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28.02.05

#21

minha liberdade é a de uma bandeira
tremulando em suas certezas
o pouco de vento que
para se fazer disposta
foi capaz de tomar
às resoluções de seu ânimo
na imposição de uma alçada acorde

distrações inibem a segurança do mastro
como coincidências reagem
ao clamor do inaudito

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Posted by cacoishak at 3:31

26.02.05

depois apago

não deu pra sustentar. com o passar dos anos, ela deverá entender. que foi também pro bem dela. que foi pra ela aprender que excesso de zelo não faz de ninguém mais amoroso e cheio de preocupações do que os outros e o que importa é o respeito que ela tem de dar pra quem também lhe dê. pra ela aprender que não tem apenas uma pessoa no mundo que faz questão de saber como ela está e que muitos outros virão. e que ela não é segunda chance de ninguém e não precisa agüentar uma situação só porque os outros dependem dela simplesmente por não saberem o que fazem de si enquanto o tempo que ela tem pra aprender a saber o que fazer de si vai passando, à toa, sem propósito. que as pessoas não precisam ficar dando satisfação pras outras só porque alguém disse que aquilo é que era o certo. pessoas falam muito e, na maioria das vezes, não fazem idéia do que estão falando, apenas querem soar entendidas na profundeza de seus egos traumatizados. é, as coisas, por mais que queiram floreá-las, são assim mesmo. cada um cria seu mundinho de neuras e acha que os outros, por consideração, devem se sentir obrigados a se alojarem num dos quartos ao invés de se agarrarem forte na mão de quem passa e viajar longe por outras paisagens. por isso, faço isso pra que ela também aprenda a seguir seu próprio caminho, fuçando aqui e ali e experimentando - com cautela, viu - aquilo tudo que tem lá fora só esperando ela ter vontade. e que não tenha medo nas horas mais terrí­veis da vida, quando as coisas não saí­rem exatamente da maneira como esperava. porque sei que não vai mais ter jeito, que tudo estará acabado e o melhor a se fazer será ligar o gás e fumar o último cigarro pra segurar as pontas até o fim chegar na cauda de um tsunami. mas nada como um bom balão por aí­ ouvindo qualquer porcaria dos anos 80 ou que faça às vezes de, que melhora. ou ajuda a esquecer. bicho-papão não existe. só na cabeça de quem inventa. e que agora não dá pra escrever tanto porque o peito está chiando e isso aqui está cada vez mais sbt e tenho de arrumar um tempo pra tomar coragem e fazer isso por ela. e por mim também, que - o mais importante de tudo, que ela tenha absoluta certeza disso - ela não tem culpa de nada.

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Posted by cacoishak at 19:41

25.02.05

#948

não me surpreendo com o descaso das paredes
enquanto percorria seus sulcos

fora sempre por demais volátil
e pouco preciso no pouso
seu juízo não acompanhava os dividendos de minha argúcia
nos passeios que faziam por receios de anônimos

até então
não havia dado sinal algum
de minha inclinação para o embuste

e obrigava-me a jantar calado
o amargo aguado de um prato moroso
preparado na apreensão das horas em alerta
que antecediam a clausura dos sentidos

excessos medicavam o sossego

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Posted by cacoishak at 9:48

informe publicitário

monólogos de luther:

Luther Blissett 1: Dei dez, baixou uma mais dois tí­quetes e devolveu cinco.
Luther Blissett 2: Uma vez um pipoqueiro se enganou com o troco, mas tive a decência de alertá-lo.
Menina que passava: Nossa, que amor. Paga uma pra mim?
Luther Blissett 2: Só se for agora!
(foram-se)
Gordo que passava: íŠ, bicho, já que sobrou cinco paus aí­, descola uma pra mim também?
Luther Blissett 1: Cara, tenho só um real, na boa. Três cervejas custam nove.
Gordo que passava: Mas tu não disse que...
Luther Blissett 1: (olhar sério)
Gordo que passava: Sóóóó!!! Faz o seguinte, então... Fala com algum advogado, quem sabe tu não descola mais dez paus pra gente.

Luther Blissett: Tá vendo aquele cara de mochila ali na porta?
Desocupado do outro lado da rua 1: Sim.
Luther Blissett: Ele me emprestou dois reais. A cerveja tá dois e cinqüenta.
Desocupado do outro lado da rua 3: Ele te emprestou dois reais?
Luther Blissett: Foi. Tu conhece ele?
Desocupado do outro lado da rua 3: Assim... de vista...
Luther Blissett: Pois é, ele quer beber também, mas só tem dois reais.
Desocupado do outro lado da rua 2: E tu, conhece ele?
Luther Blissett: Unha e carne, assim ó.
Desocupado do outro lado da rua 4: Porra, cara, vamo lá comprar. Aê, cada um dá 10 centavos!
Luther Blissett: Assim é que se fala.

Menina que passava: Tu é o Luther Blissett!!!
Luther Blissett: Não.

Menino que passava: És tu o Luther Blissett!!!
Luther Blissett: Não.

Tiago Trindade: Fala, Luther Blissett!!!
Luther Blissett: Não.

E o galo cantou.

Cristo: Luther Blissett?
Luther Blissett: Paga logo uma cerveja, então, porra*.


* fosse eu, diria "desce logo uma cerveja, então, porra".
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Posted by cacoishak at 3:22

sapientiam autem non vincint malitia...?

que essa história de descer o porrete em quem se utiliza do anonimato pra emitir sua opinião em comunidadezinhas virtuais de orkut e afins, muitas vezes impostando às alturas a voz do caps em nome de conceitos demagogos mui comuns em discursos reaças da nova direita, que isso tudo já é pra lá de manjado pra caralho e tá cansando minha mocidade, todo mundo sabe. mas, com tanta fome no mundo, isso lá é coisa para um filósofo se preocupar? e-mail recebido há quatro horas:

"AVISO GERAL: Enviei ao responsável pela comunidade 'Aristóteles Brasil', Osman Pinheiro Jr., a seguinte mensagem:

Prezado senhor,

Sua comunidade 'Aristóteles' aceita mensagens anônimas contra terceiros, em ostensiva violação de um preceito constitucional. Não é possí­vel uma discussão democrática nessas condições, muito menos uma discussão intelectualmente respeitável.
É óbvio que não posso responder a fofocas de um pequeno delinqüente assinado 'Hannibal', sem reconhecer a ele o direito de me difamar anonimamente, e é óbvio que não posso reconhecer esse direito de maneira alguma. Muito menos posso entrar no mérito do que ele diz sobre o dr. Frederick Wagner sem envolver o nome desse eminente estudioso numa discussão de prostí­bulo.
O que posso é protestar junto ao gerente da comunidade contra esse tipo de abuso, do qual ele se torna co-responsável ao veicular mensagens anônimas.

This message was sent by Olavo De Carvalho to friends".
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Posted by cacoishak at 2:48

24.02.05

bolsas d´água e pés inchados

enquanto os louros não se colhem por falta de bagos e um leve excesso de sapos em vias de madorna, não me sobram demais ensejos - nem mos apetece tanto assim - senão sair pulando marchinhas em perí­odos pós-cafetina. contudo, um pouco de comedimento não faz tão mal quanto idealizam e nem pareço tão propenso a esses tipos de ví­cios quanto em verdade sou. ponderando, tudo desce e se anima. bateram em minha porta tão logo despontaram os raios inaugurais da prostituta-mor, eu ainda razoavelmente sovado. aperta aqui, gira aculá e o tempo que transcorria solto em nada parecia indicar que o manual prático de recreação funciona em tribo de pentelhos bravios. só o silencio salva. e algumas bolotas pra voltar a dormir.

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Posted by cacoishak at 10:58

23.02.05

rolas?


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Posted by cacoishak at 20:07

acorda, que a cobra tá fumando

pois se a vista acreditava-me estar fraca, de cara descartando a perspectiva de desvarios beligerantes à beira de um colapso retrospecto, cutuquei para que também visse e evitar a fama de chiliqueiro. mal me apraz a de noveleiro e já liquida fácil. testemunhou boquiaberta: nasce cult para as proles futuras e marco na teledramaturgia brasileira a cena em que o malandro de quitanda joão manoel oferece a seu mestre e progenitor, o felômeno das nove giovanni improtta, um cigarrinho posto estrategicamente na mesinha de centro da sala de estar, ao que o bicheiro responde "acende você, a idéia foi sua". seguem-se um "hum" gostoso de manoelito e a finésse com que o faz e segura o rolo pelas pontas de dois de seus dedos, levemente inclinados. puxa, prende e passa, seqüência reiterada ainda três ou quatro vezes mais, com ares sutilmente abobalhados, alternando a posse do cinismo calafetado entre pai e filho, devidamente enquadrados em closes sugestivos. o clima era dos melhores e a apologia consumada. não fosse o inteiro despropósito da tomada no contexto da trama e o fato de que, pelo que me consta, fora a naza, fumantes não habitavam os arredores da baí­a de guanabara, até passaria batido. todavia, ao que me parece, está lançado o novo tabu a ser quebrado na próxima novela de aguinaldo silva, após o êxito do casal leonora e jennifer. posso estar redondamente enganado, mas uma força maior me diz que a nova moda da estação seguinte nos shopping centers será a aspiração de certas ervas nas escadas rolantes.

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Posted by cacoishak at 6:33

kids in the playground


faltou um pouco só para que quase me esquecesse de que é hoje, logo mais ao poente, o lançamento da poesia sempre. no espaço eliseu visconti da bn - av. rio branco, 219 (rio, 2220-9433), às 18h30. na ocasião, augusto de campos receberá o prêmio literário fundação biblioteca nacional, por seu livro "não" - que não li, nem pretendo. no me gusta los concretos.

nada mais impede a busca por homens de visão. é o que pretendo fazer, tão logo a lua mingue.

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Posted by cacoishak at 3:54

22.02.05

coenfundincius palhaecies cone anaerchistos

apareceu por essas bandas, coisa de duas semanas atrás, uma figurinha digna de constar em qualquer top10 em que joselito e seus comparsas marcassem presença - concordam comigo publicitários e afins. ninguém sabe ao certo sua verdadeira identidade - dizem que é tí­mido, homem de poucas palavras - viadagem para uns tantos - e me pergunto se isso realmente tem alguma importância. apresenta-se como luther blissett - decerto é viado. homem que é homem, não se esconde por trás de máscaras. se bem que, dizem, um homem só é verdadeiramente o homem que é quando na clandestinidade, por trás de uma máscara, dando vazão a seus sentimentos mais obscuros, distante que está do condicionamento pré-estabelecido pela sociedade que lhe oprime. mas isso também é papo de psicoterapeuta gordo afrescalhado. daí­, tira-se que deve ser apenas um tipinho metido a escrotão bossa-nova mesmo, mas que, é mui provável, está com o cu na mão de levar porrada do bruno leonardo, que, onde cospe, sai fumaça. só sei que fui com a cara do sujeito, principalmente pelo trabalho que vem fazendo na comunidade. e faço questão de tornar público que, se quiserem baixar o cacete no pobre diabo, vão ter de me arrebentar todinho primeiro. meu sonho de vida - não há como fugir desse pesadelo - sempre foi viver à la roniquito chevalier mesmo, todo quebrado no chão e mandando o filho-da-puta bater mais se fosse macho. e tem gente que ainda desconfia e torce o nariz. antes torcer o rabo, que dá grana e não enche o saco de ninguém. coisa de indie recalcado que ainda mora com mãe, fazer o quê.

algumas pérolas do estrangeiro vindo de brunei darussalam que está dando no que falar na mangueirosa (ou, pelo menos, dava, até certos publicitários tomarem as dores da clientela):

Concurso Culinário

Estou com fome. Ultimamente, ando com muita fome. Muita fome, mesmo. Como sou novo por essas bandas, ainda não tenho lugar certo pra ficar, nem renda. Sobrevivo de parca economia feita durante a última viagem à casa de meus pais.Portanto, tenho de me alimentar de algo que me dê vigor ao tempo em que faça o bucho inchar. Nada melhor do que a praticidade de uma prática dobradinha. O problema é que não sei preparar a especiaria, preciso de ajuda. Assim, anuncio o iní­cio de um concurso culinário, onde o autor da melhor receita de dobradinha receberá, a tí­tulo de premiação, meu reconhecimento público. Proponho, inclusive, que a receita vencedora seja preparada na ceia pascoal, numa grande festividade realizada por esta produtora. Todos recebendo sua marmita de dobradinha na entrada, para, num momento de reflexão e confraternização após o perí­odo de renúncias da quaresma, desfrutarmos juntos de tão saboroso pitéu. O que me dizem os responsáveis pela produtora?

.::.

Não, vocês não têm nada a ver com isso. No entanto, já que agora vocês são a única coisa que me sobra de tão sozinho que venho me sentindo nesta nova cidade, quis compartilhar com todos meus problemas. Com meus amigos. É que ando abusando das drogas, não sai da minha cabeça. Acho que isso não está me fazendo muito bem, como vocês verão. Hoje é domingo, dia de relaxar em casa e assistir à indicação para o paredão de terça, comendo aquela dobradinha esperta, que é pra dormir pesado e esquecer que amanhã é segunda. Ainda que amanhã eu não tenha de trabalhar, o que torna o dia um como qualquer outro. E é justamente o que eu estou tentando mudar. Então, enviei meu currí­culo pra essa empresa de construção e montagem de arquibancadas e fui comer minha dobradinha. Paredaço, fumei mais um pouquinho, raspei a panela, voltei pra televisão e tava passando o Wesley Snipes. Resolvi dar um cago e, no meio do caminho, veio na minha cabeça: você escreveu tráfico, você escreveu tráfico. Caralho, corri pra cá. Escrevi tráfico. E ví­cio também. Na porra do currí­culo.
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Posted by cacoishak at 17:26

"shit, another good one is gone!" - eric forat


com a palavra, a "autoridade nacional em gonzojornalismo", seu czarnobai.

pois então, foi-se thompson.
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Posted by cacoishak at 0:44

21.02.05

REGULAMENTO

A Secretaria de Estado da Cultura/RS, por meio do Instituto Estadual do Livro, a Fundação Universidade de Passo Fundo e a Prefeitura Municipal de Passo Fundo promovem o 9º CONCURSO NACIONAL DE CONTOS JOSUÉ GUIMARÃES.

Através deste concurso, os promotores pretendem homenagear o escritor Josué Guimarães, bem como estimular e valorizar a criação literária no Brasil.

INSCRIÇÕES

O concurso destina-se a contistas iniciantes e a contistas com obras publicadas ou não, que apresentem textos inéditos. Cada participante deverá apresentar 03(três) contos. As inscrições serão realizadas de 08 de abril a 30 de maio de 2005

As inscrições podem ser feitas através da entrega de originais nos seguintes locais:

INSTITUTO ESTADUAL DO LIVRO Rua André Puente, 318 CEP:90035-150 Porto Alegre RS Fones: (51) 3311-7311/ 3311-7299 e-mail: iel@pro.via-rs.com.br

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO 9º Concurso de Contos Josué Guimarães 11ª Jornada Nacional de Literatura Centro Administrativo, Campus I BR 285 KM 171 Bairro São José CEP: 99001-970 Passo Fundo/RS Fone/fax: (54)316-8368 e-mail: jornada@upf.br

APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS

Os originais deverão ser apresentados em 04(quatro) vias, em formato ofí­cio, digitado numa só face, em espaço 2(dois), e identificados apenas com o pseudônimo do autor.

As 04(quatro) vias deverão ser colocadas juntas num único envelope, com o tí­tulo do concurso e pseudônimo do autor.

Em envelope anexo fechado, sobrescrito com os tí­tulos dos trabalhos , o nome do concurso e o pseudônimo do autor, virão a identificação, o endereço completo e um breve currí­culo.

JULGAMENTO

Os trabalhos serão julgados por uma comissão indicada pelas instituições promotoras, devendo ser divulgado o nome dos vencedores na abertura da 11ª Jornada Nacional de Literatura, dia 22 de agosto de 2005, no Circo da Cultura de Passo Fundo.

Não caberá recurso às decisões da Comissão Julgadora.

PREMIAÇÃO

Os dois melhores contistas receberão prêmios no valor de:

1º lugar: 5.000,00 (cinco mil reais) e Troféu Vasco Prado 2º lugar: 3.000,00 (três mil reais)

Alguns trabalhos poderão ser destacados com MENÇÃO HONROSA, a critério da Comissão Julgadora.

Os melhores trabalhos poderão ser editados em antologia organizada pelo Instituto Estadual do Livro, a ser publicada em co-edição com a Fundação Universidade de Passo Fundo e com a Prefeitura Municipal de Passo Fundo.

OUTRAS DISPOSIÇÕES

Os casos não previstos por este regulamento serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

A inscrição implicará, por parte do concorrente, a aceitação dos termos do presente regulamento, bem como a cessão, sem ônus, dos direitos autorais dos trabalhos inscritos, para eventual publicação, até 05(cinco) anos após o encerramento do concurso.

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Posted by cacoishak at 3:08

19.02.05

mamãe, onde está minha gravatinha?


dia belo desses, estávamos eu, godinho e arruda em conversa ao chegarmos à conclusão do quão ridí­culo é ainda não termos os três - nem ninguém da patota - tatuagens a essa altura do campeonato e tantas já vividas. há de providenciarem-se. coisa de homem, nada halterofilista.


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Posted by cacoishak at 4:26

hum...

preciso de um lay-out novo, senão desanda... já não vão tão bem assim as cousas... ou só fazem melhorar a cada dia e só eu que não percebo que todo mundo também não percebe que eu talvez já tenha percebido o que eles estão, aos poucos, percebendo... ainda assim - talvez por isso - preciso de um lay-out novo... só não sei manusear essas tecnologias... alguém se interessando pelas mazelas de um ruela nas técnicas corelinas, favor enviar proposta para cacoishak arromba gmail puento com, que agradeço... e pago a broca no mengão...
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Posted by cacoishak at 1:20

12.02.05

edição 19

rio pós-sapucaí­, gordinhas em ipanema, maldita e cornolho sessions, passagem da gol a preços promocionais. condições na medida pra quem quiser comparecer, no dia 23 do corrente, ao lançamento da revista poesia sempre, da biblioteca nacional, e desfrutar de alguns dos poemas da safra deste que vos dirige a palavra, publicados no volume.

eu não vou.

assim que receber o convite em jpeg, publico.

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Posted by cacoishak at 15:54

11.02.05

ele era moço, muito moço

e um dia acabou aportando em terras paraoaras, encantou-se com uma bela cabocla e, o resto... bem, o resto não faz parte de sua biografia oficial, mas nosso amigo friko pode explicar direitinho as algazarras que big boy aprontou. a semelhança não deixa dúvidas, como podemos constatar neste ví­deo, que conta a trajetória de um dos tiozinhos mais doidos que o rio alocava nos anos 60/70, radialista da mundial e precursor dos bailes funk.

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Posted by cacoishak at 19:18

who´s mad?

"o culpado pelo que estou passando, por tudo de mau e feio que j� fiz na vida e pelas coisas que disse pro slash em cima daquele palco � o meu pai, que me obrigava a me fantasiar de liz e sapatear de patins enquanto ele gritava 'rebola, cachorra, desce l� embaixo pro papai'. foi quando meus problemas come�aram. quer dizer, tinha tudo pra dar certo. eu era bom, ele nem tinha de fazer muita coisa, n�o tinha de ser um rei, nem nada, eu daria conta at� do trabalho sujo, sozinho mesmo. cara, a vadia da priscilla conseguiu, imagina o que eu n�o teria feito, o que n�o teria acontecido comigo se meu pai tivesse dado mais aten��o a meus sentimentos. s� precisava de um pouco mais de amor. nada mais � justo, sincero e colorido nesse mundo, eles s� querem ferrar voc� e voc� tem de estar preparado pra isso".

michael jackson, pop-star e entusiasta, demonstrando sinais patentes de seu desespero ao responder sobre o que teria dito para o guitarrista slash, ex-guns ‘n' roses, no show "michael jackson: 30th anniversary celebration", de 2001, em que tocaram juntos no madison square garden, em nova york.

quando li, confesso. n�o acreditei.

mas �, t� aqui.

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Posted by cacoishak at 2:29

10.02.05

oito oitenta

"homem de vida instável, sempre acuado pela falta de dinheiro, por amores complexos, noitadas intermináveis e doenças crônicas".

sou praticamente eu, porra. mais metade de quem conheço, tá certo. no duro, duro mesmo, até fisicamente o cara é parecido.

e deu vontade de ler o tal diário...
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Posted by cacoishak at 3:34

6.02.05

malditos vietcongues!

carnaval revolução é isso, seja em minas ou na esquina aqui de casa. valendo esvaziar a lata, quem se abraça a sovacos leva a sorte de um boneco pro quarto. só não acompanhei porque, enfim, padarias fecham. que tava animado, tava. mas pular as marchinhas no café deu pro gasto.

derrocha, não se trata de montagem. tão-somente a justaposição de dois espaços que se desencontravam na festa. pena não ter conseguido nada da porta-bandeira drag, praticamente um russo de peruca pink e barril nos quadris.



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Posted by cacoishak at 21:48

e deu-se a azia

disseram

programa novo
culinária

provou

feijão, com cardo e charque

"eu gosto muito de feijão com bastante cardo e charque"

não largou mais

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Posted by cacoishak at 4:40

3.02.05

tradução livre

convertei os lí­rios dos campos
em mera obra de solstí­cios
que anunciavam os dias
que viriam do branco absoluto
e con-sigo trariam
rochas a quebra-vento
irresolutas
nos penhascos de seus selfs

o tilintar
de quem o canto escutais
já mapeia o próximo trago
e a terra que

em breve
também

res-guardará seu túmulo
desfalece a fronte
e ignora o tumulto
e também se prepara
para
também
ser novamente

convertida

pois já não mais exprime
os anseios matrimoniais
de uma marionete em fuga

apenas se largam as mãos
e se esfregam e se debatem
e urram os prazeres de condenados ao ví­cio
terrí­vel
que é capitular os dias
baseando-se nas improbabilidades
de uma ressaca bem dormida

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Posted by cacoishak at 15:48