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31.03.07
jesus built my popopó, veio me dizendo um amigo de madrugada pelo msn. deixei de entrar no brinquedinho desde então. tenho medo das coisas que andam sozinhas. que falam sozinhas. que vivem sozinhas. vem outro e me diz: elas têm mais medo de ti, acredita – vai, desentoca. o que me faz lembrar de uma tira publicada no jornal, faz um tempo e não me recordo de quem (faz um tempo que não leio jornais, o que motiva um terceiro a me indagar “que bosta de jornalista sem informação” que eu sou; ao que respondo não ser jornalista e que, bosta por bosta, “de informações, o mundo tá se vazando nas calças”, só não me recordo por quem), em que uma minhoca diz ter sido salva pela auto-ajuda de sua vida tímida e solitária, estando finalmente pronta pra sair do buraco. corta pro quadro seguinte. cabeça já do lado de fora da toca. galinhas famintas ao redor. jesus built my popopó.
Posted by cacoishak at 3:36
29.03.07
the flying spaghetti monster

A student has been suspended from school in America for coming to class dressed as a pirate.
But the disciplinary action has provoked controversy – because the student says that the ban violates his rights, as the pirate costume is part of his religion.
Bryan Killian says that he follows the Pastafarian religion, and that as a crucial part of his faith, he must wear 'full pirate regalia' as prescribed in the holy texts of Pastafarianism.
na íntegra, aqui. pra saber mais sobre os tais pastafaris, clica aqui.
Posted by cacoishak at 23:56
caranguejo
sobejo, enquanto vejo-te
às alturas da superfície
cá, pleno em minha imundície,
à minha casa lamacenta.
adivinho se acalentas
sonhos de magnitude.
eu cá dentro mergulho, amiúde,
no açude denso do que penso.
invento verso enfurnado, mas
nunca venço o meu fado,
disfarçado no objeto direto
desse exoesqueleto: a modorra
do desejo em ofertar-te,
caranguejo, a carne íntima
que a ti desvelo.
Posted by cacoishak at 22:24
28.03.07
guilherme caldas

candyland assim, só na baixocalão.
Posted by cacoishak at 13:28
27.03.07
cecim mandavisar (de novo)

pra quem mora em belém, dia trinta, às seis e meia, na jinkings, tem o lançamento de "ó, serdespanto", do camarada vicente franz cecim. o cara é poeta dos melhores, gente boa pra caralho e ainda tem uma mulher da pontinha da orelha, dona nazaré. perde não.
Posted by cacoishak at 15:13
26.03.07
margeando nos cines do senhor
fazia tempo que não ia ao cinema. assistir a um filme decente, quero dizer. que não tenha sido acompanhando alguém de favor ou por obrigação. quando pagavam minha entrada. em dinheiro ou crachá. ainda assim. fazia tempo. daí, vem e me chega o arruda de viagem. depois de três meses em trabalho assistencial no meio do mato. com três salários públicos e enfiados na carteira. passou o dia trepando com sua beldade e a empanturrando de mimos. à noite, foi ao cinema. e me levou junto. em seguida, beberíamos. por conta dele. faz parte também de seus estudos. é uma espécie de terapeuta particular que cobra em estima. um personal shrink, coisa bem moderna. o filme, quem sugeriu fui eu. temporada curta de sessões populares onde geralmente esses almanaques cults adoram pagar de marginal numa sala de cinema subsidiada pelo governo. tanto caiu no gosto e no bolso, que resolvi voltar na semana seguinte. faz dois dias. começava às nove e meia. cheguei quinze minutos antes. todo mundo bastante atrasado, pelo visto. a sessão paga tinha acabado fazia algum tempo e nem sinal de público não-pagante. barata tonta, fiz ponto em tudo quanto era quina do lugar até achar o meu na sombra. pra ninguém tropeçar no meu ego quando chegassem. chegou só um guarda. segurança, militar, bombeiro. vai saber. tinha bigode.
– tá esperando alguém?
não estava. e ele sabia. nem quis saber.
– a sessão já encerrou.
o filme tinha sido cancelado.
– é que eu pensei...
pensava em nada.
– não tem mais filme hoje.
– tinha agora, às nove e meia.
– foi ontem, o tal do cine bizarro.
não era aos sábados.
– inclusive, isso vai acabar.
não era aos sábados. sexta-feira.
– então, foi ontem?
– muita confusão que tá dando.
o filme tinha sido ontem. não no domingo. na sexta.
– o pessoal traz muita bebida. enche a cara.
foi no que deu não checar antes.
– apronta tudo o que não deve.
sem um puto furado, o que mais me restava?
– e nem vai fazer falta, mesmo.
filar algum de graça nas imediações.
– só passa porcaria, filme ruim.
praticamente escoltado.
– dessas coisas que não prestam pra nada.
Posted by cacoishak at 15:11
22.03.07
MADAME SAATAN
A caboclada está em festa. Mandaram avisar que vem da floresta um novo batuque e ai de quem não estiver em seu devido posto – vai perder. Curupira desentortou as pernas pra chegar mais rápido e entortar o cabeção numa nice. Até Matinta Pereira se animou. Deu as caras e distribuiu pra todo mundo. É fumo rolando solto na mata, seô menino. Não é todo dia que vem por terra disco que promete abalar as estruturas entre o céu e o inferno, não. Lá longe, alguém berra. Começa a pajelança. Saci se regozija num oba-oba danado. O espírito baixou. A Madame Saatan chegou. Encostado num canto, o Capiroto esboça um sorriso e bota o chibé pra dentro. Faz cara de quem gostou. A cantoria não tem hora pra acabar.
Mas voltemos um pouco no tempo. Idos de 2003, quando ainda não existia uma banda propriamente dita – afirmação (negação?) contestada, sem maiores problemas, pela moderna física quântica e sua teoria das probabilidades. Senão, vejamos.
Sammliz era (não era) Sammliz e já surtava com a lua cheia. Ícaro era (não era) Ícaro, o contrapeso, desde sempre o equilíbrio em pessoa. Edinho era (não era) Edinho, o menino virtuoso com a educação de um gentleman. Ivan era (não era) Ivan, moleque malandro do Bairro do Jurunas e exímio jogador de Copas. Os elementos estavam na ar. Faltava, portanto, tão-somente um Big-Bang, um catalisador que causasse a reação química necessária pra que as dimensões se fundissem, dando vazão a uma possibilidade nova por excelência.
O nome da substância? Paulo Santana. Dramaturgo que, na época, encenava a peça “Ubu Rei”, de Alfred Jarry (outro conturbado de berço), então rebatizada de “Ubu – Uma Odisséia em Bundalelê”. Sammliz trabalhava com o moço e não titubeou ao receber o convite pra compor a trilha da montagem. Nascia a Madame Saatan, remetendo ao célebre filme de Cecil B. DeMille. Deus não quis falar? Who cares? Deu no que falar. E muito.
Tanto, que, se a temporada de náuseas e prantos da platéia chegava ao fim, o desconforto não podia parar. Não eram poucas as mães ainda a serem assombradas. Os trabalhos estavam apenas começando. No entanto, sem maiores neuras. Tudo em seu tempo – relativo que só ele. Assim como trabalho pode se confundir com diversão. E escandalizar não passa de uma mera quebra dos paradigmas. O tal do Caos, o tal do Cosmos. Fluxo e refluxo. Mal surgiu em 2004 e “O Tao do Caos”, primeiro registro da banda em EP, reverberou o que era, até então, uma promessa e nada mais.
E, valei-me Nossa Senhora de Nazaré, o que diabos era aquilo? Mesclando letras de uma poesia tão original quanto o som calcado numa fusão de ritmos tão díspares entre si quanto heavymetal e carimbó, hardrock e lundu, baião e jazz, blues e trash – morre num metal amazônico, pro rótulo ser chamativo que dá gosto e por logo um fim às especulações –, o disquinho despertou a atenção da crítica e dos produtores na bucha, sem pestanejar.
Não demorou pros convites serem feitos e lá foi a Madame Saatan tocar por plagas desconhecidas, em importantes festivais do cenário independente, como Bananada (GO), Grito Rock (MT), Calango (MT), PMW (TO), e em casa mesmo, no Se Rasgum no Rock. Caiu de vez no gosto de santos e demônios.
Mas também, né, maninho... (e essa não é a primeira vez que digo isso). Quem tem Sammliz, não pode reclamar da vida. Nem se dar ao luxo de não aproveitar cada segundo dela. Pito e repito. Lembro-me bem do último show que vi da banda. Sammliz sambava. Pulava. Requebrava. E chorava ao microfone, exalando charme e tentação. Sentada a uma caixa de som, compartilhava momentos de intimidade com a platéia. Todos se digladiando por algumas gotas do suor da musa, sensualmente respingados por ela com as pontas dos dedos entre um suspiro e outro. Ah, se fosse só isso, porém...
Se não tivesse Ivan Vanzar fazendo de suas estripulias na bateria, inventando uma nova bossa com as baquetas, que gargalham nos tambores e no que estiver por perto – seja teto ou cabeça de menino. E o que seria dessa cozinha não fosse o baixo nervoso de Ícaro Suzuki (num frenesi estranho pra quem conhece o moço fora dos palcos; mesmo seu swing com o instrumento parece bater de frente com a esfinge aos olhos de quem o vê distante) a picotar os riffs de Edinho. Ah, se não fosse a maestria desse moleque Edinho – galã de ocasião – a injetar o sangue de quatrocentos cavalos e seus relinchos bem na jugular da criatura, devolvendo-lhe a vida esparramada qual éter pelo chão de anáguas...
Não haveria Madame Saatan. Não haveria essa dualidade monocórdia. Não haveria festa e nem a lua como a conhecemos. Não haveria “história de amor cine trash à meia-noite”. Nem o álbum homônimo que ora celebramos.
Com produção de Jera Cravo, em conexão direta com a Bahia, e a participação de Alcir Meireles na direção musical, o CD foi gravado em apenas sete dias (há quem duvide e afirme que o sétimo foi de descanso) no estúdio “O Meio do Mundo”, do ex-baixista da também paraense La Pupuña.
De onde saíram pérolas do cancioneiro prapular brasileiro – musical e poeticamente falando – como “dormindo nos braços da estátua com folhas nos dentes”, da porrada seca que é Devorados, faixa que abre o álbum. Ou “nem seus pecados são mais você”, de DUO. Chega, arrepia. Hits fáceis, já entoados pelo público nos shows. Público que delira por Diana de Messalina Blues. Bate cabeça em reverência aos soldados de Apocalipse. Isso, pra não falar do auê provocado por Cine Trash, citada acima. A surpresa fica por conta de Ela Queima, Ela Sorri, composta durante as gravações, em que encontramos uma Sammliz melancólica além da média. Simplesmente linda. Divina. Maravilhosa. Internacional.
A caboclada tem motivos de sobra pra festejar. É a Amazônia que pede passagem. Quem é rei, afinal, nunca perde a majestade. E já dizia a rainha: índio quer apito, mas também sabe gritar. Algum outro clichê aí na manga? Ou cansou da mesmice? Inúmeras são as probabilidades, não é mesmo? Pode, então, pegar a manga e começar a chupar. Transfigurou. Foi-se o tempo em que a mata era a explorada. Ela quer, agora, é explorar. O uirapuru vem cantando trazer as boas novas. Faz o pedido, que a Madame Saatan despacha.
Porque essa festa... ah, essa não tem hora mesmo pra acabar.
ooOoOoo
release escrito pro lançamento do primeiro álbum da madame saatan. fui convidado a escrever o texto de apresentação, o que me deixou bastante honrado. quem não conhece, que corra atrás.
Posted by cacoishak at 16:41
21.03.07
pedro vianna mandavisar

Posted by cacoishak at 16:59
20.03.07
herbie

na baixocalão.
Posted by cacoishak at 3:15
19.03.07
salinas
levar uma vida entre pescadores, a duzentos quilômetros da capital, também é uma possibilidade. uma nova. mais uma.
Posted by cacoishak at 16:19
18.03.07
cel manda avisar
amanhã, às vinte horas, na livraria da travessa de ipanema, o amigo carlos eduardo lima lançará seu primeiro romance, vestido de flor, pela editora vertical. escrevi uma modesta resenha a respeito. aqui e abaixo.
ooOoOoo

Sei de uma coisa apenas: esse troço de amar e ser amado, atravessar a praça de alimentação do shopping abraçadinho à cara-metade pra depois ficar brincando de sujar a cara um do outro com os sorvetes que vieram de brinde na promoção da lanchonete fast-food – brinde este que tu fez questão de pagar sabendo que estavam te enganado (ei, acorda, seu paspalhão, estão te passando pra trás, será que não dá pra ver?!), mas pagou o dobro do preço que pagaria pelo sanduíche e o refrigerante mais a batata-frita num podrão de esquina, pagou rindo que nem um abestalhado porque ela pediu com aquela voz de siriema recém-saída do ovo que só as mulheres mais despudoradas sabem fazer quando precisam engolir o discurso pós-queima-dos-sutiãs que usam na hora do coito e nas discussões sobre religião e política; isso tudo aí de pagar uma de namoradinho, enfim, sei que isso não é pra mim.
Nem pra mim, nem pros tetos da vida. Porque isso de amor, tsk... isso acaba. “Acaba pelas circunstâncias, pela rotina, pela falta de tempo, pelo desinteresse, pela vida, pela morte. O amor acaba de qualquer jeito”, confirma-me o teto do apartamento onde mora Bernardo, o herói de um romance mela-cueca que acabou de ser lançado pela Editora Vertical. Vestido de Flor, o nome do tomo encharcado de lágrimas.
Confirmação a qual lhe retruca o tal herói: “Mas... Eu não concordo exatamente com isso”. Alter-ego escancarado de seu criador, o jornalista Carlos Eduardo Lima – que, hell well, não satisfeito em acreditar no amor, acredita também no rock’n’roll. Poutz. Não podia dar em outra, né? Dramalhão com direito a trilha sonora ao longo de todo o livro. De Engenheiros do Hawaii a Counting Crows, passando pelo Rei Robertão e os mineiros do Clube da Esquina – disco este que acaba virando o brinde lá de cima com que, a certa altura do campeonato, Bernardo presenteia Flora, admiradora involuntária de Vitor Ramil e mocinha da história.
Que, resumida, fica assim: carioca desempregado e aficionado por cultura pop, aos trinta e quatro anos ainda morando com a mãe, marca um encontro às escuras com uma desconhecida, atriz teatral curitibana e amiga de uma amiga do moço, ocasião em que ela deverá usar – adivinhem – um vestido de flor como referência pra que o rapaz a ache no meio da multidão. A isso, segue-se um emaranhado de encontros e desencontros na cidade maravilhosa, em que o pano de fundo simplesmente não importa. Afinal, estão embriagados de amor (alusão minha, concorrendo com as cinematográficas do livro). Ou, pelo menos, um deles está.
E assim se resume a história. De boa parcela da humanidade de uns tempos pra cá, a bem da verdade. Resumindo ainda mais um pouco: homem correndo atrás de mulher, que desdenha. Mas só aparentemente. Como todo bom resumo deve ser, aliás. Falso. Incompleto. Difícil, isso de falar de si próprio na terceira pessoa. Imputar suas inseguranças e jocosidades a outrem e, não obstante, fazer com que esses sentimentos soem tão eloqüentes a ponto de terceiros tomarem pra si a dor negada pelo autor.
CEL – como Carlos Eduardo Lima é conhecido por seus leitores habituais – soube realizar essa proeza. Um livro bom de se ler na praia. No ônibus. Na fila do cinema. Escrito e pra ser lido de maneira simples, quase à surdina. Sem maiores malabarismos literários. As contorções, ele deixa pro romance em si. Como todo romance deve ser, aliás. E é. Esse papo de chapado, muito reto e esticado, isso é coisa de teto mesmo. De parede, que não tem mais o que fazer na vida. De porta.
Portas... mas, afinal, que culpa temos de pertencermos, como bem o disse Alexandre Inagaki no prefácio do livro, a essa “geração de cínicos cênicos”? Talvez Flora, a atriz da trama, consiga explicar. Ou prefira continuar atrás da sua. E de Vitor Ramil.
Posted by cacoishak at 15:41
17.03.07
pentagon strike
não faço idéia se este vídeo é antigo ou não na www. nunca foi tão oportuno, porém, quanto agora.
certo que, doido por doido, sou mais os nossos - bem conheço a raça. mas... sinceramente? faz-me rir.

Posted by cacoishak at 12:07
16.03.07
domani

cartaz do galhardo pra peça da d'umbra, da qual falei lá embaixo. não custa lembrar: amanhã, às 21h, no satyros um.
Posted by cacoishak at 15:10
cecim manda avisar
que hoje e amanhã, às seis da tarde, tem mostra kinemandara. são cinco curtas em super oito, dirigidos pelo poeta vicente franz cecim e que retratam uma belém surreal na década de setenta. raridade quentchura. hoje, "matadouro", "permanência" e "sombras". amanhã, "malditos mendigos" e "rumores". onde? no cine líbero luxardo (de volta cunscaralho). mas a festa não pára por aí. cecim aproveita a ocasião pra puxar o lançamento brasileiro de seu livro "ó serdespanto", já lançado em portugal pela bertrand. nessa, eu vou. fácil.

Posted by cacoishak at 3:19
15.03.07
escrevescreve
e continua escrevendo, a diaba. só que, agora, também na folha de são paulo. pois é. são paulo. de novo. digo mais nada. pena não ter uma senha pra poder seesaw na ilustrada. alguém me empresta uma roubada? prometo devolver assim que pisar por lá.
Posted by cacoishak at 22:35
roxo de fosse

e pra quem está em são paulo, sábado é dia de teatro. às vinte e uma horas, estréia a peça roxo, do dramaturgo norueguês jon fosse. no satyros um, praça roosevelt. quem está dirigindo é a fernanda d’umbra. não estarei lá pra ver. talvez chegue a tempo de assistir a uma das últimas apresentações. talvez não – nem sei quando sai de cartaz. não vou dizer que pouco importa. porque importaria, sim. e muito. o texto é foda até não querer mais. tudo nas entrelinhas, nos pequenos gestos, na mínima entonação das vozes. sei que a d’umbra acertou na mão. faz mais de dois meses que se entregou de corpo e alma e bolso nisso. queria estar lá pra ver. estava lá quando da primeira leitura, em passagem relâmpago. queria poder estar lá pelo menos pra leitura final. e me deixar cair com a tempestade.
é um pensamento freqüente – e praticamente decisão tomada – passar um tempo que seja em são paulo. não por são paulo em si. o interior de goiás seria a outra pedida, apesar da capital paulista poder me oferecer tanto quanto o que procuro – com alguns extras no que diz respeito às finanças. ou o contrário absurdamente lindo. sei de pouca coisa. mas o que sei é certo.
preciso demolir a casa. esquecer que existo. preciso não precisar de mais nada.
Posted by cacoishak at 18:59
13.03.07
free república
vai do gosto de cada lady
rasgar sua pele com diamantes
ou adorná-la com carvão
vai da pressa do freguês
de cada um de seus chiliques
e dos tropeços encenados
de aviões de guardanapo
de cada promessa clandestina
de um retorno debruçado no guidão
vai ao gosto de bloody
mary vai embora
vai, pois, mas não volta
vai de dia
que a noite já não suporta
tua presença em sacos plásticos
nem teu funga-funga em poças de algodão
Posted by cacoishak at 0:26
12.03.07
matias maxx manda avisar

Saudações amigos y Clientes!
Hoje, nesta quarta dia 14 de Março é escrito mais um capítulo da emocionante saga dos quadrinhos bagaceiros brasileiros. Hoje é dia de lançamento da revista Tarja Preta #5 om 124 páginas de histórias em quadrinhos e idéias a prova de balas.
Depois do sucesso de mídia e público da abertura da exposição "Mzk e o Sr. Peixoto" sábado na La Cucaracha, convidamos todos para celebrar no Pista 3 (Rua São João Batista 14) o lançamento desta mítica revista, após um ano e meio em que ela não saiu, mas nunca deixou de existir.
Como dizem por ai o processo é lento, mas o barato é louco e não poupamos nosso rigoroso senso crítico para trazer as histórias mais classudas de mostros como Mzk, Juca, Allan Sieber, Sylvo Ayala, Arnaldo Branco, flávio, Leonardo, Johandson, Goose, Zé Colméia, Danilo, Chiquinha, Dunia, Daniel Paiva, Schiavon e mais um monte de gente. Em entrevista exclusiva Marcelo D2 fala de duras, os anuncios que se recusou a fazer e assume que o Planet Hemp foi a melhor coisa que já fez. Rolam várias reportagens e quadrinhos e textos herbífumos. A capa é do Jaca, e o contúdo obviamente desaconselhado para menores de 18 anos.
A festa rola a partir das 22h, com os DJs-Editores Matias Maxx e Juca e mais o convidado DJ Castro. Nas caixas, afrobeat, boogalo, latin jazz, ska, swing rock, Miami bass e pancadão.
Espero vocês lá!
Fiesta de Lançamento da TARJA PRETA #5
Quarta 14 de Março as 22h
Djs Juca (se essa moda pega), Matias Maxx (fiesta Cucaracha), Castro (Africa XXI/ A filial)
Pista 3 (Rua São João Batista 14, antigo Bukowski)
Entrada R$10 ou R$8 c/ filipeta impressa
Enviando seu nome para este e-mail até as 20h, você paga apenas R$5
Posted by cacoishak at 22:46
nove meses dentro do abridor
na cama, jogo
de nomes, nomes
aventais bordados
de fome, fome
céu de porcelana
pra quebrar
casa de boneca
pra passar a noite
seu sonho
nos grampos
e pronto!
vamos apostar?
asas cortadas, aparadas
barbeado, empoado
cobro a corrida de volta
somente se você enjoar
(by paulo scott)
Posted by cacoishak at 2:34
10.03.07
gabriel goes

artista da semana na baixocalão. passa lá.
Posted by cacoishak at 10:53
estressado?
a literatura de lovecraft dá um jeito nisso.
Posted by cacoishak at 0:47
8.03.07
tune-se

maiores informações, aqui.
Posted by cacoishak at 1:35
7.03.07
lennon answered
whaddahell
yo nos oy
form alidade
pra ficar
nesse disco arranhado
comousemsuas
ritaleenas
embora sempre mutante
Posted by cacoishak at 2:42
6.03.07
angélica manda avisar

Lançamento
Revista Inimigo rumor 19
Revista Ficções 16
a cadela sem Logos, Ricardo Domeneck
Rilke shake, Angélica Freitas
20 poemas para seu walkman, Marília Garcia
Atos de repetição, Valeska de Aguirre
Poemas do front civil, Ariosto Teixeira
Rio de Janeiro:
Sábado, 10 de março, às 10h
Livraria Berinjela
Av. Rio Branco, 185 – Subsolo – Loja 10
Tel (21) 2215-3528
São Paulo:
Segunda-feira, 12 de março, às 20h
Bar Balcão
R. Dr. Melo Alves, 150
Tel (11) 3063-6091
conheci essa pessoa de uma forma das mais inusitadas - garoto tímido que sou. mas isso também não vem ao caso agora. sorvi muito desse shake. é isso que importa. e esse livro estará na cabeceira em breve.
Posted by cacoishak at 15:09
5.03.07
lowbrow news

por paulo ponte souza
saiu matéria sobre a baixocalão n'o liberal, assinada por elck oliveira. pra ler, clica aqui. de boa, biajoni já tinha comentado algo. rafael guedes também. e a claudia reitberger tascou um banner na rockpress. os artSHITas agradecem.
Posted by cacoishak at 2:16
4.03.07
ei, você
vai tomar no cu.
pronto. falei.
Posted by cacoishak at 5:31
bc no liberal


Posted by cacoishak at 2:41
3.03.07
pílula number two
Ialorixá está de cara fechada. Mandou avisar que Babalorixá vem vindo por aí e ai de quem não estiver em seu devido posto. Ogãs em polvorosa dão os retoques finais no terreiro, enquanto Ebomins tocam freneticamente a Adjá da casa, despertando Orixás mais dengosos. Ikedes se entreolham apreensivos, após meses de preparativos sem descanso. Tudo há de dar certo. Esse Ebó, afinal, é dos fortes. Não é todo dia que os espíritos se reúnem em torno de tão aguardado evento como o lançamento de um disco que promete abalar as estruturas entre o céu e o inferno. Lá longe, alguém berra. Começa a batucada. Obás se regozijam num oba-oba danado. Eré baixou. A Madame Saatan chegou. Encostado num canto, Exú esboça um sorriso e bota o chibé pra dentro. A festa não tem hora pra acabar.
(...)
parágrado inicial do release que escrevi pra banda madame saatan, por ocasião do primeiro álbum homônimo, a ser lançado em breve. yes, essas pílulas estão funcionando pra valer. no momento certo, publico o texto na íntegra. por ora, passo pro próximo da fila.
Posted by cacoishak at 18:13