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30.01.06

mista com lima

esse

by jorge sá

OU

esse

by mané on paints da vida

???

Posted by cacoishak at 3:35 | Comments (15)

24.01.06

e o que mais tu jogou fora do armário?

meu amor
meu pavor
a vôos
fora do chão

teu pavor pelo
visto
guardou um
palmo
acima do que
chamam

desejo

desejo é estilo

topo despertar as modas de estações passadas


(bruna beber / caco ishak)

Posted by cacoishak at 3:31 | Comments (7)

23.01.06

Last Night I Drove a Car

Last night I drove a car
not knowing how to drive
not owning a car
I drove and knocked down
people I loved
...went 120 through one town.

I stopped at Hedgeville
and slept in the back seat
...excited about my new life.

Gregory Corso


last night i crashed a car
and cracked a bank account
yet i do not know about poetry
perhaps about new lives
...and excitement

Posted by cacoishak at 11:43 | Comments (6)

21.01.06

agora com comments

resta saber por quanto tempo.

Posted by cacoishak at 13:12 | Comments (7)

19.01.06

asilo para almas, ácaros e correntes equatoriais do norte

entre tantas outras que a gente faz pra não ficar atrás dos outros toda vez que alguém fala uma besteira e provoca um desencadeamento em massa entre os que estão em volta e não sabem o que dizer, a gente prometeu lá na virada que não escreveria mais nada por escrever neste ano e que a gente faria questão de deixar tudo muitissimamente bem revisado, cada linha e construção de idéias, antes de clicar no publish. mas a gente é foda. e a gente tá com pressa porque tem de pensar num primeiro parágrafo quase perfeito pra continuar o texto dum frila marromeno que é pra tentar levar uns trocados pra conseguir pagar o leite das crianças no fim do mês que vem. o desse, a gente já garantiu com um empréstimo no banco e já tem de pensar num terceiro frila pra poder cobrir esse rombo também. claro que se alguém quiser contribuir com a gente e oferecer um emprego amigo pra gente não ter que ficar assim tão preocupado com frila noite após noite e então poder revisar bem os textos antes de sair publicando qualquer bosta por aí, a gente aceita. a gente não quer afugentar os monstros que porventura apareçam pelo caminho. não sendo caranguejos, tranqüilo. a gente convida pra ir num toc-toc e entorna tudo com caipirinha, sem medo de engordar. que andar pra trás, a gente não quer. mas o improviso também pode estar na primeira pessoa do singular e a gente, apesar de se esconder atrás de substantivo, de quando em quando gosta de fazer as vezes de pronome pessoal, ali juntinho. tudo isso pra dar tempo de tomar mais um gole de coragem e dizer que logo mais a malu terá seu primeiro dia de aula. nem tem dois anos. e nem aula é. mas é como se o fosse. creche, escola, tudo a mesma bosta. e vai abandonar a gente de qualquer jeito e se enturmar com uma outra galerinha nada a ver que não faz idéia de que ela já sabe tocar bateria e contar até quinze (longo caminho iniciado com o umdoisumdoistrêsquatro que era pra poder tocar bateria direitinho, no compasso) e que se amarra em folhear um livro de cabeça pra baixo ou bater cabeça em frente à mtv enquanto janta ou quando sai correndo que nem louca pela casa batucando na barriga e gritando o refrão de blitzkrieg pop dos ramones. e dizer que a gente não vai poder estar lá, apesar de ter prometido que ia tentar, porque a gente vai virar a noite escrevendo um frila pra poder dissolver o pó no fim do mês que vem, mas que a gente não tá reclamando de nada porque pelo visto esse ano até que começou bem e ainda bem que a gente tem frila pra escrever e até nisso a gente acredita que tem dedo dela (como em tudo na vida da gente) já que – a gente ainda não tinha dito nada porque a gente tinha prometido que não ia mais publicar assim de supetão sem revisar os textos e a gente estava sem saco pra revisar o que fosse ultimamente – foi ela quem mijou no pé direito da gente três minutos depois da virada – sim, aquela mesma. e, porra, depois do ano que passou, a gente pode sim se dar ao luxo de acreditar nessas superstições. ainda mais que o posto de feito pra não ser levado nunca a sério, faz muito, já tem outro dono. donos, aliás. e lá estou eu, ao lado das promessas.

Posted by cacoishak at 1:34 | Comments (4)

18.01.06

músicos escritores

"Não há nada de novo. Ou quase nada. Ou então, via de regra, não há nada novo. Eu ando com um certo nojo do sistema pop e da ambição pela fama. Prefiro não me alongar sobre uma eventual "tribo". Só sei do meu trabalho - e ele caga e anda para "pipocares". Aliás, tenho um certo receio de ser chamado de jovem escritor. Sou um escritor e por enquanto sou jovem. Tenho certeza de que o tempo e a idade vão me fazer escrever, compor e tocar muitíssimo melhor do que faço hoje. O que eu vejo de novo por aí é a banalização da divulgação. Hoje, pretensos artistas soltam seu trabalho no mercado com o mesmo compromisso de um jornal diário. E arte não atende a demandas. A arte está acima do público".

carlos jazzmo, ex-glamourama, ex-los hermanos, atual badtripper e candidato ao itamaraty, em entrevista concedida ao sapo ici.

Posted by cacoishak at 17:01

performance sensorial

vanessa morelli manda avisar:

Grupo SENSUS apresenta:

Performance Sensorial CASA DAS ROSAS

A partir de textos dos grandes escritores latino-americanos Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e Eduardo Galeano, 10 atores manipulam objetos, sons e sensações propondo o uso da imaginação pelos espectadores, que ficam com os olhos vendados durante toda a apresentação. Através da estimulação dos sentidos da audição, olfato, tato e paladar, a performance procura despertar a magia da leitura integral dos clássicos do nosso continente.

Direção: Thereza Piffer.
Elenco: Conrado Carmen, Fernanda Sophia, Flávio Barollo, Gisele Porto, Karina Yamamoto, Marjorie Belanno, Munir Kanaan, Roberto Savioli, Rhobson Del Kitshal e Vanessa Morelli.

dias:
21 de Janeiro às 21h e às 22h (sábado)
22 de Janeiro às 20h e às 21h (domingo)

GRATUITO

Casa das Rosas - Av Paulista, 37 - Tel. (11) 3285-6986 ou 3288-9447
e-mail: contato@casadasrosas.sp.gov.br

Produção: Camila Sartorelli - camilasartorelli@globo.com
Assessoria: Vanessa Morelli - vanessa.morelli@gmail.com

Link rápido: http://www.casadasrosas.sp.gov.br/casadasrosas/index.jsp

Posted by cacoishak at 16:07

17.01.06

she´s back to town

Mensagens de luz pra auto-estima anã
January 17th, 2006

Em tempo de bolas murchas e flutuações, esconda seus ouvidos em headphones. Mas use microfones para falar consigo mesmo. Se alguém ouvir e quiser interagir, esclareça que é um monólogo.

Só medite dentro de elevadores em movimento, caminhe como se estivesse acima do nível do mar. E quando for se sentar prefira gangorras. No alto. Se quiser se confessar, confesse-se a um balde. Meta-o na cabeça, apague a luz e fale até perder o ar.

Não ofereça sorrisos aos vira-latas que se deixam flagrar entre o meio fio e a meia-noite no clarão dos postes luminosos. Cães são platéia, e é importante ignorar a platéia. Deve-se sempre ignorar a platéia ou fingir ignorá-la.

Contra o tédio do diariamente, conte quantos carros, motos, ônibus e caminhões passaram por você. Ou quantas vacas, cavalos, cabras, carroças. Ao final do dia, reflita sobre a poluição nas grandes metrópoles e a perspectiva de vida saudável no planeta Terra.

O sol ilumina o esgoto pelas grades, mas se você levantar as grades, a casa agradece. Dê-se a importâncias, a alegrias e à boa literatura. Para esvaziar a cabeça, use a privada. E para saídas de emergência, as portas laterais.

por bruna beber

Posted by cacoishak at 14:35

14.01.06

jambu sessions


e minha coluna sobre o cenário paraense de música independente acaba de estreiar no site da revista rock press. mamãe curtiu. não sei ainda se será semanal, quinzenal, mensal ou as três em conjunto, mas depois de tanto sufoco ela finalmente tá e é o que importa. lado esquerdo, colunas. daí, é só clicar em cenas. rock com jambu, não tem erro. de cara, republicamos a matéria que saiu em julho do ano passado na revista outracoisa, que faz um bom resumo do assunto. inéditas a caminho. pra quem é do pará e/ou tem a ver com o movimento, nem preciso pedir, né não? abasteçam-me. e é isso aí.

Posted by cacoishak at 17:01

11.01.06

pin-ups do cocca

o lançamento mais aguardado do ano nas últimas quatro décadas finalmente está no ar: idealizado pela musa narguilé e filhota jojo coccarelli, o sítio com as peladinhas psicodélicas do tio cocca tá bombando. isso mesmo. carlos coccarelli é o cara. e é com muita honra que eu tô lá participando da algazarra com mais quinze foliões de primeira (a banda deve aumentar em breve), os tais interventores, cada qual criando sua arte a partir da arte do homem. e ainda tô devendo um conto, que – prometo, baby – sai logo, logo. por enquanto, entro com um poema (esse aí embaixo) inspirado na obra revelação. mas é claro que tu vai passar lá e conferir cada pintura, cada projeto, cada texto, imagem e os caralhos, tintim por tintim, que tu não é besta, né? só se for, mesmo...

é de ponta a ponta dum refrão – talvez um
pouco antes; tanto depois (depende tudo de quem compartilha
a fossa e ora) – que se faz um filho maduro

e se despe da razão e da tolice que é vida e de si
e das fluorescentes de quatro e noventa e nove que deverão ser trocadas
a cada nova visita da sogra e da tevê muda ligada na mtv
e se reconhece o equívoco que um dia fora a salvação imolada por causa de um
pecado reproduzido e imola a si próprio e se desconhece num
ventre vazio e tenta de geração em geração

reverter a culpa calada na marra

o sol já não queimava mais seus tradicionais vermelho e fulvo
e suas bolhas na pele cujos prazeres armazenados no instante do estouro –
esta liberdade coceira que aprisiona durante a fuga – faziam-se sentir em tons de anil

e se calou a culpa revertida em marra

te espero sentado nas ruínas de minha paciência
para vestir-te a túnica que cosi dos resíduos de minha teimosia
e da qual te despirás no tempo do esboço de uma

apropriação

e o sol só será teu
quando e mais quem queiras

pois coleções de discos e o remoto da cabo
no longer will be mine

Posted by cacoishak at 2:55

10.01.06

definitely maybe

"Não é falta do q escrever. É q minha vida realmente agora ficou tao leve quanto esses posts".

Posted by cacoishak at 4:29

8.01.06

tolerância (em construção)

interpreta-me no borrão do teu paquete
enquanto durmo respingando
gotículas de bafo quente em teu cangote

e vê se não presta
tanta atenção assim na placa
da entrada que diz

sem lubrificante (implora com a ponta do dedão
curvada em meio às pregas do meu holocausto)

favor perturbar por motivos
estritamente sexuais
apenas (quem sabe
interrogação)

posto
que
sim
mui cretino
rogo
sem
saber

ronco plenipotente em cores
espúrias e
um cálice de balalaika

garrafas inteiras e pronto-socorro municipal

uma mulata
capô de fusca
vinho tinto barato
banho-de-cheiro-do-ver-o-
peso e altura
raimunda

maisumpouco
em
miúdostoleras
ou
nemparatanto

até que entornaria do teu pranto
assim pois num prelúdio
desnudo e escorrido

desculpa se gozei

Posted by cacoishak at 15:30

3.01.06

breu

cadê minha sombra
que se descosturou?
que nem mais vejo aqui na esquina
nem em qualquer outro canto do quarteirão
onde ficam as ruelas em que me banho de moralidade e
culpa

morro alumiado de tão banal

apedrejaram os postes lá do bairro
e já ninguém mais sai sozinho de casa
com medo de se perder no escuro
sem sua sombra pra lhe guiar o caminho

Posted by cacoishak at 18:12

2.01.06

requentadão da ceia rodrigueana

From: gustavo godinho
To: caco ishak
Date: Jan 2, 2006 1:18 PM
Subject: papai noel


o gabriel chegou pra mim:

"bu, o papai noel foi ataltado no banco do basil"

"que rapá?" (rindo)

"o papai noel foi ataltado no banco do basil"

"tá bom" (virei a cara de volta pra tv)

ele saiu correndo e trouxe o jornal pra me mostrar

"olha bu"

"caralho, é verdade!"

"ele não vai mais taze pesente pa mim?"

(confuso)

"rapá... não sei..."

Posted by cacoishak at 19:43