7.04.08

saiu no link, do estadão

Apesar de ter ganho notoriedade no campo da literatura, Cardoso hoje trabalha em um projeto que aborda outro tipo de arte: a gráfica. Há pouco mais de um ano ele criou, junto do paraense Caco Ishak, o Baixo Calão (qualquer.org/baixocalao), uma galeria virtual de artes lowbrow, a chamada arte de baixo nível, que têm influências de HQs, grafitti e punk.

pra ler o resto, clica aqui.

Posted by cacoishak at 9:57

2.04.08

entretantos

Certo, estou brincando. Eu adoro poesia. Baudelaire, Rimbaud, Pessoa são os que mais admiro - mas, infelizmente, não li tanto quanto deveria - e, aqui no Brasil, recentemente descobri a poesia de Viviane Mosé, Caco Ishak, João Filho e Ana Rüsche - os quais li pouco, também, mas gostei muito do que li (ah, nem vem com "e Drummond? e João Cabral? e Vinicius? e não sei mais quem?").

confesso que ainda não conheço a obra da viviane, mas é uma honra ser lembrado junto a nomes como os do joão e da ana. pois sim... a lembrança foi do amigo rafael rodrigues, editor do fodástico digestivo cultural. valeu, cara.

Posted by cacoishak at 16:14

9.11.07

revista mtv

Posted by cacoishak at 23:13

10.09.07

blooks

blooks.gif

bb queen tá na curadoria da exposição blooks, idealizada pela heloísa buarque de hollanda e realizada pela oi futuro. fui convidado pra participar com o conto "tudo em família". tudo em casa. valeu, biba.

Posted by cacoishak at 15:17

8.09.07

confirmado

Três dos artistas gaúchos com trabalhos mais expressivos e inquietantes do cenário independente nacional atual se encontraram para uma jam session antológica no Sebo Baratos da Ribeiro. Paulo Scott & Wander Wildner lendo fragmentos de prosa e poemas de sua autoria e Flu improvisando trilhas e tocando os hits psicodélicos da sua carreira, com os músicos Bubu e Benjão. Participação especial de Caco Ishak (Belém do Pará).

pois é. estarei no rio de janeiro nos dias 22 e 23 de setembro. essa parada aí de cima deve rolar no dia 22. já no dia 23, estarei novamente com esses mesmos marginais mais uma pá de amores, amigos, conhecidos e chegados no primeiro popular rio. oportunidades não faltarão pra ver o pau comendo. aliás, na quinta passada rolou o bate-papo com a renata simões pro urbano. vai ao ar no dia 20.

e não é que os números da sammliz estavam certos?

Posted by cacoishak at 13:51

30.05.07

o popular

essa matéria, escrita pelo rogério borges, d'o popular, foi publicada no dia do lançamento em gyn. algumas considerações: tinha vinte e cinco quando da publicação, não vinte e quatro (quando do aceite); escrevo em blogs faz pouco mais de quatro anos (ou pouco menos); sou débil mental.

Posted by cacoishak at 0:38

23.05.07

tá em gyn?

entonces, sintoniza na 87.0 pra escutar as besteiras que eu disse numa entrevista que o túlio moreira, da rádio universitária, fez hoje por telefone. vai ao ar na sexta-feira, às 18h. aproveita e grava pra eu escutar depois, já que não estarei pelas plagas de cá. câmbio desligo.

Posted by cacoishak at 2:16

19.05.07

toma lá, dá cá

e eis que o amigo biajoni também escreveu resenha - e bem melhor do que eu, como dá pra perceber fácil. emocionei daqui, de gole em gole. com vocês, má reputação por luiz biajoni:

"...
Eu escrevo com o corpo
Poesia não é para compreender mas para incorporar"
Manoel de Barros

Essa é uma resenha do livro de poemas de Caco Ishak, "dos versos fandangos ou a má reputação de um estulto em polvorosa" (7Letras) - mas não podia começar sem evocar Manoel de Barros e sobre como fiquei fã da obra deste poeta pantaneiro. Em 1990 participei da mostra Artes e Ofícios da Poesia, no MASP, e um dos vencedores na categoria Vídeo (em que eu concorria) foi "Caramujo-Flor", de Joel Pizzini - adaptação de tecrhos de livros do poeta, com Ney Matogrosso e Rubens Corrêa e música de Tetê Espíndola. Um filme lindo - e assim que o vi fiquei com aquela expressão besta no rosto, sem entender aquela poesia cheia de imagens estranhas, palavras ainda mais estranhas, incompreensíveis até, uma música de impacto apaixonante e de certa rejeição para os ouvidos. Ao sair da sessão, estava à venda o novo livro do poeta: "O Guardador de Águas" e eu comprei. É o melhor livro de Manoel de Barros e guarda proximidade, não por acaso, com "O Guardador de Rebanhos", obra-prima de Pessoa sob o heterônimo Alberto Caeiro. Manoel de Barros não é um guardador de águas: as águas são seus pensamentos. Os pensamentos se liquefazem em palavras, oxímoros, neologismo ou mesmo simples criações desconexas de palavras, frases insensatas, róis, recolha de objetos e abjetos que porventura ali estejam no chão:

"o artista recolhe neste quadro seus companheiros pobres do chão: a lata a corda a bôrra vestígios de árvores etc.
realiza uma colagem de estopa arame tampinha de cerveja
pedaços de jornal pedras e acrescenta inscrições produzidas em muros - números truncados caretas pênis coxas (2) e 1 aranha febril
tudo muito manchado de pobreza e miséria que se não engana é da cor encardida entre amarelo
e gosma"

Existem muitos exemplos desse tipo de poesia na obra de Manoel de Barros, como quando ele diz que "Tudo aquilo que a nossa / Civilização rejeita, pisa e mija em cima / Serve para poesia" ou "O poema é antes de tudo um inutensílio". Mas mais que denegar grandes coisas à poesia, deixando o que é "reles de chão" para o ambiente poético, o poeta quer reciclar "as palavras que estão em estado de lixo" em beleza verbal, fonética, literal.

"A imarcescível puta preta
que me arrastou na adolescência
me ensaurou de sua concha"

Essa introdução foi necessária para criar um paralelo com a poesia de Caco Ishak. Meus ouvidos estavam desacostumados à dissonância poética; fazia tempo que não apanhava o "Gramática Expositiva do Chão", compilação da obra de Manoel de Barros até "O Guardador de Águas" (e depois desse livro ele fica chato e repetitivo), quando recebi o pequeno mas recheado volume (51 poemas) de "dos versos fandangos". E assim que comecei a lê-lo, tive uma primeira reação de confusão. Como quando bate a primeira sensação de um entorpecente.

"queres ver o tosco, meu chapa?
a bisca nasceu já madrugando
as fichas sempre caem quando expectativas
acabam

nunca o uno útil ao agradável
soou-me tão perfeito aos ouvidos
embora tenha de com isso
arcar com o necessário"

Mandei um e-mail para o autor, dizendo que tudo estava muito confuso. Comentei com minha mulher que eu lia o livro e ficava confuso. O livro estava batendo estranho na minha mente, com frases como "meu argumento é tua tosse" ou "sobrancelhas apenas prolongam o dito" ou "não me surpreendo com o descaso das paredes".

Demorou um pouco para entender que Ishak recolhe também coisas do chão, estabelece fios de amarração entre o que percebe ao seu redor em listas, descrições indiscretas, relatos nem sempre lineares, discursos entrecortados de frases ouvidas - ou seja - faz também ele sua coleta disléxica e a tem como matéria de sua poesia. Diferente do pastoral Pessoa ou do líquido Barros, Ishak trabalha com "coisas" sólidas & cosmopolitas, soando algumas vezes como um beatnik, evocando a confusão da modernidade e a cultura pop - essa última, de leve. Um exemplo é o "poema-em-pedaços" chamado "desfaireuoliariza isso, mulher", que diz no começo:

"comecei uma frase
e tentei terminá-la sem antes
passar pelo miolo

antecipei-me mais do que devia
e me faltaram os predicados"

e segue:

"[a vaca] rumina seus prazeres faça sol ou neblina"

e

"recobro o hábito e / descasco o maço"

Nesse sentido, o livro de Ishak poderia ser um "Guardador de Escombros Modernos" ou um "Guardador de Pedaços de Si e de Outros neste Louco Mundo Globalizado" embora nenhum desses dois títulos fiquem muito longe de "dos versos fandangos ou a má reputação de um estulto em polvorosa". Assim, a pedra no rio de Manoel de Barros pode ser uma seringa plástica jogada numa sarjeta; o sapo mimetizado numa árvore pode ser uma garrafa de vinho tinto barato pela metade; a espera pela chuva vespertina no pantanal pode ser a espera pelo toque do telefone de um amor antigo... Na verdade os objetos não são tão importantes (e para Barros, quanto menos importantes, melhor!): apenas figuram e flutuam no universo de climas & intenções dos dois poetas. Ou dos três, se contarmos Pessoa.

Recomendo o livro do Caco, especialmente para quem gosta de Manoel de Barros.
Eles perseguem a mesma poesia, embora Ishak seja um pouco mais ocre.

Posted by cacoishak at 17:17

4.03.07

bc no liberal


Posted by cacoishak at 2:41

22.11.06

void-se

deixo bb queen falar por nós:

A Void é uma revista massa que circula nas universidades, bares e casas noturnas de Porto Alegre de grátis. É praticamente toda escrita e abençoada pelo Careau e tem um projeto gráfico impecável. Já está no #21 e tem tiragem de 10 mil exemplares.

Essa nota sobre o livro do Kco e o meu saiu na 1/4, que é uma ‘mini-voidinha’ só com o que anda acontecendo nas artes e nas noites.

mente bem, esse cardoso.

Posted by cacoishak at 1:35

30.09.06

baleia pelancuda

sempre aprontando das suas. a mais nova foi essa.

Posted by cacoishak at 2:36

paralelos

rafael rodrigues publicou uma nota sobre o lançamento em são paulo no blog do paralelos, n'o globo online. pra ler, fica à vontade.

Posted by cacoishak at 2:27

30.08.06

matéria n´o liberal

rafael guedes escreveu sobre o má reputação no jornal o liberal desta quarta. o celular do meu pai não parou de tocar. todos parabenizando o velho pelo lançamento do livro dele. acontece. belém, belém. pequena demais pra dois ishak´s. abaixo, o texto na íntegra:

Lançamento - O volume traz peças ora angustiantes, ora com humor, e sempre desconcertantes

Escritos ao longo de sete anos 'dos mais penosos e enfadonhos' e entulhados em blogs, sites e arquivos pessoais, os 51 poemas de 'Dos versos fandangos ou a má reputação de um estulto em polvorosa', de Ricardo Ishak, vêm a público hoje, a partir das 20 horas, no Café Imaginário, em Belém. Editada pela carioca 7Letras, a publicação marca a estréia de Ishak no mercado editorial, com uma tiragem inicial modesta, 500 exemplares, e projeto gráfico ilustrado por Leonardo Menescal. Alguns dos textos já haviam sido publicados em seu blog, ¡c¡ao!¡cret¡n¡! (www.verbeat.org/blogs/cacoishak), e em vários outros meios virtuais e não-virtuais, como o portal Overmundo, as revistas Outracoisa - editada por Lobão - e Bala e no site Rock Press, mas, segundo o autor, foram em parte modificados para o livro.

O angustiante, o chulo e o humor algo refinado - e por vezes obscuro - são patentes sob uma rápida olhadela. Embora sem escrúpulos de consciência, o autor emerge limpo da escatologia e nos faz pensar, afinal, sobre a subjetividade dos critérios da qualidade literária (veja box). Tom Zé, afinal, mártir da transgressão oral, foi mais além. Segundo Ishak, os poemas, por terem sido escritos em um intervalo de tempo longo, divergem em estilo. 'A maioria é recente, foi escrita de dois anos para cá. O primeiro eu escrevi aos 18. Acaba que ficou uma coisa meio solta. Tentei distribuí-los no livro de forma que desse uma concisão, mas são vários estilos.' Os textos foram propostos apenas para a Editora 7Letras, que acabou por convidá-lo a publicar os textos sem necessidade de que fosse enviado material impresso.

A inquietude do trabalho é reforçada pelas ilustrações de Menescal, garatujos de cartuns a refletir a viagem do autor. 'Sempre gostei da angústia do Leonardo. Ele é um menino angustiado. Apesar de sua aura de bom moço, é um cara bem deslocado. Passou dois dias acordado, cheio de trabalho pra fazer. E eu acho que o Léo nunca fez nada melhor do que o que acabou indo para o livro. Na verdade, é a única coisa de qualidade nesse livro.'

O sarcasmo, embora constante, não é o único traço na poética perturbadora e pouco acessível de Ishak, que confessa, ele mesmo, não entender vez por outra o que escreve. Nas palavras de Paulo Scott, escritor gaúcho que assina a orelha de 'Dos versos fandangos...', este é um um livro 'que alicerça uma única história, sugerindo a desistência para, traiçoeiramente, afirmar a paixão pela vida, apesar de reconhecer como verdadeiro par da existência a fatalidade'. E emenda: 'Não se engane com a simplicidade ou o falso-juvenil de algumas passagens. Há uma concisão propositalmente dispensada, um mergulho sem ar, quase sem luz, em busca da beleza e de um sentido que diminua o desconforto da rotina, a resignação pessoal diante do cômodo e dos mitos'.

Ricardo Ishak tem 25 anos, nasceu em Goiânia e vive há 20 anos em Belém (Texto: Rafel Guedes)

SERVIÇO

Lançamento do livro 'Dos versos fandangos ou a má reputação de um estulto em polvorosa', de Ricardo Ishak (Editora 7Letras). Hoje, às 20 horas, no Café Imaginário (QUINTINO, 1086). Os exemplares serão vendidos a R$ 20.

aproveito pra agradecer ao amigo elielton amador, good ol´ nicolau, pela nota no diário sobre o lançamento do livro do caco.

Posted by cacoishak at 13:58

o liberal


considerações: ricardo ishak é meu pai. porra.

Posted by cacoishak at 11:50

diário do pará

Posted by cacoishak at 2:52

17.08.06

coelhadas

só pra constar. programaço de sexta-feira pra quem é do pará, valendo pipoca e aspirinas. tá confirmado o vexame do cretino. ao vivo mesmo. falta averiguar o horário certo, mas deve ser lá pelas três da tarde. no sem censura, da tv cultura. haja balalaika.

ooOoOoo

lançamento em belém. dia trinta e um de agosto? primeiro de setembro? café imaginário ou com arte? pendências. certeza: putaria na certa.

ooOoOoo

amanhã, devo começar a criar coragem pra escrever meu relatório personalíssimo sobre a flip dois mil e seis. especialmente pra bala. também devo voltar a atualizar, ainda essa semana, a rock com jambu, na rockpress. mui provável que seja entrevista/matéria com marcelo damaso, da dançum se rasgum, sobre o festival da rapeize – o primeiro de rock independente do norte.

ooOoOoo

bom... o que mais? tem mais? será?

Posted by cacoishak at 10:30

13.03.06

é batata!

estava no rio, hospedado no chose inn del grande fred leal e eis que o sujeito me pega pruma entrevista pro seu podcast é batata!

crianças, crianças... depressão, dá nisso mesmo.

Posted by cacoishak at 1:46

25.03.05

poesia sempre

Além dessa homenagem especial, a Revista Poesia Sempre traz no módulo Poesia Inédita obras de outros 30 poetas: Adair Carvalhais Júnior, Alexandra Maia, Alexei Bueno, Arnaldo Antunes, Bruno Levinson, Caco Ishak, Carlos Nejar, Christovam Jacques de Chevalier, Claudia Roquette-Pinto, Diana de Hollanda, Fernanda Alves, Floriano Martins, Ivan Junqueira, Kathia Ferreira, Ligia Dabul, Luis Turiba, Marcela Miller, Marcelo Diniz, Marcelo Montenegro, Maria Rezende, Marília Kubota, Marly de Oliveira, Micheliny Verunschk, Raymundo Amado, Ricardo Corona, Rodrigo Garcia Lopes, Sheila da Silveira, Valéria Bravo, Waldo Cesar.

mais, aqui.

Posted by cacoishak at 1:32