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janeiro 24, 2006
Aconteceu em Marliéria (Segunda Parte)
Karina abriu lentamente os olhos. O quarto estava claro, a luz difusa dos raios de sol atravessava a cortina branca de tecido leve que esvoaçava. Ela se espreguiçou vagarosamente, bocejou alto, esfregou os olhos e suspirou pensando no sonho que acabara de ter.
Foi com aqueles hippies. Os gêmeos. Uma festa, talvez uma espécie de luau. Era noite e havia fogueiras e rodas de música com pessoas tocando violão. Ela dançava alegremente. Primeiro com o moreno, depois o loiro a tirou para dançar. Segurava estrategicamente em seus quadris, aproximando-o de sua pélvis e ela conseguiu sentir seu caralho duro dentro da calça. Dançavam libidinosamente e não havia ninguém para censurá-los.
Num dado momento, ele a virou de costas e a encoxou vigorosamente, enquanto acariciava seus braços, colo, até descer as mãos sobre os seios. Segurava e os apertava com carinho, enquanto pressionava o pau contra a bunda de Karina e beijava seu pescoço... ela foi ficando tonta.. de repente, o moreno apareceu na sua frente, tomou seu rosto com as duas mãos e a beijou lascivamente. Suas duas mãos se transformaram em dezenas, que percorriam seu corpo inteiro, até que finalmente ele alcançou sua calcinha e passou a masturbá-la deliciosamente. Depois ela acordou. Como sempre, na melhor parte.
Só com a lembrança do sonho, Karina sentiu seu corpo se aquecer. O peito arfava e ela percebeu que havia ficado completamente molhada. As pernas se afastaram automaticamente, ela dobrou de leve os joelhos e a mão chegou na buceta úmida, Suspirou, fechou levemente os olhos pensando nos gêmeos, mordeu de leve o lábio inferior e o dedo indicador adentrou a cavidade quente, atingindo em cheio o clitóris.
O dedo se movia com rapidez e a umidade ajudava-o a deslizar perfeitamente. Várias imagens lhe vinham à mente, o torso do loiro, a boca do moreno, os carinhos sensuais do sonho, os olhos claros de ambos.
Imaginou-os penetrando-a com força. Lembrou-se de sua primeira vez, há um ano, com seu professor de piano e das diversas outras vezes, até ele arrumar um trabalho melhor na capital. Seu cheiro, o modo como ensinou tudo a ela...lembrou-se também dos gemidos de Robert Plant, do rebolado de Mick Jagger e do sorriso de Alain Delon.
Ia gozar. As pernas tremiam em espasmos involuntários e ela gemia baixinho - uhmmm..ahh...- contorcendo-se na cama de jacarandá com dossel de laise, que rangia de leve. Até que sentiu aquela onda quente que subia do ventre e tomava seu corpo inteiro, tirando-lhe a consciência por alguns doces segundos. Abriu a boca, apertou os olhos e soltou um gemido longo, sôfrego, mas contido. Bem na hora.
Ouviu alguém batendo na porta, depois, a maçaneta girando:
-Karina? Filha? Ta acordada? – uma voz doce, feminina, perguntava baixinho.
Virou-se, tentando se recompor sem deixar vestígios. Fingiu que acordava naquele instante, espreguiçando-se:
-Oi, mãe...bom dia! – sorrindo e forjando um bocejo.
-Oi anjinho, escuta, já é tarde! Quase onze e meia...não vai levantar, não?
O telefone tocou. Karina teve um sobressalto. Ouviu a empregada falar e dirigir-se ao seu quarto logo depois:
-Ow, dona Karina...telefone procê.
Ela se levantou correndo da cama e foi até a sala. Era Paloma que dizia estar esperando sua visita, pois os meninos queriam conhecer a cidade. Ficou meio sem jeito, mas na verdade estava louca pra ir. Disse que a esperasse tomar café e que iria mostrar tudo pra eles. Dali a uns vinte minutos estaria lá. Desligou.
-Quem era? – A mãe indagou.
-Uma amiga...de Belo Horizonte...ela e a família vieram para cá e eles querem conhecer a cidade.
-Ora, traga-a aqui! Convide-a para almoçar!
Engoliu em seco, suspirou. – Não sei mãe. Vou perguntar se ela quer vir, tudo bem?
-Está certo. Mas não deixe de comer! Venha para a casa para comer, ao menos. – disse a mãe, afastando-se.
Tratou de tomar banho, engolir alguma coisa e correr para a pousada. Vestia um vestidinho amarelo, de algodão, bem curto. O amarelo contrastava com o moreno jambo de sua pele e com seus cabelos castanhos lisos e longos. Uma faixa da mesma cor no cabelo, a franjinha na testa e o visual estava completo.
Quando ia se aproximando da pousada, David e Daniel já a esperavam, sentados na escadaria do hotel. Ela ficou reticente. Cidade malditamente pequena. Todos iam falar. Vai ser um escândalo. Precisava pensar em algo.
-Olá...e a mãe de vocês? – Perguntou, seca.
-Nossa...- o moreno falou - ‘Oi Daniel, oi David..tudo bem?’ – Não se usa isso aqui, não?
-Oi gente..é que eu preciso MUITO falar com a mãe de vocês...
-Já sei...você não quer sair só com a gente, certo? – disse o loiro, cruzando os braços.
-Como você sabe? – ficou espantada – Bem, não importa...é que a cidade é pequena...minha família é conhecida aqui...
-Minha mãe pode acompanhar a gente... – sugeriu o moreno.
E assim despistaram a todos. Paloma foi com eles até a estrada que levava ao morro Jacroá, trocou informações sobre a fauna e a flora brasileira e da região, fez comparações com o Canadá, sendo sempre didática e aberta com os filhos. Karina invejou aquela cumplicidade. Ela por sua vez, estava perfeitamente à vontade. Brincava livremente com os gêmeos, puseram-se apelidos divertidos, trocaram informações sobre música, política, meditação transcedental e a essa altura ela já podia dizer quem era quem: David era o loiro, Daniel o moreno. Logo depois, Paloma tratou de inventar uma desculpa qualquer e voltou para o hotel, deixando os três sozinhos.
O trio continuou seguindo pela trilha, que era quase fechada. O sol não incidia diretamente sobre eles, mas a umidade e o vapor da mata eram insuportáveis. Os corpos estavam suados e escorregadios, as pontas dos cabelos grudavam na pele, mosquitos incomodavam.
-Bicho...num tem nenhum lago ou cachoeira por aqui? – Perguntou Daniel, matando mais um mosquito sobre o braço.
-Humm..tem...estamos quase lá. – Mas eu não trouxe maiô. – Karina respondeu.
-Nem a gente – Disse David, olhando pro irmão e depois para Karina.
-Você fuma erva? – Daniel perguntou, tirando do bolso três cigarros já bolados, pronto para o uso.
-Fumei uma vez só. Me deixa tonta.
-E isso é bom ou ruim? – Indagou o moreno, já levando um aos lábios e acendendo.
-Hummm...agora, vai ser bom – Ela sorriu e pegou o cigarro, trocando olhares intensos com ele.
Fumaram em silêncio, os três. Esqueceram dos bichos, do calor e da vida. Até que chegaram a uma pequena queda d’àgua, que formava uma piscina natural , composta por rochas escuras e úmidas. David deu um grito de satisfação e foi o primeiro a arrancar toda a roupa e meter-se debaixo da cascata gélida, gritando por conta do choque térmico.
Karina ficou boquiaberta, hesitou e olhou imediatamente para Daniel. Ele a fitava com um sorriso maroto no rosto.
-Que foi? Nunca viu um garoto pelado antes? – Disse, deixando a mochila no chão, também se despindo.
-Claro que já! – Respondeu, indignada. E vocês? –segurando a barra do vestido e suspendendo-o, livrando-se dele – Já viram uma brasileira pelada?
Karina era alta, morena jambo e esguia, com traços indígenas. Os olhos levemente amendoados, o cabelo liso, farto e pesado, abaixo dos ombros. Seios grandes, cinturinha marcada e uma bunda redonda, lisa, perfeita. Caminhou charmosamente até a beira d’àgua, tentando entrar com cuidado, nem ligando para Daniel que a olhava, encantado.
-Você é simplesmente linda – ele disse, aproximando-se, entrando na água e estendendo os braços, chamando-a.
-Sou, é? – Disse, fazendo tipo, mordendo os lábios...provocando-o. A essa altura, David já havia se aproximado querendo participar da festa também. Nadava perto do irmão, admirando o corpo da menina. Karina observou sua platéia e sorriu. Dois homens lindos, másculos, charmosos e inteligentes...sentia-se meio tonta, decerto por conta da erva. Queria dar para os dois. Agora. Acabou por fazer um strip-tease, tirando lentamente as peças da lingerie, olhando nos olhos dos garotos que, de pé, massageavam o pau, batendo uma punheta de leve, esquentando os motores.
Daniel não agüentou esperar tanto, saiu da água e foi se aproximando de Karina, o pau em riste. Ela o abraçou, levantando a perna direita e roçando-a no corpo do garoto, que a enlaçou e a deitou em uma grande pedra que servia perfeitamente de cama improvisada.
-Gostosa, delícia...quero te comer desde a primeira vez que te vi – sussurrou no ouvido de Karina, que estava entorpecida, completamente molhada. Beijou-o voluptuosamente, enquanto ele explorava seu corpo moreno com as mãos.
David tentou esperar o irmão, mas também não se conteve. Saiu da água e foi atrás de ambos, deitando-se ao lado de Karina. Assim, ela ficou entre os dois, num sanduíche delicioso. David enfiava um, dois, três dedos na buceta e no cu de Karina que gemia alto... Ela se sentia-se indefesa na mão daqueles dois e gostava daquilo.
Daniel abriu delicadamente suas pernas, lambendo intensamente sua buceta. A beijava, penetrava com a língua, mordiscava de leve os grandes lábios, devorava deliciosamente o grelo, levando Karina à loucura. Ela, agindo por instinto, quase automaticamente, levou o pau de David à boca, chupando-o com vontade, num boquete fenomenal.
Depois revezaram. David lambeu Karina e Daniel gozou na boca da garota, que engoliu tudo, lambendo os lábios. Os corpos se fundiam num amálgama intenso de carne, sexo, desejo, lascívia, luxúria. Acariciavam-se ininterruptamente, explorando-se mutuamente. Os garotos sugavam sofregamente seus fartos seios, mordiscavam a carne de suas coxas, davam-lhe chupões no pescoço, Karina gemia, perdida em volúpia. Dedicavam-se um ao outro, davam-se o tempo necessário, só para se entregarem ao prazer novamente.
Daniel suspendeu o corpo da garota e a fez ficar de joelhos sobre a pedra. Karina estava exausta. Nunca havia gozado tanto em um período tão curto de tempo. Mas queria mais.
David a beijou enquanto segurava suas coxas, mantendo-as abertas penetrando-a, carinhosamente, primeiro com calma, sentindo a carne quente e macia da buceta engolindo seu pau, depois aumentando a força das estocadas, segurando os quadris da menina, travando os dentes, ofegando...olhando-a nos olhos.
-Ahhh assim...forte..assim! – Karina pedia.
-Quero comer seu cu – Daniel sussurrava e massageava o pau enquanto via o irmão foder a garota.
-Ahnn? Ahhh...mas vai doer.... – ela tentava argumentar, a voz frouxa.
-Vai nada...você vai ter uma DP..e vai adorar...abaixa só mais um pouquinho... - pediu, forçando-a a obedecê-lo.
Posicionou-se atrás dela, enquanto o irmão segurava o clímax. Lambeu cuidadosamente o cu de Karina e enterrou o pau, sem dó, exclamando de prazer. Karina por sua vez, gritou de dor, agarrou,Daniel que estava à sua frente e não parava de meter em sua buceta. Depois de um tempo, no entanto, após o choque, a dor foi se misturando ao prazer de sentir-se total e completamente dominada por aqueles homens.
Karina estava sendo literalmente consumida ali, enquanto Daniel gozava socando seu cu, David gritava de prazer ao meter em sua buceta. Ela, quase desfalecida, perdendo os sentidos, gozava como nunca com uma dupla penetração.
Os três caíram em um sono profundo, abraçados, sobre a pedra. Foram despertos por uma forte trovoada que assustou a todos. O céu estava negro e pingos grandes de chuva precipitavam-se sobre eles.
Karina acordou assustava e dolorida, meio zonza. Achou melhor mergulhar e se lavar, enquanto os meninos se vestiam. A chuva caiu pesada e ela mergulhava calmamente no laguinho gélido ao pé do morro. Ouvia de longe os garotos tentando apressá-la, mas não estava nem um pouco afoita. Estava estranha. Não sentia culpa, nem nada parecido. Sentia orgulho. Orgulho de sua intrepidez, sua coragem...quem sabe agora não enfrentaria os pais e estudaria em BH? Como iria fazer para explicar sua demora? Depois ela pensaria em uma desculpa. Agora, ali, nadando nua naquele lago gelado sob a chuva torrencial, depois de ter tido a melhor transa de sua vida, esses problemas pareciam ínfimos. 1969 foi um grande ano. E Marliéria já não parecia assim, tão pacata.
Posted by valentina at janeiro 24, 2006 8:20 PM
Comments
É... Marliéria hoje em dia não sei como tá. Tá mais velha, né? Tem coisa que parece, apesar do tempo correr, fica parada. Mas se parou aí, no 1969, tá bom demais. Ah, Valentina... eu adorei.
Essa Marliéria...
Posted by: Mônica at janeiro 24, 2006 8:42 PM
Caramba!! Calor..... Muito.... preciso de água, um beijo.. uma cama macia e um gato....
Posted by: Sandra at janeiro 24, 2006 8:47 PM
Caramba, DP é o apelido de Dupla Penetração? Vivendo e aprendendo, ha ha ha!
Posted by: Pele at janeiro 24, 2006 9:08 PM
Holly shit! Depois dessa eu vou dormir muito bem.
Posted by: Luiza at janeiro 25, 2006 12:24 AM
Nooooooossa, que calor!
Putz, dá-lhe Karina!
Posted by: Menina-Prodígio at janeiro 25, 2006 4:05 AM
Hmmm, diliça! Mandou bem, Valentina. Deu pra sentir, er... digamos... a água gelada daqui.
Posted by: Viva at janeiro 25, 2006 12:44 PM
Nossa!! Muito belo o texto, quente, lacivo!
O sexo é um exercício de auto conhecimento, né? E também alimento da alma!!!
Posted by: Púrpura at janeiro 25, 2006 1:14 PM
Bom...não sei vcs mas eu vou tomar um banho gelado.
Até mais!!
Posted by: Paty at janeiro 25, 2006 1:35 PM
E eu que pensava que o turismo sexual era coisa recente, mas pelo que vejo aqui remonta ao final dos anos 70 ! Enfim excitante, mas não gostei do nome da personagem, Paloma nao funciona e os personagens canadians pegaram a ginga brasileira, hein ? acontece :-) Beijos.
Posted by: Ana Lucia at janeiro 25, 2006 8:46 PM
(...)
NOOSSA....
Posted by: belly at janeiro 25, 2006 9:00 PM
Muito bom!
Posted by: Ricardo Antunes da Costa at janeiro 26, 2006 2:18 PM
amor 'antes' do tempo do Cólera?
Posted by: gugala at fevereiro 10, 2006 11:16 AM