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21.04.05

quando a maré encheu

dia desses, ainda saio aos tapas com minha porção inconsciente. é, bicho, queria que eu te ligasse no domingo, mas tava sem teu número. pela ficha do cidadão, esperava-se nada a mais. volvendo ao lar, um piado vindo de debaixo do banco que descubro ser seu e, de cara, retomo o dito. e o fato de ter virado o rosto para um outro apinhado de dengos. pô, vou lá com eles, depois a gente se fala, daqui a pouquinho - crente, piscou uma dedilhada na traseira. puro achaque para animar a rapaziada do fundão. ê, rapaz, aquilo ali não é um pentagrama? onde? lá no teto, porra, gigante! especialmente pro caia na gandaia de logo mais. gaya. hã? e nem são eles, é a sevilha. hum. e teu nome é...? certo, balastrau, umbora entornar algumas até a nação zumbir. tendo apenas para mais cinco bojudas, convenci o eleitorado a cruzar a massa e fazer da barraca em frente um aconchego - cinquentinha mais caro, três vezes o cacete na engelhada. entre as quais, a xoxota mais barata do planeta - ovo de codorna, pó de guaraná, vodka e o zed. segunda da noite, fui de caipirite. os comparsas se achegaram no kapeta e todos riam de como tudo dali em diante seria una marapilha, tempo havia de sobra. agora com vocês, eles mesmos! e três patetas se fitaram incrédulos de sua sobriedade. vira isso de uma vez e corre pro mato, caralho! a batucada ressonava em nossas costas, cada vez mais distante e não precisava ter sido tanto assim. areia movediça, merda, alguém me ajuda! larga de ser fresco, que tu só te enfiou num lamaçal escroto, sai daí­ que é. putaqueopariu, que tá só lama! agora que tu não pega ninguém, na boa. e teu nome é...? beleza... passa o caos aí­, então, balastrau. voltemos. se cuspiram dentro, não sei; mas onde deixei o copo, permaneceu e fui tratando de mixar. batuque, batuque, com tantas, logo quem me trazes... o mesmo conjunto baby, i´m so hot for ya de quando dispensou o cretino por uma amiguinha, da primeira, e um sabe-se deus que criatura era aquela, na seqüente. oi, mirou meu olhos, me dá um cigarro, sussurrou-me ao pé dos beiços. deixa, que fogo eu tenho. e tinha. grande rebolado. bem ali, a dois centí­metros e meio da caixa forte, os quadris implorando, me agarra que hoje sou tua. hoje não, amore. quem disse isso? hã? eu, hein... sua filhadaputa! eu te mato, desgraçada! tu não vai me atrapalhar nunca mais, acho bom parar de ficar blablablando em egos particulares! me dá cerveja... teu nome é...? me dá cerveja, balastrau! agora te afogo, sua vadia. só me dás mais voz, querido. sifudê, porra, quero só ver, toma! ah... sim, sim, enfim calou-se e... cadê a doida? bye, terceira. quem mais? balastrau, meu amigo! tô fora, maluco... quê isso, colegão, estende a mão aí­, cata pra mim o arroz. que arroz? olha quem vem! alto lá! todos: ra-uul!

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Posted by cacoishak at 21.04.05 15:39