« vô&netus | Main | aproxima-se o momento »

13.05.05

alí­vio

- tu tá com uma úlcera. - putaqueopariu. - é mesmo? - minha mãe. - a médica te deu uma carteira de cigarro linda de presente. - vocês viram a úlcera? - vai beber, vai - virando-se para minha mãe: ela perguntou como tudo tinha começado e ele, "uma vez, faz um ano, quando eu tava bebendo. mas, agora, até quando eu fumo, dói". as duas que tavam lá caí­ram na gargalhada. - ah, mas todo mundo bebe. elas também devem beber. não como ele, mas... - e eu não falei fumo, falei acordo. - isso é dor muscular, ela. - antes era bem pior, doí­a que eu nem conseguia falar. hoje já melhorou, nem se compara. o esôfago deve estar tão deformado, que nem mais sinto. - graças a quem? - ela disse pra tu procurar um cardiologista, ele. - mas eu já fui em um. - e o que ele disse? os dois. - nada. ela viu se o esôfago tava queimado? - tava todo bonitinho, normal. - mas e o suco gástrico que vem jorrando? vocês viram o suco gástrico? - ela limpou tudo. tu precisa ver os aparelho que eles têm hoje. não têm nada a ver com aquele do tuddy, naquela vez que tu fez, que não dava nem pra ver nada. - nem sei como ele conseguiu enfiar aquele trem sem ver nada. - e o que vocês viram, afinal? - tinha um inchaço de um lado, umas inflamações do outro. - isso é úlcera? - não tinha úlcera. - não tinha úlcera? nós dois, seguido pelo seu não, uai precedendo? - não. mas ela colheu uns pedacinhos do teu estômago. - pra quê? - pra fazer uns exames. - do quê? - pra saber se lá tem umas bactérias... - hum... - ...que podem dar câncer.

--------

Posted by cacoishak at 13.05.05 3:29