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27.01.05

e por falar em nelson rodrigues

deu suzana flag na cabeça. banda revelação com 40% dos votos no prêmio london burning de música independente. cadê a outracoisa que não acha esses caras?

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Posted by cacoishak at 2:09

26.01.05

you have received a message from godinho

"quando fores na fox, aluga um filme argentino chamado 'o pântano'. um dos melhores que eu vi de uns tempos pra cá, além de provavelmente ter provocado a inveja de dezenas de diretores brasileiros, que sempre quiseram filmar definitivamente a classe média, mas nunca conseguiram. o amarelo manga é um ótimo exemplo desse tipo de fracasso".

ok, tá reservado.

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Posted by cacoishak at 17:56

o não-jornalista continua o post anterior

pois me veio com essa, a proto-repórter. que eu compreendesse "a importância da formação do jornalista para melhor informar a população". alguma coisa muito errada deve estar acontecendo nas faculdades brasileiras. e nas redações também. que o diga o denerval, homem por trás da barata elétrica mais pioneira do paí­s, como, de fato, o fez neste artigo. a crise tá braba mesmo, o não-jornalista concorda. mas não dá pra levar a sério uma pessoa que afirma que um curso superior é a única forma de garantir o ní­vel intelectual de um jornal. não discuto nem a importância do diploma, só o "ní­vel intelectual" que faz rir não apenas o não-jornalista aqui, como otto lara resende, ivan lessa, nelson rodrigues, poetinha vinicius, joão saldanha, todos não- também. me recordo de um episódio acontecido logo no começo de minhas peripécias com as palavras-verdade. queria incrementar o quadro do macacada e convidei um jornalista formado e tudo pra colaborar - coisa pouca mesmo, um texto quinzenal -, mas ele não pôde, pois já não estava mais escrevendo "sem levar nada por isso". isso foi lá por 99, já em seu finalzinho, mesmo ano em que entrei na faculdade. de direito - não, não é um complô centenário, caros colegas. ou seja, pelo menos cinco anos na labuta com minha pena. de graça, por prazer. fora os anos anteriores, em que fazia quase que as mesmas coisas que os estudantes de jornalismo tentam fazer na faculdade, alguns com êxito. gostaria que pelo menos um dos que esbravejam contra mim tivesse lido hunter thompson nos quatro que passou na federal. qualquer livro vale, na verdade. que não do jim dratfield, nem do paulo coelho. verí­ssimo tá de bom tamanho. um ou outro best seller estrangeiro bonzinho também, só não pode código da vinci. mas isso é pedir muito, eu acho. jornalista não precisa ler. quando muito, tem de saber escrever um pouquinho. fundamental mesmo é ter matado quatro anos de aula, fumando muita maconha à beira-rio ou puxando o saco da professora pra descolar um estágio no jornal, onde o papo rola solto. quer saber? vão perturbar a mãe, que o pai tá demente, descascando batata.

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Posted by cacoishak at 16:57

tu sabe ler?

encheu a boca e disse: você não é jornalista. seguiu-se o né?, querendo uma confirmação desnecessária. segundo sua teoria, eu, o não-jornalista, por um me passava pra tirar uns trocados em épocas de crise no mercado jurí­dico. logo eu, que nem gostava de playboy. mas, pelo menos, lia os contos. o que mais me marcou foi o da velha que, na lua-de-mel de sua filha, seduz e fode seu genro. os peitos quase murchos pendiam sobre o rosto do cara - deitado e imobilizado no chão - esfregando-se nele freneticamente. aquilo me impressionou um bocado. decidi que iria fazer aquilo algum dia. escrever e, se possí­vel, ter uma sogra nos trinques de quem eu chuparia os peitos pensos. a gente ganha umas, perde outras, e assim vai levando. foi um puta parto, no duro. mas continuo isso em outra hora, tou com sono. amanhã, quem sabe.


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Posted by cacoishak at 1:41

25.01.05

coruja canta longe

mais tarde eu volto, se não tiver indisposto.

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Posted by cacoishak at 16:09

24.01.05

rei de onde?

não disse nada ainda, porque não ando dizendo nada faz algum tempo
mesmo, como já deve ter dado pra perceber. mas, se ainda existe um
único ser abominavelmente desinformado na cidade e pra outros tantos
de fora saberem, digo que foi horrí­vel. nenhuma surpresa quanto ao
sujeito, é claro. a coisa em si é que espantou todo mundo. se bem que,
depois disso aqui ter sido veiculado alguns dias antes, até a coisa em
si já tinha passado pela cabeça, pelo menos uma vez, de quem conhece a
peça que é o sujeito e o resto todo. se nem kant conseguiu explicar,
não serei eu o menino prodí­gio. e, sinceramente, acho que alguém já
disse coisa parecida ao que sinto, um cara bem mais próximo da ví­tima
e tão safo quanto ela e tão mais do que eu, que nem preciso falar mais
nada. já tem muita gente falando. fazer que é bom, necas. quem sabe,
se eu não falar nada, acabo fazendo. ou fazem por mim, de qualquer
jeito. então, ficam elas por elas e fica aqui o meu protesto.

pra quem ainda tá na dúvida se clica ou não nos hyperlinks:

"quando o negócio da informação se reduz a uma quitanda, o poder
jornalí­stico se torna uma fonte de poder pessoal, imenso para quem o
exercita e absolutamente vazio para todos os demais, e a informação,
uma banana. é o que, em boa medida, explica o estado de prostração no
qual o pará se encontra, incapaz de entender seu drama, por falta de
informações, e submisso à vontade do soba, que o manipula conforme
seus caprichos".
(lúcio flávio pinto, em jornal pessoal, nº 337, da primeira quinzena
de janeiro de 2005)
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Posted by cacoishak at 21:27

18.01.05

pertences

a sorrisos não pertencem decisões
decisões sugerem espasmos
impelir o filho crescido ventre adentro
e esperar pela hora marcada no saguão de embarque
atrasando-se nos vãos da lembrança
de um acaso em nada cabal

um sorriso é gana que hesita
e ainda teme os impropérios de uma recaí­da
faz força
mas não suporta o parto
range os gritos de repudia que lhe cairão os braços
e evita as dores de uma só vigí­lia

sobrancelhas apenas prolongam o dito
cortadas, não emitem opinião

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Posted by cacoishak at 16:06

16.01.05

coming soon



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Posted by cacoishak at 22:09

14.01.05

quiu poirra é eussa?

saiu no capitu. hagakure. confesso que nada foi como o planejado. se tivesse conhecido o sammy antes, certamente algumas ví­rgulas teriam mudado de posição. isso também não foi tudo. oitras cousas roilauvam. aiunda roulam, voiltaulraum. daí­ a ausência. e a desconcentração. mas valeu a intenção. dias melhores virão. resenhas também. sem mais ãos.

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Posted by cacoishak at 1:50

7.01.05

nota do falecimento de will eisner

então. o pessoal está tão acostumado, que pensou que fosse mais uma produção hollywoodiana e foi todo mundo assistir ao espetáculo. não deu a mí­nima atenção ao alerta - que, também, não foi nem tão tentador quanto as chamadas dos dublados no canal sete, do falecido. nacionalmente, tirando a bronca. melhor continuar numa outra hora. e, falando nisso, nem é querer puxar sardinha pro meu lado e não sei se o problema foi o concorrente não os ter confeccionado, mas hoje fui à locadora e, no estacionamento, havia um carro com o adesivo da campanha do homem pra reitor. com o meu, eram dois. isso é coisa pra caralho, concordando que só filhos e cunhados se submetem a tanto. já no supermercado, encontrei a mãe de um deles. com o irmão menor, um pervertido mirim, boca-suja de primeira e apenas três anos na bagagem. após um soco no vento de marcha a ré e um assobio sem som esforçado, vangloriou-se por ter pegado, até o momento, duas mulheres, enquanto eu não conseguia encontrar nem o caminho da prateleira das salsichas. pode até ser que fosse dela, mas ficou visualmente bonito. como me gusta, lenta e dolorosamente.

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Posted by cacoishak at 22:11

4.01.05

descondicionando ishak

venho aperfeiçoando minha capacidade para a rápida assimilação de surpresas, obviamente inesperadas, que abarrotam o cotidiano de espera. não há esperanças de encontrar alguém, certo? entrar na sala, acomodar mochila, beber um copo d´água e escrever. simples assim. a presença de uma mulher a mim totalmente estranha, sentada ao computador enquanto fuma um cigarro, não é algo que irá me incomodar. o ritual permanece o mesmo e, tão logo entrei, esbocei um olá, acomodei, bebi e escrevo. categoricamente, desapareceu. abandonou seus peixes no vasilhame e correu atrás dos filhos que se perderam. eu, agora, também no computador. faço ovelha gritar cachaça, não, de quatro pro ar-condicionado e pastilha no rabo. desta forma, me nóio menos e nóio mais o povo. mas esperneio serás? uns minutos a mais devem dizer. por ora, vou me conformando com o fato de não poder botar nada na caixa por menos de um punhado de neuras. melhor deixar como está. sustento quantos vierem, talvez não apenas um sozinho. e nem sei como é seu rosto.

não me peçam pra rir nem pra chorar, o que vale é o baladeiro de amanhã que adentrará o sortido de emoções inválidas e tempestivas de meu divã a lhe esperar para a última canção de glória ao alvorecer de uma primavera cristã. já forcei dianteiras demais e não me sobra mais aptidão para suar-lhe esforços de transações mal arranjadas em barracos de vime estilizados na vontade de receber estranhos na ante-sala da perversão de tuas virilhas roçando em minha barba sobre as paredes de um televisor ao qual apenas assisto. sinto falta das investidas que não mais investem. pra ver. agora, até bandido voltou a ter reputação a zelar.

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Posted by cacoishak at 15:58

3.01.05

guess who ys back?

blog ainda temporariamente de ressaca. virada de muitas emoções e sem fogos, senão os que explodiam na caixeta. quem sabe, não é o perí­odo da inocência se debatendo pra voltar. vem sussurrando tommy, can you hear me? eu vim te pegar. e eu, essa loucura tá muito see me, feel me, touch me, kill me. assim não dá, baby. eu sei que você sabe, só queria consolidar. que você soubesse que foi tudo maravilhoso. apesar da dieta, que me impediu de comer os doces. fiquei na salada mesmo, mas não perca as esperanças. um dia nos lambuzamos de açúcar novamente. e o tempo de busca terá valido a pena. com muita areia, champagne e elucubrações.

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Posted by cacoishak at 16:28