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14.02.06
não gosto de cantar vitória antes da hora, mas nem goleiro tem nessa porra
From: Marília - 7Letras
To: cacoishak
Date: Feb 14, 2006 2:12 PM
Subject: Re: originais revisados de poesia
Olá Caco
Seu original foi avaliado positivamente pela nossa equipe. Gostamos muito do trabalho e gostaríamos de incluí-lo na Coleção Guizos. Você a conhece? Estamos à disposição para conversar mais detalhadamente a esse respeito.
Um abraço, Marília
Posted by cacoishak at 15:12 | Comments (12)
11.02.06
disneilêndias
capítulo iii da saga escrita a conta-gotas pela menina natalia. isso ainda vira best-seller. daí eu paro de ler. por ora, continue direto na fonte.
Posted by cacoishak at 3:45 | Comments (5)
9.02.06
nas melhores livrarias do ramo

a timidez do monstro, novíssimo em folha de paulo henrique rocha scott. poesia rara de se encontrar por aí, minha gente. e escrita por um causídico. não confia em mim? até entendo. mas seguem os textos que acompanham o livro:
Prefácio?
Por Valério Oliveira
Me impressiona, nos amigos do Paulo, a falta de visão
Não exatamente de visão. De olho. A falta do olho direito
Cautela com o assassino. Cuidado com essa criatura de tapa-olho
Tímida? Rá! Não diga que você acreditou nos boatos?
Monstro que é monstro não menstrua na lua cheia
Lembra do mausoléu escondido na neblina?
No banheiro do segundo quarto à esquerda da escada
É, no banheiro do quarto em frente à armadura de Henrique V
Lá os azulejos sorriem: “Aos sábados servimos feijoada”
Quem? O monstro? Ah, claro, o bicho-papão de perna de pau
Quando falar com ele não fique olhando a cicatriz, o gancho
Não! Não mencione a aula de feng shui. Nada de ikebana
De firulas assim só escapam ratos, flatos e fratura exposta
E principalmente: jamais, nunca, em hipótese alguma diga poesia
De jeito nenhum. Poesia? Nem que a vaca tussa
O monstro detesta doido dado a arrotos de lirismo
Diga tosse, alicate, kombi, Rita, cabelo, sereia. Poesia não
Os monstros do Paulo têm essa capacidade maluca de cegar
De furtar o olho alheio. Mas só o dos amigos
A poesia do Paulo (quieto! o monstro…) também tem essa força
É risco de lâmina no olho bom. Lâmina-Buñuel: direto no direito
Caralho, nunca estive tão cego
Senhor Escuridão
Por Fabrício Carpinejar
Paulo Scott está em guerra. Em suas poesias, destila códigos ocultos, profecias escondidas no texto, visões a serem decifradas entre os versos, palavras minadas que se forem cruzadas viram crucifixos. Scott não veio para brincar, satisfazer egos, brindar com espumantes. É um profeta, paranoicamente criativo como um profeta, com estratégias militares de um profeta. Não peça para que leia sua mão, ele vai cortá-la. Não pergunta a ele se o emprego vai funcionar, se terá riqueza, se encontrará a alma gêmea, que ele está se lixando pelos resultados, concentrado na vastidão das pequenas feridas. “Trate logo/ porque/ num lugar sempre sangra.”
Em uma poética moderna e fraturada, Scott reúne o que antes alimentava poetas católicos como Jorge de Lima e Murilo Mendes ou ateus como Jim Morrison e Rimbaud: vidência e violência. Ver é prever: ver é antecipar o que vai ser pensado. Adota o sacerdócio da intuição. Há um escopo alucinógeno em seu ritmo, uma mística dentro da banalidade (que como diz Drummond, é a originalidade coletiva). Insiste em gerar o estranhamento do trivial, falando unicamente por imagens, em doação selvagem aos sentidos. Seus poemas dilaceram, não organizam absolutamente nada. É um ato agressivo que só o amor pode gerar, ainda que não seja compreendido na hora. São poemas insones, longe da lógica do sono, e sim imersos na falta de lógica da ausência de sono. Mantêm o estado alerta da descontinuidade e da ruptura com um pensamento hierárquico (tudo tem valor), de satisfação ao consumidor. Scott mostra que o excesso de consciência deforma, ao contrário do que se acredita e se credita à perda de consciência e ao inconsciente. Ele desorbita a natureza, sexualiza cada elemento. Muda o gênero da escuridão (fica masculina), fala da gravidez do limo ou narra o ato de felação com a luz: “lambe/ lambe/ é aqui”.
O sacrifício da intencionalidade significa em ganho de experimentação. O autor produz o desconhecido da linguagem a partir de junção de vocabulários amplamente conhecidos. O poema tem vida própria, que cabe ao autor admirar ou assistirr, não interferir. Nesse sentido, o escritor colabora para o efeito, a instantaneidade (mais do que espontaneidade) da nomeação. Preconiza a visualização pela cor, ao invés de sinalizar a forma pelo contorno da figura. A infância é cinza, a adoração é amarela, a noite é verde.
“ foi movimento de asas,
agora, é apenas
uma cor difícil”
São planos de um filme, que expressam a consciência autoral ao colidir suas imagens, e nunca agrupando as tomadas em uma seqüência linear. São objetos vivos, que não se fixam. São retratos verbais distorcidos e desmontados. Pela atuação freqüente de fanopéias, Scott abre espaço para desvios, sem nexos explícitos, expondo por fragmentos um caos psicológico, característico do instante único e irrepetível da percepção. O que importa é a paixão da percepção, desprezando esclarecimento e juízos morais. A plasticidade termina por gerar um laconismo, dando autonomia para as margens. Poesia do absoluto, de humor reprimido, que se faz de descobertas descarnadas e imprevistas.
“espirro contra a vidraça
borboleta de asas
opacas.”
O que são asas opacas? Não adianta questionar. Pois não se trata mais de asas, porém da soma do espirro e do vidro, que, juntos com a borboleta, atingem a opacidade das asas. Não existe a generalização conclusiva das cenas, um final propriamente. Os elementos aparecem pelo valor de suas partes. A justaposição remete a algo novo. Nem uma coisa nem outra. O poema utiliza fração dos signos para formar um corpo distinto.
É curioso perceber que Scott, mesmo embevecido da virtualidade surrealista, aposta na sublimação romântica. “Entre as coxas, a erva se guarda.” Canta a lealdade da mulher, a fidelidade feminina, apesar do podre ao derredor, da dor, da doença da posse e da descrença insana dos dias. “Você não adivinha a saudade que me veio quando o efeito do veneno passou.”
O mundo externo é um provocador da dissolução interna. “Luz de boate/ dentro das/ veias azuis”. O mundo que se promete protegido na timidez infantil transforma-se em medo adulto da invasão da realidade pela casa, onde “mendigos aguardam a surra no fim da tarde de quarta feira”. A ameaça encorpa o pânico e aumenta a fobia social.
Não se trata, portanto, de um diálogo do eu com os outros, mas da incompreensão do outro nos outros, em uma despersonalização gradual, dolorosa e necessária. “Sobreviver demora”, ensina o monstro tímido.
Posted by cacoishak at 16:17 | Comments (3)
8.02.06
worth the wait

Cold Sun of Circumstance
(Words by Barman / Music by dEUS)
Don’t keep quiet
Find a deal
If they can’t think it
Make ‘em feel
Use your eyes
Don’t compare
On a global scale
Strip it bare
Think out loud
Stay in shape
Spill your wine
on the devils cape
Waste your money
Like you think you should
And raise your glass
To the brotherhood
It’s the devil in the blood ,baby
He’s the cutter of a mighty funky deal
Be it only for a real short time now
Before the cold sun of circumstance
SHINES ON!
Smile on pictures
Smoke in bed
Don’t ever think
You know your pet
Use your charm
But don’t compare
Tell them when
But never where
It’s the devil in the blood, baby
He’s the cutter of a mighty funky deal
Be it only for a real short time now
Before the cold sun of circumstance
SHINES ON!
Don’t be precious
Don’t be proud
The past means nothing
When you’re down
Living hard
For a while
Will hurt your bones
But not your style
It’s the devil in the blood...
marquei toca e só ontem fui escutar o novo do dEUS, lançado em setembro do ano passado, composto e gravado pelo novo dEUS, sobrado apenas barman e janzoons. pocket revolution, o nome do rebento. acho que pra quem esperou cinco anos, cinco meses de atraso não devem ser tamanho problema. fato é que não toca outra coisa no meu ipod desde então. trilha sonora de um trabalho às carreiras e de graça bem feito e feito bem de graça - porque vergonha na cara, pelo menos, tu ganha. assim sendo, fica a resenha pra depois do trampo fechado. não prometo nada, porém. só digo que esse merece uma.
Posted by cacoishak at 2:22 | Comments (3)
4.02.06
the raconteurs
ainda não tenho opinião formada sobre. mas, com que diabos, quem precisa disso? vai lá e escuta, porra. e não que pareça. é o jack white.
cortesia do he-man, de volta à ativa. sempre com os melhores erros gramaticais da classe.
Posted by cacoishak at 12:38 | Comments (7)
delfin convida

Posted by cacoishak at 10:21 | Comments (1)
2.02.06
pág. 31-32
Não importava que aquilo (nosso encontro?) fosse inviável. Em princípio, a liberdade do vôo era a única condição para voar. É brega? Claro que é. Mas apostamos nisso. Eu, ainda mais tolo e caipira, apostei no amor. E ela dobrou a oferta e incluiu a tesão no jogo perdido. Grande mulher. Uma biscate. Linda, enfeitiçada.
Ter uma mulher como Joana não é algo fácil, que se resolva numa boa trepada. Ela me deu os subsídios para que eu pudesse enfrentar o pior dos meus inimigos, que era – e continua sendo – a solidão. Tive sorte porque entendi que havia me transformado num escroto. Devo isso a Joana. Sem exageros. Um amor de verdade serve para isso mesmo: para velar a si mesmo e aos nossos mais escrotos momentos de solidão. O resto é aparência, sexo, pistão, bate-e-volta. Arena de chimpanzés.
À solidão, portanto.
Que monstro é esse? A primeira providência para responder ao monstro é saber quem pergunta por ele. Se for o sujeito que há três semanas ainda acreditava (ah, que insistência...) em amor com vista para o mar, a resposta evidentemente seria luto, morte, dor e agonia: e o fracasso absoluto sob todos os aspectos. Agora, se a pergunta for respondida pelo sujeito que escreve nesse instante, a resposta é: tudo isso e mais um pouco de morte, fracasso, dor e agonia com uma bela vista para o mar encapelado do Leme. De um jeito ou de outro, o mais importante é saber que, independentemente da ocasião e apesar de quem é esse monstro e por quem ele pede, a resposta é a mesma: Joana não me quis, e acabou.
marcelo mirisola, em “joana a contragosto”.
mais familiar, impossível. vários aspectos. tomar notas.
Posted by cacoishak at 13:04 | Comments (4)
1.02.06
manga com chuva

já que ando ocupado demais pra escrever qualquer peêne por aqui, o jeito é enrolar como posso. e nada melhor do que enrolar com firulas da melhor qualidade, como essa fota aí de cima. que, aliás, tá no sítio que o judeuzinho de merda amigo meu mayer oba alguma coisa sobrinho da alegria acabou de colocar no ar. só doidera, esse menino.
Posted by cacoishak at 3:14 | Comments (5)