roçando-a no corpo do garoto, que a enlaçou e a deitou em uma grande pedra que servia perfeitamente de cama improvisada.</p>

<p>-Gostosa, delícia...quero te comer desde a primeira vez que te vi –  sussurrou no ouvido de Karina, que estava entorpecida, completamente molhada. Beijou-o voluptuosamente, enquanto ele explorava seu corpo moreno com as mãos.</p>

<p>David tentou esperar o irmão, mas também não se conteve. Saiu da água e foi atrás de ambos, deitando-se ao lado de Karina. Assim, ela ficou entre os dois, num sanduíche delicioso. David enfiava um, dois, três dedos na buceta e no cu de Karina que gemia alto... Ela se sentia-se indefesa na mão daqueles dois e gostava daquilo. </p>

<p>Daniel abriu delicadamente suas pernas, lambendo intensamente sua buceta. A beijava, penetrava com a língua, mordiscava de leve os grandes lábios, devorava deliciosamente o grelo, levando Karina à loucura. Ela, agindo por instinto, quase automaticamente, levou o pau de David à boca, chupando-o com vontade, num boquete fenomenal. </p>

<p>Depois revezaram. David lambeu Karina e Daniel gozou na boca da garota, que engoliu tudo, lambendo os lábios. Os corpos se fundiam num amálgama intenso de carne, sexo, desejo, lascívia, luxúria. Acariciavam-se ininterruptamente, explorando-se mutuamente. Os garotos sugavam sofregamente seus fartos seios, mordiscavam a carne de suas coxas, davam-lhe chupões no pescoço, Karina gemia, perdida em volúpia. Dedicavam-se um ao outro, davam-se o tempo necessário, só para se entregarem ao prazer novamente.</p>

<p>Daniel suspendeu o corpo da garota e a fez ficar de joelhos sobre a pedra. Karina estava exausta. Nunca havia gozado tanto em um período tão curto de tempo. Mas queria mais.</p>

<p>David a beijou enquanto segurava suas coxas, mantendo-as abertas penetrando-a, carinhosamente, primeiro com calma, sentindo a carne quente e macia da buceta engolindo seu pau, depois aumentando a força das estocadas, segurando os quadris da menina, travando os dentes, ofegando...olhando-a nos olhos.</p>

<p>-Ahhh assim...forte..assim! – Karina pedia.</p>

<p>-Quero comer seu cu – Daniel sussurrava e massageava o pau enquanto via o irmão foder a garota.</p>

<p>-Ahnn? Ahhh...mas vai doer.... – ela tentava argumentar, a voz frouxa.</p>

<p>-Vai nada...você vai ter uma DP..e vai adorar...abaixa só mais um pouquinho... - pediu, forçando-a a obedecê-lo.</p>

<p>Posicionou-se atrás dela, enquanto o irmão segurava o clímax. Lambeu cuidadosamente o cu de Karina e enterrou o pau, sem dó, exclamando de prazer. Karina por sua vez, gritou de dor, agarrou,Daniel que estava à sua frente e não parava de meter em sua buceta. Depois de um tempo, no entanto, após o choque, a dor foi se misturando ao prazer de sentir-se total e completamente dominada por aqueles homens. </p>

<p>Karina estava sendo literalmente consumida ali, enquanto Daniel gozava socando seu cu, David gritava de prazer ao meter em sua buceta. Ela, quase desfalecida, perdendo os sentidos, gozava como nunca com uma dupla penetração.</p>

<p>Os três caíram em um sono profundo, abraçados, sobre a pedra. Foram despertos por uma forte trovoada que assustou a todos. O céu estava negro e pingos grandes de chuva precipitavam-se sobre eles. </p>

<p>Karina acordou assustava e dolorida,  meio zonza. Achou melhor mergulhar e se lavar, enquanto os meninos se vestiam. A chuva caiu pesada e ela mergulhava calmamente no laguinho gélido ao pé do morro. Ouvia de longe os garotos tentando apressá-la, mas não estava nem um pouco afoita. Estava estranha. Não sentia culpa, nem nada parecido. Sentia orgulho. Orgulho de sua intrepidez, sua coragem...quem sabe agora não enfrentaria os pais e estudaria em BH? Como iria fazer para explicar sua demora? Depois ela pensaria em uma desculpa. Agora, ali, nadando nua naquele lago gelado sob a chuva torrencial, depois de ter tido a melhor transa de sua vida, esses problemas pareciam ínfimos. 1969 foi um grande ano. E Marliéria já não parecia assim, tão pacata.<br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/caprichos/arquivos/2006/01/aconteceu_em_ma_1.html</link>
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<pubDate>Tue, 24 Jan 2006 20:20:56 -0300</pubDate>
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<title>Aconteceu em Marliéria</title>
<description><![CDATA[<p>1969. O resto do mundo irrompia (ou irromperia) em acontecimentos. O homem pisava na Lua. Woodstock pregava que a verdade universal e absoluta se resumia a sexo, drogas e rock n’roll. Pelé marcava seu milésimo gol. Charles Manson matava Sharon Tate. Costa e Silva editava o A1-7 e depois o 8. Jack Kerouac morria. John e Yoko se casavam. Nixon assumia nos EUA e os gays saiam da toca com a revolta de Stonewall.</p>

<p>Mas nada acontecia em Marliéria, MG. Lá, o ar era pesado e o tempo parecia parar. Era alto-verão, final de janeiro. Quente como o inferno. O que fazia com que ondas de calor emanassem da terra recém irrigada e se precipitassem em gotículas, molhando as pernas lisas e bem tornadas das mulheres. Isso as obrigava a usar saias leves, cada vez mais curtas, apesar dos protestos do Padre Jônatas e da Liga Rhode de Senhoras Católicas. </p>

<p>Karina havia acabado de voltar da capital. Olhava a pequena avenida principal de Marliéria da janela de sua casa ampla e arejada e tinha vontade de chorar. Tinha ido passar as férias com as primas em Belo Horizonte onde havia descoberto tanta coisa...praticamente um outro universo. Simplesmente se odiava por morar naquele fim-de-mundo.</p>

<p>Estava com 18 anos, a mesma idade das primas que já pensavam em cursar faculdade, o que era natural e perfeitamente possível para elas. Mas não para Karina. Antes de qualquer coisa precisava pensar no discurso que iria fazer para que seus pais a deixassem morar com os tios e explicar tim-tim por tim-tim os benefícios e maravilhas de se cursar Ciências Sociais. Ou seja: Praticamente impossível.</p>

<p>Cruzou os braços sobre o parapeito da janela e deitou lateralmente a cabeça neles, desolada, os olhos marejados, nó na garganta. Seu longo suspiro foi interrompido por um toque suave em seus dedos magros e longos. Ela se ajeitou, assustada, ficou de pé. Uma lágrima teimosa escorreu de seu olho direito até o meio de sua bochecha macia e rosada, mas ela tratou logo de limpá-la. Deu com uma família parada a frente de sua janela. Uma família esquisita. Um homem, uma mulher e dois filhos moços. Todos cabeludos e com roupas estranhas. Ela olhou de novo e viu que os garotos eram parecidíssimos. Gêmeos. Deviam ser viajantes, tinham malas nas costas estavam um pouco empoeirados, pareciam cansados e com sede. </p>

<p>-Pois não? – ajeitando o vestidinho branquinho de algodão.</p>

<p>A mulher passou na frente do homem e dos garotos e se dirigiu à ela:</p>

<p>-Oi, tudo beleza? Meu nome é Paloma  - disse a mulher estendendo a mão para Karina.  Era bonita, não muito nova. Tinha olhos verdes, cabelos negros compridos e uma flor amarela atrás da orelha esquerda.</p>

<p>- Nós descemos do ônibus agora, estamos fazendo uma viagem pelo Brasil...decidimos parar aqui para descansar até chegar a BH. Tem alguma pousada ou hotel bacana por aqui que não seja muito caro? – disse Paloma, fazendo uma viseira com a palma da mão direita, tentando proteger os olhos do sol escaldante.</p>

<p>Ok. Muita informação. Karina correu os olhos rapidamente ao redor, enxugou o suor das mãos espalmando-as e arrastando-as na saia do vestido, calçou os chinelinhos de couro e decidiu ajudar os forasteiros.</p>

<p> - Oi, sou Karina. Vou levar vocês até a pousada Itajubá, fica há umas duas quadras daqui, espera só um pouquinho... – sumiu da janela por instantes e apareceu na porta, descendo uma pequena escada até alcançar o nível da rua. Estendeu a mão para a mulher, que a puxou e a abraçou.</p>

<p>-Bacanérrimo Karina, uma brasa! – soltando-a e olhando-a nos olhos. – Esses são meus filhos Daniel e David e esse é meu companheiro, Henry. Os três são canadenses mas falam português, só que Henry arranha só um pouco. - Balbuciou algo em inglês para o loiro enorme que sorria largo e balançava afirmativamente a cabeça enquanto chacoalhava o braço magro de Karina.</p>

<p>E lá foram todos para a tal pousada, uma mansão que o Seu Albuquerque herdou do pai e decidiu transformar em hotel. Simples, mas confortável. Conversaram animadamente e Karina ficou sabendo que eles eram hippies e esta era a primeira vez que os filhos visitavam o país da mãe. Planejavam atravessar o Brasíl. Haviam chegado em Porto Alegre e estavam subindo. Karina olhou furtivamente para os gêmeos, Daniel e David, mas não se lembrava de quem era quem. Eram altos e pareciam fortes como o pai. Um tinha cabelos negros e olhos verdes, como os de Paloma. O outro era loiro de olhos azuis. Esta aliás, era a única diferença entre eles. Os olhos dos três se cruzavam numa tentativa de reconhecimento e identificação de interesses em comum enquanto os mais velhos tagarelavam, alheios ao flerte que corria solto.</p>

<p>Karina estava tímida. Alternava olhares com o loiro e o moreno e de vez em quando concordava com algum comentário de Paloma. O loiro tirou a mala das costas e abriu a camisa, deixando o peito nu. Karina viu o torso perfeito e os músculos definidos do jovem. Não era nada diferente dos corpos dos roceiros que viviam andando com a enxada no ombro e sem camisa pela cidade. Mas nenhum deles havia feito isso na frente dela. E olhando em seus olhos. Ficou desconcertada, olhou para baixo, sentiu a face enrubescer ficando quente, pelando. Levou as mãos involuntariamente às bochechas e parou na frente da pensão:</p>

<p>-Bem, é aqui. – disse, sem tirar os olhos do chão. Tenham uma boa estadia, até mais! – deu um tchau displicente com a mão direita e já ia dando as costas quando sentiu um puxão forte no pulso esquerdo. Virou-se. Era o moreno.</p>

<p>-Você podia aparecer aqui amanhã, pra mostrar a cidade pra gente – olhou para o irmão, que concordava com a cabeça.</p>

<p>-É..bem...eu.... – olhava para os dois, estava perdida, não sabia o que dizer ou fazer.</p>

<p>-Você tem telefone? Perguntou Paloma.</p>

<p>-Sim... – disse, quase ofegante – tenho. Engolindo em seco.</p>

<p>-O loiro mexeu na mala e arrumou um pedaço de papel, balbuciou novamente algo em inglês para o pai que acabou lhe emprestando uma esferográfica. </p>

<p>-Diz o número... – disse o loiro,  pronto para anotar.</p>

<p>-É...é... - <em>santodeus, esqueci o número de casa!</em> – pensou, mas logo disse: - 57-53-09 – aliviada.</p>

<p>O loiro anotou, enfiou a caneta e o papel no bolso da calça jeans, olhou para Karina e sorriu.</p>

<p>-Vamos te ligar, hein! – Disse o moreno, subindo a escadaria da casa e entrando na pousada.</p>

<p>-Tá...tudo bem.... – observando os dois homens mais belos que ela já tinha visto na vida adentrarem o hall da casa.</p>

<p>Acenaram e entraram. Ela se virou, engolindo em seco novamente, apertando as mãos fortemente, o passo desesperado, trôpego nos paralelepípedos da rua, como se estivesse fugindo de algo ruim.</p>

<p>Quando chegou em casa, pousou a mão delicadamente sobre a maçaneta de ferro, apertou os lábios e sorriu. </p>

<p>Quem diria...algo iria acontecer em Marliéria...</p>

<p><br />
<em>(Continua</em>)</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/caprichos/arquivos/2006/01/aconteceu_em_ma.html</link>
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<pubDate>Mon, 23 Jan 2006 21:09:34 -0300</pubDate>
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<title>A primeira vez</title>
<description><![CDATA[<p>Eu vim aqui porque quis, porque te escolhi há muito tempo, e porque mal posso acreditar que você me escolheu também; eu vim aqui sem passado, sem futuro, puro presente; eu olho para você e mal posso acreditar que em poucos momentos eu vou estar fazendo aquilo; ontem eu bebi demais, tudo doeu demais, e você parou quando eu pedi e me abraçou e eu te amei por isso, pela tua paciência e pela tua delicadeza; mas hoje eu estou consciente, eu não vou beber nada, eu quero estar toda aqui, quero lembrar de tudo enquanto eu viver; eu não quero delicadeza, eu sei que vai doer de novo, mas eu quero ir até o fim; você vem e me abraça e eu tento desviar o olhar porque eu nunca tinha visto um homem nu na minha frente, mas é que você é tão lindo que eu penso na minha sorte, e na minha vontade, e como de certo modo valeu à pena esperar tantos anos, e não ter dado para nenhum menino ranhento que eu conhecia, não que algum deles me quisesse; e você me abraça, abre meu vestido, abre meu sutiã, tira minha calcinha e eu estou nua, e eu também nunca tinha ficado nua na frente de um homem na minha vida; então você me beija, e eu começo a ter mais vontade que medo, e você começa a colocar o pau lá dentro, com todo cuidado; e dói, eu grito, mas também grito "<em>não pára!</em>", porque dói, mas também é bom, e a dor é boa, e eu sinto como se aos poucos eu fosse me rompendo, me rasgando, me doendo, mas tudo é bom demais e eu não quero parar; e eu te seguro, você pergunta se é para parar, mas hoje não, hoje vai tudo, e eu choro, um choro bom, as lágrimas lavam meu rosto, eu abro os olhos e lá está você, e eu nunca mais na minha vida vou esquecer de você e do jeito como você me trata; e vai entrando mais, e mais, e cada vez mais dor, e cada vez melhor; então você me puxa e me rola na cama, e me deixa por cima sem tirar o pau de dentro de mim, e ele está quase todo lá, e eu grito cada vez mais, e a dor é boa, e dói, e eu gosto, e eu grito mais, e choro mais, e quase rio também, e eu fico zonza, e eu nunca tinha sentido daquele jeito, e eu suo e te sinto todo lá dentro, e então meu corpo todo arqueia para trás e para frente e eu dou um último grito, que mistura toda a dor e todo o prazer que eu senti nos últimos minutos; e então eu caio por cima de você e te abraço em meio às minhas lágrimas e à minha saliva e ao teu gosto de cigarro misturado com vinho, e fico cansada; e olho em volta, eu jamais vou esquecer de nada aqui, desta cama, deste quarto, do teu cheiro, do que eu pensei, do que eu senti, do sono de depois, do teu carinho, do teu jeito, de cada detalhe do pouco mais de um mês que a gente ainda vai ficar juntos, e das lágrimas que eu vou chorar porque você não sente mais o mesmo por mim, e da raiva que eu vou sentir de mim mesma por ter me deixado gostar de você, e da solidão que eu vou sofrer esperando por você que nunca vem, e de todas as tentativas frustradas de mudar e não me envolver com mais ninguém porque eu simplesmente não sou assim, eu ainda vou me envolver mais vezes e sofrer mais vezes e chorar mais vezes; mas agora não importa, todo o sofrimento que há de vir vale à pena por estas semanas que você vai me deixar gostar de você, e vai me olhar com tanto carinho e admiração que eu não vou acreditar quando teu olhar for frio e as tuas palavras me machucarem; porque agora eu te olho e meu coração explode, eu me deito e você me abraça e eu sei que eu vou querer mais. </p>

<p>Eu não sou mais virgem.</p>]]></description>
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<pubDate>Sun, 22 Jan 2006 17:17:37 -0300</pubDate>
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<title>(0115521) xxxx-xxxx</title>
<description><![CDATA[<p>- Alô?<br />
- Júlia, é o Roberto.<br />
- Oi.<br />
- Desculpe eu não te ligar antes. A empresa me mandou pra Nova York no fim de semana, tive que sair à pressas. Tô te ligando aqui do quarto do hotel.<br />
- Hmm, eu já estava começando a pensar que você não tinha gostado da nossa primeira noite.<br />
- O quê? Não consigo parar de pensar nisso há dias.<br />
- Que bom.<br />
- Hoje mesmo, tava tendo uma power point presentation na sala de reuniões, e eu comecei a fantasiar que nós dois estávamos trepando em cima da mesa, as nossas sombras sendo projetadas na tela. Fiquei com tanto tesão que depois da reunião fui direto pro banheiro me masturbar.<br />
- Roberto, você é louco! <br />
- E você, já se masturbou pensando em mim?<br />
- Claro. Mas num lugar bem mais confortável, exatamente aqui, na cama do meu apartamento, sozinha, sem pressa.<br />
- Você tá na cama agora?<br />
- Tô.<br />
- Tá vestindo o quê?<br />
- Tô de camiseta e calcinha.<br />
- Como é a calcinha?<br />
- Ah, ela é branca, cintura baixa, assim tipo cuequinha feminina, bem justinha.<br />
- Hmmm…<br />
- Roberto? Você ainda tá aí?<br />
- Tô. Tira a calcinha agora.<br />
- OK.<br />
- E a blusa.<br />
- Tá.<br />
- Agora lambe os dedos.<br />
- Hmmm…<br />
- Passa a mão nos seios, aperta…Agora vai descendo, acaricia a parte de dentro das tuas coxas… Agora brinca com o teu clitóris. Vai mais embaixo e vê se tá molhada. <br />
- Tô muito molhada, o dedo tá inteiro lá dentro.<br />
- Hmmm… Agora enquanto você enfia o dedo lá dentro, bem fundo, pega o dedo da outra mão e fica brincando com o clitóris. Os dois ao mesmo tempo.<br />
- É assim mesmo que eu gosto. <br />
- O meu pau tá muito duro, tá com saudade da tua boca.<br />
- Finge que eu tô te chupando.<br />
- Hmmm<br />
- Hmmm.</p>

<p>(Ouvem dos dois lados os gemidos, respiração ofegante um do outro. Júlia consegue gozar primeiro, o dele vem alguns segundos depois.)</p>

<p>- Te quero muito, Júlia, você é sexy pra caralho. <br />
- Quando você volta?<br />
- Amanhã de noite. Me pega no aeroporto.<br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/caprichos/arquivos/2006/01/0115521_xxxxxxx.html</link>
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<pubDate>Thu, 19 Jan 2006 18:07:46 -0300</pubDate>
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<title>Nossa primeira vez</title>
<description><![CDATA[<p>Eu te observo enquanto você coloca a camisinha. Lindo. Ainda me parece impossível estarmos juntos, embora eu já tivesse visto essa exata cena mil vezes nas minhas fantasias. Eu me contorço um pouco, numa continuaçãozinha do orgasmo que você me deu com a sua língua. Você vem com aquele olhar meio turvo de tesão quando se deita por cima de mim. E os nossos sexos se encostam pela primeira vez.  É um momento que a gente quer respeitar, guardar e prolongar, roçando um pouquinho, apesar da ânsia em enfiar tudo. Depois você vai entrando devagarinho, sentindo até onde pode ir.  O tesão e a alegria que eu estou sentindo são inacreditáveis. Eu aperto o seu bumbum forte com as minhas duas mãos, depois te abraço as costas com força. Sentindo que estou perto de gozar, eu enlaço a tua cintura e te puxo com mais força pra aumentar a pressão. Você percebe e começa a se movimentar mais rápido e forte. Eu gozo várias vezes, te fazendo um homem feliz e orgulhoso. Depois, pra te descansar, eu peço para virar e ficar por cima. Você gosta dessa posição porque pode olhar pro meu rosto e seios e quadris, gentilmente rebolando enquanto eu desço e subo montando o seu pau. Você me puxa pra mais perto e começa a chupar os meus seios, e a beijar a minha boca. Mas eu sei que a sua fantasia é gozar em mim pela primeira vez me possuindo por trás. Então eu sorrio e já me coloco de quatro, pronta pra te receber. </p>

<p>Você segura o teu pau e encontra a entrada da buceta, coloca um pouquinho e depois deita o seu torso sobre as minhas costas, acariciando os meus seios e beijando o meu pescoço, enquanto vai enfiando um pouco mais. Você sente que o gozo está perto e então se ergue, puxando um pouco os meus cabelos, e me dominando pelos quadris. Você tá enfiando tão fundo que chega a doer um pouquinho em mim, mas eu gosto.  Jogo a cabeça pra trás me sentindo sexy e super feliz.  Eu escuto você gemer e sinto o seu corpo se retesar e tento imaginar a expressão no seu rosto que não posso ver. O seu gozo é mais longo e desesperado que você imaginava. Você por fim deita novamente sobre as minhas costas, num abraço terno e agradecido. A gente cai deitados na cama, nossos olhares se encontram e a gente enxerga um no outro os mesmos sentimentos de adoração e de pânico.  De agora em diante a separação vai doer muito, muito mais. Mas a gente conversa sobre outros assuntos. Estudamos, com carinhos leves, o formato das nossas mãos, braços, rostos. <br />
</p>]]></description>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/caprichos/arquivos/2006/01/nossa_primeira.html</link>
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<pubDate>Tue, 17 Jan 2006 15:08:42 -0300</pubDate>
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<title>Enquanto</title>
<description><![CDATA[<p>E porque tinha que ser assim em lugar público &#8213; público, nem tanto, mas era casa de amigo e tinha gente na piscina, e a quantidade de gente na piscina sempre está diretamente relacionada ao quão público é um lugar &#8213; que ele me pega pelo braço e faz deixar a cerveja na mesa. Meninas de biquini demais desfilando carne e mesmo aquelas com carne demais desfilando também; homem de verdade pensa em mulher perfeita mas se satisfaz com a imperfeição e não reclama nunca. E foi eu que ele agarrou pelo braço, afinal tantas meninas, acompanhadas ou desconhecidas, era eu que ia pegar pelo braço simplesmente porque eu estava ali e ele estava ali e nosso lema sempre foi e seria algo como <em>por que não?</em> Eu logo soube do que se tratava com aquele sorriso malicioso que tinha no rosto; ele esperou passar o tio do dono da casa e me fez entrar no banheiro e trancou. <em>Tanta menina quase sem roupa e eu não conseguia parar de pensar em você.</em> Mentira descarada. Pensava em sexo e estava de pau duro e se eu não estivesse ali ia parar no banheiro sozinho; mas afinal por que não? Sorri e desamarrei a parte de cima do biquini e desabotoei o shorts, mas vem você que está tão pronto, tira o resto aqui pra mim e pode pensar em todas aquelas meninas de biquini na piscina enquanto mete, eu não me importo; estava mesmo pensando naquele rapaz de bermuda e camisa social fazendo churrasco e suando e morrendo de calor, pensando que vem aqui, tira essa camisa e sai da fumaça, vem nadar comigo. Não faria nada disso, ia acabar procurando ele, ele que me procurou, agarrar pelo braço, fazer deixar a cerveja na mesa e levar até o banheiro.</p>]]></description>
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<pubDate>Tue, 17 Jan 2006 00:02:48 -0300</pubDate>
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<title>Desvirtuando</title>
<description><![CDATA[<p>Dizem que segunda-feira é o dia internacional de começar coisas, logo data oportuna pra inaugurar este blog. Deixa eu me apresentar: sou a Claudinha e dividirei este espaço com algumas amigas que vocês irão conhecer logo logo. Deixaram o post de estréia por minha conta porque eu sou a mais saidinha. Tem gente que se ofende com comentários assim, mas eu não. Quer saber, é verdade. Sou saidinha sim, e daí? Levo os meninos pra trás do muro do colégio mesmo, só que eles não tem graça. Assobiam quando eu passo, mandam um monte de bilhetinhos, daí chega na hora do vamos ver e não sabem o que fazer. Divertido é brincar com o professor de matemática. Sento na primeira carteira e fico cruzando e descruzando as pernas, saia enrolada na cintura pra ficar bem curta, enquanto ele fica vermelho e começa a gaguejar. É tão engraçado! Acho que todo professor de colégio católico tem fetiche por menina de uniforme. Ele é bonitão, deve ter uns trinta anos, todo sério, o que me dá mais vontade de atarantá-lo. Ano passado dei de presente de dia dos professores um livro do Bukowski pra ele. O xarope disse que aquilo era muito vulgar e que menina da minha idade não deveria ler essas coisas, se fez de ofendido. Ah, pra cima de mim? Se tivesse ficado ofendido mesmo tinha me mandado pra diretoria. Duvido que ele não tenha lido o livro todo assim que chegou em casa. Mais: duvido que não tenha pensado em mim enquanto lia. Ou enquanto fazia outra coisa. Mas eu não vim aqui pra falar dele. Vim pra falar de mim, coisa que já fiz. Outro dia eu volto. Agora vocês me dão licença que eu tenho que ir pro colégio. Hoje tem aula de matemática.</p>]]></description>
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<pubDate>Mon, 16 Jan 2006 00:54:43 -0300</pubDate>
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