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24.01.05

rei de onde?

não disse nada ainda, porque não ando dizendo nada faz algum tempo
mesmo, como já deve ter dado pra perceber. mas, se ainda existe um
único ser abominavelmente desinformado na cidade e pra outros tantos
de fora saberem, digo que foi horrí­vel. nenhuma surpresa quanto ao
sujeito, é claro. a coisa em si é que espantou todo mundo. se bem que,
depois disso aqui ter sido veiculado alguns dias antes, até a coisa em
si já tinha passado pela cabeça, pelo menos uma vez, de quem conhece a
peça que é o sujeito e o resto todo. se nem kant conseguiu explicar,
não serei eu o menino prodí­gio. e, sinceramente, acho que alguém já
disse coisa parecida ao que sinto, um cara bem mais próximo da ví­tima
e tão safo quanto ela e tão mais do que eu, que nem preciso falar mais
nada. já tem muita gente falando. fazer que é bom, necas. quem sabe,
se eu não falar nada, acabo fazendo. ou fazem por mim, de qualquer
jeito. então, ficam elas por elas e fica aqui o meu protesto.

pra quem ainda tá na dúvida se clica ou não nos hyperlinks:

"quando o negócio da informação se reduz a uma quitanda, o poder
jornalí­stico se torna uma fonte de poder pessoal, imenso para quem o
exercita e absolutamente vazio para todos os demais, e a informação,
uma banana. é o que, em boa medida, explica o estado de prostração no
qual o pará se encontra, incapaz de entender seu drama, por falta de
informações, e submisso à vontade do soba, que o manipula conforme
seus caprichos".
(lúcio flávio pinto, em jornal pessoal, nº 337, da primeira quinzena
de janeiro de 2005)
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Posted by cacoishak at 24.01.05 21:27