A onomatopeia necessária

Cuidado.
Esse é um post para pessoas adultas.
E que trepam. De verdade.
Então..
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Demorei para entender por que sempre havia tanta saliva nos filmes pornôs. Não sacava qualéra a do sujeito ficar cuspindo nos buracos que já havia sido devida e demoradamente ensalivados. E mantinha uma certa resistência à prática durante meus intercursos carnais.
Quer dizer, não via a menor razão para cuspir se podia lubrificar de maneiras mais _ assim pensava _ civilizada, até mesmo educada. Achava que, sendo mulher, não ia gostar de ver um sujeito cuspindo na minha bunda. Então por que fazer?
Cuspe, até a própria palavra, nunca me foi agradável. Se tu cospe alguma coisa, tira ela de dentro do teu corpo, quer dizer que não serve pra ti. Então por que serviria para outra pessoa?
Mas a razão não está no material expelido em si _ saliva pura e simples, ressalte-se _ e sim em todo o processo que ele envolve e como se relaciona com o tipo de relação pretendida ou em andamento.
E foi com muito custo _ felizmente apenas para a minha pessoa _ que descobri o real significado de uma bela cuspidela no rabo. Não me lembro como, sei apenas que virei a garota de costas, abri-lhe as nádegas e cuspi. Cuspi forte e com vontade, esperando qualquer tipo de reação.
Sério, tive a mesma epifania da vez que me disseram "vai, fode gostoso a tua putinha, fode". A garota arquejou as ancas e quase arrancou a cabeceira tubular da cama num único movimento, seguido de uma bufada de "ai, caralho" entredentes. Inacreditável não apenas para mim, mas para ela também, que gostava daquilo e não sabia até então.
Percebi que não era apenas a saliva. Não bastava apenas fazer escorrer o trabalho das glândulas salivares, era preciso sonorizar a parada. Daí o cuspe, a onomatopeia necessária! Era isso que excitava a garota, ouvir e sentir que havia um sujeito ali cuspindo no seu rabo e o que significa aquilo.
Ela estava reduzida, domada, submetida, e um cuspidela na bunda, grossa e consistente, era apenas o complemento das palmadas e palavrões de que ela tanto gostava. Era como se toda sua vida passasse diante dos seus olhos naquele momento e ela repensasse a própria razão de existir e fazer o que e com quem fazia. Havia chegado a outro patamar, um ponto sem retorno.
Claro que nem toda trepada é receptiva a técnicas de filmes pornôs, quer dizer, não dá pra sair cuspindo em qualquer garota. Nem todas apreciam ser chupadas e, em seguida, viradas de quatro e receber um jato de saliva seguido de um tabefe. Se sua senhora prefere um amorzinho do tipo matinal e tem horror a filmes disacanáge, bom, é melhor perguntar antes. Ou procurar outra pessoa, ora essa.

ei, eu tô tentando VOLTAR das férias e trabalhar, ok?
OK
A coisa mais legal sobre o Rebobine Por Favor é que era um projeto que não se encerrava em si mesmo: acessando o site oficial era possível ver todos os filmes suecados, na minha opinião, a verdadeira razão de ser de toda essa história. Agora nem isso tem mais, pois com o lançamento em DVD, eles retiraram os links. Youtube neles!
Ahhh achei que fôssemos realmente falar de onomatopéias eróticas.
Certamente você conhece a onomatopéia Chico Lopes. Ou não conhece?
Se ficar dizendo o nome "Chico Lopes", repetidamente e rapidamente, dá uma boa onomatopéia pra uma chupada de pau... faz aí pra você ver.
Dá pra ficar tirando sarro com a rapaziada. Do tipo, "O Chico Lopes andou te procurando. Diz que você tá devendo pra ele... não vai pagar o Chico Lopes? Tem que pagar o Chico Lopes. Chico Lopes, Chico Lopes, Chico Lopes..."
ps. gostei do blog. hoje foi meu dia de verbeat...