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9.08.04

Eu, conflito...

"Quando nos interessamos por alguém, ou mesmo quando iniciamos um relacionamento, nós nos interessamos pela caracterí­stica da mulher que, não sabí­amos, representa uma parte muito í­ntima nossa, um desejo reprimido qualquer, pelo qual nos encantamos profundamente, pois é como se fosse uma nova descoberta de nós mesmos. Tentamos conquistar aquela parte de qualquer jeito, tudo fazemos para tê-la, por dias a fio, vivenciamo-la proficuamente, até que a conquistamos e as coisas começam a mudar. Simplesmente porque não há mais conflito. E o homem precisa de conflitos para viver, precisa se superar a todo momento, é o que lhe distingue da foca. E, então, o homem acaba por... bem, abandona o navio... ou torna a vida do marinheiro infernal a tal ponto, que é ele quem acaba por desistir. No entanto, o homem não deixa de amar aquela pequena porção renegada sua, ama-a como algo distante, que um dia foi, uma recordação pela qual daria tudo a fim de vivê-la novamente, mas, infelizmente, a mulher não mais quer emprestar-lhe tal encanto. E assim o conflito reinicia-se como antes, num eterno retorno sem saí­da de emergência. E acabamos por amar mulheres demais".

Trecho do romance - ou novela, difí­cil dizer ainda - que estou escrevendo. Não está acabado, escrevi de supetão, é somente um rascunho, publico sem revisão alguma, faltam uns reparos obviamente, tanto gramaticais quanto no que diz respeito à própria idéia do texto. Mas senti que talvez devesse compartilhar o momento.

PS.: não esqueci da continuação do post "DDA et COSMOS", apenas não tive oportunidade de continuá-lo. Enquanto isso, aperfeiçôo-o.

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Posted by cacoishak at 9.08.04 0:04