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26.10.06

cútis pongueana (recauchutada)

tento
sempre quanto
ainda me parece possível

arriscar
quando a vida
me põe em
baraços

não corro atrás

simplesmente
shit happens

e coincidências persistem

dando uma de deedee
ou sid no cio

nada dos traumas de uma época em que
peito pra mim
só os de madre conchita

it´s a brand new dollar, babe
ou os centavos roubados da irmã caçula pro lanche das seis

com a namorada pendurada na parede da oficina

faz tempo que não sonho dormindo
nem jogo ping-pong pra lorear a pélvis

Posted by cacoishak at 4:47

24.10.06

índio quer rock

and roll. porque indie é coisa de viado. saiu matéria nossa na revista outracoisa número dezessete. com fotos de mário guerrero e renato reis. tiveram que dar uma ligeira enxugada no texto, por assim dizer, mas não pega nada. vai abaixo a íntegra da bagaça. não revisada, obviamente. diz boa noite, william.

- boa noite, fátima bernardes.


ooOoOoo


Brasil, 1500. Aportava no território hoje conhecido como Bahia de todos s santos as três naus portuguesas, abarrotadas de marujos sedentos por desfrutar dos prazeres oferecidos pela terra ainda desconhecida. Mata fechada era o que podiam apurar ao longe. De onde logo saíram os nativos para recebê-los um tanto quanto calorosamente, por assim dizer. Levados pelas mãos por beldades cor-de-jambo, cujos cheiros e sabores eram da receita o mais exótico dos prazeres, adentraram a floresta. Não demorou, depararam-se com o nunca dantes visto. Festa estranha, com gente esquisita. Mas nada de birita. “Passa um cachimbão da paz pro Cabral, que daqui ele não sai mais”, disse então Abopuru, a primeira groupie genuinamente brasileira. Gostou tanto do pincel do moço que dele ganhou de presente, que acabou com ele ensaiando seus primeiros garranchos. De lá pra cá, pouca coisa mudou. Pouquíssima coisa mesmo...

Brasil, setembro de 2006. Belém. Parque dos Igarapés. I Festival de Rock Independente do Pará. Se Rasgum no Rock. Roqueiros saídos dos confins da terra brasilis, sedentos por desfrutar dos prazeres oferecidos por este solo ainda desconhecido pela maioria dos nativos que neste país se escondem, desembarcam por estas plagas sem a mínima idéia do que por eles esperam. Na bagagem, além do bom e velho rock´n´roll, alguns artefatos que, a olhos desatentos e desprovidos de um mínimo de sensibilidade, não causariam assim tanto furor. Pode ter demorado além da cota, mas finalmente a Bahia caiu. Após mais de quatrocentos anos de rixa, o Pará teve sua chance em caráter oficial de desbancar os orixás no veredicto final. Com destaque no quesito sensualidade. E em tudo mais que a criatividade pôde transformar quando os recursos que se tinham ao alcance das mãos, embora distantes de serem rústicos, eram, no entanto, escassos.

“Estamos passando uma temporada em São Paulo, temos alguns compromissos com o Sesc e tal. Então, fora o frio de são Paulo, ainda há a tensão com o PCC nas ruas e o caralho, nego fica se cuidando na hora de voltar pra casa e tudo. Daí, chega num festival desses, com esse clima, a gente até se desintoxica um pouco. Passei horas ontem no igarapé. É difícil surgir uma oportunidade de curtir uma água dessas, mais natural. Eu estava comentando com o Marcelo (Damaso, um dos organizadores do festival) que o sujeito que projetou esse parque, essa estrutura toda, se inspirou no rock´n´roll, em Woodstock. Pensa num lugar perfeito. É aqui”, desabafa Fred 04, da Mundo Livre (PE), escondendo o jogo do que realmente aconteceu nos chalés onde as bandas forasteiras, com exceção de Cachorro Grande – urtiga? –, ficaram alojadas, dentro do parque.

Com um pouco de insistência, continua: “É muito difícil a gente fazer o que está fazendo aqui, ficar os três dias acompanhando o festival, ficar no meio da galera. O fato da gente ficar hospedado dentro do parque também ajuda muito na história do intercâmbio entre as bandas. Não adianta essa coisa de e-mail, Orkut. Como disse o velho mestre Milton Santos, a verdadeira comunicação se dá no território. A comunicação cyber é uma ilusão de comunicação. Onde não tem emoção, não tem comunicação.” Agora, sim. Começou a melhorar. Mais um cutucão e o sujeito abre a boca.

“Isso aqui é pra garganta, eu fumo muito”, enrola Bactéria, tecladista do grupo, mostrando seus frascos de mel com própolis e de vitamina C, estrategicamente condicionados na mochila caso a energia pra antes e depois do show ameace falhar. Menos tenso, acaba por dar o papo: “talco pra chulé também é importantíssimo, porque senão ninguém agüenta dormir junto no mesmo quarto”. Mensagem recebida, missão cumprida. Próximo chalé.

Já entregues ao clima mormacento que lhes é tão familiar, recém-saídos de baixo das cobertas (a revista não se responsabiliza pelo conteúdo aqui exposto), os moleques do Mezatrio (AM), ao contrário de seus colegas pernambucanos, não se encabulam de expor suas perversões mais ousadas, logo de cara: se amarram num papel contact e suas mil e uma utilidades. “Filmito serve, na verdade, pra embalar comida e deixar na geladeira sem que ela fique ressacada. Mas a gente usa pra embalar os instrumentos mesmo. A gente é pobre, não tem dinheiro pra bancar Protect Bag no aeroporto, então a gente usa isso”, explica o baterista Alexandre Lins, pagando uma de loverboy intelectualóide do underground amazonense. Escroto que só ele, o baixista Silvio Neto arremata: “mas não adianta de porra nenhuma, bicho. É só pra ficar mais bonitinho na hora de baixar o produto. Sabe como é... a idéia da Cidade do Rock foi impressionante. A idéia de ter tudo aqui, restaurante, barracas, mulheres, foi muito foda. E isso tem de ficar nos próximos anos pra caracterizar o festival”. Melhor passar pro andar de baixo. O perigo ali em cima era constante, como ficou patente quando Lins quis iniciar sua tese sobre o quão prático era o tubo já gasto do papel contact.

A umidade no primeiro piso do chalé, porém, continuava. Pelo chão, sinais da orgia promovida na noite anterior pelo grupo Los Porongas (AC). “Ao lado do Bananada, em Goiânia, essa foi a recepção mais quente que a gente já teve. Acho que aqui foi até um pouco mais. Fiquei sinceramente surpreso e emocionado”. Pode não ter parecido até então, mas era pura cropofilia o discurso do baixista Márcio Magrão. “Biscoito Passatempo é a droga mais poderosa que pode existir, sabe. Você come um e não consegue mais parar de comer. Acaba trazendo algumas complicações gastro-intestinais. A mesma coisa com o amendoim que eu trouxe, me deu uma puta caganeira. Comi muito”.

Com a certeza de que, de fato, esse povo do Norte é tudo um bando de depravado desnorteado, restavam The Feitos (RJ), Bazar Pamplona (SP), Superoutro (PE) e Wander Wildner (RS). No meio do caminho pro resto dos chalés, o punk gaúcho vocifera, encerrando o assunto: “não enche, tenho que trabalhar”. Segue com sua mala de cd´s rumo ao centro do parque. A barraca de beijos do Wander seria montada. E o tempo corre. Quando, então, bate o cheiro da marola.

Completamente esquecidos do tempo e do mundo e dos noticiários da tevê, os mato-grossenses da Vanguart nem pareciam estar prestes a subir no palco. E eu, agora, peço licença pra fazer parte, em primeira pessoa explícita, da matéria e de tudo mais que rolou no mais aconchegante dos chalés do festival. Até então me acompanhando, o fotógrafo Mário Guerrero acabou perdendo a algazarra por motivos profissionais. Mais interessado em desbundar de vez, Renato Reis assume seu lugar, visivelmente ressaqueado.

Pelo menos umas quinze pessoas dos dois lados da hospedagem. Faltava só uma churrasqueira pro bacanal estar completo. Fumaça tinha. Rodinha também. Violas sendo arranhadas. Nativas nuas saindo correndo do quarto enquanto rolava a já tradicional partida de futebol de botão dos meninos. Tambores-de-bolso freneticamente batucados, despelando o couro de quem se aventurasse. Vozes por todos os cantos, falando nas línguas dos homens e dos anjos – caídos ou não –, emulando um verdadeiro ritual pagão inspirado nas rezas carismáticas dos programas de televisão. E eu no meio de tudo isso. Literalmente. Homenagem a seu gato siamês, o goleiro do time do vocalista Hélio Flanders (que trajava suas pantufas bolivianas de pêlo sintético fashion, após ter perdido suas havaianas na noite anterior em manobras arriscadas) se chamava Caco. In apuros again.

“O mais escroto é que cada jogador tem seu próprio nome. São pessoas que existiram de verdade. Ou grandes nomes do futebol ou conhecidos nossos. No time do Hélio, tem um cara que foi aluno de inglês dele, o Paulo Brustolin. O cara era manco, a gente o chama de habilidoso perneta. Engraçado foi que, um dia, a gente estava no aeroporto de São Paulo e quem aparece? Pois é...”, provoca o baterista Douglas Godoy. Mas não pára por aí: “Tem também um jogador que era do Grêmio. Não vou citar nomes, mas tem uma história de que o André Vasquez, do Sapatos Bicolores, comeu a neta dele”, prosseguiu enquanto animava a partida com seu tambor-de-bolso ganhado na véspera.

“Esse tamborzinho foi um presente de uma aí que faz parte da imprensa. No momento, ela está ocupada”, diz apontando pra moça, atracada a um dos membros de alguém da banda. “Vou levar comigo nas viagens. É bom pra acordar o povo. Acho que sou o novo tamborzinista da banda. Vou até fazer um case pra ele”.

Nesse momento, Retrato Reis chama de volta minha atenção, já então um tanto dispersa. O show da Baby Loyds, banda punk local com vinte anos de estrada, começaria seu primeiro show com nova formação. Nos dois outros dias, haviam passado Aeroplano, Turbo, Nó Cego, Buscapé Blues, Stigma, Telesonic, Álibi de Orfeu, Johny Rockstar, Norman Bates, Stereoscope, Cravo Carbono, Suzana Flag e Madame Satan. Naquele domingo, dia 3, Retalietory acabava de tocar. Faltavam Jolly Joker, Delinqüentes, I.O.N., A Euterpia, Sevilha, Coletivo Rádio Cipó e La Pupuña pra quem ainda não tinha conseguido – vai saber como e por quê – descabelar o palhaço.

Sex appeal pra isso, as bandas paraenses tinham e têm de sobra, como bem o reparou Fred 04, com quem me reencontrei a caminho dos palcos. “Acho bacana o relacionamento do público daqui com as bandas locais. É parecido com o que rolou em Recife no começo, da galera se orgulhar e dar uma moral bacana pra eles”.

Nada à toa, meu caro senhor dos mangues. Afinal, foi-se o tempo em que meros espelhos davam conta do recado na hora de fazer bonito antes do coito. O escambo, agora, é mais embaixo. Índio quer é rock. E exigem que, por favor, seja bem feito. Pois começam a perceber que o produto de troca local está cada vez se valorizando mais, especializando-se mais e ganhando mais espaço e respeito da mídia nacional. O povo da Dançum Se Rasgum fez sua parte ao organizar minuciosamente os banhos afrodisíacos da pajelança pra muvuca não se desanimar um só minuto. Agora, resta apenas ao Brasil se curvar aos encantos da floresta. E de suas nativas groupies.

Posted by cacoishak at 3:30

The Ballad Of John & Yoko

Standing on the dock at Southampton
Trying to get to Holland or France
The man in the Mac
Said, "You've gotta go back"
You know, they didn't even give us a chance

Christ, you know it ain't easy
You know how hard it can be
The way things are going
They're gonna crucify me

Finally made the plane into Paris
Honeymooning down by the Seine
Peter Brown called to say
"You can make it okay
"You can get married in Gibraltar, near Spain"

Christ, you know it ain't easy
You know how hard it can be
The way things are going
They're gonna crucify me

Drove from Paris to the Amsterdam Hilton
Talking in our beds for a week
The newspeople said
"Say, what're you doing in bed?"
I said, "we're only trying to get us some peace"

Christ, you know it ain't easy
You know how hard it can be
The way things are going
They're gonna crucify me

Saving all your money for a rainy day,
giving all your clothes to charity,
last night the wife said,
oh boy when you're dead,
don't take nothing with you but your soul

Made a lightning trip to Vienna
Eating chocolate cakes in a bag
The newspapers said
"She's gone to his head
"They look just like two gurus in drag"

Christ, you know it ain't easy
You know how hard it can be
The way things are going
They're gonna crucify me

Caught the early plane back to London
Fifty acorns tied in a sack
The men from the press
Said, "we wish you success
"It's good to have the both of you back"

Christ, you know it ain't easy
You know how hard it can be
The way things are going
They're gonna crucify me
The way things are going
They're gonna crucify me
The way things are going
They're gonna crucify me


ooOoOoo


não tenho certeza. mas sinto já ter postado isso aqui antes. e quem disse que não vale a pena?

Posted by cacoishak at 3:23

18.10.06

joca manda avisar

Posted by cacoishak at 16:20

17.10.06

tá chumbado, o menino

"chumbei ele. tava tenso. disse que não tinha dormido a noite toda".

sabe lá o cacete o que mais eu devo ter dito depois que os sedativos começaram a fundir a cuca. de cueca e meias e toca e um avental. deitado sobre a mesa fria de alumínio do hospital. hoje de manhã. bem cedo. claro que eu não ia dormir. sou vampiro. do bando de rê mutran - parte pobre da família (pobre filho de pai rico, ele diria, todo prosa numa citação que fui descobrir, na festa da chiquita última, ser minha. eu, de cowboy, numa das maiores e melhores festas gay do país, na companhia de três machos de carteirinha - um descamisado, outro ray banizado e, o terceiro, galã-arroz-de-festa - ymca total. pois é meu o bordão, cuspido na lata de um casal simpático no elevador do prédio do renatinho, onde passava meus primeiros dias depois de ter dado o fora de casa. carnaval de dois mil e dois - mas essa é outra história. eu pensando esse tempo todo que havia sido uma pérola dele. modéstia à parte, digna de pára-choque de caminhoneiro hômi-bode. acabou compensando o renato na chiquita com seu "tô doado" - crássico pra ficar: tô cansado, tô chapado, tô excitado, tô quebrado. tá todo ado, o garoto. todo ado. tô doado. resume bem a pendenga). pois bem. não dormi. e a anestesista jurando que eu estivesse tenso. talvez. como disse, vai saber das atrocidades que não devo ter dito a medida em que os olhos iam minguando. muitas emoções vividas nesses últimos dias. raciocínio confuso. aposto um maço como não rodei um filme de trash terror regado a muito psychobilly na mente da equipe médica. mas sobreviveram aos contos da cripta. estavam em ligeira vantagem. eu, braços e pernas amarrados à mesa, só podia devanear. mente livre, cachola fresca. e dava pra ser difente? mais um tiro apenas que me restava. os outros cinco já haviam sido disparados. uma engatilhada a cada mês. e nada de bala. era pull the trigger e pimba. miolo pra tudo quanto era lado. e chama o wolf. uma senhora roleta-russa, essa em que me meti. ainda não compreendo bem essa minha vocação pro auto-boicote. é geronimosidade demais pro cabeção. desvendo no romance, quando começar a pensar no que escrever. por enquanto, vivo. e vou me testando e testando meus limites. importa é que se foi embora el madito catéter. esse mesmo. bastante útil durante a quimioterapia. mas que tava servindo de mero body-art pra boi dormir dentro do peito nos últimos cinco meses. bomba-relógio. a qualquer momento podia ser bau-bau. tinha de ser limpo religiosamente uma vez ao mês. mas quem disse eu me prestava a isso? cinco meses. cinco tiros. nada de bala. da sexta tentativa, não escapava. bala na agulha. coágulo no coração. e piff. bar none. daí, resolvi não arriscar mais. e a-tirei essa porra do lado contrário ao coração. cansei de brincar de john wayne. clint pediu passagem. vou sentir saudades do meu terceiro mamilo. e nem um mapa pra confundir as ladys deu pra rabiscar. chumbei demais. a cruzeta não saiu. fica pra próxima encarnação. quando hei de nascer com um terceiro mamilo-pitomba de fábrica. sem motivo nenhum pras siliconizações.

Posted by cacoishak at 19:31

13.10.06

o preço da égua é cento e vinte?

então, é o seguinte. o livro fica só por vinte muesmen. e só tenho mais sessenta exemplares comigo pra venda. não faço idéia de como anda a saída do livro nas livrarias país afora, virtuais ou não. faz tempo que não estabeleço comunicação com a editora, cortaram o fio entre uma lata e outra de leite moça. mas talvez eu possa garantir que, sim, tem bastante ainda lá no estoque deles. mas comigo, já disse, só mais sessenta. o que significa que a temporada das marcas de batom sob canetadas tá acabando. não me pede pra assinar nada no meio da rua, que eu vou fingir que nem conheço. porque não conheço mesmo. caso conheça, é outra história. tanto faz se antes ou depois do tropeço. como se alguém realmente fosse pensar em fazer tal coisa. ou questão. enfim. deu certo com a clarah, vamos ver se dá comigo - o que duvido muito. mas não custa tentar (vai virar bordão). pedidos pelo email cacoishak arroba gmail ponto com. sem frete, carta simples. não custa. e ainda alimenta uma criança. e o pai dela.

que se foda, né?

tentando organizar um pouco as coisas por aqui (divulgação, clipping, o inferno), eis os pontos de venda até agora (que eu saiba; preciso discar o 0800 da 7letras):

saraiva
livraria cultura
submarino
jinkings
ponto&vírgula - a partir de segunda-feira.
sebo do bactéria
grafiteria
abunai records

nem sei se tô me esquecendo de mais outro logradouro. mas fica assim por ora.

Posted by cacoishak at 16:40

kcobb

lançamento do livro de bb queen na mercearia, em são paulo. falo em breve do que achei dessa fila sem fim dos demônios descontentes dela. e aí, quer mais do que beber? chega aqui.

ooOoOoo

e no próximo sábado, quatorze, tem mais das filhas da chiquita. às vinte horas, na estação.

Posted by cacoishak at 0:31

12.10.06

cardoso MANDA avisar:

Lourival, camarada, pare um pouco de MASCAR este dente e atente para o seguinte fato, que lhe alcanço sem maior compromisso:

Pois eis que hoje, 12 de outubro de 2006, de acordo com os preceitos de uma VETUSTA ciência chamada MATEMÁTICA, eu, André Felipe Pontes Czarnobai - o tradicional Cardoso - completo meu DÉCIMO MILÉSIMO DIA de errância contente por cima deste imenso globo terrestre.

Precisamente isto: 10 mil dias de vida.

Quite a SUM, isn't it?

Em comemoração ao SINGULAR da data, eis que aproveito o APLOMB intrínseco a esta EFEMÉRIDE pessoal para anunciar a finalização - e conseqüente LANÇAMENTO - do meu igualmente pessoal website, que batizei por influência da LUA QUARTO MINGUANTE, de QUALQUER.ORG.

Tu vê que papelão, o SOL não sabia o que queria.

Ele nunca sabe.

O lance é que depois de quase UM ANO levando surras diárias y homéricas de linguagens de programação modernosas, desenhando os layouts mais toscos e esquizofrênicos do universo e cozinhando os olhos na tela e a raba na cadeira UPLOADEANDO milhares (literalmente) de imagens e textos por dia, já dá pra se dizer que uns 70% do conteúdo previsto está no ar.

Nos meses seguintes: MAIS.

Se me sobrar tempo.

Mas por enquanto é isso, Lourival: WWW.QUALQUER.ORG

Posted by cacoishak at 1:57

11.10.06

não que eu esteja um tanto parado

vocês é que estão indo rápido demais. calma, pueblo. muita coisa pra um pobre cretino resolver assim sozinho. maracujá tá em oferta. tiro e queda com adoçante. ou dêem uma de benvenutti e virem pai. também acalma. digo por experiência própria. quem leu o livro, sabe. nada que compense o sono tranquilo / emaranhado nos cabelos do peito. e foi assim que me aconteceu no domingo pra segunda. eu e malu, até meia-noite e meia, assistindo ao adultswim. depois, fomos pra cama. pela primeira vez em meses. só os dois, mais ninguém. nem glenn gould, nem porra nenhuma na vitrola. só o ronco de seu peito entupido. malu é fã do espantalho. e tá esperta que nem o cão. já na fase do por-quê. e do o-que-é-isso. não queria dormir. puxava as pálpebras pra cima com as pontas dos dedos e me dava um sorriso maroto. uma calmaria só. aprendam com as crianças. ando aprendendo muito com elas nesses últimos meses. minha irmã de oito anos, por exemplo. também é fã do má reputação, a sarah. hoje fui buscá-la na escola e veio junto a radana, colega dela. "cacooow, quero um livro pra mim! tem aí?". propaganda da outra, que exibiu a preciosidade pra todos no colégio. "procurei mas não encontrei". não tem mesmo em lugar nenhum, baby. ainda não tomei vergonha na cara pra deixar nas livrarias daqui de belém. mas eu posso com isso? uma pirralha de oito anos, alérgica a tudo que seja praticamente invisível a olhos nus, querendo uma mostra dos meus versos fandangos. até daria de bom grado - como o fiz pra minhas irmã e filha. fora que, reza a lenda, ela leu o livro todo numa manhã ao invés de estar prestando atenção ao que dizia a professora. não quero correr o risco, no entanto, de ser processado pela mãe da garota por aliciar menores. já me bastam as de dezesseis anos que me cruzam o caminho. se bem que não custava tentar. não é esse meu papel como escritor? aliciar menores? não é isso o que os escritores fazem? fizeram isso comigo, eu acho. fui praticamente arrombado por vários em fila na estante. e vejam só o caso da mãe do arruda, cujo nome não me lembro agora, mas que tem porte físico pra ser amante do cara. e de qualquer um dos nossos amigos - minha, inclusive. é diretora de um escola municipal. faz coisa de um pouco mais de um mês, fui pegar o arruda na casa dele pra irmos ao festival da se rasgum. tava esperando o puto na esquina quando lá me vem ele agarrado com um pedaço de mal caminho. fela-das-puta, pensei comigo. não leva a namorada pra levar a concubina. e era a mãe dele. a diretora da escola. tinha lido meu livro. e me pediu se possível fosse pra doar um ou dois pra biblioteca do colégio onde trabalhava. dei logo cinco. "é bom que elas leiam teu livro pra saberem que podem canalizar a revolta delas em outras direções que não o vandalismo". se ela diz... me convidou pra ir lá fazer uma leitura com a molecada. ainda não dei as caras. vou ligar pra ela dia desses. uma mãe que nem a do arruda não se pode decepcionar assim. e nem a criançada, por supuesto. que se foda o xilindró. nada como ficar detido nas galerias da cachola de um menor de idade. vou acabar dando o livro pra radana. a mãe dela que venha conversar comigo depois. afinal... melhor do que uma criança, só mesmo a mãe dela.

Posted by cacoishak at 14:59

9.10.06

VÉSPERA

As fotos não serão legendadas.

Se não posso escrever:
"Nós em Londres";

então não
escrevo
nada

fernanda d´umbra.

Posted by cacoishak at 11:28

atire no marião

O SOM QUE FAZ QUANDO O TACO CAI

Agora você anda triste
E sua tristeza tem um tom dramático
De mulheres do século passado
Você anda triste
Como um blues de Billie Holliday
Enquanto passa geléia importada na torrada
E passeia nos fins de tarde no seu carro blindado
E sua tristeza a impede de se sentir segura
Com tantos fotógrafos e colecionadores de escândalos
Agora você anda triste escolhendo roupas no shopping
E não gosta do que vê no espelho do provador

Daqui eu te vejo triste
Perdida numa festa que eu não quis entrar
Sua silhueta de diva lírica quase me enternece
Mas eu não pretendo perdoar suas boas intenções

E sei que sua tristeza não te impede de pensar
em viagens
a Tóquio & domingos de Páscoa

Mas eu sou um troglodita
Com uma herança maldita
Tomando chá em copos de whisky
E rezando pro dia amanhecer

Então não fica amargurada no transatlântico pra Atenas
Não se sinta autorizada a pensar em mim

Não fica triste, baby
é que antes de te conhecer
Eu já me esqueci de você

mário bortolotto


gostou do puemo? e da capa? um brinco só, diz aê? quer levar pra casa? porque tu pode levar pra casa, fácil. e com canetada do homem. não sabe como? ainda não? quer o caminho das pedras? ainda não clicou no link lá em cima? tá esperando o quê? quer que eu dê o recado por aqui mesmo? então, tá. lá vai:

próxima quarta, 11 de outubro, no espaço dos parlapatões (na praça roosevelt, 158), a partir das 19h. textos reunidos do já nascido crássico atire no dramaturgo.

e eu lá preciso recomendar? é o marião, porra.

Posted by cacoishak at 0:37

8.10.06

as vespas sem1puto

e muitcho mais. só aqui, na rock com jambu dessa semana.

e não se esqueçam! dia 10, terça-feira, às 18h, tem votação na estação:

"suíno homo sapiens", novo clipe do delinquentes. dirigido por shinji shiozaki e produzido por zena gorayeb. antes de irem lá votar, assitam ao clipe aqui.
hoje e amanhã, descanso. na terça, recomeço os trabalhos.

Posted by cacoishak at 15:01

5.10.06

tantas emoções...

mas nada de dinheiro no bolso. ju, luty e eu no pós-lançamento da funhouse. em breve, toda a cobertura de todos os prés, pós e do lançamento em si. só pra constar: dos quarenta livros que trouxe pra sumpimpa, não me sobrou nenhum. e pra quem pensa que estou nadando em moedas d´ouro, tsk tsk... quero saber desde quando escritor é tio patinhas. sente o drama das dívidas:

verbeat: 50 paus.
luciana: 140 paus.
cynthia: 150 paus.
gustavo: 300 paus.
leonardo: 300 paus.
tim: 260 paus - até agora. celular bloqueado.
multas ctbel: 600 paus.
pensão do mês que vem: 800 paus.

total: faz as contas aê.

ou seja. os livros vendidos não deram nem pra palitar os dentes. querendo contribuir com um cretino às portas da falência, só mandar um e-mail pra cacoishak arroba gmail ponto com.

Posted by cacoishak at 17:33

3.10.06

e pra quem não tem pudor de passar vexame em festa dos outros...

Posted by cacoishak at 15:47

2.10.06

punk-love no divã

enfim, saiu. aos poucos, vai saindo. sai um pouco, entra outro. sai outro, entra mais nenhum. nem ninguém. por uma temporada que seja. por ora, é o wildner na fita. capa de outubro da rockpress.

valeu pelo espaço, claudy. luv ya.

e tá que tá, esse rio. mais um pouco e não vai dar pra controlar essa vontade louca de me casar com tudo quanto é mulher de lá. mas também... vem essa e me faz isso. quem resiste?

aproveito a deixa pra agradecer todo o povo com quem eu cruzei no sábado - inclusive nos que tropecei. ainda falo sobre o dia com calma, tão logo chegue em casa. mas desde já começo a campanha pra santificar o marião.

Posted by cacoishak at 19:04