Pêlos
Antes de começar, um aviso: este não é um post fetichista. Tampouco serve para fetichistas. Longe disso. Fetichismo, ao que tudo indica, leva a outras manias que, na boa, preferimos não compactuar. Nada contra. É apenas uma questão de posicionamento sexual. E aqui, estamos tranqüilos e felizes com a nossa heterossexualidade. Por isso, gostamos de mulher. Mesmo. O que significa, invariavelmente, gostar de pêlos.
Sim, pêlos. Especialmente pêlos pubianos. Alguém aí menor de 15 anos sabia que as mulheres, há um tempo atrás, tinham pêlos recobrindo a vagina? Sim, e não era pouco, não. Não como agora, quando parece ter baixado uma diretriz proibindo a ostentação de pentelhos. Hoje, para ver uma mulher com pêlos púbicos é preciso praticamente entrar em sites especializados, alguns até com necessidade de assinatura. Virou artigo raro, reminiscência de uma época, peça de museu. Ou, pior, fetiche.
Claro, a coisa começou antes. Não sei bem quando, mas devem ter sido os norte-americanos e sua doentia mania por assepsia que contaminou o mundo e, de repente, as mulheres estava se raspando inteiras. Primeiro foram as axilas. Depois, as pernas. Aí, acho que a bola rolou para as brasileiras, que passaram a cortar tão rente o púbis para usar biquínis cada vez mais curtos e baixos que decidiram se depilar totalmente. Viramos até verbete em dicionário: brazilian wax.
Resultado, tornaram-se bonecas. Manja a Barbie? Não sei de vocês, mas eu, quando moleque, vivia abaixando a calcinha das bonecas das minhas primas para ver o que tinha por baixo. E não tinha nada, o que era imensamente decepcionante.
Só que nós não descendemos dos yankees. Descendemos dos europeus, amigos! Veja um filme pornô estadunidense e um italiano e você vai entender o que estou dizendo. Os atores do velho mundo têm pêlos, muitos pêlos. É natural. É bonito. É saudável. Diferente das fitas norte-americanas, cheias de gente lisa feito cano de PVC. Merda, eu não quer trepar com um cano de PVC! Quero trepar com gente de verdade. E gente de verdade tem pentelhos, pombas!
A minha sorte foi que verifiquei cedo que, ei, há cor e textura ali por baixo, sim. E quem primeiro me mostrou isso foi a Luiza Tomé, numa bela Playboy que papai guardava num envelope pardo na parte mais alto do guarda-roupas. Luiza era farta em pêlos, enroladinhos, espalhados prodigiosamente e cujas fotos faziam parecer macios e convidativos.
Adorei aquilo. Vaginas tinham pêlos, e ponto final. Qualquer coisa fora disso seria uma das bonecas das minhas primas. E eu não queria bonecas. Queria mulheres. Mulheres com pêlos. Pêlos que enchiam a boca, afagam o queixo e as bochechas e até aumentam a salivação durante uma bela sessão de sexo oral; pêlos que se misturavam com os pêlos do rosto; pêlos cheirosos de xampu ou sabonete; pêlos para, depois de uma vitoriosa expedição morro abaixo, serem atirados para longe em rápidas cuspidelas enquanto o restante da roupa tem o mesmo destino.
Pêlos pubianos. Ou pentelhos. Ou matinho. Ou moita. Ou floresta negra (essa eu vi, por incrível que pareça, num gibi do Arqueiro Verde!). São parte integrante do sexo. Não há sexo sem pêlos. A natureza os colocou ali. O triângulo do prazer, ora essa! A sensação de enfiar a mão pela primeira vez dentro de uma calcinha e sentir aquele farfalhar entre os dedos, um toque de certa forma conhecido e por isso confortável e acolhedor. Era o sinal da última barreira a ser transporta, a fronteira final diriam os trekkers!
Mas então resolveram cortar tudo. Tudo! Uma das justificativas era que facilitava a higiene. Porra, só sendo muito neurótico para achar que um monte de pêlos é impedimento para uma boa higienização. E a coisa é tão bem feita que dá para ter uma aula básica de anatomia feminina sem precisar tocar. Nada de "o que será que tem por baixo", ou "como faço para chegar até lá". Já tá lá, descoberto, despelado, é só fazer o serviço.
E nem adianta falar que pêlo é mania de coroa desleixada, lembrando aquela clássica Playboy da Vera Fisher. Só para ficar na mesma publicação, olha a última capa dela.
Carol Castro. 100% silicon and brazilian wax free.
Pêlos púbicos são parte da nossa anatomia, e não gostar deles é estar a um passo da repulsa ao próprio sexo. Claro que, apesar de apreciador deles, ainda não cheguei ao nível de um Tinto Brass e suas atrizes que nunca viram uma lâmina de barbear na frente. Mas isso é trabalho para uma vida toda...

Excelente! Belo texto, cheio de razão!
Bom, espero que o Tiago tenha te avisado sobre o convite para o sábado à noite. Apesar da tua heterosexualidade, vou me depilar. Imagina se tu te apaixonas!
Grande abraço.
(Teu blog é bom pacas. Gosto dos pêlos, mas não reprovo um siliconezinho...)
Miltones, já estamos com as passagens aéreas compradas! Mas eu dispenso a incerta, ok? Nada pessoal... =D
Abraço
Olha, eu tinha falado sobre isso dias atrás no twitter [ó http://twitter.com/dorisfr/statuses/887553275], mas o texto ficou sensacional hein? Parabéns!
Briga,
Diz aí onde eu posso assinar embaixo.
Menino, mas tirar tudo é péssimo! Além da aparencia de boneca barbie, meu gineco diz que não faz bem, que os pêlos protegem e tal e pans...
Só não dá pra deixar claudiaohanastyle, mas o da Carol tá bem bonitão.
Brigatti.
Hoje volto ao tema do silicone e da igreja católica e de Carol Castro. Mas, diga-me, tinham as passagens compradas e não fizeram uso?
Estava ÓTIMO!
Abraço.
Como sempre dizem: gosto é que nem c*, e eu ADORO uma raspadinha !
E falar que faz mal, só se não lava direito ...
Vaginas são boas com ou sem pelos, (de prerência sem), mas um pouco pra variar, nunca fez mal a ninguem.
Abraços
Pô, mano... eu bem gosto de uma lisinha.
Mas na revista desse mês tem uma moça cujo penteado certamente lhe agradará, hehe.
Abs.
http://pirao.wordpress.com/2008/09/10/francesinha/
Pô, mano, depois de ter experimentado vários tipos, eu confesso que me peguei com as lisinhas.
Mas na revista desse mês tem uma guria cujo penteado certamente lhe agradará.
Abs.
http://pirao.wordpress.com/2008/09/10/francesinha/
Olá,
Infelizmente descobri esse blog e por conseguinte esse post apenas hoje e sei que estou muito atrasado, mas mesmo assim vou comentar.
Desde muito novo os pêlos femininos me fascinam, sempre adorei ver uma mulher peludinha, depois de viver na Europa aumentei ainda mais esse gosto, desejo, vontade, fetiche....sei la....
E nos últimos anos a ditadura da depilação muito tem me irritado, como alguém disse nada contra a pessoa se depilar, mas ai virar obigação é o fim da picada. Desinformação como não depilar é falta de higiene é triste de se ouvir e ouço com cada ver mais frequencia, infelizmente.
Resolvi começar um Blog e homenagear as mulheres de atitude que continuam sem se deixar levar por tendências (que passam).
Hoje com 40 dias estou surpreso com o número de acessos e como tem gente no mundo todo que aprecia uma mulher ao natural.
Ainda bem....
nem tudo está perdido....
Mauro S.