« So bad | Main | Geometria »
fevereiro 10, 2006
Numa praia em Jeri
Eu estava viajando sozinha pelo Nordeste, tentando me recuperar de uma fossa abissal, e conheci Rafa logo no primeiro dia que cheguei em Jericoacoara. Ele era de Recife e já conhecia bem o lugar, era fotógrafo e sabia onde ficavam todos os cantos mais paradisíacos, por onde ele me levava, atencioso, mostrando tudo. Foi questão de horas até estarmos aos beijos e abraços. Estranhei um pouco a sanha com que ele veio para cima de mim - tudo bem, sou atraente, fantástica e tal, mas, poxa, nós acabamos de nos conhecer, nem deu tempo para desenvolver esse tesão todo. Mas naquele momento da minha vida eu estava como uma água-viva errante, me deixando levar pela correnteza. Então me abandonei aos agarros dele, era afinal de contas um morenaço com lindos cachos negros e uns olhos cor-de-mel com cílios enormes, e tinha um papo super interessante. Então, pouco depois do primeiro beijo, no anoitecer, numa praia deserta, deitados na minha canga, ele já enfiava a mão por dentro do meu biquini, e percebi que ele não tinha o menor jeito com os dedos na minha buceta, ficava me esfregando com força, e enfiou o dedo de um jeito que até me machucou. Tentei delicadamente lhe dizer que ele não estava fazendo a coisa certa, e ele ficou zangado. Disse que jamais mulher alguma reclamou do jeito que ele as acariciava. Respondi que não tinha culpa se elas eram passivas e aceitavam numa boa que ele as machucasse. Ele ficou puto e foi embora. Continuei sentada ali na canga, olhando pro mar.
Que pena. Tão bonitinho, mas tão machista. Bem, talvez ele estivesse precisando de alguém como eu para fazê-lo aprender a tratar as mulheres com mais cuidado e delicadeza. Ou talvez não aprendesse nunca. Aposto que essa noite, na pousada, ele já estará atrás de outro rabo de saia.
Dez minutos depois, ele voltou.
- Desculpe, você tem razão – e me deu um sorriso lindo. - Se quiser, você pode ser minha “guia” agora. Me ensina o que eu tenho que fazer.
Fiquei completamente derretida com a atitude dele. Aí sim, eu fui tomada de um tesão incontrolável. Abracei-o com força e o beijei. Voltamos a nos deitar e esfregamos os nossos sexos, ainda vestidos, e eu já podia sentir que estava toda molhada.
- Você quer me chupar? – perguntei.
- Claro.
Fiquei com medo que ele demonstrasse a mesma falta de jeito com a língua que tinha com as mãos. Para minha surpresa, ele chupou tão perfeitamente, suave ou intenso na medida certa, que eu quis retribuir, pedindo para a gente mudar de posição e ficar em 69. Deitei por cima dele, que apalpava a minha bunda enquanto sua língua passeava habilmente por toda a minha buceta. Tirei o seu short e percebi então que ele tinha um pau bem grosso, e grande, o maior que eu já tinha visto. Delicioso de chupar. Como já estava maravilhoso ele me chupando do outro lado, eu o sugava com paixão, e senti que ele estava a ponto de gozar, mas mesmo assim não parei. Eu já estava gozando, e quanto mais gozava, mais eu queria chupá-lo. Eu, que nunca gostei muito de engolir esperma, saboreei o dele até a última gota.
Aí já era noite. Descansamos olhando para as estrelas, falando das nossas vidas, nos conhecendo um pouco mais. Acho que depois da discussão e do perdão mútuo, a gente perdeu a desconfiança um do outro. Eu sabia que ele queria mais, queria uma transa completa, estava apenas esperando o pau ficar duro de novo. Eu também queria. Pensei no meu ex-namorado, que me desprezou, com aquele pênis mínimo. Eu ser fodida por aquele falo imenso ia ser uma forma simbólica de destronar o Pedro definitivamente. Comecei a acariciar o pau de Rafa para apressar as coisas. Senti o colosso crescendo em minha mão. Pedi para que ele me acariciasse também; desta vez, com mais delicadeza.
- Assim, bem melhor.. Olha como eu tô molhada… Agora sim, pode enfiar o dedo devagarzinho. Ah, que delícia…
Posted by acetinada at fevereiro 10, 2006 9:16 PM
Comments
Putz quer vingança melhor do que essa ? Isso comprova aquele famoso ditado : deus fecha uma porta mas abre uma janela !
Bjos.
Posted by: Pseudônima at fevereiro 11, 2006 12:08 AM
Maravilhoso, Pele. Vai ter continuação?
Posted by: Viva at fevereiro 11, 2006 4:58 PM
Viva, talvez. Eu posso continuar todas as histórias dos posts anteriores, vai depender da fantasia (ou da realidade) do momento em que eu começar a escrever.
Posted by: Pele at fevereiro 11, 2006 6:25 PM
Vc tem problemas com palavras como "porra", "grelo", "cu" e "jeba"?
Teu texto é ridiculamente broxante e travado.
Posted by: Vixen at fevereiro 11, 2006 6:44 PM
Vixen, para outras pessoas "jeba" e "grelo" é que pode ser broxante. Especialmente jeba.
Posted by: Leila at fevereiro 11, 2006 11:49 PM
Pele Acetinada, queria te dar um toque: Broxante, mas broxante MESMO é militância feminista em texto de putaria.
Posted by: Rocco Sifredi at fevereiro 12, 2006 5:10 PM
Puxa, menina... Você falou aí em machismo, mulheres passivas...
Relaxa, Pele Acetinada. Na hora da putaria, a gente deixa esses assuntos de lado. Salvar o mundo é pra outra hora.
Posted by: Mônica at fevereiro 12, 2006 5:15 PM
Rocco e Mônica: se todas as transas descritas no blog forem perfeitas do início ao fim, cadê a surpresa? Acho que na vida real o sexo pode ter altos e baixos, broxadas e levantadas, começar mal e acabar super bem. E será que ela é tão feminista assim, só porque não aceitou ter a buceta mal tratada e esfregada sem dó?
Vixen: eu acho que devo ter tido uns 40 parceiros sexuais ao longo da vida, e nenhum deles jamais se referiu a seu pau como "jeba". Acho que essa palavra cabe melhor em textos de humor do que em textos eróticos. É cafona pra dedéu.
Posted by: Pele at fevereiro 12, 2006 5:37 PM
Surpresas sempre são bem-vindas sim, Pele. Mas é que algumas são, digamos, desestimulantes. E não vi a personagem como feminista ou não feminista. Nem uma coisa nem outra. O tom do texto é que tem um quê de militância. Nisso aí concordo com o Rocco. Falar nisso, Rocco, você é um ótimo ator. ;)
Bom, tá aí minha opinião.
Posted by: Mônica at fevereiro 12, 2006 6:00 PM
Oh, perdão. Eles e vc, inclusive com certeza devem ser seres superiores que não usam palavras "cafonas" durante uma boa trepada.
Ou vai ver, nenhum de vocês sabe o que significa uma boa trepada...
Portanto, não se dê ao trabalho de me responder Não sou de travar discussões via caixa de comentários...
Posted by: Vixen at fevereiro 12, 2006 6:17 PM
Olha, Mônica, Rocco, o que para alguns pode parecer militância, para outros passa batido. Talvez seja porque no Brasil o machismo seja tão arraigado que dizer que alguém é machista é militância. Mas tudo bem, crítica anotada, isso não voltará a acontecer nos posts... Vai ser sexo puro, sem muita reflexão ou hesitação por parte dos personagens, se é isso que todos querem ;)
Vixen, cafona ou não, eu acho que "pau" é mais usado que "jeba", só isso. Desculpe se você se sentiu ofendida. Achei até que eu lhe respondi num tom bem civilizado, dada a animosidade do seu comentário. Mas é, acho melhor parar a polêmica por aqui, porque isso é que está broxando, he he he.
Posted by: Pele at fevereiro 12, 2006 6:30 PM
Alguém tem que explicar para o ou a Vixen que o Brasil é um país grande em extensão territorial e com grande variedade linguistica. Nas cidades onde eu morei só ouvi uma vez a palavra jeba repetida por um paulista e grelo só vi em texto literário...
Posted by: Vovó Donalda at fevereiro 12, 2006 6:42 PM
Concordo que jeba seja uma palavra restrita...mas acho que é nordestina, falaê...parece.. hehe.
Agora, "grelo" só em texto literário? Nuss...num é à toa que você é a Vovó Donalda hahaha
Posted by: Gabi at fevereiro 13, 2006 12:39 PM
É sim minha netinha, a unica vez que vi a palavra grelo era naquela classico da literatura, a Chapeuzinha vermelha.
Posted by: vovo donalda at fevereiro 13, 2006 5:58 PM
Ô, Pele... Estava dando minha opinião e pronto. Seus textos você faz como bem entende, né não? E a gente lê e opina, ou não.
De repente fui implicante, chata, do contra. Sei lá. De qualquer forma, falei o que senti ao ler.
Se o machismo é arraigado ou não no Brasil, é lógico que sim. Querendo ou não, está em mim, e talvez em você também. Mas não acho que minha reação foi provocada por isso. Talvez, na verdade, tenha sido provocado por certas reações femininas que vejo que não ajudam em nada na solução do problema. Não tô falando do seu texto. Tô falando genericamente.
Existe quem escreve e existe quem lê. Quem lê acaba filtrando o que vai acabar entrando na própria cabeça conforme seus parâmetros. Eu, então, ao ler seu texto, senti um toque militante, uma mensagem subliminar (odeio esse papo de mensagem subliminar, mas desta vez não resisti).
Mas é legal que seja assim, que a leitura não seja sempre a mesma. Já pensou ser unanimidade? Seria um saco, não?
Olha, diante da sua resposta, eu digo: comentei numa boa falando o que senti. E repito: relaxa... Pra que falar que vai mudar o texto, que daqui pra frente vai ser assim ou assado? Grande coisa o que eu penso ou deixo de pensar a respeito do que quer que seja. Sou menos que poeira no mundo.
Só que, já que existe esta janela cujo cabeçalho é "post a comment", a poeirinha aqui falou o que sentiu. Aí veio você e falou o que pensou do que eu comentei. É assim que funciona, e é assim que é legal. Se todo mundo começar a pensar a mesma coisa do que você está escrevendo, desconfie.
Posted by: Mônica at fevereiro 13, 2006 7:05 PM
Mônica, leitora caríssima, claro que vou continuar escrevendo do meu jeito, aquilo de mudar o estilo era só uma brincadeira (por isso botei a carinha rindo). É vero, ninguém broxa ou sente tesão com as mesmas coisas, graças a Deus. Inclusive, pode-se ler um texto rebuscadíssimo, com diálogos entre dois intelectuais e o uso estrito das palavras pênis e vagina, e ainda assim sentir tesão; por isso acho bobagem me sentir na obrigação de estar presa a determinados jargões.
Concluindo: para mim, na hora de escrever o post, não houve uma tentativa de ser militante nem soou forçado, porque eu só estava contando uma coisa que aconteceu comigo e os pensamentos que me vieram à cabeça na hora que a coisa estava acontecendo. Eu estava simplesmente contando uma história que aconteceu há anos atrás, que reflete um conflito possível entre homem e mulher na hora do sexo, e um conflito que pode ser resolvido. Ou seja, se o sexo tá uma merda, a gente tem que reclamar mesmo e apontar o caminho certo pro parceiro. Todos nós - homens ou mulheres - somos donos dos próprios corpos e não precisamos ficar agüentando uma trepada horrível só para não criar conflitos.
Posted by: Pele at fevereiro 13, 2006 7:30 PM
Pele eu não entendo como esses caras do seus contos gostam de ficar chupando bucetas, clitóris e grelos (para as mais íntimas). Para mim homem di verdade gosta mesmo é de chupar um pezão gostoso, sujo e chulezento. Mas tudo bem, você ainda é novinha, daqui a uns anos vai entender do que eu estou falando.
Posted by: Miss Chulé at fevereiro 14, 2006 12:39 AM
Ha ha ha, Miss Chulé, você não perde a oportunidade de pegar no pé do Alex Castro, hein?
Posted by: Pele at fevereiro 14, 2006 2:14 AM
Além da palavra "machista", não vi feminismo na história. Convenhamos: é bom que a mulher nos mostre ou diga como quer. Convenhamos que também é bom que os homens digam do que gostam. O ganho é mútuo, não?
Sempre pensei que aprendemos uma nova linguagem em cada nova experiência. E é bom esforçar-se para aprendê-la. Não arde e garantimos outras lições. Na segunda vez será melhor e assim por diante.
Hmmm... Posso enfiar dois dedos?
Posted by: Milton Ribeiro at fevereiro 21, 2006 1:40 PM
Não sei porque a forma de chamar as coisas muda de tesudo para broxante de pessoa para pessoa... mas na verdade é assim mesmo. Eu acho jeba broxante!
Posted by: nora borges at fevereiro 21, 2006 5:31 PM
Milton, obrigada pelo comentário.
Pode enfiar dois dedos sim, mas depende da parceira e da lubrificação :)
Posted by: Pele at fevereiro 21, 2006 6:05 PM
Adorei o seu texto. Ficção? Aconteceu merrrmo??
Uauuuu, muito bom.
Posted by: CLARK KENT at fevereiro 23, 2006 11:30 AM
Vamos atualizar o blog.
Estou gostando.
Vindo de voces sabia que seria bom mesmo.
Posted by: ArTUr at fevereiro 26, 2006 2:53 PM
Chamar pau de jeba é mesma coisa que chamar buceta de perereca ha ha ha ! Já pensou ? : eu quero botar a minha jeba na tua perereca ! Não tem a menor chance !
Posted by: Miss Chulé at fevereiro 26, 2006 7:04 PM
Jeri relamente é uma terra lindo. Lá também tive uma grande paixão, só que era de lá mesmo e se chama Dumaresq. Lindo de morres
Posted by: Eduarda at abril 13, 2006 1:34 PM