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30.06.07

caixa de criadores mandavisar

quer saber mais? espia.

Posted by cacoishak at 9:44

29.06.07

orgulho do pai

Naquela época, eu esperava pelo metrô com as mãos suadas de água fria, olhando para trás com medo que alguém me empurrasse. Síndrome do que você quiser, meu caro. Do pânico, do terror, da ansiedade, distúrbio, déficit de atenção, a porra toda que você quiser. Eu só quero dizer que por 2 segundos eu jurava que alguém ia me empurrar e morreria ali, estraçalhada pelo vagão que não teria tempo de frear. Estou sem direção e ainda nem cheguei ao ponto. Culpa dos dedos mindinhos, não me obedecem, esses putos desgraçados. Boa essa palavra: puto. ÉS UM PUTO, queria dizer para algum homem. Qualquer um, pode ser meu pai até, meu tio que tem a voz engraçada, você... Um puto, um puto.

by letícia novaes. leia o resto aqui.

Posted by cacoishak at 15:29

27.06.07

Ah-sah-yee

seuluiz.JPG

Bob Burnquist, Rob Machado, Moe Oshikiri, Kelly Slater. Esta bem poderia ser parte da lista de convidados de alguma festa badalada promovida por Paris Hilton na suíte presidencial de um dos hotéis de sua rede no sul da Califórnia (após os 23 dias de prisão). Com boa vontade, até Oprah Winfrey poderia ser jogada no bolo sem problemas. Não é o caso. Afora serem celebridades internacionais do esporte, da moda e do entretenimento, algo mais os une.

Seu Luiz está beirando a casa dos 70 anos e vive desde sempre com a família no Bairro do Guamá, numa modesta casa de alvenaria. Mantém uma funilaria básica, num cômodo adjacente feito de compensado, e nunca ouviu falar de nenhum dos nomes acima. A recíproca é mais que verdadeira. Muito embora Seu Luiz possa ter sido o vínculo primordial entre aqueles no que tange à presente questão – até agora, desconhecida. Revertamos o quadro.

continua lendo...

Agente principal de uma revolução que se desenrolou em surdina nas entradas de barracos espalhados pela periferia de Belém, a máquina elétrica despolpadora de açaí tornou possível que uma prática originalmente indígena – mais tarde, ribeirinha e interiorana – se tornasse tradição de toda uma sociedade, verdadeiro símbolo de sua cultura e da região.

Antes um trabalho custoso, a extração do suco do fruto pôde, enfim, ser realizada em larga escala, massificando seu consumo e abrindo as portas para sua disseminação e da herança de um povo.

Feita em um número enorme de postos de venda de pequena dimensão, comumente micro-empresas familiares caseiras e autônomas, a comercialização do suco (ou vinho, como fora batizado pelos primeiros colonizadores portugueses devido a sua coloração) do açaí concentrava-se nas áreas periféricas das grandes metrópoles amazônicas, destacadamente Belém, Manaus e Boa Vista.

Para se ter uma idéia, em 1993 havia uma estimativa de que a atividade gerava cerca de 25 mil empregos diretos e indiretos, só na capital paraense. Número que, estima-se, deve ter se triplicado na última década, com a proliferação do costume.

Entretanto, nem sempre foi assim. Segundo a antropóloga Leila Mourão, em sua tese de doutorado, “Do açaí ao palmito: uma história das permanências, tensões e rupturas no estuário paraense”, apesar das primeiras despolpadoras mecânicas utilizadas na fabricação do suco terem sido originalmente utilizadas em 1945, ainda com técnicas rudimentares, em muito semelhantes ao despolpamento manual (o que restringia o consumo do vinho às áreas rurais e periféricas, dada a sua baixa produção), esta “popularização” do açaí só veio mesmo traçar seus esboços iniciais a partir da década de 70.

Longe de ser mera coincidência, mesmo período em que a despolpadora elétrica, como a conhecemos, fora inventada nos fundos de uma oficina situada na baixada belenense, dando margem à produção em larga escala em atendimento ao mercado consumidor insipiente.

"Trabalho há mais de 40 anos fazendo essas máquinas de açaí. Quando comecei, o que existia eram aquelas máquinas de engrenagem. Fui eu quem lancei essas modernas, tirando a idéia a partir de uma furadeira comum, daquelas de bancada. Daí, achei que daria pra fazer uma máquina que nem essa aí. Então, eu eliminei as engrenagens e comecei a fazer desse tipo assim. O motor era em cima da bancada e a correia era chata. Modernizei e passei para a correia industrial, virando direto, sem precisar da engrenagem. Calculei a rotação, fiz tudo direitinho e, quando estava pronta, lancei", revela seu Luiz.

Partindo da premissa que o mestre lanterneiro idealizou sua engenhoca por volta de 1965, chega-se à suposição de que as máquinas que se tornariam populares na década de 70, muito provavelmente, eram as suas. Caboclo humilde, Seu Luiz viu a invenção se popularizar de modo desenfreado e, sem informação na época, acabou deixando o bonde passar sem se precaver legalmente. Não patenteou o feito e, hoje, sofre as consequências de ser um gênio incógnito.

Quem não soube seguir o exemplo do paraense foram os alemães da empresa Açaí GMBH, que patentearam o nome da fruta por toda a União Européia, a exemplo do que os japoneses fizeram, há alguns anos, com o Cupuaçu. Escolado, o Governo Brasileiro já entrou com processo e aguarda decisão. Mas... Açaí na Alemanha? Explica-se: quarenta anos após a revolução das máquinas despolpadoras, e vinte após ter conquistado as praias e academias do sul do país com bastante granola a tiracolo, o fruto amazônico começa a ganhar o mundo.

“Dos produtos do extrativismo, podemos relatar dois que já foram pauta de exportação com repercussão mundial: a castanha-do-pará e a borracha. Hoje, o açaí é o primeiro produto da fruticultura regional que alcança o mercado mundial. E isso sem nenhum trabalho de divulgação ou marketing da cultura, apenas avaliando-se suas propriedades nutricionais e funcionais”, relata a Dra. Ana Vânia Carvalho, pesquisadora agrônoma na Embrapa Amazônia Oriental.

O mesmo tipo de reclamação tem o empresário paraense Ben-Hur Borges, da exportadora AmazonFrut, ao considerar que “para os padrões nacionais de consumo e valor, o Açaí ainda não deve ser um dos produtos mais vendidos. Mas tenho certeza de que é o único que alcançou tanta importância sem nunca se haver feito qualquer tipo de propaganda. Nunca vi um outdoor dizendo ‘BEBA AÇAÍ’, apesar de já ter visto muita gente usando o açaí como chamariz para vender outros produtos”.

De um jeito ou de outro, fato é que o Açaí vem se alastrando com rapidez no mercado internacional, ainda que no boca-a-boca. Ou de boca em boca, por assim dizer. Recomendações como a do Dr. Nicholas Perricone, que apontou a fruta como sendo o alimento número um de uma dieta saudável no programa de Oprah Winfrey (o mais popular da televisão norte-americana), e de celebridades do esporte, afora matérias em veículos como as emissoras ABC e NBC, e os impressos Time e Washington Post, entre outros, fortalecem e difundem a imagem do Açaí entre o grande público.

Para a Dra. Ana Vânia, o que torna o Açaí tão atraente é “o fato dele possuir algumas substâncias associadas com a capacidade de atuar no metabolismo e na fisiologia humana, promovendo efeitos benéficos à saúde, podendo retardar o estabelecimento de doenças crônicas e/ou degenerativas e melhorar a qualidade e a expectativa de vida das pessoas. São efeitos que vão além da função meramente nutricional, há muito conhecida”.

Para as empresas que investem no produto, entretanto, os atrativos são outros. Os números impressionam. Pioneiros em levar o Açaí para fora do Brasil, ainda em 2000, os surfistas da Sambazon faturaram 12 milhões de dólares no ano passado com a venda de suco. Uma de suas concorrentes, a Bossa Nova Beverage não fez assim tão feio e abocanhou 4 milhões em 2006.

Visando uma fatia desse bolo, a já mencionada GMBH distribui a polpa do Açaí para 10 países europeus. Na Nova Zelândia e na Austrália, o suco fica por conta da NuFruits. E não pára por aí. A Anheuser-Busch, segunda maior fabricante de bebidas do mundo, lançou o energético de Açaí 180 Blue, enquanto a fabricante de sucos Bolthouse Farms investiu 10 milhões de dólares na inauguração de sua primeira fábrica fora dos Estados Unidos, próxima a Belém. Tamanho é o frisón, que até prêmio voltado à promoção do Açaí, o “Best Açainist”, já foi entregue no Japão pela empresa importadora Fruta Fruta.

“Consegui encontrar Açaí num shopping aqui em Vancouver, o Metrotown. Lá é vendido na tigela (como no Brasil), shot (porções menores) e ainda tem a opção de ser servido quente. Na verdade, quando cheguei do Brasil, nem imaginava que iria encontrar Açaí por aqui, não saía desesperada procurando nos lugares. Fiquei espantada e extremamente surpresa quando vi, nos supermercados inclusive, e minha primeira reação foi fotografar para mostrar aos amigos no Brasil”, confessa Ludmila Pontes, que se mudou para o Canadá após ter adquirido o hábito de tomar o suco todo santo fim-de-semana em São Paulo, onde morava com o marido.

Vivendo em Sacramento, na Califórnia, a jornalista brasileira Leila Couceiro acompanhou essa invasão de perto: “Antes, era possível se encontrar a polpa de Açaí em mercados mais voltados para alimentos orgânicos e naturais. Mas agora o Zola está mais presente nos supermercados comuns, tendo como vantagens o fato de já vir pronto para beber, além de possuir uma validade longa nas prateleiras”, afirma referindo-se à nova marca a apostar na novidade.

Aposta de risco, dependendo do ponto de vista. Leila acredita que “o sabor, descrito como uma mistura de ‘berry com chocolate’, seja bastante exótico para eles, e americano é um povo difícil de mudar de gosto. Talvez o fato de ser um anti-oxidante (e isso aparecer bem visível na caixa do suco) ajude a venda, porque anti-oxidantes agora são muito procurados como suplementos para saúde”.

No que depender, porém, de estabelecimentos como o Jamba Juice, especializado em sucos e vitamínicos, o sucesso é garantido. Ainda que seja necessário uma pequena ajuda na hora de se pronunciar o nome da especiaria amazônica. Açaí fica AH-SAH-YEE e tudo fica em casa.

Prova de que gosto não se discute, a americana Kathy Park, que viveu 8 meses no Rio de Janeiro, dá seu testemunho glutão: “Às vezes, eu comi como café de manhã e, outras vezes, como um lanche. Pode comer Açaí a qualquer hora, né? Hoje, a disponibilidade do Açaí é uma das coisas que sinto mais falta do Brasil. Quando voltei para os Estados Unidos, vi Açaí num ‘juice bar’. Voltei pra cá querendo apresentá-lo, mas era tarde. Ao longo do ano passado, vi o mercado crescendo devagar e tranquilamente. Acho que é uma questão de tempo até que os americanos o descubram de fato. As pessoas ainda o vêem como uma fruta misteriosa que é saudável. Definitivamente, ainda não faz parte do mainstream, apesar de que, quando você o menciona, alguns dizem ‘ah, sim... é aquela fruta amazônica que dizem ser boa pra sua saúde?’”.

Ao que Ben-Hur rebate, de olho no futuro, mas com um pé atrás: “Claro que outros estados produzirão e, por sua vez, terão forte concorrência com a Ásia. Quanto a nós aqui do Pará? Vamos continuar a dormir o sono dos justos com a barriga cheia de Açaí tirado na peconha, puxado na canoa, batido de qualquer jeito e cheinho, cheinho de coliformes. Afinal, nóis tamo acostumado mesmo, num é mano?”.

Seu Luiz bem sabe que sim. Um dia, quem sabe, Paris Hilton descobre.


(versão sem cortes do frila que escrevi pra living, revista sobre cultura e entretenimento aqui do pará)

Posted by cacoishak at 15:32

26.06.07

emma russack

minha aposta pra 2008. isso, se os figurões da indústria fonográfica forem espertos o suficiente pra bisbilhotar o youtube e myspace. não são, tudo bem. nem assim tão sensíveis. se em 2009 nada acontecer, porém, eu mesmo dou um pulo à austrália e carrego essa menina na minha bolsa em 2010.

Posted by cacoishak at 14:06

25.06.07

arnaldo branco

mau humor assim, só na baixocalão.

Posted by cacoishak at 14:23

chacal mandavisar

a nuvem cigana quase nasceu no verão do amor de 67 em san francisco.

a nuvem cigana é herdeira dos beats

a nuvem cigana foi o grupo de produção ligado à poesia mais importante da história.

a nuvem cigana teve a vertigem de hendrix e joplin juntos.

a nuvem cigana devorou o modernismo, o tropicalismo e se fez marginal.

a nuvem cigana foi o grito do ipiranga da rapaziada

a nuvem cigana botou a poesia em seu devido lugar: na boca da galera.

a nuvem cigana fez da cidade, seu palco e do carnaval, todo dia.

a nuvem cigana ensinou a poesia a falar.

a nuvem cigana misturou poesia, futebol e carnaval e mudou a cara do rio.

a nuvem cigana fez da poesia, batucada e da vida, uma artimanha.

segunda, dia 25 de junho, na livraria travessa do leblon, lançamento do livro

“nuvem cigana : poesia e delírio no rio dos anos 70”

org. por sérgio cohn – editora azougue

Posted by cacoishak at 14:22

22.06.07

emudeci as palavras

de repente vai saber
não me mostram a língua

Posted by cacoishak at 17:57

20.06.07

diana mandavisar

Posted by cacoishak at 12:29

18.06.07

victor el guy

reta final pro fim da primeira temporada semestral da baixocalão. victor el guy é a bola da vez.

Posted by cacoishak at 15:13

pé de cabra

desistiu de parar
pra pensar na situação

apunhalou o demonho pelas costas
e o vigário logo parou
de não lhe mostrar mais interesse

pegou excomunhão da festa
e saiu dando coice em vara-verde

demorou a cair a ficha
– nem tinha como, logo a bisca

e enfrentaram de um tudo
inclusive, um o outro
e uma seqüência

de eus nos
últimos exorcismos

não puderam prever o óbvio
– o anjo era o anti-cristo

muito menos ele mesmo

Posted by cacoishak at 15:09

15.06.07

homeless

dessa vez é sério. ontem, fui expulso (ou saí, ainda é uma incógnita) de onde morava. to sem casa, sem emprego, sem toalha e paciência. fazendo bonito no papel de escritor marginal. portanto, se alguém souber de outro alguém que queira me dar um emprego ou frila pra que eu possa pagar o aluguel de um quarto que seja e blablablá, avisa.

obrigado.

Posted by cacoishak at 17:56

13.06.07

burilado

um computador não te deixa viver podadura
não te deixa viver de tela em branco
pré-gramado pra iluminação de um messias

coxo

um computador
a mulher não

Posted by cacoishak at 0:40

11.06.07

guilherme kramer

na baixocalão.

Posted by cacoishak at 1:00

8.06.07

mais uma

coluna na outracoisa. outro poema inédito, pé de cabra. aí embaixo, o conto que saiu na semana passada, originalmente escrito em 2005. reescrevi e ficou assim:

leme & madalenas

suava frio, subindo a ladeira. meta número um pós-viagem: nas próximas incursões, dispensar os frutos supérfluos de minha precavida megalomania, levando na bagagem tão-somente o essencial pra boa higiene diária e as borrachudas que esquecerei de usar conforme o so nice pra chuchu fantasiado em considerações mentais que terei feito como fazia enquanto, suando frio, subia a ladeira rumo à estação do metrô.

restava-me pouco mais de 40 minutos pra chegar à rodoviária, comprar o bilhete pro rio de janeiro (certificando-me do lugar marcado ao lado), aquela mijada automática que dá adeus ao cago e embarcar tranqüilo.

já acomodado, senti a falta que fazia um cobertor. mas, na falta de um ou outro detalhe felpudo, apelar pra cara de pau não me parecia de todo absurdo. envolto pelas sombras quase apagadas do fim de tarde, um livro aberto disposto num ângulo semicerrado sobre as coxas haveria de resolver meu problema.

complicou. best-seller, chamou a atenção de uma velhinha que se levantava ao longe e ameaçava ir na nossa direção. e não foi. porque velhinha alguma não havia. mas havia um cão.

gelei quando paramos logo após a fronteira entre os estados. polícia rodoviária revistando os pertences dos passageiros e mirou certeiro, o pastor alemão. atravessou o corredor pendendo a mesma língua frouxa com que, eu já de olhos contraídos e ensaiando um lacrimejo, passou a lamber entre gemidos minha calça na altura da braguilha toda suja da porra que acabara de ejacular.

– tenho que revistá-lo, senhor. levante-se, por favor.

– à vontade.

– merda. desculpe. senhor.

– à vontade.

e o ônibus partiu. logo chegaria à maravilha que a capital me reservava. os três cigarros queimados um no rabo do outro (antes de entrar no prédio onde me esperavam), tentando esfumaçar um pouco o que então pra mim era claro o bastante a ponto de bambear as pernas e tudo mais que elas sustentavam. ao primeiro abraço e o completo torpor à primeira audição dos acordes tirados à cítara.

menino tímido que sou, de tempo em tempo pausava em vão o fluxo nervoso de palavras soltas que se sobrepunham umas às seguintes entre uma baforada e outra de minha consciência na esperança de que, de uma hora pra outra, sem mais nem menos, a tevê ligasse sozinha e nos levasse, eu e calvin, o gato castrado, pra uma dimensão segura porquanto depravada, a salvo das prendas que seríamos obrigados a pagar.

no entanto, a tevê não ligou. tarde demais. e foi dormir.

e fui me afogar um pouco no mar do leme, no intuito de exterminar os pensamentos impuros. malditos putos à prova d´água. persistiram durante a noite inteira e até a próxima. parcialmente recuperado do baque (resignado me soa um tanto mais sincero), retornaram os tremeliques e fantasias que levei dali na manhã em que, tão logo entrara no banheiro, dei de cara com a despedida escrita no espelho com batom vermelho e o cheiro de orvalho que vinha da roupa suja.

Posted by cacoishak at 23:05

4.06.07

alex senna

o retorno é com alex senna.

Posted by cacoishak at 5:12

1.06.07

back to new crixas

se caio do cavalo
é por tentar domá-lo sempre

ainda que volte para casa
como quem conserta uma tevê molhada
de mijo num primeiro de janeiro

as almofadas da sala me repreendendo
com os olhares pensos dos botões
nas barrigas de seus encostos

carneiro rosnando feito lobo
rebolando na praça depois de uns drinks

rosnando sua culpa pelo tombo molhado
do mijo de um peão sem montaria


ooOoOoo


poema publicado na coluna da semana passada na outracoisa. nesta semana, leme e madalenas, conto antigo que reescrevi dia desses.

Posted by cacoishak at 18:45