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24.11.05

cansei de ser cult

sem vocação alguma pra vida em sociedade. as pessoas me aborrecem, conseguem me tirar do tédio habitual onde faço as unhas diariamente e transformá-lo no asco que sou obrigado a degustar toda vez que, de teimoso, ainda tento uma aproximação. considerações não trabalhadas pra uma possível novela em nada imaginada. rodeios de lado, optemos pela simplificação dos paradigmas ishakianos. não consigo vislumbrar vantagem alguma numa relação que porventura viria a ter com um macho da espécie. foi-se o tempo em que me enfurnava em saletas do circuito alternativo de cinema da cidade ou nos malditos quatro por quatro onde se apertavam atores mambembes e o grande público e suas prevaricações ou relia as magazines culturais pra fermentar o conhecimento junto com o vinho derramado no tapete da sala da mãe do host da vez. a bem da verdade, as pecinhas teatrais me agradavam vez ou outra, sempre que uma atriz saia tropeçando pelada em nossas coxas. ah, paixão barata e madalenas. ai, ai, ai. nunca me esquecerei. mas volto a dizer: não tenho vocação nenhuma pra ser dossiê de bosta que seja. almanaque pop, então... deus me livre (a desgraça fechada – gimme a fa? – nesses últimos quinze anos dos quais insisti em fazer parte). primeiro, pela memória congenitamente fraca (aliada a uma desconcentração feladasputa por conta do tal distúrbio do déficit de atenção que apenas se agrava com os hábitos tabetílicos noturnos e os demais males que se mudaram de mala e cuia com a física quântica pro andar de cima já faz coisa de uns seis anos, o que também não recomendo a ninguém) o que me faz nutrir uma inveja saudável porém odiosa, mesquinha e mortal por aqueles que a possuem e fazem questão de punhetarem-na em mesa de bar – todos amigos do peito, caso amigos do peito eu tivesse. com isso, retorno a um ponto lá de cima: não vejo vantagem em me relacionar com espécimes do mesmo sexo. qualquer tipo de relacionamento, digo. não curto homem, ponto final. qual é a graça de uma relação onde o limite máximo que se pode atingir (entre machos roots, fique claro) é um abraço apertado e um aperto de mãos após boas risadas e mais uns drinques regando competições forçadas entre egos despedaçados por traumas colegiais? pois, se traumas todos carregamos, que culpa eu tenho? mulheres são outro esquema. a vida lhes interessa. e todos os seus veios. assunto a ser retomado em breve, infelizmente. o técnico acaba de chegar, quer mexer no computador. um homem, alguma dúvida? só vendo o quanto fala fino pra caralho.

Posted by cacoishak at 24.11.05 13:36