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22.02.05
coenfundincius palhaecies cone anaerchistos
apareceu por essas bandas, coisa de duas semanas atrás, uma figurinha digna de constar em qualquer top10 em que joselito e seus comparsas marcassem presença - concordam comigo publicitários e afins. ninguém sabe ao certo sua verdadeira identidade - dizem que é tímido, homem de poucas palavras - viadagem para uns tantos - e me pergunto se isso realmente tem alguma importância. apresenta-se como luther blissett - decerto é viado. homem que é homem, não se esconde por trás de máscaras. se bem que, dizem, um homem só é verdadeiramente o homem que é quando na clandestinidade, por trás de uma máscara, dando vazão a seus sentimentos mais obscuros, distante que está do condicionamento pré-estabelecido pela sociedade que lhe oprime. mas isso também é papo de psicoterapeuta gordo afrescalhado. daí, tira-se que deve ser apenas um tipinho metido a escrotão bossa-nova mesmo, mas que, é mui provável, está com o cu na mão de levar porrada do bruno leonardo, que, onde cospe, sai fumaça. só sei que fui com a cara do sujeito, principalmente pelo trabalho que vem fazendo na comunidade. e faço questão de tornar público que, se quiserem baixar o cacete no pobre diabo, vão ter de me arrebentar todinho primeiro. meu sonho de vida - não há como fugir desse pesadelo - sempre foi viver à la roniquito chevalier mesmo, todo quebrado no chão e mandando o filho-da-puta bater mais se fosse macho. e tem gente que ainda desconfia e torce o nariz. antes torcer o rabo, que dá grana e não enche o saco de ninguém. coisa de indie recalcado que ainda mora com mãe, fazer o quê.
algumas pérolas do estrangeiro vindo de brunei darussalam que está dando no que falar na mangueirosa (ou, pelo menos, dava, até certos publicitários tomarem as dores da clientela):

Concurso Culinário
Estou com fome. Ultimamente, ando com muita fome. Muita fome, mesmo. Como sou novo por essas bandas, ainda não tenho lugar certo pra ficar, nem renda. Sobrevivo de parca economia feita durante a última viagem à casa de meus pais.Portanto, tenho de me alimentar de algo que me dê vigor ao tempo em que faça o bucho inchar. Nada melhor do que a praticidade de uma prática dobradinha. O problema é que não sei preparar a especiaria, preciso de ajuda. Assim, anuncio o início de um concurso culinário, onde o autor da melhor receita de dobradinha receberá, a título de premiação, meu reconhecimento público. Proponho, inclusive, que a receita vencedora seja preparada na ceia pascoal, numa grande festividade realizada por esta produtora. Todos recebendo sua marmita de dobradinha na entrada, para, num momento de reflexão e confraternização após o período de renúncias da quaresma, desfrutarmos juntos de tão saboroso pitéu. O que me dizem os responsáveis pela produtora?
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Não, vocês não têm nada a ver com isso. No entanto, já que agora vocês são a única coisa que me sobra de tão sozinho que venho me sentindo nesta nova cidade, quis compartilhar com todos meus problemas. Com meus amigos. É que ando abusando das drogas, não sai da minha cabeça. Acho que isso não está me fazendo muito bem, como vocês verão. Hoje é domingo, dia de relaxar em casa e assistir à indicação para o paredão de terça, comendo aquela dobradinha esperta, que é pra dormir pesado e esquecer que amanhã é segunda. Ainda que amanhã eu não tenha de trabalhar, o que torna o dia um como qualquer outro. E é justamente o que eu estou tentando mudar. Então, enviei meu currículo pra essa empresa de construção e montagem de arquibancadas e fui comer minha dobradinha. Paredaço, fumei mais um pouquinho, raspei a panela, voltei pra televisão e tava passando o Wesley Snipes. Resolvi dar um cago e, no meio do caminho, veio na minha cabeça: você escreveu tráfico, você escreveu tráfico. Caralho, corri pra cá. Escrevi tráfico. E vício também. Na porra do currículo.
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Posted by cacoishak at 22.02.05 17:26