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14.02.08

anarquizando na redação

pois bem. no fim desse mês, completo seis meses como editor no jornal diário do pará, do titio jarde. de lá pra cá, muita água rolou e resolvi colocar alguns poucos exemplos do tiroteio verbal que produzi. tudo começou no caderno polícia...

tudo corria bem, até recebermos o seguinte e-mail do chefe de redação:

Precisamos evitar a abordagem quase anárquica, visível em alguns títulos - e até manchetes - do caderno Diário Polícia. Algumas recomendações e advertências já foram feitas, mas de vez em quando os editores insistem em brincar com legendas e trocadilhos na fronteira delicada que separa o bom humor da grosseria, principalmente em matérias que envolvem ocorrências de morte. Não podemos repetir mais títulos desrespeitosos como o tristemente célebre "Purpurina no asfalto".

purpurina no asfalto, diga-se, foi de autoria do amigo marcelo damaso, da se rasgum. após o e-mail, coincidentemente, fui transferido - de castigo - para o caderno mercantil/mundo. e lá continuei (desconsiderem o acento no ÍBERO):

após acertar os passos - confiança retomada - passei pro caderno brasil:

e, de lá, pro primeiro caderno, cidades:

quando tudo parecia bem... eis que me colocam de volta no caderno polícia. não faço por menos:

me lasco e cá estou de volta ao mercantil/mundo. caquisraque 2008, se fudendo de verde e amarelo traveiz. tudo dentro das possibilidades, é claro, de um jornal diário e popular.

Posted by cacoishak at 14.02.08 17:05