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8.02.07

Que nome tem isso

À tua porta Como uma lata de sardinha enferrujada ou qualquer outra analogia dessas emprestadas das coisas gastas, uma bandeira desbotada pelo sal da monção, um pneu em alto mar é bóia, a espuma suja é furta-cor, uma madeira envernizada pela maresia e toda sorte
de resto e coral.
sou uma menininha acanhada que enxerga tudo mas não pode dispor de si no inverno.
olho: meu binóculo de brinquedo -daqueles de brinde de plástico-
as tuas belas barbas ruivas de molho
e a mão fechada,
lavada há muito.
há uma cara
meu pobre
– e cafona
peito aberto,
e as costas,
Infinitamente
Oh
vergadas.
(como só um feto
e não um ancião
pode tê-las)
a ti- tanto- fazia.
pra rimar cretinamente com a
afazia de
assassinos de filhotes de foca

E caem várias fichas
Mas (se houvesse uma)
na máquina emperrada
.
Por hora, te imito o sotaque
essa malemolência,
do tipo 4 por 4
esse freestyle de fim de festa
pra te ser cúmplice no álibi.
.
e, agora, soum bárbaro à deriva
que não dobra a crista, pede carona, pede emprestado
e não paga
.
como
a criança mais nova
admira
o guri supostamente mais esperto
e se rala.

no mais, o excesso não é bom pra nada que se pretenda poema
essa prosa vulgar
me tira o leme da mão
esquerda

e na quarta
curva
-
de topologia imprecisa
-
faço amor contigo,
conforme rezam
as especificações técnicas
para altíssimo mar

(karina jucá)

Posted by cacoishak at 8.02.07 23:45