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31.08.04
ma-nhê, cadê meu volks?
É impressão minha ou os velhos tempos estão de volta? Tem gente que vive de passado, vive agorando o presente para que o futuro não tarde em atrasar-nos um pouco mais. O caríssimo Sr. Presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush é uma dessas pessoas... às avessas, da truculência ao poder, mas está lá, repaginando a história com notícia requentada...
Acabei de assistir ao filme "Bem-Vindos", de Lukas Moodysson. Muito, muito familiar. Estão aí fora os mesmos rostos, as mesmas falas, as mesmas atitudes. Impressionante como nada mudou. Nada nunca muda... de tempos em tempos, emudece. Mas emudece apenas.

Por sinal, uma gracinha a Emma Samuelsson, a menina Eva. Melhor interpretação do filme. Tem muito chão pela frente...
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Posted by cacoishak at 1:14
29.08.04
A ilusão de um óbvio feminino

"Do Verbo fez-se Poesia que se fez Romance. E qual o Deus do Gênesis, que retirou da costela do homem a matéria para modelar a mulher, não tornando esta inferior a seu par - caso a retirasse de seu calcanhar -, nem superior a ele - fosse o caso do extravio de um naco dos miolos -, mas os fazendo iguais, ambos pilares de sustentação da futura humanidade, sem que o todo permanecesse erguido não fosse a presença de ambos, ruindo a graça na ausência de um, assim também Carpinejar o fez, homem, que de sua costela, seu fígado, pensamento e coração soube fazer-se mulher, usufruindo da sensibilidade que só os detentores da mais cândida beleza possuem".

Saiu no Capitu a resenha do Cinco Marias, do Carpinejar.
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Posted by cacoishak at 20:11
Code Red USA

Existem teorias de conspirações mil e existem coisas deste tipo... é patológico, não tem jeito.
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Posted by cacoishak at 16:58
Lipovetsky explica
Gente... como são engraçados os tempos modernos...
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Posted by cacoishak at 14:53
Pataquada!
Brasileiro, quando não caga na entrada, cagam na saída por ele... como disse o Nascimento, uma pataquada!
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Posted by cacoishak at 14:45
Past and future history

Interessante, isto.
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Posted by cacoishak at 1:38
28.08.04
DarkOo
Juro que pelos próximos dois dias não falarei bem nem de minha mãe! putaquepariu! Não aguento mais! Passei a semana inteira lambendo o saco de tudo quanto é tipo de gente, uma merda! NEGATIVISMO, PORRA! Quem estiver perto que aguente! Vou falar mal de tudo quanto é prega de qualquer coisa! E vou começar pelo google, que agora está todo enjoado por trás da máscara de bom-samaritano. "Você quis dizer: Frank Lloyd Right". É humilhante! Não foi uma pergunta, entendem? Foi uma afirmação! Agora, até a bosta dum sistema de busca de araque quer te fazer de otário! É o fim da picada, porra! Mas, querem saber? O viadinho também errou! Se fudeu!
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Posted by cacoishak at 0:49
27.08.04
The Ape Revival
Quando da publicação desta tira, lá pelos idos de 2000 no finado Macacada, fora o Renato (consciência do Steve na história), ninguém entendeu patavinas, coitada... até hoje não entendem, pra falar a verdade. "Oh, pobrezinho, ele é o incrompeendido por todos, buu, buu". Pelo menos eu tentei. Tosco pra caralho! *Slap!*
Posted by cacoishak at 1:51
26.08.04
oh, momma, I ain't feeling my feet!

Isso que é sujeito pintoso, cheio de charme! O resto é pinto... foto tirada por Thiago Vianna, no eterno Papo e Cia.
Falando no Thiago... fica aqui um poema que escrevi para comemorar meus 21 anos ao lado de amigos. Na ocasião, disse que aquela seria a última vez que ia conseguir reunir todo mundo. Acho que acertei. O Vianna não estava lá fisicamente, já construía sua história em Portugal. Mas era como se estivesse, os versos foram escritos também pra ele - sem frescuras, por favor.
AOS CAMARADAS UM COMPROMISSO
Vem distante a voz que evoca
Quem ora em meu lugar vedes
Quem pouco ainda ou nada emborca
Sequioso a vida; entretanto
O qual preserva a seu flanco
Mesmo arredio, a amizade
Dos que, ao quem era, doastes
Embora ignorantes sido
Do vosso ser um instante
Que, era douto, consistia
A muitos em revelia
Por não ter proposto mimos
A ressarcir os afagos
Errôneos enquanto espera
Faustuosa, pois um amásio
Dispõe-se minimalista
Ao pacto em gradual conquista
Que ora é vossa e a voz inveja
(27-05-2002)
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Posted by cacoishak at 1:07
24.08.04
Hjeeeeeeeeeelllpe!!!!!

Tadinho, roubaram O Grito do Munch...
Quem teria sido tão idiota a esse ponto? Um objeto que valha 62 milhões de euros, seja conhecido por dez entre dez quaisquer coisas e não possa ser descaracterizado por completo, definitivamente não vale a pena ser roubado... só mesmo sendo muito forte o fetiche alegórico de se masturbar, na paz, em frente à agonia dos tempos modernos. Ainda assim, mais vale ir pra Estação da Luz, sentar num banco e curtir a paisagem...
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Posted by cacoishak at 15:33
23.08.04
Pérolas dos samurais
Pérolas do ensinamento secular japonês, retiradas do Hagakure, O Livro do Samurai, de Yamamoto Tsunetomo, escrito em 1710, que estou lendo para futura resenha a ser publicada no Capitu.com:
"Um samurai deve usar palito de dentes mesmo que não tenha comido. Nunca demonstre as privações pelas quais você é obrigado a passar".
"Quando alguém escreve uma carta, deve considerar que o destinatário poderá pendurá-la como um enfeite".
"... beber um cozido de fezes de um cavalo malhado é a melhor maneira de estancar o sangramento causado por um ferimento sofrido ao cair do cavalo" (grifo meu).
"É sempre bom carregar consigo um pouco de ruge. A pessoa que está se recuperando de uma ressaca ou que acabou de acordar fica com uma aparência péssima. Nessas horas é bom usar um pouco de ruge".
Pra finalizar, a melhor de todas, de Matsuguma Kyoan:
"Na prática da medicina existe uma diferença de tratamento do homem e da mulher de acordo com o Ying e o Yang. Existe também uma diferença de pulsação. Nos últimos cinquenta anos, entretanto, o pulso do homem se tornou o mesmo das mulheres. Considerando esse fato, no tratamento de doenças oftalmológicas eu apliquei aos homens o tratamento destinado às mulheres e descobri que servia. Quando apliquei o tratamento masculino aos homens, não houve resultado. E assim soube que o espírito dos homens havia se afrouxado e que havia se tornado o mesmo das mulheres, e que o fim do mundo havia chegado. Embora tenha sido testemunha desse fato, eu o mantive em segredo" (grifo meu).
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Posted by cacoishak at 15:00
22.08.04
Fear and Loathing in Belém

Lá estava eu, no meio do salão, sentindo, talvez - guardadas as proporções -, o que Thompson sentira na Convenção dos tais policiais, como narrou em Fear and Loathing in Las Vegas, feito película por Terry Gilliam. Só que não havia policiais, mas psiquiatras. E não estava com a mala cheia de psicoativos variados, senão de Ritalina. Inclusive, sob o efeito de 10mg. Tive de esperar por uma hora e meia até ser atentido, tendo de voltar pro jornal o quanto antes, o cara tinha acabado de dar sua palestra, estava respondendo perguntas dos participantes, e a agonia só fazia aumentar. Três horas e meia pra escrever 18.000 toques. Um cara babava em minha mochila e me tocava nos ombros, estava tentando estabelecer alguma forma de contato. Todos pareciam estar incomodados com minha presença. Ou era eu que estava incomodado demais com os olhares a mim dispensados. Mulher fala pra caralho! Após duas ou três senhoras, foi minha vez de amolar o sujeito e deu nisso. Minha primeira entrevista pro jornal. Fora algumas matérias que, bem, é melhor deixar pra lá...
Falando em Hunter S. Thompson, livrão que a Conrad acabou lançar, hein! Meus parabéns...
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Posted by cacoishak at 17:22
18.08.04
Mercado de Trabalho
Não durei muito no rol dos desempregados. Agora, quem vos escreve, é o mais novo jornalista de O Liberal. Isso aí, anarquizei! A partir do domingo próximo, todos os domingos, no caderno Mercado. Capitalista mesmo, e daí? Tenho três bocas pra alimentar... e, escrevam, é só o começo.
Valeu, Thiago!
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Posted by cacoishak at 18:41
Curriculum Vitae
Pois não foi que a bosta da escola de inglês em que eu trabalho(ava) fechou! Agora, estou desempregado e fiquei mais perto da realidade brasileira. Pai de família, de uma filha, esposa com trabalho estável, sem dinheiro no bolso e nem onde conseguí-lo. Fica aí o curriculum a quem interessar possa. Além de mim, é claro.
CURRICULUM VITAE
01 - Identificação
Nome: Ricardo Guimarães Ishak
Data de Nascimento: 27 de maio de 1981
Local do Nascimento: Goiânia, Goiás
02 - Escolaridade
Formado no curso de Direito pela Universidade da Amazônia, UNAMA. Belém, Pará. 2004.
03 - Cursos Especiais
Curso de Inglês Avançado - Centro Cultural Brasil Estados Unidos. Belém, Pará. 1996-1997.
Curso de Matemática, Método Kumon. Belém, Pará. 1994-1997.
Curso de Computação (Windows, Word for Windows, Internet) - SECOM. Universidade Federal do Pará. Belém, Pará. 1999.
04 - Atividades Acadêmicas
Presidente do Centro Acadêmico do curso de Direito do CESUPA. Belém, Pará. 1999.
Participante da Comissão Organizadora do Encontro Regional dos Estudantes de Direito. CENTUR, Belém, Pará. 1999.
05 - Atividades Profissionais
Estagiário na área administrativa do laboratório Prophylax Diagnósticos. Belém, Pará. 1998-1999.
Editor do jornal (tipo tablóide) "Macacada Fashion" (tiragem 2000 exemplares). Belém, Pará. 1999-2000.
Estagiário no escritório de advocacia Silveira, Athias, Soriano de Mello, Guimarães, Pinheiro & Scaff Advogados Associados. Belém, Pará. 2000-2002.
Crítico literário na revista on-line de literatura Capitu.com (audiência de 500 pessoas/dia). São Paulo, SP. 2002-
Professor de inglês no curso de idiomas 4U Language Corporation. Belém, PA. 2002-2004.
06 - Prêmios e Láureas
Destaque Kumon '96 da Expo Kumon Belém '97. Belém, Pará. 1997.
Finalista no Concurso Binacional de Contos Brasil-México com o conto "Qualquer Cidade". São Paulo, SP. 2001.
07 - Artigos de Divulgação
"Chapolin Colorado no País do Profeta Rossi". Macacada Fashion, N° 01, Novembro/1999.
"Abra e sua Vida para sempre Mudará"(conto). Macacada Fashion, N° 01, Novembro/1999.
"O Sequestro de Pepezinha". Macacada Fashion, N° 02, Novembro/1999.
"E as Narcobaleias, Por Onde Andam?". Macacada Fashion, N° 03, Dezembro/1999.
"Saudades do Bom e Velho Impeachment". Macacada Fashion, N° 04, Fevereiro/2000.
"Um Doce Bárbaro às Avessas a Falar do Carnaval". Macacada Fashion, N° 05, Março/2000.
"Cult ou Brega?". Macacada Fashion, N° 05, Março/2000.
"Comemorações de um País Baiano". Macacada Fashion, N° 06, Abril/2000.
"A Volta de Pepezinha". Macacada Fashion, N° 07, Maio/2000.
"A Volta de Pepezinha (cont.)". Macacada Fashion, N° 08, Maio/2000.
"Ovacionando a Loucura Nossa". Macacada Fashion, N° 09, Junho/2000.
"Lamentações Sobre o Leite Derramado". Macacada Fashion, N° 10, Julho/2000.
"Peculiares Murmúrios à Mesa de um Bar". Macacada Fashion, N° 11, Agosto/2000.
"Arquitetando-se um Crime, Inocentando-se de uma Culpa". Macacada Fashion, N° 12, Setembro/2000.
"Vocês Estão Me Ouvindo? Não Sei Se Podem Me Ouvir". 2000.
"O Apagão Sob a í“tica do Barão D´Itaquara". 2000.
"Quem Disse que Deus É Brasileiro?". Portal Belém do Pará, Setembro/2001.
"Medíocre Como Pão com Ovo". Jornal da Unama, Setembro/2001.
"Devaneios de Uma Pueril Idiossincrasia". Portal Belém do Pará, Outubro/2001.
"Memento de Reflexões". Portal Belém do Pará, Outubro/2001.
"A Viagem de Sennett". Capitu.com, Fevereiro/2002.
"A Conspiração por Trás dos Códigos". Capitu.com, Fevereiro/2002.
"O Lobo e se Algoz". Capitu.com, Março/2002.
"A Estrela de Ordem na Bandeira do Progresso". Capitu.com, Março/2002.
"A Voz que Abalou o Mito". Capitu.com, Abril/2002.
"A Lenda do País Brasileiro". Capitu.com, Abril/2002.
"O Encapuzar de um Talento". Capitu.com, Abril/2002.
"Entre a Cruz e a Espada de Bush". Capitu.com, Maio/2002.
"Exemplo Setecentista de Resistência". Capitu.com, Maio/2002.
"Apolíticos da Ilusória Conveniência". Capitu.com, Junho/2002.
"O Sensacionalismo do Bizarro". Capitu.com, Junho/2002.
"Escolho, Logo Existo". Capitu.com, Julho/2002.
"Artista ou Artesão,Caro Leitor?". Capitu.com, Julho/2002.
"O Manjar da Ovelha Negra". Capitu.com, Julho/2002.
"A Tapeçaria Romana por um Tapetinho de Cordel". Capitu.com, Setembro/2002.
"Contentamento na Pangéia Ilusória". Capitu.com, Setembro/2002.
"A Verdade Hipotética por Trás do Sexo Moderno Determinista". Capitu.com, Outubro/2002.
Entrevista: Clarah Averbuck. Capitu.com, Outubro/2002.
Entrevista: Luis Fernando Veríssimo.Capitu.com, Outubro/2002.
"Petrificados no Asfalto". Capitu.com, Janeiro/2003.
"Até Quando Esperaremos pelo Maniqueísmo Redentor dos Futuros Livros de História?". Capitu.com, Fevereiro/2003.
"Desmascarando o Fim e o Mundo". Capitu.com, Abril/2003.
"O Davi Proletário de Flint". Capitu.com, Agosto/2004.
"A Ilusão de um í“bvio Feminino". Capitu.com, Setembro/2004.
Nem eu sabia que havia escrito tanto... *yawn*
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Posted by cacoishak at 1:13
Amit Goswami no Túnel do Tempo
Nem lembrava mais que havia resenhado esse livro. Foi publicada no Capitu.com, em julho de 2002. Leitura obrigatória, pra quem quiser entender.
ESCOLHO, LOGO EXISTO
Prefácio. "No início era o Verbo, e o Verbo estava voltado para Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava, no início, voltado para Deus. Tudo foi feito por meio dele; e sem ele nada se fez do que foi feito. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens, e a luz brilha nas trevas, e as trevas não a compreenderam" (Jo 1, 1-5). Fim do prefácio.
Capítulo Primeiro. Com o passar dos séculos, duradoura fora a época dominada pelas trevas, embora a luz arquejasse nos corações dos homens. Vieram, então, Descartes e sua dualidade entre mente e matéria - Penso, logo existo -, sem demora seguidos por Galileu, Kepler e Newton na edificação da física clássica, completada a tri-p/b-ulação quando da chegada de Darwin e Freud. O separatismo, finalmente, estava amadurecido, dando margem à matança de Deus por parte de Nietzsche. Fim do primeiro capítulo.
Capítulo Segundo. Deus matou Nietzsche, qual anunciou, posteriormente, a velha e conhecida anedota. Planck se encontrava já em seu posto e repassou o quantum a Bohr, Heisenberg e Schrí¶dinger para, juntos, descobrirem a mecânica quântica, alterando, assim, definitivamente o velho discurso materialista. Fim do segundo capítulo.
Capítulo Terceiro. Em 1982, o físico Amit Goswami, ainda apegado a um dos dogmas da filosofia realista - a consciência como epifenômeno da matéria, ou seja, um fenômeno secundário, que existe contigente à existência anterior de alguma outra coisa -, esboçou um volume no qual pretendia solucionar os paradoxos da física quântica. No entanto, algo não se encaixava em sua proposta: como a consciência, feita de matéria, pode agir sobre esta com novidade causal? Após anos de meditação, leitura de filosofias místicas, discussões e pensamento concentrado, numa conversa com um amigo seu, o místico Joel Morwood, Goswami solucionou o paradoxo em questão, utilizando-se, para tanto, do idealismo monista - filosofia que define a consciência como realidade primária, como o fundamento de todo o ser -, escrevendo, enfim, o livro O Universo Autoconsciente (Ed. Rosa dos Tempos; R$ 60,00; 357 pág.; tradução de Ruy Jungmann).
Com um riquíssimo acervo remissivo para pesquisas ulteriores, o livro, de acordo com o físico Fred Alan Wolf, "é uma tentativa de lançar uma ponte sobre o antiquíssimo abismo entre ciência e espiritualidade". Nas palavras do próprio autor, busca "o reconhecimento de que a ciência moderna confirma uma idéia antiga - a idéia de que consciência, e não matéria, é o substrato de tudo que existe". Por idéia antiga, entenda-se a base mística das tradições religiosas na desembocadura da filosofia idealista. Uma revolução no mundo científico, capaz de abalar todos os alicerces deste, poderíamos dizer. Pretensão demais ou faro apurado? No mínimo, interessante e merecedor de ser objeto de estudos e pesquisas. Para isso, entretanto, faz-se mister uma breve análise do conteúdo, para, a partir de então, cada qual se aprofundar na matéria de fato. Assim sendo, vejamos as teses do Dr. Goswami.
Empunhando as premissas básicas da moderna física quântica - as quais são exaustivamente demonstradas e explicadas ao longo da primeira metade do tomo, de maneira que até uma pessoa que tenha gazeteado a todas as aulas da disciplina no colégio possa entender o funcionamento de tal mecânica -, Goswami vai derrubando, um a um, todos os fundamentos essenciais do monismo materialista newtoniano, os quais, segundo o autor, servem perfeitamente para solucionar problemas com macrocorpos, falhando, porém, no mesmo experimento em relação aos corpos quânticos, os microbjetos.
Quais são tais rudimentos? São eles os princípios da Objetividade Forte (objetos separados existem independentemente do observador), Determinismo Causal (o mundo é causal e inteiramente determinado pelas leis do movimento e condições iniciais de um objeto do universo espaço-tempo), Localidade (todas as interações ou comunicações entre objetos ocorrem através de campos ou sinais que se propagam através do espaço-tempo, obedecendo ao limite da velocidade da luz), Materialismo e Epifenomenalismo, estes dois últimos já tratados no presente texto.
Sem entrar por completo no mérito da questão - encargo este que reservo aos leitores que se interessarem pelas teorias do livro -, limito-me a salpicar as antíteses quânticas de Goswami, e, sem maiores delongas, concluir como o físico solucionou os paradoxos enfrentados pela ciência durante o século XX.
Deste modo, batendo de frente com os fundamentos de Newton e cia., respectivamente na ordem em que citados acima, a mecânica quântica postula que: a) devido à dualidade onda-partícula de um objeto (este ser, ao mesmo tempo, onda e partícula - princ. da complementariedade), é o observador quem escolhe qual das duas possibilidades se revelará em uma dada situação, "a observação faz com que entre em colapso o pacote quântico de ondas e se transforme em uma partícula localizada. Sujeito e objeto estão inextricavelmente misturados" (princ. da objetividade fraca); b) jamais poderemos determinar simultaneamente, com absoluta certeza, a velocidade e posição de um objeto (princ. da incerteza), tornando-se "impossível uma descrição rigorosa de causa e efeito do comportamento de um objeto isolado; c) "ondas se espalham por enormes distâncias e, em seguida, instantaneamente, desmoronam quando fazemos medições", do que se conclui que a influência da medição não viaja localmente (princ. da não-localidade); d) para contradizer o materialismo e o epifenomenalismo, e compreendendo o comportamento de objetos quânticos, "precisamos introduzir a consciência - nossa capacidade de escolher - de acordo com o princípio da complementariedade e a idéia da mistura sujeito-objeto".
Afirmações como essas, desacreditam, por exemplo, aquela velha história de que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, ou vice-versa. Nada fácil de ser assimilado, conforme supra observado. Tentarei, portanto, ser o mais claro possível - e eis a palavra-chave: possibilidade! Possibilidades virtuais ou, como Heisenberg preferiu definir, potentia. Goswami explica: "A potentia existe em um domínio transcendente da realidade. Entre observações, o elétron existe como uma forma de possibilidade, tal como um arquétipo platônico, no domínio transcendente da potentia". Como já vimos, é a consciência que produz o colapso da onda em uma partícula no mundo da manifestação. Esclarecedor para o autor foi averiguar que o "domínio da potentia existe também na consciência. Nada existe fora da consciência". Desta forma, torna-se plausível deduzir que até mesmo "o universo existe como potentia informe em uma miríade de ramos possíveis, no domínio transcendente, e que se torna manifesto apenas quando observado por seres conscientes".
"Ai, minha cabecinha...", não? Compreendo-lhe perfeitamente, caro leitor. E digo mais: a confusão aumentará. Mas não se preocupe. Não me recordo com exatidão qual foi o pensador que disse que o indivíduo que se gaba por ter entendido os mecanismos da física quântica tão logo a conheceu, em verdade não entendeu nada. Porém, concordo com ele e espero que o leitor considere suas palavras para seguir em frente na leitura.
Pois bem. Elucidados os fundamentos da nova física, Goswami se deparou com um significativo estorvo: de que forma solucionaria os paradoxos quânticos, se o realismo materialista se tornara uma modalidade incompleta e ineficaz para, através dele, ter-se uma visão lógica do funcionamento do cérebro/mente e suas experiências, posterior ao aspecto não-local da consciência? Para o cientista, somente através do idealismo monista, perspectiva esta provocada quando da conversa com um amigo místico, o qual lhe abriu os olhos para a hipótese de que "a consciência é anterior e incondicionada. Ela é tudo o que há. Nada mais existe, senão Deus". Assim, imaginou a denominada "ciência idealista", pela qual "chegamos a uma ciência que não tem requisitos de admissão, que não exclui o subjetivo nem o objetivo, o espírito ou a matéria e é, portanto, capaz de integrar as dicotomias profundas de nosso pensamento".
Não deixa de ser, admito, bastante tentadora essa teoria de que nada mais existe, senão Deus, ou seja, Deus é tudo o que há, inclusive nós mesmo. Porém, algo deve nos instigar nesse raciocínio: e o nosso "Eu", como fica nessa história? De acordo com Goswami, o "Eu" referencial do self, em oposição ao "nós" da consciência unitiva, o que ele chama de "separatividade ilusória", dá-se devido a nossa inconsciência do processo subjacente quando escolhemos nossas experiências conscientes, o que pode ser resolvido se aplicarmos aí o conceito de hierarquia entrelaçada, do matemático Kurt Gí¶del, onde o nível superior e o nível inferior de uma hierarquia estão tão misturados que não podemos identificar os diferentes níveis lógicos.
Desta feita, "o self de nossa auto-referência é conseqüência de uma hierarquia entrelaçada, embora nossa consciência seja a consciência do Ser que está além da divisão sujeito-objeto. Não há como no universo outra fonte de consciência. O self da auto-referência e a consciência da consciência original constituem, juntos, o que chamamos de autoconsciência". Sendo o cérebro-mente um sistema dual quântica/mecanismo de medição, e, portanto, único, "é o local onde acontece a auto-referência de todo o universo. O universo é autoconsciente através de nós. Em nós, o universo divide-se em dois - em sujeito e objeto".
Todavia, se eu sou tudo e tudo sou eu, onde ficaria nosso livre-arbítrio nesse emaranhado idealista? Segundo Dr. Goswami, "a opção define o self primário (...). Escolho, por conseguinte (hierarquicamente entrelaçado), eu existo. Com o condicionamento a que estamos sujeitos, no entanto, a escolha não é mais inteiramente livre, mas predisposta em favor de respostas condicionadas", processadas por nosso ego. Nosso livre-arbítrio, destarte, "consiste da capacidade de dizer não a respostas condicionadas aprendidas", originada em nossa própria iniciativa causal, habilidade esta que atingiríamos através da meditação, num mergulho transcendente a nossa consciência unitiva.
Atingimos, por conseguinte, o objetivo geral do livro. Não obstante, findo o estudo, ainda sentimos algo vago em nós e na filosofia do idealismo monista. As palavras de Goswami, apesar de possuírem um valor científico-espiritual incontestável - seja pelas experiências práticas a comprovar os estudos quânticos, seja pelas experiências empíricas de místicos e das tradições religiosas -, não revelam de todo o mistério da criação, da vida. Certo, a consciência produz o colapso da onda em partícula e não há outra fonte de consciência no universo além do Ser que está além da divisão sujeito-objeto, o que faz com que o universo seja autoconsciente através de nós. Até aí, tudo bem.
Porém, é o próprio autor que nos adverte: "Temos que ter cautela quando cientistas de olhos esbugalhados começam a fazer alegações". Como podemos afirmar que não há nada em nós aquém dessa consciência unitiva e além de nosso ego condicionado, algo que nos torne únicos, mas ainda parte do todo? Eis a falha de Goswami; não há explicação coerente - quiçá alguma - a essa indagação. Na tentativa de uma melhor ilustração para o que digo, suponho ser válida uma analogia com uma passagem bíblica, a qual reza que "... o corpo é um e, no entanto, tem vários membros; mas todos os membros do corpo, não obstante o seu número, formam um só corpo..." (1Cor 12, 12). Ora, o pé tem uma função distinta da mão, mas os dois fazem parte do mesmo corpo, o mesmo acontecendo com a cabeça. Assim, creio, também sucede com o homem. Acreditar que somos meras ramificações de um Ser supremo e submetidos a sua auto-admiração em frente ao espelho, seria o mesmo que creditar veracidade à antiga tese de que a cabeça foi feita para colocar-se-lhe o chapéu.
Certamente, para o desgosto dos mais céticos, nada de tão grave que possa vir a tirar, em sua totalidade, o mérito vanguardeiro de Goswami, qual já o demonstrei antes. Pelo contrário, que outros se beneficiem e usufruam a contradição, ou omissão, em futuros estudos científicos, metafísicos e filosóficos - e, por que não, em exercícios espirituais -, como, inclusive, o próprio autor propôs ao final de sua tese. De fato, é ele mesmo quem corrobora, ainda que inconscientemente, a idéia de que, possivelmente, há um equívoco em algum lugar: "A intuição de um gênio é freqüentemente frutífera de maneiras inesperadas, que pouco têm a ver com os detalhes da teoria da pessoa em causa". Afinal, tudo são possibilidades. Fim do terceiro capítulo.
Capítulo Quarto...
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Posted by cacoishak at 0:24
17.08.04
Nã-nã-ní-nã-não!
"EUA não aceitam vitória da Venezuela
Por Correio Braziliense 17/08/2004 às 00:13
Washington não aceita vitória de Chávez, EUA chegou a discordar dos organismos internacionais que aprovaram a vitória do NÃO, entre eles o Centro Carter, do ex-presidente norte-americano Jimmy Carter.
Referendo
Washington não aceita vitória de Chávez
Da France Presse
16/08/2004
18h58 - Washington (EUA) - Os Estados Unidos discordaram nesta segunda-feira dos observadores internacionais que confirmaram a vitória do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no referendo sobre seu mandato. O país pediu..."
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Posted by cacoishak at 1:20
16.08.04
Mais Betty!!!

Afirmo e confirmo e repito: isso que era mulher de verdade!!!
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Posted by cacoishak at 1:44
15.08.04
O Davi proletário de Flint
Já disse Machado de Assis que "... não se devem abolir as loterias. Nenhum premiado as acusou de imorais, como ninguém tachou de má a boceta de Pandora, por lhe ter ficado a esperança no fundo; em alguma parte há de ela ficar". Isso foi em Dom Casmurro. Na loteria que de nossas vidas fizeram, só mesmo tendo muita esperança para se acreditar numa vitória no final. Que o diga Michael Moore, sobre quem escrevo em minha reestréia no Capitu.com, menina dos olhos de Casmurro feita cibernética, onde comecei a escrever há uns dois anos e meio, ficando afastado no último ano por motivos pessoais. Quando tiverem um tempinho, dêem uma passada lá e leiam o texto sobre "Cara, cadê meu país?". Depois, retornem e comentem... se tiverem saco.
ps.: não sei onde arrumaram aquela história de São Paulo, mas tudo bem...
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Posted by cacoishak at 22:36
Cuidado!
Não entrem no site que aponto no post anterior, ouçam quem já passou por experiências desagradáveis. É fria, cavalo de tróia. Nãodêem uma de coisas. Provavelmente, é esquema de algum protestante cibernético fundamentalista. Não vão lá...
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Posted by cacoishak at 16:31
Parental Advisory
Depois, ainda dizem que quem viaja na batatinha sou eu...
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Posted by cacoishak at 0:43
"What the...
... ブラウザで色名指定できる140色 ... ??? "
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Posted by cacoishak at 0:00
14.08.04
Belém, Pará, Brasil
De modo algum quis dizer, no post anterior, que a cultura paraense é pobre. Pelo contrário. No próprio filme encontramos exemplos disto. A lenda em si, como já afirmei. E a música tema do filme, composta e interpretada por Iva Rothe, moça presenteada por Deus com seus dotes. Ontem mesmo, fui ao Theatro da Paz, obra de fazer inveja ao mundo todo pela sua magnitude arquitetônica, assistir ao documentário do Ronaldo Passarinho sobre a história do próprio teatro e achei muito bom. Nunca fui com a cara do Passarinho, mas tenho de tirar o chapéu: o cara vez um trabalho de qualidade. Ao longo do filme, ele cita Waldemar Henrique, nosso grande compositor, clássico e popular. E que música rica nós temos! Os Mestres da Guitarrada, por exemplo, que influenciaram meio mundo Brasil afora e no exterior. E A Euterpia, de meus camaradas Tom e Pato? Quanto tempo não os vejo... fora a literatura, onde encontramos, entre os maiores do país, Dalcídio Jurandir e Max Martins. Filósofo? Temos, sim senhor, ou ninguém nunca ouviu de Benedito Nunes? Ou seja, aqui tem muita coisa boa, sim. Apesar de não ter nascido aqui, viajei dois mil quilômetros aos cinco anos de idade, quando cheguei nesta cidade, da qual, apesar dos problemas, gosto muito, faz parte de mim. É como o Gustavo falou, certo dia, quando discutíamos sobre o Manu Chao. O cara faz a gente sentir orgulho de ser latino, é música de altíssima qualidade, que desbanca muito americano, fácil, fácil. A mesma coisa se dá aqui. Quero sentir orgulho de morar no norte, no Pará. E "Matinta Perera" não contribui em nada pra isso. O filme, não a lenda. Longe disso, só constrange quem a ele assiste.
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Posted by cacoishak at 13:10
Por onde andarão as platéias verdureiras?
O grande problema das artes contemporâneas é o público. Antigamente, quando uma peça de teatro era ruim - nem precisava ser tão ruim a ponto dos atores serem péssimos, atuando Shakespeare como se estivessem lendo num pote de margarina -, a platéia jogava todo tipo de objetos no palco, tendo sido o tomate o de maior regularidade. Do mesmo modo ocorria com um cantor ou qualquer outro artista expondo sua arte. Não fossem bons, tomates neles! E isso não acontece mais em nossos dias. É um corporativismo tamanho no mundo das artes, que se o indivíduo não fizer parte daquele meio, ele será posto à margem do grupo, quando não da própria sociedade, em certos casos. Quanto aos que, conscientemente ou não, fazem parte do tal meio, se um deles fizer um trabalho ruim, por pior que seja, tenderá sempre a ser aclamado pelo meio que o acolhe. Em uma cidade com maior número de pessoas e diversificação de tendências, isso talvez não seja um problema, vez que existe um confronto maior entre os diversos grupos, sempre havendo um espaço maior para um debate mais sincero entre eles, muito embora a quase homogeneidade criativa que flutua mui tenuemente sobre suas cabeças lhes assemelhe os métodos e conteúdos. Em uma cidade como Belém, os grupos são poucos, pouquíssimos, praticamente não há de fato um confronto entre eles, e, conseqüentemente, é tendencioso. Um filme tal não presta e, no entanto, é aclamadíssimo. "Matinta Perera", por exemplo. É uma merda. Não fosse pela lenda, seria perda total. OK, justiça seja feita. Aquele ator, o moleque que vai de moto pra periferia comprar drogas, interpretou seus 6 segundos muito bem. E acabou. O resto é, sinceramente, horrível. A direção é podre, não há maestria alguma, tudo jogado grotescamente, sem técnica, repleto de obviedades inúteis, fora que a edição parece ter sido feita por um bando de moleques recém-ingressos na universidade. Ganhou o tal cacareco ver-o-peso, a maior picaretagem do festival - conspirada na surdina, por um júri popular que era formado pelos mesmos artistas do grupo -, só ficando atrás do prêmio de melhor ator. Prefiro nem citar o nome do intérprete do traficante mais articulado, eloqüente e forçado que conheço. Onde estão os tomates, eu me pergunto? De onde vem esse corporativismo, que tanto assusta as platéias verdureiras? Pensarei mais sobre o assunto...
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Posted by cacoishak at 0:44
13.08.04
Ah, Betty Page...


Isso que é mulher! O resto é bagaço...
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Posted by cacoishak at 13:40
Desmantelando o tal...
Fiz alarde, suspense e o escambal... e nada. Fora um momento de, digamos, frenesi em excesso de minha parte. Até chegar à conclusão de que, bem... estou velho demais pra ficar falando mal de figuras como Mainardi ou Jô Soares. Todo mundo fala mal do Jô Soares, coisa de quem ainda está começando a descobrir o umbigo, universitário que acabou de ler Marx pela primeira vez ou de quem não tem mais nada pra fazer na vida mesmo. Poderia argumentar, por exemplo, que não há mal algum no Banco do Brasil patrocinar os atletas brasileiros, afinal, além de ser um incentivo ao aperfeiçoamento da prática esportiva no país, função que é ou deveria ser do governo - não devendo, obviamente, se ater nos profissionais, mas também desenvolver um trabalho de base nas escolas primárias, programa este, aliás, realizado com sucesso por outros países, como Cuba ou os EUA, antagonistas -, além disso, é publicidade para o banco, coisa inerente ao capitalismo, que Dioguinho parece gostar tanto. Pronto, acabei falando. Não tenho mais nada a fazer na vida. Nem um terço do que ia falar, mas falei. Mas será só isso, começou e acabou hoje. Não valeria a pena, íamos ficar nesse joguinho erístico pra sempre, sem que o mesmo levasse alguém a algo, ninguém a nada. Prefiro continuar falando mal de mim mesmo, é mais saudável. Pelo menos eu sou mais eu. E isso, quando muito, só de vez em quando. Fora que, assim, estarei dialetizando comigo mesmo e, no fim das contas, pode até dar em algo construtivo. Portanto, esqueçam o tal Desmantelando Mainardi. Se é que alguém ainda se lembrava disso...
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Posted by cacoishak at 13:37
12.08.04
Você pode reconstruir sua vida...
Como pôde isso acontecer comigo!? Sempre pensei que a salvação de meu casamento viria acompanhada de alguma palavra de Kierkegaard, Beccaria, Fonseca, Burroughs, Dylan ou o Papa! Mas não, nada disso! A resposta está e sempre esteve, ali pertinho, na biblioteca, numa seção especialmente separada para os livros DELA, empoeirada e abandonada às traças, enfim, no Seicho-No-Ie! "Amor Conjugal". Eles estavam certos no final! E ainda fogem do casamento!
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Posted by cacoishak at 0:49
11.08.04
O que nos sobra da vida?
Não sei, sinceramente, o que fazer da vida. Não sei se é devido à porção de meu caráter, que prima pelo imediatismo à espera, a razão de estar cultivando tais sentimentos, mas, Deus, como queria sair deste cotidiano de dívidas e mil sub-empregos, arrumar algo concreto e que me desse um retorno financeiro, o mínimo que fosse para pagar as contas e dormir tranqüilo, não depender mais dos favores monetários dos meus pais, eu já pai. Se não fosse tão difícil me concentrar numa só tarefa, estipular uma meta a ser cumprida nos próximos meses. Mas não dá, não é mesmo? São tantas as pretensões, tantos livros a escrever, tantas idéias a disseminar, tantos cheques a cobrar, tantas aulas a dar, tantos remédios a comprar, tantos problemas domésticos a resolver, tantas vidas a viver, tantas matérias a estudar, tantos serviços a cumprir, tantas genialidades a bolar... e ainda quero ter tempo livre para curtir minha filha. Afinal, para que colocamos filhos no universo? Para nos matarmos de trabalhar e estudar e, assim, não termos tempo de ficar com eles, que crescerão sozinhos no mundo e viverão para os estudos com o intuito de um dia arrumar um emprego decente no qual permanecerão a maior parte de suas vidas para que possam educar nossos netos? É por isso que a merda desse planeta está tão perdido! Se eu não tenho mais nem o direito de acompanhar o crescimento de uma criaturinha que eu trouxe pra cá, o que mais me sobra? Os sábados e domingos? E eu, quando descanso? "Ah, mas então tu não estás pensando nas crianças". Como não? O que eu vou poder lhes ensinar de útil, que não seja aquela velha historia de experiência de vida resumida justamente em estudo/trabalho, se EU não tiver tempo para VIVER? "Mas no começo da lengalenga tu não querias viver, mas arrumar um emprego que lhe desse dinheiro!". Certo... nem mais sei direito o que quero... dinheiro e tempo livre, é pedir demais? "Muito". Então... não sei. Que coisa mais estúpida é essa que os homens inventaram e chamaram consciência! Conscience, que fique bem claro, e não consciousness. Alguém a fim de voltar aos tempos do escambo? Recebo remédios, comida, energia elétrica, gás, pasta de dente, leite em pó e fraldas descartáveis em troca de discursos, artigos, textos em geral. Alguém topa? "Claro que não"... sim, sim, já esperava por isso...
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Posted by cacoishak at 17:29
9.08.04
e-mailâ´s
Woody Allen
"You, you tell me! Do you really have idea of what's he's trying to say? Heisa ge-nius! Or completely an idiot..."
I'm the Hunter Trucker
"Wow! Internet ´s fa-st! Fuck my mother's cocking blow!"
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Posted by cacoishak at 0:22
Eu, conflito...
"Quando nos interessamos por alguém, ou mesmo quando iniciamos um relacionamento, nós nos interessamos pela característica da mulher que, não sabíamos, representa uma parte muito íntima nossa, um desejo reprimido qualquer, pelo qual nos encantamos profundamente, pois é como se fosse uma nova descoberta de nós mesmos. Tentamos conquistar aquela parte de qualquer jeito, tudo fazemos para tê-la, por dias a fio, vivenciamo-la proficuamente, até que a conquistamos e as coisas começam a mudar. Simplesmente porque não há mais conflito. E o homem precisa de conflitos para viver, precisa se superar a todo momento, é o que lhe distingue da foca. E, então, o homem acaba por... bem, abandona o navio... ou torna a vida do marinheiro infernal a tal ponto, que é ele quem acaba por desistir. No entanto, o homem não deixa de amar aquela pequena porção renegada sua, ama-a como algo distante, que um dia foi, uma recordação pela qual daria tudo a fim de vivê-la novamente, mas, infelizmente, a mulher não mais quer emprestar-lhe tal encanto. E assim o conflito reinicia-se como antes, num eterno retorno sem saída de emergência. E acabamos por amar mulheres demais".
Trecho do romance - ou novela, difícil dizer ainda - que estou escrevendo. Não está acabado, escrevi de supetão, é somente um rascunho, publico sem revisão alguma, faltam uns reparos obviamente, tanto gramaticais quanto no que diz respeito à própria idéia do texto. Mas senti que talvez devesse compartilhar o momento.
PS.: não esqueci da continuação do post "DDA et COSMOS", apenas não tive oportunidade de continuá-lo. Enquanto isso, aperfeiçôo-o.
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Posted by cacoishak at 0:04
8.08.04
pai por um dia

There is no place like home. Primeiro dia meu como pai de minha vida. Estranho. Bem que o Vinicius disse.
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Posted by cacoishak at 23:37
7.08.04
dda et cosmos
Necessito da ajuda sincera não apenas de vocês, como também de amigos e conhecidos seus. A questão é a seguinte: estou, numa parceria com minha amiga e promissora filósofa do direito Viviany Loureiro, trabalhando numa pesquisa, para futuramente rodar um documentário, a respeito da possibilidade de haver alguma propensão natural e intrínseca daqueles que sofrem do Distúrbio de Déficit de Atenção - DDA para a visão do mundo sob o prisma holístico. "Cara, esse bicho só sabe falar dessas nóias de um por todos e todos por um, aí". Não é o caso. Acontece que, como estava explicando a meu cunhado Godinho, ontem a noite, é fundamental que se dê inicio a uma discussão do tema de modo mais aprofundado em nossa sociedade, nós precisamos disso, o mundo precisa disso. As coisas, de fato, tornam-se bem mais claras a partir do momento em que encaramos a realidade de acordo com os paradigmas quânticos - nada hermético, como muitos crêem, é só um caso de estudos e meditação.
Portanto, pretendemos realizar um trabalho de cunho científico, partindo do seguinte pressuposto: as características básicas do DDA são três: impulsividade, hiperatividade e falta de atenção, sem que haja a necessidade das três se apresentarem com a mesma intensidade. A falta de atenção é, das três, a mais fascinante e instigante a meu ver, sendo assunto além da compreensão científica atual. O indivíduo simplesmente não consegue concentrar-se em tarefa qualquer que não lhe desperte um mínimo de interesse. Ou seja, foge do condicionamento que lhe impõem diariamente. CONDICIONAMENTO. Base para a física clássica, em oposição à criatividade quântica. O que abre espaço para a impulsividade associada à hiperatividade, uma vez que, não estando o individuo condicionado em suas ações, mas, pelo contrário, dá constante e ininterrupta vazão ao que lhe vem ao pensamento, num frenesi fecundo, que nada mais seria, segundo a moderna ciência, do que os saltos quânticos em cena, os mesmos que se dão no momento do eureka, do transe dos monges budistas em meditação e sob o efeito de certas drogas.
(TO BE CONTINUED)
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Posted by cacoishak at 18:04
6.08.04
Letra torta
É como se meu pai tivesse me dito: "Seu merda, tá pensando o quê? Filho de galo é pinto! Quer aparecer? Vai raspar sovaco em reality show! Se quiser ficar aqui, não vai precisar comer o pão que o diabo amassou, não, mas também não vai cuspir fora O! que eu pedi pra amassar!".
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Posted by cacoishak at 1:50
Brevis...
Vamos lá, resolvi brincar de Deus, hoje: a vontade que tinha, realmente, era sair anarquizando muito pilantra por aí, que arma contra os outros, armando a própria vida. Mas ia causar muita dor de cabeça, tenho certeza, pior só a cruz. Então, vai só um mesmo. A partir da próxima semana, todas as semanas, Desmantelando Mainardi...
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Posted by cacoishak at 0:38
5.08.04
Malu
Quem sabe realmente o que passei com ela, coisa de três meses e meio atrás, não importa se estando ao lado o tempo todo ou não, ainda mesmo aqueles com os quais nem cheguei a falar, todos os que prezo chamar companheiros, enfim, entendem bem o que agora sinto, numa noite de quarta-feira, sem absolutamente nada para se fazer em casa, mas me deleitando aos montes com cada momentinho que aqui passo ao lado de minha batatinha pequerrucha, pela qual estou velando e velarei madrugada afora, principalmente num dia em que recebi a notícia maravilhosa de que minha garotinha está muito acima da linha padrão peso/altura, linda que só ela. Cresceu seis centímetros em trinta e cinco dias, engordou mais de um quilo e meio. Está agora com 63 cm e 6,450 kg, tendo apenas quatro meses e dez dias, com a agravante de ter nascido prematura, faltando uma semana para que a mãe completasse oito meses de gestação, o que, apesar de muitos não saberem, embora seja estupidamente óbvio, conta sempre no saldo negativo da faixa etária. Fora o mês inteiro que passou na UTI, com pneumonia. Que seja. É passado. Está a coisa mais fofa do mundo agora, bochechuda, é o desenho do pai com a pintura da mãe. Dará trabalho, felizmente. E geni-osa...! Fica aí uma foto da garotinha do papai e seu babadouro cor-de-rosa! Agora, deixem-me ir, que a batatinha está querendo começar a chorar...

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Posted by cacoishak at 0:33
4.08.04
Oops!
Parece que, mais uma vez, pisei no calo de alguém... foi sem querer... auto-ironia indulgente pra boi dormir, entendem? Ah, nem eu... quem comigo não compartilha a nóia, melhor seria se pegasse o rumo da cama e desligasse o mundo de uma vez. São quatro da matina e não é todo mundo que consegue sair incólume de uma disfunção intestinal braba que insiste em impedir o sono angelical de um justo... portanto... não se levem tão a sério. O mundo pode estar dando risadas de vocês... nessas horas, o melhor a fazer é acompanhá-lo.
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Posted by cacoishak at 3:54
3.08.04
Cultura de massa
Não que haja alguma relação lógica nisso - se existe, ainda não a descobri. A verdade é que, ontem, estava escutando Cursive no caminho de volta pra casa do trabalho, totalmente envolvido nos arranjos de suas músicas de melodia quebrada e instrumental pesado, orquestrado e lisérgico, quando me ocorreu uma teoria que, salvo engano, não deve ser minha mesmo, ao menos não de todo. Se for, mamãe e papai acertaram em minha educação e estou aproximando-me da genialidade. Mais coerente, no entanto, seria tratar-me simplesmente como o bom e velho megalomaníaco que meu caro He-Man insiste em que eu seja e refutar desde já qualquer fagulha de maiores pretensões que, porventura, eu venha a ter.
Enfim, o pensamento foi o seguinte: é óbvio que, com as descobertas científicas na área quântica de um século e meio pra cá, o mundo não pode mais ser encarado sob a velha perspectiva newtoniana que, ironicamente, aprendemos na escola. Mas isso é assunto pra outro dia - pra todos os dias, em verdade - e, portanto, só esse introdutório, por ora, já basta. O ponto em que, com isso, quero chegar é de cunho a priori cultural. Se formos parar pra prestar atenção, tudo em nossa volta se resume basicamente a uma pergunta: como? Ao ligarmos a televisão, veremos na novela aquele velho e batido argumento de todas as novelas: o casal apaixonado que passará a história toda separado devido a circunstâncias mil e, no final, acabarão juntos, felizes pra sempre. Nos filmes de Hollywood, é a mesma coisa: o mocinho que sofre nas mãos do bandido o filme todo, sem poder fazer nada, até que se dê uma reviravolta mirabolante e aquele acabe por vencer o último. O que, então, prende a atenção do telespectador? Justamente a vontade de saber COMO é que o casal ficará junto - as tais circunstâncias mil - e COMO o mocinho derrotará o bandido.
Os telejornais também não fogem disso. Limitam-se a expor COMO os eventos se dão em volta do mundo. COMO o Sr. João conseguiu vida próspera, COMO se darão os novos ataques bélicos do Novo Império e COMO os investidores reagirão depois que tal medida for aprovada. Isto, quando muito; pois, na maior parte do tempo, tão somente o O QUíŠ já basta.
É neste terreno fortemente preparado pela cultura de massa, que privilegia o tal COMO em descrédito do POR QUíŠ, que cientistas e pensadores continuam semeando as idéias ultrapassadas, cartesianas, e que são automaticamente consumidas por nós, já condicionados aos comoísmos da vida. Se nos explicam COMO uma árvore, de uma sementinha, brota e cresce e dá frutos, damo-nos por satisfeitos. Não atentamos para o PORQUíŠ daquela árvore crescer, já sabemos o final da história, afinal de contas. Se o Seu Firmino resolveu invadir uma terra e acabou matando o funcionário da fazenda, isso basta pra pô-lo atrás das grades. Um preguiçoso sem vergonha e, ainda por cima, assassino! Mas POR QUíŠ ele fez isso? O quê está por trás de seus atos e o levou a cometer esses dois crimes? "Bem, meu jovem, fica difícil de se levar adiante o que propões, pois sabe Deus o que se passa na cabeça de um marginal desses"...
Vejam bem: não estou falando daquele por quê que na verdade só se passa por POR QUíŠ, não sendo nada além de um COMO maquiado. Não cuida, de forma alguma, dos assuntos metafísicos da coisa em si. É um kantismo ferrenho! Minha cabeça já está doendo...
A ciência, assim, apresenta-se como aquela clássica figura paternalista, que, pretendendo preservar os filhos da realidade, impõe-lhes certas regras e preceitos, restringindo-se à exposição do COMO os filhos devem agir, mas não do POR QUíŠ. Ao povo nada mais resta senão bestializar-se. E a cultura de massa realiza tão despropositado desejo.
Bem, isso já está um pouco longo demais pro meu gosto e nem sei se, de fato, faz sentido. Sou péssimo em dar exemplos práticos e acredito estar já no limiar do patético. Portanto, é melhor que eu me cale. Por enquanto...
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Posted by cacoishak at 16:27
1.08.04
Hipermodernidade Lipovetskyana
Desde muito cedo, logo nos primeiros passos que dei já nos caminhos dos assuntos de "gente grande", nunca engoli essa estória de pós-modernidade. O que diabos é isso?, perguntava-me. Sim, o modernismo existiu, e depois? Ah, depois, foi o pós-modernismo...?!?
- Mas me diz aí, o que é o pós-modernismo?
- Ah, sei lá... já não te disse, rapaz! Foi o que veio depois do modernismo.
- Só isso, nada mais, nenhum conceito?
- Meu amigo, nunca ninguém te disse, não? Tudo é conceitual!
- Sei... e o mundo, como é que fica?
- A gente dá um jeito...
- Que jeito?
- Não complica, depois pensamos nisso... admira a coisa aí,vai!
Acaba que tudo se resume à instalação pós-moderna daquele artista plástico pós-moderno maravilhoso, cujo nome não me recordo agora - são tantos (velhos tempos aqueles em que ainda existiam pintores): ninguém entende patavina, mas todos aceitam como se belo fosse. Afinal, é pós-moderno. E o pós-moderno tudo engloba necessária e hermeticamente, não requer maiores explicações. É por isso que o mundo está como está - mundo, lato sensu, todos os âmbitos possíveis e imagináveis.
Para que haja mudanças de fato na sociedade, é fundamental que definamos como a sociedade se encontra hoje. Se não o fizermos, não tem jeito. É isso o que a pós-modernidade é, um grandessíssimo estorvo na vida de todos, uma ilusão que não nos permite enxergar a realidade como ela é, para que, então, possamos transformá-la. Se não conhecemos o inimigo, como vamos combatê-lo? Sem chance.
Enfim, parece que apareceu alguém pra me dar uma mão amiga e me tirar - tirar-nos - desse mar de lama pós-pós. Ainda não foi publicado no Brasil, a previsão é para o dia 20 de agosto, eu acho, mas que será uma leitura fantástica, disso não tenho dúvidas. "Os Tempos Hipermodernos", do filósofo francês Lipovetsky, mais conhecido por seu livro "O Império do Efêmero", que foi um dos primeiros, senão o primeiro, a tratar a frivolidade da moda como assunto sério. Há uma entrevista com ele muito interessante aqui, vale muito a pena dar uma conferida e tirar as conclusões por si próprio.
E como Boaventura de Sousa Santos diria, ABAIXO O VELHO PARADIGMA!!!
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Posted by cacoishak at 23:54
