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30.08.05
37,8 C
e subindo.
que não acabe esfriando o clima.
Posted by cacoishak at 0:48
29.08.05
pigarreando
passo por sérios apuros faz alguns dias, vou lhes dizer. gostaria de acreditar que logo passa, mas estou cansado de piadistas infames. uma vaca nasce para ser vaca. cresce mamando sua vocação desde cedo. e rumina seus prazeres faça chuva ou sol.
Posted by cacoishak at 1:40
26.08.05
"um lugar do caralho"
cobertura do bananada 2005 feita pelo não-jornalista que vos escreve para a lendária revista musical rock press, capitaneada pela rosa psicoativa claudia reitberger. em breve, publico a capa por aqui. sabe como é, tem gente que entende melhor quando desenhado. quem não conseguir esperar, que compre logo. nas melhores bancas. é o que sugiro. mas corre. na íntegra:
BANANADA 2005
Goiânia, capital nacional do sertanejo. Maio é mês de festa na cidade, quando empresários do agrobusiness se reúnem em torno de seus produtos expostos na feira anual agropecuária, visitada por milhares de curiosos e entusiastas do ramo. Cruzando o mapa, entretanto, há quem conteste este lado da história ao apresentar uma nova versão dos fatos, que vem se consolidando principalmente na última década, com testemunhos vindos de todo o país, que, a exemplo dos antigos bandeirantes, desbravam intrépidos o cerrado. Realizado pela Monstro Discos, o festival de música independente Bananada, em sua sétima edição, escancara as portas do espaço cultural Martim Cererê, tornando-o o QG daquela que é cada vez mais (re)conhecida e exaltada de ponta a ponta como Goiânia Rock City.
Em três noites de distorção, batucadas e cerveja barata, quarenta e duas bandas se revezam nos palcos dos teatros Pyguá e Iguá, levando os mil expectadores diários ao delírio numa grande confraternização intimista do submundo indie. No curto espaço entre um show e outro, músicos trocam figurinhas com quem visita os estandes das gravadoras e conhece um pouco mais do que está sendo orquestrado entre quatro paredes. Ninguém pára. Nem por isso reclama. Pelo contrário. Apresentações feitas, um até logo e meia volta. É hora do bom e velho rock´n´roll.
Abrindo a noite de sexta-feira, 20, as locais SpinApple, Actemia e Demosonic prepararam o terreno para as forasteiras Os Legais (SC), Fuzzly (MT) e Cadabra (DF). A essa altura, todos já estavam pra lá de marrakech e, com gás sobrando, os pés teimavam em pular mesmo sem som algum. “Liminha, me dá um autógrafo, lindo”, exalta-se uma punk de boutique, agarrando-se no cangote do produtor Miranda, que passava. Tragicomédia no melhor estilo Réu e Condenado (GO), que fez copos voarem ao som de Bob Paraguaçu – faltou apenas Wander Wildner completando o coro tosco-brega, mero detalhe para boi dormir. Bem acordado, por sinal, o público se espremeu para prestigiar a sonzeira da conterrânea Barfly, preparando-se para encher o bucho com a dobradinha carioca de Moptop e Canastra, este fazendo jus à fama de grande revelação de 2004, sem direito a sal de frutas. Correndo contra o relógio, Zeferina Bomba (PB), Violins (GO) e Hang The Superstars (GO) ferveram o caldeirão na mistura exata entre porradeira e melodia pra indie nenhum botar defeito. Gabriel Thomaz e os Autoramas (RJ) deram boa noite à molecada ensandecida. Ainda era a primeira etapa e nego já saía mancando do recinto.
Dando continuidade ao esquema anfitrião do festejo, as bandas da casa Technicolor, The Ugly e MotherFish recepcionaram os expectadores no segundo dia, que mal chegaram e logo esquentaram os ânimos com o hard-rock industrial dos abecês paulistas do Ästerdon e seu vocalista cuspidor de fogo, ipsi literis. Daí em diante, o torneio de moshes que ornamentaram os concertos de Vanguart (MT), Olho de Peixe (GO), Iguanas (RJ) – salto mortal duplo – e Deceivers (DF) só foi interrompido com o maior fiasco do festival: Continental Combo (SP). Não para menos, ninguém deu muita bola pros lamentos do grupo, guardando as energias para aquele que, antagonicamente, foi o melhor show do Bananada 2005: Daniel Belleza e os Corações em Fúria (SP) puseram, conforme prometido, o teatro abaixo com seu glam rock de raiz, aproveitando a ocasião para lançarem o DBCF Journal, fanzine idealizado para a divulgação do cenário independente. Não permitindo que o fôlego fosse retomado, os Abimonistas (SP) abriram alas para o MQN (GO), cujo vocalista Fabrício Nobre ainda subiria no palco novamente no show incendiário dos Astronautas (PE), que mandaram o bom-senso passear em órbitas inóspitas. Antes, porém, os Rollin´ Chamas (GO) puderam dar copiosas amostras de interatividade, contagiando os presentes com sua atuação debochada e descaradamente anticarola.
Ciceroneando a domingueira de adeus, Peregrinos, Seven e WC Masculino. Dead Rocks (SP) e Madame Saatan (PA), embora pouco conhecidas, empolgaram quem apostou para vê-las, logo nos primeiros acordes. Ressonância Mórfica (GO) ficou entre a psicodelia sessentista da Mordida (PR) e o punk básico dos Resistentes (GO), ambos exibindo novas vocalistas. Infelizmente, o que na primeira sobrou no quesito desenvoltura, faltou à seguinte, quase antecipando a ressaca de fim de festa. Custou, mas Volver (PE), Fr!la (SP), Sapatos Bicolores (DF) e Mechanics (GO) fizeram bonito em suas demonstrações, enxertando a animação que faltava a roqueiros desprevenidos e dando o mote para a pauleira afrescalhada do Valentina (GO), que subiu ao palco acompanhado de portas-bandeira – vermelhas e azuis. Questionada sobre o porquê da presepada, uma das participantes do espetáculo rebateu: “É um golpe. Todo mundo dá golpe, nós também queremos dar o nosso”. Apoteose é isso aí mesmo, não requer maiores explicações. O que conta é o lúdico e entendedor do assunto melhor do que o trilisérgico Júpiter Maça não há ainda na cena nacional. Com Luiz Thunderbird no baixo, o gaúcho fez rodopiar o salão e, unidos num só transe, primatas urravam os gritos primais do símio-mor, despedindo-se de um lugar pra lá do caralho.
Madrugada gélida de segunda-feira. Pecuaristas e agricultores teriam, ainda, uma semana de exposição pela frente. Em tempos em que muitos alardeiam, temerosos, o ressurgimento das duplas sertanejas, impulsionado por uma nova onda de modismo novelístico, os “caipiras” nativos e agregados da terrinha não parecem se incomodar tanto assim. Sabem que não é de hoje que a semente fora plantada. E a bananeira, mais vistosa a cada ano, continuará rendendo bons frutos para o empanzinamento da nação roqueira goianiense – e, não há mais como negar, da brasileira também. Que se curva e agradece.
Posted by cacoishak at 13:01
25.08.05
lemadas a canta-galos
chego logo mais ao rio. enquanto com ex-mulher e filha, vizinho do ronaldinho graças aos bons préstimos de um primo abastado. depois, por minha conta. seja onde for. o que deve ocorrer lá pela véspera do fim do mês. ou talvez não. quem sabe antes? contenhamo-nos.
Posted by cacoishak at 7:45
24.08.05
desperto dolores das dores do parto
tomba-latas regido por decretos de sanja
demarco território com as penitências não cumpridas
vagabundo de coração e mal-passados
causo prejuízo aos rodízios
e buffets onde satisfaço minha gula
confessei-me incapaz para os pedágios e bloqueios
deixados para trás com a voz de prisão
Posted by cacoishak at 11:07
23.08.05
smoker
dia desses ao folhear o jornal
ou revista ou fazer
as compras no supermercado de madrugada
simulando as entradas
e extremidades curvas
a mão esmagando a raiva
contra a buzina do santana
enquanto salivava
o azeite que sobrara
noO
fundo do prato
quebrado a pauladas
noO
afã finalmente dito
de uma lembrança vadia
ouvi que se repetem os termos
qual a palavra sussurra
exposar-me-ei antes que amanheça
Posted by cacoishak at 13:27
22.08.05
tnt
notícia que fará o dia dos mais crédulos e dos mais sádicos, estoy de volta à vida conjugal. por uns dias. até o mês acabar. despojando-me de maiores truques na manga, funciona assim: troquei minha mãe pela ex-mulher e filha. em miúdos e às claras. volto a dividir a cama que nunca – self-service a quilo e rodízio – fora só minha. a três, que se diga. e que tudo continua na mesma. principalmente no que tange ao desempenho sexual. que bastardo filhodamãe sortudo, rapá, diriam os mais filmamericanizados apressadinhos de merda. mas é claro que não. mas isso também não importa. e aí entra aquele jingle do banco. e eu dizendo ao fundo que o que importa mesmo é que a prática diária dos afazeres domésticos se restabelece por dez dias sem juros. leia-se mergulhar em câmera lenta no caos eletrônico de três por quatro pra agarrar a prole pelo ombro antes que se aboste de cabeça no chão por algumas polegadas apenas, entre outras aventuras menos prazerosas como ir ao banco na paz da certeza de que tudo se encaminhará às mil maravilhas até meu retorno de cara com mãe e rebento aos prantos (sim, que não haja mal-entendidos, as duas) na porta de saída do consultório médico trezentas pilas mais abastado sem mover uma palha pra tanto. por que eu, se uma já monta naturalmente na outra?, pergunto-me. nem presta. além do mais, é garantido o pau comendo solto se, depois do coito vetado, os pequenos mimos insistem em aniquilar o naco de autoridade que ora resta no fundo de uma lata de coca-cola. no meio desse turbilhão neo-country stylish, sou obrigado a ouvir ainda por cima (por baixo, de ladinho, vaso sanitário) bordões antigos da moda popular sertaneja, lamuriando-me que, oh, essa tua indiferença é que me mata. daí não entender cem por cento os sussurros, mas algo me diz que dessa vez promete. o quer que seja talvez uma nova mentira. ironia às favas, começo a ponderar seriamente no sentido de que entrar numa de que sou viado é que é o canal – não é de hoje que toda vez que saio pra fumar na sacada me aparece um sujeito muito dos estranhos numa das janelas do prédio em frente, prontamente escalando sua cigarrilha pra me acompanhar entre caretas e bocarras. não digo que o seja, mas se parece com o fernando bonassi, de quem apesar do interesse não li linha alguma até o momento – pelo menos por uns tempos, até que tudo se resolva. nem vou precisar dar a bunda de fato, nem sair por aí desmunhecando. nada contra os que apreciam a arte, mas dispenso tamanha credibilidade. palavras entre quatro paredes hão de remediar a coceira. não é que eu não te ame, nem que tenha outra mulher, nem nada disso, sabe. simplesmente sou gay, entende? não faz assim, beibe. olha pelo lado bom da coisa. tô pensando até em virar padre pra ver se cura. assim, como quem não quiser nada.
Posted by cacoishak at 11:16
19.08.05
ex machina
acordou bem disposto naquela manhã prolongada até pouco depois do meio-dia. a ponta da língua pelos dentes confirmou o balbuciado. de bruços a seu lado, nua, ainda com a marca dos caninos em seu ombro esquerdo, exalava água sanitária pelos poros escancarados. lodosos. e deus inventou a melancia.
Posted by cacoishak at 15:54
18.08.05
tomem nota
deus pode não ser brasileiro. mas o anticristo é. nosso próximo presidente. aguardem.
por aqui também. no picles. nem gracejos repetidos.
Posted by cacoishak at 1:24
i asked for scrambled

por luke chueh (tropecei entre pellizzaris)
Posted by cacoishak at 1:23
17.08.05
intervalo
- nunca estive tão gordo. e estou começando a gostar da idéia. se eu fosse casado acharia ainda melhor. é prático e à vontade. ser gordo e casado.
- caralho, tu tá com um peitão bem bonito.
- assim de lésbica querendo me comer, ó.
Posted by cacoishak at 4:21
16.08.05
"não estou preparado"
já repararam como ao longo do tempo enquanto a média de pessoas numa família diminuía, as garrafas de coca-cola aumentavam de tamanho?
ooOoOoo
que nem na vez em que um maluco no meio do caminho da esquina pro trabalho chegou um dia perguntando se eu já tinha chupado uma buceta. fui sistemático. cinco de uma só vez. e tu, já serrou algum grelo com os dentes?
Posted by cacoishak at 0:42
15.08.05
prolonguei
meu dia dos pais.
Posted by cacoishak at 11:16
14.08.05
daí eu digo
tás brincando comigo, né não, balastrau? não se trata de caeaxé de biringuibá. absolutamente. mas voltar pra me assombrar assim, do nada. eu aqui quieto no meu canto. fazendo um puta esforço pra não usar diminutivo nem palavrão. e tu vem me perturbar o sono perdido? uma filhadaputice essa tua, hein, balastrau. onde já se viu?
Posted by cacoishak at 1:24
13.08.05
desfaireuoliariza isso, mulher (aditivada)
espumas inda provocar
iria fosse por dinheiro
mas do culto se ausentar
um absurdo que ninguém
seja só
vícios e espentelhos
não vou mais beber do teu paquete
Posted by cacoishak at 2:03
que porra é essa
pergunta-se. cabeça dói. culhões tostados. a milas.
Posted by cacoishak at 2:02
12.08.05
dos
versos fandangos
ou a
má reputação
de um
estulto em polvorosa
substituí onze e modifiquei miúdos em oito. e a graça, evidente.
cinquenta e um no total.
sem mais por ora. dedico-me a outros projetos. relatos em breve. quando der.
e acontecer.
Posted by cacoishak at 4:09
a voz dela
não pago mais
as conta que tu me traz
seu puto beberrão
manter essa tua paz
salgou o arroz
tá bem me ouvindo ou nem dá não?
ooOoOoo
mas claro que falta. muito ainda. só não apressar, que sai. de amanhã não passa.
Posted by cacoishak at 2:15
11.08.05
o telefone toca no quarto noventa e sete
- alô?
- oi, aqui é o fábio da recepção.
- opa...?
- é que eu queria saber a que horas vocês querem acordar amanhã. vão viajar cedinho, né?
- pois é, cara. nem sei. espera ela chegar, que é quem sabe.
- ah, então tá tudo bem, então. obrigado, viu.
- nada. agradeço eu.
- beijinhos.
Posted by cacoishak at 0:18
10.08.05
musa
também me animei ao saber que estava indo praí. pleonasmos de satisfação. já viu como o jô fica estranho de aro branco? oquei. pra quebrar o clima. então. o que esperamos? viu só? com esta foram três. traduz meus nervosismos. baita cretinice. numa dessas, matutava e realizei a chamada na fronte. daí a desregulada temporária. estávamos em manutenção. beg your pardon. é que não entendi mesmo.
nunca tive a pretensão de te ter full time e também ou todos os dias. se possível numa das tardes descompromissadas e à disposição depois disso. sugestão de jogo: escolher previamente uma data tal para que o "quadrado amoroso" se consuma. tudo correndo dentro do programado, maravilha. caso contrário, joga-se no bicho. ninguém sabe do dia seguinte. mas filhos não estão nos planos, pode respirar tranquila. por enquantos. cruzar os dedos e torcer pra tirar a sorte grande. e não adianta. essa coisa de maturidade não existe. nem civil, penal, política ou sexual. a gente sempre tem o que aprender. se não estiver apaixonado, é claro. em todos os casos. naqueles e nos que faltaram. vai saber? talvez seja tudo uma questão de jogo igualmente na continuação. este porém em circuitos mais internos. onde dá pau fácil, acredite. difícil vai ser controlar. os dois. eu acho. buzz me asap. é o que sugiro.
agradou-me a idéia dos carinhos. considere-os retribuídos. vamo tocá o terror. só querer.
Posted by cacoishak at 13:32
buzz me asap
o aro branco das tuas lentes
questionado ao canto de um frango caipira
traduz meus nervosismos
matuta e realiza
a chamada à fronte
temporariamente desregulada
estávamos em manutenção
beg your pardon
é que não entendi de fato
ainda assim sugiro
a pretensão de te ter full-time
e também ou todos os dias
se possível
numa das tardes descompromissadas
à disposição depois de um primeiro encontro
verdade é que não se controla uma tal maturidade
nem se apreendem seus circuitos internos
enquanto se guarda a expectativa
de que de algo podem adiantar as investidas
de uma marca sorvida no canto da boca que escorria
seus ciúmes e tragos e descontroles
Posted by cacoishak at 13:31
cêis tão vendo
já falei. sempre é pouco. bb queen é o ponto que faltava. e todo o resto da prosa. e mais um pouquinho pra esquerda. um partidão. eu fumo essa marca. e lambo os beiços. sorvendo o cantinho da boca.
Posted by cacoishak at 13:30
9.08.05
parecer
com tanto pão dando bola no salão
luluzinha foi gostar
logo do bolão
é o amor
mexe com a cabeça e deixa assim
fazer o quê?
Posted by cacoishak at 18:03
8.08.05
patenteado
um projeto onde escritores adaptariam um trecho de um filme para literatura. o inverso, sacou? tu me entende, né não, chapa? não te esquece. agora, só falta um conceito por trás disso e um nome. e tu já é um publicitário. mole.
dois astronautas da nasa no espaço consertando um satélite danificado em decorrência do choque com uma espécime humana que misteriosamente flutuava por aí, na imensidão do cosmos. todo prosa. era homem. brasileiro, de goiás. trajava camisa tipo havaiana da cor verde, bermudas de uma daquelas ilhas ali, bicolor. sem sapatos. o indivíduo foi encontrado preso nas lanças do duto de escapamento de algumas das pás externas. dois ingressos para o show de bebel gilberto estavam dentro de sua cueca.
lista de autores e novautores dos quais disseram que "ouví-los é como se os lesse".
mas não é.
tu tem um amigo chamado tu. tu nunca vai saber que tu ronca porque tu nunca lembra que tu ronca do mesmo modo que tu não lembra que tu respira. a menos que tu grave. parece estúpido.
se é ela quem diz, então, fique serenus.
Posted by cacoishak at 12:43
6.08.05
coincidência
- porque o bresson disse, ou pelo menos a bravo disse que disse, que a arte pura é aquela que bate mais forte. por aí. não é a melhor, nem nada. e não que as outras também não sejam arte. não é nada disso. é a que bate mais forte. sacou? então. dar pro povo o que o povo gosta? o povo quer se ver na tevê? my ass. não do jeito que eles, tudo muito azul, querem que ele goste. ou veja. é arte popular? é arte popular. tem de ser apreciada como tal? tem de ser apreciada como tal. um cara que sempre afirma as coisas depois de tê-las questionadas retoricamente só pode ser um chato de galocha? acho que não preciso repetir essa. retomando. uma coisa é viver, outra é pontuar relatos. antes de ir pros lençois de seda e a coberta de lã. por que só tu é que pode apreciar as belas-artes, enquanto incentiva neguinho a chacoalhar a busanfa pra malandro? muito fácil dizer olha ele, que chique, vive no submundo. vá lá, mano. mas, ih, pode ser pra valer, né? daí pega. e paga pau. pesado. ssa porra dess mundo.
- (levantando-se da privada): e tu pensa que a vida é peter-pan, ô, mané? eu lá tô brincando de circo? money, beibe, que é good e nóis gostcha. disso que se trata o mundo. pra qualquer um. eles me pagam pra levar a cultura que eles querem que o povo veja, goste e queira ser a sua, sim, e daí? tu também não tem patrão? tu também não tem quem te mande escrever sobre tal assunto dando esta ou aquela abordagem?
- ...
- uh-hu, si fudeu, afegão. e outra coisa: tu é chato pra caralho.
- ...
Posted by cacoishak at 7:44
5.08.05
saiu
antes, porém, queria falar de casamentos. do casamento de uma nissei. ou sansei. poderia arrematar com um não sei, mas nem a lembrança da emoção de uma piada velha por nós compartilhada me provoca um esboço de riso, que seja. é uma lástima, pra dizer a verdade. e o mínimo. a última vez que nos vimos, nem chegamos a nos ver. desencontramos um do outro e ficou pelo telefone. daí, ela me telefonou de novo, dessa vez no meio da madrugada. bêbada e aos prantos – o que é de se esperar de uma mulher de fato, realmente bêbada. acho lindo. não entendi metade do que dizia, mas tenho a impressão de que, no meio da conversa, confessou que me amava. ou era isso que eu teria gostado de ouvir. não interessa. estava bêbada. disse que me amava. e que eu era o homem de sua vida e que queria se casar comigo. tu tá bêbada, devo ter dito, vai dormir. e foi. dois dias depois, fui eu quem ligou. também choroso. com dois litros e meio de caipirinha na fronte. não me lembro se falei que estava completamente apaixonado por ela e que daria cabo da vida caso ela não fosse minha. nem de todo o resto que fez com que ela nunca mais me ligasse desde então. nem eu pra ela. e eu continuasse vivo. isso, há uns três anos. e agora vai se casar com um paspalhão esfogueado, pelo menos cem quilos mais gordo que ela. praticamente um michael moore czarnobai. que a abraça como se estivesse defendendo seu pedaço de frango frito adocicado do almoço. e que ela não ama. minha japa. tenho certeza. me mandou um e-mail com uma foto do casal. três anos sem dar notícias. tô me roendo de ciúmes, sua vaca. era pra tu casar comigo, ora bosta. pediria o divórcio em duas semanas, se tu quer saber. e nem precisa me convidar pro casamento. não quero te ver chorando de novo, quando perceber (numa daquelas viradinhas sem porquê de novela) que não tive coragem de entrar, por isso te olhava da porta da igreja, meio escondido, enxugando as lágrimas, patético, na manga do paletó.
Posted by cacoishak at 18:07
já sai
não demora.
Posted by cacoishak at 17:34
assaz familiar
Posted by cacoishak at 11:12
mignon
estou realmente muito cansado neste exato momento. mas sai coelho dessa mata. ah, se sai. sai sim. antes do pôr-do-sol.
Posted by cacoishak at 2:08
4.08.05
petisco no anzol
conheço bem a batuta que te rege
sou do tempo do walkman
e das ombreiras da mãe
chantageio as palavras que nos ladeiam
gargarejo meus defeitos
e faço empalidecer
os anônimos que me batem à porta
r
a
be
co´em
ra
bo
de
ar
r
a
i
a
Posted by cacoishak at 4:12
3.08.05
indeKornosis
acordei com a macaca hoje. cunilíngues outta space que a mardita me realizou. deu vontade de comer doce de banana. pra tirar o gosto. e eu que nem gosto de doce de banana. aliás, afora cachaça de banana paratiense, não gosto de nada de banana, nem da banana em si. fato pelo qual não há de durar a pasmaceira – chega a ser uma promessa – mas, até lá, paciência. muita casca a descascar. flatos escabrosos de tempos pra cá. pai e mãe sofrem mais que qualquer um? vai pesquisar no google, menino.
Posted by cacoishak at 15:09
notepad
pensei
que
talvez
caso tentasse
conseguiria escrever
algumas
dessas linhas
que
lá no início
pensei
Posted by cacoishak at 3:52
2.08.05
preparo-me
não esperem por nem de mim hoje. estarei assistindo ao debate.
Posted by cacoishak at 1:22
1.08.05
botafora neoconcreto
(posproposta agalope)
esta
va er
rado
não sei t
rabal
h
ar
sob
pressão
arranha o c
éu castra-vento
ooOoOoo
dona sofia barbosa, sorria. você está no google. um feliz aniversário. são os votos da pamonharia espantalho´s, o melhor do milho.
Posted by cacoishak at 0:56
"a resposta das crianças"
Os últimos eventos, pelo andar da carruagem, ao sabor do doce vento que sopra às margens de uma boceta, me convencem do evidente: chega de procurar assunto. O lance é falar de mulher mermo.
Um brinde a vocês, mulheres. Putaquiupariu. Vocês têm a manha.
Aliás, preciso avisar que agora estou num lance de uns amigos, uma parada chamada BADTRIP. Depois eu me informo com o pessoal da comunicação e vejo como devo explicar o lance aqui. Só sei que estão lá o Fred, o Bianchini, a lôra Giannetti, o Ivan, mais uns camaradas e é sempre assim, eu nem ia dizer quem estava mas quis dar uma de amigo e agora deixo neguim sem nome. Mas que porra, também. Para quem eu estou avisando?
Ah, sim: sem comentários, sem contador de acessos, sem filtro, sem release. Tudo em nome da pureza.
carlos gustavo barros jaimovich, o jazzmo. aqui.
Posted by cacoishak at 0:28