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27.06.05

hi-ban

texto escrito na madrugada após ter assistido à tevê, não publicado na ocasião pelo cansaço que me impediu de pegar o elevador e pagar os dez reais cobrados pela hora da internet disponibilizada onde estou alojado. ânimos recuperados, faço-o agora, ao custo de três notas de um. dormi bastante.

ooOoOoo

se não for de câncer, é essa maratona que me mata. trinta e sete horas sem dormir, passando de atendente em atendente, sobedesce ladeira, passa-e-repassa cartão de papel, plástico, plastificado e quibe cru. pelo menos morro presença, com as olheiras que pedi a deus. tem mulher que gosta. eu as gosto em mulheres. tanto quanto - talvez um pouco menos, não mais - das axilas - que, aliás, fui reparar só agora, estão mui bem representadas nas curvas mezzo tesas mezzo pelancudas da heloísa perissé. que mulherão, hein. que sovacos, por marianossamãesantíssima. coisa de doido. me acabaria fácil dentro daquela caixa semi-oval perfeita, chafurdando as narinas e toda a aspereza que uma língua pode oferecer em cada um dos poros que, então, exalariam o pecado banhado em desodorante importado e saliva espessa. fora as olheiras, um caso à parte. a maquiagem não engana. tem olheiras divinas, a pequena. típicas desse povo aí metido a ser artista. dois itens fundamentais a todo e qualquer meio artístico, por sinal. olheiras e ponta-dupla. não que a perissé seja apreciadora das leituras de safo - também, nem sei. ulálá se o fosse - mas é que, falando nela, veio à mente o sob nova direção, programa ao qual dei a devida atenção também apenas no episódio deste domingo - não sei se é tão bom assim (se passou ileso à comemoração dos quarenta, deve ser), hoje foi. e o casting masculino de lá, sejamos sutis, até o jatobá veria. imagino a pouca vergonha que não deve ser o meio em que essas duas andam. e logo me excito. é da sabedoria popular universal - como todo bom preconceito - que, onde tem viado, tem mulher gostosa. e dada. daí apreciar tanto a amizade de meus queridos bambis - que ficam doidinhos com minha verve politicamente incorreta e lamentam o fato de eu ter nascido straight. o que eles nunca testemunharão, no entanto, é que não é tão straight assim. não chega a ser uma abóbada, mas tem lá seu encanto arqueado. e acabei perdendo o fio da meada. me excitava. sim. heloísa perissé e a ingrid guimarães, uma dando o sovaco pra outra num lambe-lambe recíproco. já pensou? o ibope ia subir com os caralhos nesse dia. mas também não era sobre isso que eu queria falar. era sobre outra coisa esse texto. era sobre meu vício em nicotina. eu, fumando na sacada do apartamento, no intervalo do programa da perissé. dois cigarros, um em cada mão. mas, ah, perdi a vontade de escrever.

Posted by cacoishak at 27.06.05 15:14